“Espalhe seu amor como uma febre… e nunca desista”.
Os versos iniciais entregam o estilo do B.R.M.C., blues mesclado com grunge estradeiro. Um rock respeitável, que nunca permitiu rótulos. As influências são óbvias – Bob Dylan, Syd Barrett, Johnny Cash e pitadas de Hüsker Du, Pixies e Jesus and Mary Chain. Sinais de respeitabilidade até nas referências. A linha de baixo, a guitarra distorcida e a gaita seguem dando o ritmo de uma das bandas mais singulares da cena moderna, desde o surgimento na Califórnia, em 2001. Som sempre cru, áspero e apaixonante nas aparições ao vivo. Ao mesmo tempo, como é próprio do rock, tornou-se um dos grupos mais subestimados de todos os tempos.
Esta canção, uma de suas joias, é parte obrigatória de qualquer trilha roqueira que se preze. Despojada, sem pretensões ou poses, mas arrasadora, como o rock nunca deveria deixar de ser. Originalmente, o Black Rebel Motorcycle Club (que nome pai d’égua!) defendia um revival psicodélico próprio da terra natal. Depois, abriu as portas da percepção e abraçou uma causa sonora mais diversificada. Robert Turner, Peter Hayes e Leah Shapiro são os músicos. Nick Jago, o antigo baterista, saiu recentemente para se dedicar a um projeto solo.