Alepa instala Frente Parlamentar para acompanhar e fortalecer ações da COP 30 no Pará

Sob a liderança do deputado Lu Ogawa, a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) instalou, nesta quarta-feira (8), a Frente Parlamentar de Acompanhamento e Fortalecimento das Ações da COP 30 do Pará (FPAF/COP 30). O ato contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas, entre autoridades e membros da sociedade civil organizada. A associação é integrada por 18 parlamentares, que já se dividem para acompanhar as agendas de sustentabilidade e desenvolvimento das regiões do Estado.

A mesa foi presidida pelo primeiro vice-presidente da Mesa Diretora da Alepa, deputado Luth Rebelo, e contou com a presença do presidente da Frente Parlamentar, deputado Lu Ogawa; da vice-governadora e presidente do Comitê Estadual para a COP 30, Hana Ghassan; do líder do governo na Casa, deputado Iran Lima; do titular da Secretaria Municipal de Controle e Transparência e coordenador do Comitê Executivo Municipal da COP 30, Luiz Araújo; e do segundo secretário da Câmara Municipal de Belém, Emerson Sampaio.

Para o deputado Lu Ogawa, os deputados são instrumentos da sociedade, e devem se articular para discutir o tema e construir juntos o evento da COP 30. “Precisamos usar a consciência para que o evento deixe um legado para o estado e para o Brasil. Teremos o desafio de acompanhar o Comitê da COP presidido pela vice-governadora, e o Legislativo tem um papel fundamental em todo esse processo. Aqui a gente pode propor leis que ajudem o Executivo, o judiciário, somos o elo entre os poderes, e vamos juntos desenvolver e preparar o nosso Estado para receber esse grande evento”, declarou.

Vice-presidente da Mesa Diretora, Luth Rebelo compartilha com o presidente da Frente a opinião de que o momento é de oportunidade para todo o Pará. “Não só Belém, não só região metropolitana, mas todo o estado. Esse debate vai ser muito importante para discutir as alternativas para lidar com a mudança do clima, precisamos de alternativas para conectar meio ambiente e economia, e juntos desenvolver a região dando atenção à questão ambiental”, pontuou.

O deputado Iran Lima reforçou a força da Frente, por reunir a maioria esmagadora de deputados da Casa. “É muito necessária a atuação da Frente, e hoje é um momento importante para a Alepa, para o presidente Chicão, a iniciativa do deputado Lu Ogawa e outras iniciativas como essa fortalecem o parlamento. Podem contar com a liderança para nos prepararmos para receber a COP e para lidar com as mudanças climáticas que já estamos enfrentando”, ressaltou.

Vereador de Belém, Emerson Sampaio acredita que é preciso mostrar ao mundo a importância da Amazônia, mas ainda compartilhar responsabilidades com o mundo. “A Amazônia é o ponto de equilíbrio para o mundo, mas não podemos ver os amazônidas morrendo para manter o equilíbrio do mundo e manter a floresta em pé. Precisamos mostrar a realidade e ser compensados, é isso que precisamos discutir na Frente. Vemos países riquíssimos que destruíram suas florestas e precisamos compensar as pessoas que preservam a Amazônia para que o mundo viva”, analisou.

Enquanto representante do município, Luiz Araújo, falou do simbolismo de realizar uma Conferência da ONU na Amazônia. “É a oportunidade para que sejamos ouvidos, vistos, oportunidade para que nós, em Belém, discutamos com a população os efeitos das mudanças climáticas. Pesquisas mostram que ficará mais quente e teremos chuvas mais intensas. Os fenômenos ficaram piores e se não tiver uma mitigação dos efeitos sofreremos. E a responsabilidade não é só nossa, mas é também nossa, não queremos que discutam isso sem sermos ouvidos”, lembrou.

Para a vice-governadora Hana Ghassan, a COP30 é um momento único de oportunidade, de avançar nas discussões de meio ambiente, mas também de que “aqueles que falam da Amazônia conheçam de fato a região. As pessoas poderão viver a experiência amazônica, o que é importante para que compreendam as nossas necessidades. O governador Helder tem sido um grande representante da Amazônia não só a nível nacional, mas internacional, fazendo um trabalho conjunto do governo federal e municipal”, disse.

Hana destacou, ainda, a atuação do deputado Lu Ogawa, que já acompanhava as reuniões desde antes da instalação oficial da Frente. “Nos sentimos amparados pela Assembleia Legislativa, que nos acompanham e fazem os apontamentos necessários para que possamos avançar em conjunto. Seguimos com os estudos contratados para mapear os desafios a serem superados para sediar o evento. O anúncio de Belém como cidade-sede da COP 30 será feito oficialmente este ano em Dubai, durante a COP 28, ou seja, deixa de ser um sonho para ser uma realidade. Desde o dia 18 de maio iniciamos o trabalho para ter o planejamento necessário e executar o planejamento feito. E vamos precisar do apoio da Alepa para avançar nesse projeto”, concluiu.

Outras instituições e entidades enviaram representantes à instalação da Frente, como Detran; Polícia Civil; Secretaria de Estado de Articulação da Cidadania; Sebrae; Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas; Secretaria de Estado de Assistência Social, Emprego e Renda; Ministério Público de Contas do Pará;
Corpo de Bombeiros; Secretarias de Estado de Turismo, de Saúde Pública e de Meio Ambiente e Sustentabilidade; Universidade do Estado do Pará; prefeitura de Barcarena; Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará, e outros.

Frente Parlamentar COP 30

Entre as atribuições da Frente estão estudar, avaliar e discutir propostas para o fortalecimento da COP-30 nas regiões do Estado; receber sugestões, estudos, indicações e consultas pertinentes, no intuito de subsidiar os debates que dissertarem sobre o evento; atuar junto ao governo estadual e municípios para o desenvolvimento de políticas públicas em todas as esferas de gestão que envolvam a realização da COP; discutir, debater, promover e aperfeiçoar a legislação e as políticas de combate ao desmatamento e de promoção da bioeconomia; defender a adoção de medidas de valorização dos ribeirinhos e dos quilombolas, por meio da capacitação continuada e de políticas de Sustentabilidade, salário, previdência e de assistência social; e outros.

Foram anunciados, na ocasião, todos os membros fundadores da Frente, e são eles, além de Lu Ogawa, o vice-presidente Josué Paiva, o relator Renato Oliveira, e os demais deputados Carlos Vinicios, Elias Santiago, Iran Lima, Coronel Neil, Eraldo Pimenta, Fábio Figueiras, Thiago Araújo, Toninho Torres, Antônio Tonheiro e Dr. Wanderlan. Também aderiram à Frente e são oficialmente vice-presidentes a deputada Lívia Duarte, a deputada Maria do Carmo, e os deputados Erick Monteiro, Fábio Freitas e Fábio Figueiras.

Já os membros efetivos da Frente são Diana Belo, Ana Cunha, Braz, Andréia Xarão, Carlos Bordalo e Wescley Tomaz. Enquanto membros colaboradores, a Frente conta com a vice-governadora do Pará, Hana Ghassan; prefeito de Barcarena, Renato Ogawa; diretor-superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno; governador Helder Barbalho; prefeito de Belém Edmilson Rodrigues; deputada federal Elcione Barbalho; secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O’ de Almeida.

O que é a COP?

Belém foi indicada para sediar, em 2025, a 30ª edição da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Oportunidade inédita para o desenvolvimento de diversos segmentos da sociedade, a COP, como é conhecida, dura 12 dias e costuma ocorrer no mês de novembro ou dezembro.

O evento ocorre anualmente desde 1995, e conta com a organização de representantes de vários países. Belém foi indicada para ser a sede da COP 30 em 2025, que será realizada pela primeira vez no Brasil. O encontro é o principal espaço de debate sobre desenvolvimento econômico e mudanças climáticas e é realizado anualmente por representantes de vários países. O objetivo é combater as alterações do clima, encontrar soluções para os problemas ambientais que afetam o planeta e negociar acordos.

Participam da COP 30 todos os países que confirmaram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, hoje 198 territórios (governos – líderes ou chefes de Estado, setor privado, ONGs e grupos da sociedade civil). Também são esperados jornalistas do mundo todo, credenciados para a cobertura do evento, especialistas, convidados da ONU e pessoas que se credenciam para participar da COP, como ativistas e instituições não governamentais.

Flávio Dino defende soberania brasileira e cala a máquina de fake news

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, esclareceu nesta quinta-feira (9) a onda de fake news fomentadas pelo governo de Israel sobre suposta célula terrorista no Brasil. A intenção era envolver o Brasil no mapa dos conflitos entre israelenses e o mundo árabe. O assunto veio à tona no mesmo dia em que o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional, abrindo uma frente de confrontação em relação ao governo brasileiro.

O ministro Flávio Dino rebateu afirmações feitas pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a operação da Polícia Federal ontem, que prendeu dois brasileiros suspeitos de ligação com o grupo extremista Hezbollah em São Paulo.

O que aconteceu
Dino disse que operação foi conduzida pela Polícia Federal, com base em provas analisadas exclusivamente pelas autoridades brasileiras. “Nenhuma força estrangeira manda na Polícia Federal do Brasil. E nenhum representante de governo estrangeiro pode pretender antecipar resultado de investigação conduzida pela Polícia Federal, ainda em andamento”, escreveu ele nas redes sociais. Abaixo, na íntegra, a declaração do ministro:

“1. O Brasil é um país soberano. A cooperação jurídica e policial existe de modo amplo, com países de diferentes matizes ideológicos, tendo por base os acordos internacionais.

2. Nenhuma força estrangeira manda na Polícia Federal do Brasil. E nenhum representante de governo estrangeiro pode pretender antecipar resultado de investigação conduzida pela Polícia Federal, ainda em andamento;

3. Quem faz análise da plausibilidade de indícios que constam de relatórios internacionais são os delegados da Polícia Federal, que submetem pedidos ao nosso Poder Judiciário;

4. Os mandados cumpridos ontem, sobre possível caso de terrorismo, derivaram de decisões do Poder Judiciário do Brasil. Se indícios existem, é DEVER da Polícia Federal investigar, para CONFIRMAR OU NÃO as hipóteses investigativas;

5. A conduta da Polícia Federal decorre exclusivamente das leis brasileiras, e nada tem a ver com conflitos internacionais. Não cabe à Polícia Federal analisar temas de política externa;

6. As investigações da Polícia Federal começaram ANTES da deflagração das tragédias em curso na cena internacional;

7. Apreciamos a cooperação internacional cabível, mas repelimos que qualquer autoridade estrangeira cogite dirigir os órgãos policiais brasileiros, ou usar investigações que nos cabem para fins de propaganda de seus interesses políticos;

8. Quando legalmente oportuno, a Polícia Federal apresentará ao Poder Judiciário do Brasil os resultados da investigação técnica, isenta e com apoio em provas analisadas EXCLUSIVAMENTE pelas autoridades brasileiras.”

Diniz finalmente mostra a cara

POR GERSON NOGUEIRA

Com discretas, mas certeiras mudanças, o técnico interino Fernando Diniz finalmente disse a que veio no escrete – ou, pelo menos, ensaia dizer. A convocação do garoto Endrick, fenômeno formado nas divisões de base do Palmeiras, e do atacante atleticano Paulinho soa como atitude de ousadia do treinador na convocação anunciada na segunda-feira (6) para os jogos contra Colômbia e Argentina.

Na condição de técnico temporário, Diniz talvez trabalhe de mãos atadas, seguindo a orientação da CBF e talvez do próprio Carlo Ancelotti, que teria um pré-contrato para assumir a Seleção Brasileira em 2024.

Ocorre que o título da Conmebol Libertadores pode ter influenciado Diniz a finalmente alçar voos mais independentes na Seleção. Afinal, é o nome dele que está em jogo. A conquista histórica com o Fluminense pode ter dado a ele mais confiança para impor suas escolhas.

Endrick, que até a metade do ano não era sequer escalado pelo técnico palmeirense Abel Ferreira, vem se destacando na reta final do Campeonato Brasileiro. Mereceu ser lembrado por Diniz, desde que possa jogar. Espaço há. Sem Richarlyson, barrado, e Neymar, lesionado, Endrick pode muito bem entrar no time.

Paulinho, outro destaque do Brasileiro, é um atacante agudo. Mostra mais presença de ataque – e na preparação de jogadas – que Richarlyson e o próprio Vinícius Júnior, que atuou muito mal nos dois últimos jogos.

Além dessas novidades, Diniz chamou Gabriel Martinelli, do Arsenal, que já merecia uma nova chance depois de ter sido muito mal aproveitado por Tite na Copa do Mundo de 2022. Para não perder contato com Tite, convocou de novo o inoperante Gabriel Jesus, mas isso já é caso perdido.

Alisson, goleiro do Liverpool, também retorna à Seleção. É um nome indiscutível, embora Ederson viva um melhor momento no Manchester City. A questão é que o problema do Brasil não está no gol, mas na falta de gols. Diante de colombianos e argentinos, Diniz tem a missão de mudar o modelo e extrair mais qualidade dos jogadores convocados.

Estiagem de notícias é mais danosa que o El Niño

A pior época para a imprensa esportiva paraense é o final da temporada. A partir de outubro, o noticiário começa a rarear. É necessário reaquecer assuntos, fazer balanços, acompanhar os jogos da Segundinha do Parazão e torcer por alguma novidade que venha da dupla Re-Pa.

Neste ano, mesmo com o incremento representado pelo acesso do PSC à Série B, continua o drama dos setoristas e editores. Até que sejam confirmadas as primeiras contratações, o que se verá é um festival de especulações e chutes.

Os adeptos das estatísticas deitam e rolam na tabulação de números, porcentagens e análises que, no fundo, têm pouca ou nenhuma importância prática.

Ao mesmo tempo, personagens menores – como os expoentes da cartolagem sem juízo – fazem a festa. São os que primam pela inconsequência de falar mais que o necessário, quase sempre em prejuízo dos próprios clubes.

Como o torcedor é sempre uma presa fácil das lorotas plantadas sobre reforços, vários se aproveitam disso para ocupar espaço midiático. E haja projeção de aquisições, cálculos de gastos, promessas mirabolantes e outras informações que deveriam ser mantidas no âmbito interno.

O Remo, por enquanto, está livre disso, pois seus dirigentes não têm como agir. É obrigatório esperar a definição do pleito, no próximo dia 12 de novembro. Mesmo assim, há quem especule e solte balões de ensaio sobre prováveis contratações.

A bem da sanidade, recomenda-se que por uns tempos, talvez até a metade de dezembro, o torcedor se acautele quanto ao canto de sereia de alguns personagens envolvidos no chamado circo do futebol.

Onze ideal da Libertadores confirma domínio brasileiro

Encerrada a Conmebol Libertadores, o monitoramento técnico de todas as partidas resultou na escolha do time ideal da competição, formado num esquema 1-3-4-3. O campeão Fluminense foi quem mais contribui para a equipe, com cinco jogadores, incluindo Germán Cano, artilheiro do torneio com 13 gols.

O Boca Juniors, vice-campeão, teve dois jogadores escolhidos, assim como o Internacional. Palmeiras e Atlético-MG contribuíram com um jogador cada. O onze ideal conta com cinco jogadores brasileiros, dois argentinos, um peruano, um uruguaio, um colombiano e um equatoriano.

O predomínio de jogadores brasileiros na seleção do torneio sul-americano confirma a hegemonia dos clubes nacionais na competição.

O goleiro é Sergio Romero, do Boca Juniors (ARG). A zaga é formada por  Luis Advíncula (Peru), também do Boca; Nino, do Fluminense; e Joaquín Piquerez (Uruguai), do Palmeiras.

No meio-campo, Jhon Arias (Colômbia), do Fluminense; André, do Flu; Alan Patrick, do Internacional; e Paulo Henrique Ganso, também do Flu.

No ataque, Enner Valencia (Equador), do Inter; Paulinho, do Atlético-MG; Germán Cano (Argentina), do Fluminense.

Pode-se questionar a escalação de Valencia, que foi bem em apenas dois jogos do Inter, mas escolhas desse tipo não costumam primar por justiça. Samuel Xavier, por exemplo, merecia ser titular nesse.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 09)