Elano, Muricy, Neymar e Amarilla

Por Juca Kfouri

Assim que o primeiro tempo terminou, Elano, capitão do Santos, se aproximou do árbitro Carlos Amarilla e reclamou do cartão amarelo dado a Neymar. “Eu já tinha visto ele fazer a mesma coisa com o Diego”, lembra Elano em conversa com o blog. No vestiário, Muricy Ramalho, em grande sacada, pediu que ele voltasse a falar com Amarilla e a conversa entre ambos foi mais ou menos nestes termos:

– Amarilla, o Neymar está caindo porque está sendo tocado e porque o gramado é muito ruim. Ele não está forçando. Dava para você falar menos com ele? Porque se você pensa em expulsá-lo o meu técnico me disse que vai tirá-lo e a gente vai botar na súmula.

– Eu não posso garantir nada. Se ele continuar caindo vou expulsá-lo.

– Mas tem horas que não dá para não cair, Amarilla.

– Não vou tirá-lo se ele não cair mais.

“Ele não falou mais com o Ney e apitou muito bem”, arrematou Elano em nossa conversa nesta manhã. O Peñarol protesta, no que está em seu direito. Mas Muricy e Elano foram brilhantes.

Paissandu escalado para pegar o Galo Elétrico

 

Fim do mistério. Paissandu confirmado para o jogo de domingo com Fávaro; Sidny, Hebert, Diguinho e Zeziel; Alexandre Carioca (foto), Alisson, Andrei e Marquinhos; Rafael Oliveira e Mendes. (by @jorgeluis_totti,do Bola – Foto: TARSO SARRAF/Arquivo Bola. 

A frase do dia

“Vou falar uma coisa para você. Sempre teve maria chuteira. Na nossa época, 90% era feia que ia atrás da gente. Não é igual a hoje não, que tem o Dentinho saindo com a Mulher Samambaia. Hoje é só avião, na nossa época era teco-teco”.

De Wilson Mano, ex-lateral-direito do Corinthians, lamentando ter vivido na era dos jaburus.

Coluna: O conto do treino secreto

É de espantar como o assunto ainda provoca rebuliço às vésperas de um confronto decisivo. De vez em quando, aparece por aqui um treinador dado a estratégias, que estabelece o mistério como trunfo para ludibriar o adversário, como se fosse a última novidade do esporte bretão e sob um manto de seriedade capaz de convencer almas incautas.
Claro que os treinamentos devem ser reservados, a fim de garantir a necessária tranqüilidade ao processo de ajustes táticos e definição dos titulares. Enfim, coisas absolutamente normais e corriqueiras da preparação para jogos importantes.
O problema é acreditar que treinos secretos têm o condão de assegurar vitórias consagradoras. Há quatro ou cinco décadas, talvez desse certo, pois os veículos de comunicação tinham precário alcance e a ferramenta mais eficaz era o rádio.
Nos dias de hoje, sob as asas da revolução digital, qualquer pretensão no sentido do sigilo absoluto soa ridícula. Aglomerações – seja uma passeata ou um treino de futebol – atraem hordas de curiosos munidos de celulares que captam imagens com excelente resolução e micro-câmeras que permitem espionar praticamente tudo que se mova sob o sol. Deixemos de ilusões: todo mundo hoje é um repórter fotográfico em potencial.
Sempre que alguém chega anunciando que haverá um treino secreto, minha reação é de decepção com quem acredita nesse tipo de lorota. Elba de Pádua Lima (Tim), Gradim, Gentil Cardoso, Carlos Froner, Oswaldo Brandão e outros ilustres treinadores da velha guarda falavam, de vez em quando, em armar arapucas para os oponentes com táticas ensaiadas durante a semana. E até funcionava, afinal eram tempos românticos, pré-internet e twitter. Hoje, sinceramente, não há como dar certo. A não ser que o tal treino seja realizado num abrigo anti-nuclear.
Por outro lado, desde 1974 não se tem notícias de revoluções no futebol. Naquele ano, Rinus Michels e Johan Cruyff inauguraram o conceito do “carrossel holandês” na célebre Laranja Mecânica. Não conquistaram o título mundial, mas legaram ao jogo noções absolutamente novas de marcação e posicionamento em campo. Dali por diante, o futebol mergulhou nas trevas da retranca e do anti-jogo. O exuberante estilo do Barcelona é a exceção que confirma a regra.  
 
 
O Paissandu, que tem se metido a fazer alguns coletivos e exercícios táticos longe dos olhos da torcida, tem tudo para ganhar o tricampeonato. Está descansado, tem elenco tecnicamente mais qualificado, nenhum desfalque e faz o segundo jogo em casa.
Por tudo isso, espero que, no fim das contas, a possível conquista não seja creditada aos efeitos miraculosos dos tais treinos secretos. Seria desdenhar da inteligência do torcedor. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 17) 

Amazonas herda outra vaga na Série D

A Federação Roraimense de Futebol (FRF) comunicou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na noite desta quinta-feira, o desinteresse de todos os clubes do Estado em disputar a quarta divisão do Campeonato Brasileiro. “Todos os times rejeitaram a vaga, portanto o Estado não terá representante na competição”, garantiu o secretário-geral da (FRF), Denilson Ubiratan. Com a desistência, a Federação Amazonense de Futebol (FAF) ganhou o direito de indicar outro representante para a competição. O Peñarol é o único confirmado, por enquanto. Nacional e Fast estão na disputa pela vaga. (Com informações de Sandro Galtran/DOL)

Independente põe ingressos a R$ 20,00

Independente Tucuruí confirma preço dos ingressos para o jogo de domingo contra o Paissandu, no estádio Navegantão, a R$ 20,00. No domingo passado, o clube cobrou R$ 10,00.

Já a diretoria do Paissandu definiu preço dos ingressos para a final, no Mangueirão, no dia 26, a R$ 15,00 (arquibancada) e R$ 40,00 (cadeira).

Remo continua em ritmo de treino

Tiago Marabá, Finazzi, Ratinho, Fininho, Jorge Reis, Diego Amaral, Jaime, Gleidson, Adriano Pardal, Rafael Granja são alguns dos jogadores que seguem treinando normalmente no Remo. Diretoria mandou o grupo continuar mobilizado, em função do recurso a ser julgado pelo pleno do TJD.