POR GERSON NOGUEIRA
No vídeo acima, o Black Sabbath com a formação original apresenta “Paranoid” no programa Top of the Tops da TV britânica, em 1970. Um dos hinos definitivos do metal, a canção foi gravada sem maiores pretensões, apenas para completar o segundo disco de estúdio do grupo inglês. O riff apoteótico e envolvente concebido por Tony Iommi transformaria a despretensiosa música no maior sucesso da carreira do Sabbath.
Geezer Butler, baixista e principal letrista da banda, contou à revista American Songwriter que escreveu “Paranoid” em minutos, a partir do ponto de vista de um homem que fuma um baseado e vai ficando paranoico com as pessoas em volta, não conseguindo se conectar com elas. Sem mencionar nenhuma vez a palavra “paranoid” na letra, o baixista admitiu que a música não foi criada para ser um hit.
A gravação original, de fevereiro de 1970, teve a presença dos quatro músicos fundadores do Sabbath: Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Butler e Bill Ward (baterista). Com um ritmo pesado e atemporal, “Paranoid” foi composta como uma reflexão tardia.
“Basicamente, precisávamos de uma faixa de 3 minutos para fechar o álbum, e Tony criou o riff de guitarra. Fiz a letra rapidamente e Ozzy a lia enquanto cantava”, contaria Butler em outra entrevista, desta vez à Guitar World. A longevidade da canção pode ser atestada pelo sucesso que faz até hoje: no início deste mês, superou a casa de 1 bilhão de reproduções no Spotify.
De quase enjeitada, “Paranoid” se tornou carro-chefe do Sabbath e a música que eternizou a banda. “A maioria das pessoas nos conhece por causa de ‘Paranoid'”, afirma Tony Iommi, considerado o maior criador de riffs de todos os tempos.
Abaixo, registro da apresentação de 2001 no Jubileu de Ouro da Rainha Elizabeth, em Londres, com Phil Collins na bateria e Pino Palladino no baixo: