Em memória de Soledad

Hoje, 8 de janeiro, um dos mais brutais crimes políticos cometidos no Brasil completa 51 anos. Trata-se do monstruoso assassinato da poetisa e intelectual paraguaia Soledad Barrett Viedma, que depois de traída por seu companheiro (o “cachorro” infiltrado, Cabo Anselmo), foi cruelmente torturada e morta pela Ditadura Militar em Pernambuco. Soledad estava grávida de quatro meses, e mesmo assim não foi poupada.

Soledad foi encontrada nua, dentro de um barril numa poça de sangue, tendo aos pés o feto de 4 meses, expelido provavelmente durante as sessões de torturas. Este foi um dos mais hediondos crimes cometidos nos anos de chumbo da Ditadura Militar, no Brasil. Soledad recebeu quatro tiros na cabeça e apresentava marcas de algemas nos pulsos e equimoses no olho direito.

Camarada Soledad, presente!

(Por Edmundo Aguiar)

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