A batalha de Salvador

POR GERSON NOGUEIRA

Há uma semana, no estádio Jornalista Edgar Proença, o Papão derrotou o Bahia por 3 a 0 e mostrou musculatura para avançar na Copa do Brasil. Depois de um primeiro tempo parelho, a equipe paraense cresceu na etapa final e construiu a vitória folgada que lhe permite entrar em campo hoje podendo administrar a condução do jogo.

A vantagem estabelecida em Belém é de grande importância, mas não garante tranquilidade plena. Sempre é difícil enfrentar um adversário de tradição, que mobiliza uma torcida apaixonada, jogando em seus domínios.

Para apimentar a situação, o lance do pênalti que originou o terceiro gol do Papão no Mangueirão deu aos baianos o argumento que precisavam para transformar o confronto desta noite em uma revanche.

O árbitro realmente errou na marcação da penalidade, mas em nenhum momento isso pode ser configurado como má fé ou parte de um esquema para prejudicar o tricolor baiano. A crer nessa hipótese, seria justo levantar também a quantidade de vezes que o próprio Bahia tem sido beneficiado por arbitragens polêmicas.

Na própria Copa do Brasil, há o episódio do jogo com o Nacional (AM), eliminado na primeira fase por força de um gol assinalado em completo impedimento na Arena Nova.

Como a questão extracampo não pode ser administrada, resta ao Papão se concentrar no que importa. Terá que jogar com a cabeça no regulamento, mas atento à pressão que o Bahia prepara para os primeiros momentos da partida.

Exemplos não faltam de reversão de resultados em mata-mata. No ano passado, o Atlético-MG se especializou em viradas aparentemente impossíveis, contra Flamengo e Corinthians. O próprio Bahia se agarra à espetacular virada sobre o Vitória da Conquista na decisão do certame baiano. Perdeu na ida por 3 a 0 e devolveu na volta por 6 a 0.

Dado e seus comandados também devem se espelhar no que ocorreu com o Remo na Copa Verde, quando chegou à Arena Pantanal com 4 a 1 de vantagem e terminou levando de 5 a 1. No futebol, ao contrário do que ocorre no processo histórico, nem sempre as coisas se repetem como farsa.

Cabe ao Papão jogar o seu jogo, manter serenidade e buscar fazer pelo menos um gol, explorando a previsível pressa do adversário em reverter a diferença.

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Sport de Durval desafia previsões

Há uma interessante novidade neste incipiente Brasileiro da Série A. O Sport se mantém, valentemente, entre os quatro primeiros na tabela, depois de uma sequência duríssima, enfrentando Atlético-MG, Palmeiras e São Paulo. O rubro-negro pernambucano tem 27 pontos e é o time que menos perdeu na competição, uma vez apenas. Tem o segundo ataque mais positivo, 25 gols. Perde apenas para o do líder Galo, que marcou 28 vezes.

E é do Sport o zagueiro menos faltoso da competição. O veterano Durval, após 14 rodadas, cometeu apenas uma falta. Façanha digna de menção se levado em conta o próprio histórico do jogador. Ao mesmo tempo, significa que o time está bem ajustado em todos os setores. Joga bonito e tem tudo para ir longe na competição.

Curiosamente, a mídia do Sudeste só tece loas ao Corinthians, que ocupa o segundo lugar com uma campanha que valoriza a defesa, bem ao gosto do técnico Tite. Tem a defesa menos vazada, com oito gols. Em compensação, só ganha por 1 a 0 e 2 a 1, aparecendo com o pior ataque dos sete primeiros colocados, com apenas 16 gols.

Saudar times que sofrem poucos gols não é coisa da essência do futebol brasileiro. Pelo menos, do futebol brasileiro que vale a pena ver.

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Heranças de Minowa travam gestão remista

Nem bem era encaminhada a negociação de Ameixa com o Corinthians, por um valor em torno de R$ 500 mil, eis que outra notícia ruim caiu como bomba no Evandro Almeida, ontem. Banpará, Funtelpa e Federação Paraense de Futebol receberam um ofício da 13ª Vara da Justiça do Trabalho, informando que os repasses destinados ao Remo estão bloqueados até que toda a dívida do clube junto à JT seja quitada.

O surpreendente é que a Justiça do Trabalho está apenas fazendo cumprir um acordo assinado pelo presidente Pedro Minowa em janeiro deste ano, concordando com o bloqueio integral dos repasses. Minowa se encontra licenciado do cargo até dezembro.

São petardos de efeito retardado deixados pela caótica gestão de Minowa, em tudo parecida com a do antecessor. Fontes da diretoria revelam que os problemas se avolumam à medida que documentos deixados pelo dirigente licenciado são descobertos.

A decisão judicial tirou parte do entusiasmo com o negócio envolvendo Ameixa, joia do clube, 19 anos, revelação do último Parazão e que era trabalhado para vir a ser um dos grandes nomes da equipe na temporada.

Acontece que a situação financeira desesperadora não permitiu que esses planos fossem levados a cabo. A essa altura, a entrada de dinheiro é fundamental para cobrir as pendências e garantir uma boa campanha na Série D.

Ao contrário do ocorrido com Roni, cujo dinheiro da venda até hoje não foi contabilizado na tesouraria do clube, a ida de Ameixa para o Corinthians já rendeu até um adiantamento para o Remo, permitindo sanar débitos mais urgentes.

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Uma data muito especial para a nação bicolor

Há exatamente 70 anos, o Papão derrotava o Remo por 7 a 0 em jogo no estádio Evandro Almeida, cravando uma página histórica na rivalidade entre os dois grandes clubes. Obra do Esquadrão de Aço bicolor, até hoje festejado pelo excepcional feito.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 22)

33 comentários em “A batalha de Salvador

  1. Isto sim é que é TABU, 70 anos se passaram e jamais. nem se quer o Remo se aproximou do escore tão dilatado e mais humilhante já aplicado em um clássico estadual. 7 x 0 é tão devastador que o tal tabu 33 não arranha nem um pouco a imagem do time que é quase dez anos mais novo e tem muito mais títulos estaduais, regionais e nacionais. Participações em competições internacionais representando muito bem o Brasil e conseguindo colocar o seu nome entre os poucos clubes do mundo que venceram o todo poderoso Boca Junior em uma competição oficial dentro da Bombonera.
    É muito bom ser torcedor do Paysandú Sport Club. O resto…..

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  2. Kkkkkkkkk tabu 33 o maior do mundo e ainda fugiu 2 x com o rabo entre às pernas pra não ser goleado kkkkkkkkkkkk nem vou falar q nós derrubamos o chiqueiro kkkkkkkkk mucura, nossa eterna piada kkkkkkk

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  3. A histórica goleada sobre o maior rival deve ser sempre lembrada, já que não se trata apenas de uma goleada, se trata da maior humilhação futebolística imposta a um adversário.

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  4. 70 anos do ETERNO 7×0, IRREVERSÍVEL !!!!!!!!!!!!
    Quanto ao clássico de hoje do N/NE, acredito que o PAPÃO volta classificado, apesar destas pressões psicológicas.

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  5. Como o remo está com o pires na mão estão dando praticamente de graça a maior revelação do clube nos ultimos anos.
    Vão lá no coríntians e tentem comprar umas de suas revelações da base pra ver quanto custa?
    Troco de pinga para os padrões atuais do futebol

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  6. Existe uma crônica, construída para falar da goleada sofrida pelo Brasil para Alemanha, sobre o número 7 e sua relação com o futebol – quase inexistente – que mostra a grandeza deste escore.

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  7. Miguel, apenas corrigindo que o Remo já deu de 7 também no Paysandu, em 1939, porém o Paysandu chegou a fazer 2 gols na partida, configurando um placa final de 7×2.

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  8. Meu time nunca fugiu de campo.
    “É uma vergonha o que time do paysandu está fazendo, deixando o campo, é uma vergonha” assim narrava, no mangueirão lotado. RP

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  9. Jogo, realmente, muito difícil pro Papão… Bahia, vai com o que tem de melhor, no momento(não sei se alguns jogadores estão na sua melhor forma)…Ataque Baiano, é muito forte, com Max Biancucchi, Kieza e Alexandro…Sérgio Soares, vai com um time mais experiente pra cima do PSC.. Bahia, tem mais time e mais elenco, mas é dentro do campo que as coisas se resolvem… E, lá dentro, Dado já deve ter observado os pontos fracos do time Baiano e tentará se aproveitar disso…Todo cuidado é pouco… Que no final, o Papão saia classificado, pra alegria do seu torcedor.

    Vaaaaamooos Papãooooooooo

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  10. Que o jogo vai ser duro,ninguém tem duvidas. Não depende de um só time vencer a partida,pois há o lado muito mais necessitado,que é o Bahia que certamente aplicará todas as armas,inclusive as que não tem em seu poder. É um jogo,que como comentei em outras ocasiões,dificílimo,principalmente pelo lado emocional que as grandes decisões exigem.Tivemos ontem um exemplo desses momentos,no jogo decisivo de ontem entre Criciuma x Gremio,dígno de uma grande decisão ! Portanto, toda a atenção e cuidados serão poucos ! Comemoração somente após os 90 minutos e + acréscimos ! Confio no Papão.

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  11. Além dos 7×2 em 1939, existe um 7×0 em favor do Leão em 1926, segundo o pesquisador Ferreira da Costa, mas como o Remo nunca deu importância ao placar de um jogo apenas, preferimos lembrar dos dois tabus, um de 24 jogos nos anos 70, o outro de 33, nos anos 90, isso sim é uma humilhação de anos, e não de um jogo apenas. E só pra corrigir mais uma asneira dos mucurentos, o Grêmio já deu de 10×0 no internacional, o Palmeiras deu de 8×0 no corinthians e a mucura pegou de 9×0 do Paulista.

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  12. Vai ser um jogo difícil, claro. Mas, não vejo nada além das dificuldades normais dos outros jogos. Senão, vejamos. Jogando com um time mais qualificado do que aquele que perdeu aqui, o time baiano não conseguiu mais do que dois gols de vantagem no jogo de ida pelo campeonato da segunda divisão, e hoje precisa de 3. E não se perca de vista que a atmosfera do campeonato de pontos corridos da segunda divisão, é bem menos hostil do que o clima de mata\mata da CB. Quer dizer, além da vantagem que já conta ao iniciar o jogo, o listrado ainda conta com a pressão que o adversário enfrenta, a qual, via de regra, em circunstâncias desta natureza, constitui fator limitante das ações que buscam a reversão do placar.

    Quanto ao Sport, creio que por ter acumulado uma boa porção de “gordura” quando a maioria dos adversários ainda estava adquirindo melhor condicionamento em plena competição, parece que quando começar a declinar estará bem longe do Z4, mas não terá condições de brigar pelo título, ou mesmo pela Libertadores. Minha opinião, meu prognóstico, é que lhe ficará de bom tamanho a Sul Americana.

    Quanto ao Minowa, nada obstante este problema aqui referido tenha lá seu potencial de dificuldade, creio que mais grave é a situação dos supostos “empréstimos” que ele teria obtido das finanças azulinas. Deveras, quanto ao bloqueio não fico muito impressionado, eis que tenho certo que a JT não vai sustentar uma medida que mesmo servindo para pagar salários atrasados, vá impedir que se pague os salários dos trabalhadores com contratos vigentes, impedindo-os de ter acesso aos bens que garantiriam sua digna subsistência e pelo quais trabalharam para garantir. Não creio que a JT vá resolver um problema social, criando outro tão grave quanto. Há de existir um meio termo que contemple a ambos, os credores, antigos e os trabalhadores atuais.

    Sem querer ser catastrofista, a liberação desta informação para imprensa, me parece mais uma tentativa da diretoria azulina de acalmar os jogadores por eventual atraso, ou agravamento de atraso, no pagamento de salários.

    Quanto aos tais 7, prefiro o tabuzão de 33 jogos, firmado ao longo de um quinquênio, bem assim outro feito que conta com registro fidedígno e a trilha sonora do Pinduca: https://www.youtube.com/watch?v=KxoDhlFE-Rk

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  13. Gleydson, com todo respeito, Ferreira da Costa jamais escreveria tamanha bobagem, na verdade, este placar citado por você é um sonho levantado por Orlando (que não é historiador do Futebol de fato como Ferreira), só que este jogo citado por você, segundo Ferreira, foi um jogo entre juvenis. Diferentemente do feito sem defeito, que foi realizado no profissional.

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  14. Celira, no Livro “Leão Azul Centenário”, escrito por Ferreira Da Costa, que eu tenho em minha estante, o placar é citado sim, com a devida explicação que a partida foi disputada pelo 2º quadro dos times, uma espécie de categoria de aspirantes e reservas, muito em voga na época. Pelo menos você não negou que a partida existiu, como fazem a maioria dos mucurentos.

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  15. 1.2.3.4.5.6.7.8.9.10.11.12.13.14.15.16.17.18.19.20.21.22.23.24.25.26.27.28.29.30.31.32…….33…Kkkkkkkkkkkk essa mucura sem vergonha, eterno freguês do meu REMO.

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  16. Gleydson nem pra mucurada carente eles deram 7x 0 uma vez 1926 o Remo deu 7 x 0 é depois deu 7x 2 duas vezes demos mais goleadas nelas o como vc Gleydson falou o Leão nem dá bola foi apenas uma partida em quanto a gente tem é tabus nós anos 70 é 90 em 70 24 jogos sem perder é 90 veio o desespero dos mucurentes 33 com 21 vitórias é 12 empates nem a Tuna conseguiu ficar tanto tempo sem ganhar do Remo já elas sim kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  17. É muita sofrência da torcida de merda kkkkkkkkkkk eles só tem esse jogo pra comemorar kkkkkkkk é por isso q eu digo: mucura nossa eterna piada kkkkkkkkk

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  18. Essas Remelentas ficam descontroladas….desçam do salto, se ajoelhem e peçam bênça para o time do Norte que deu e dá as maiores glórias que o Futebol Paraense tem!!!!
    Kkkkkkkkk
    Segundo Ferreira da Costa, em a História do Re x Pa, no dia 20/04/1919, em caráter Amistoso pela Taça Clube Naval, quando o placar estava em 1 x 1, o Clube do Remo desistiu do jogo e abandonou o gramado. O Paysandu foi proclamado vencedor por W.O.
    A história está aí para ser contada pela maior Fonte do Estado!!!!
    Edson Fake da Vovó:
    -“Por isso que eu digo, nós somos a própria piada sendo contada”
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkk

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