Partida histórica, válida pela final da Taça Brasil de 1966, a vitória do Cruzeiro de Tostão e Dirceu Lopes sobre o Santos de Pelé deixou claro que não havia uma supremacia absoluta de times do eixo Rio-São Paulo. A Raposa tinha um timaço capaz de fazer frente a cariocas e paulistas, e por isso levantou o título. No ano seguinte, foi criado o torneio Roberto Gomes Pedrosa, popularmente conhecido como “Robertão”, abrindo espaço para clubes do Sul e Nordeste. O árbitro do clássico foi Armando Marques e a narração é do consagrado Fiori Giugliotti, da Rádio Bandeirantes. O jogo foi disputado no estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), em São Paulo.
Os gols foram marcados, para o Santos, por Pelé, aos 24, e Toninho, aos 26 minutos do primeiro tempo. Pelo Cruzeiro, marcaram Tostão, aos 18, Dirceu Lopes, aos 28, e Natal, aos 44 minutos do 2º tempo.
SANTOS: Cláudio; Lima, Oberdan, Haroldo e Zé Carlos; Zito e Mengálvio; Amauri (Dorval), Toninho, Pelé e Edu. Técnico: Lula
CRUZEIRO: Raul; Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Wilson Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo e Hilton Oliveira. Técnico: Aírton Moreira.