BBC denuncia máfia de ingressos na Fifa

O programa do canal de TV britânico BBC que foi ao ar, na noite desta segunda-feira (final da tarde no Brasil), revelou mais uma escândalo na Fifa: o mercado negro de ingressos para jogos da Copa do Mundo. Segundo a BBC, os cambistas operam justamente a partir das entranhas da entidade e com ingressos que são distribuídos pela Fifa. Os responsáveis pela venda ilegal seriam os próprios cartolas. A BBC foi até a Noruega e obteve depoimentos de um dos principais cambistas da Europa, Atle Barlaup. Segundo ele, 40% das entradas para jogos de Copa do Mundo no mercado negro tem origem dentro da própria Fifa e seriam os cartolas máximos da entidade que lucrariam com a sua venda. O cambista revelou um dos acordos com o então vice-presidente da Fifa, Jack Warner. Em 2006, o cartola o vendeu 820 entradas, que seriam dadas a ele por ser presidente da Federação de Futebol de Trinidad e Tobago. (Com informações da ESPN)

Macca faz apresentação impecável no Engenhão

Por Jamari França

A fonte da juventude de Paul McCartney é a adoração dos fãs que ele tem pelo mundo a fora. Ele serve um show impecável de duas horas e trinta e cinco minutos para uma platéia de todas as idades e recebe de volta uma carga de energia positiva que o realimenta para seguir em frente. E olha que o véio adora uma adulação. Mil vezes no show ele abre os braços, levanta o instrumento, se curva e outras mumunhas mais para que a platéia berre seu nome, grite, aplauda, ajoelhe, chore, ria e tudo o mais. Vi adolescentes cantando as músicas certinho e gente de cabelo branco com brilho nos olhos pelas lembranças do significado das músicas dos Beatles em suas vidas. Catarse total. O setlist foi o mesmo dos shows de Santiago e Lima. Nada a reclamar. Claro que falta uma ou várias canções, normal de quem tem um repertório tão vasto. Banda afiadíssima, garganta nos trinques, casa cheia num coro de 45 mil vozes a maior parte do show e a festa ficou completa.

Paul prova que está em paz com seu passado. Sabe que sua maior obra foi feita ao lado de John, George e Ringo, daí serve uma porção generosa desse repertório no show: 23 canções no total de 34. Das cinco primeiras músicas, três são dos Beatles. A abertura com novo arranjo de Hello Goodbye, All My Loving e Drive My Car. As outras duas são da Wings, sua banda pós-Beatles, Jet e Letting Go.

Ele se alterna entre baixo, seu emblemático Hofner violino, violão, bandolim, ukelele, guitarra (Les Paul) e piano(Yamaha de cauda). Quando está no baixo, os dois músicos Rusty Anderson e Brian Ray tocam guitarra. Se ele vai para o piano, guitarra ou violão, Brian toca baixo. O baterista Abe Laboriel tem uma pegada animal, ele recria algumas batidas de Ringo em músicas como A Day In The Life e The End, mas nas demais baixa a mão. Paul Wickens faz bases nos teclados e é encarregado de recriar em samplers a sonoridade Beatle de várias canções, como as cordas de Eleanor Rigby e Yesterday. Dois enormes telões verticais mostram Paul e a banda, o telão central ilustra as músicas. Na homenagem a George em Something, fotos dele surgiram no telão. Em Here Today, para John Lennon, uma lua cheia brilhou no fundo do palco. Não sei se é piração minha mas notei uma maior emoção de Paul na homenagem a seu parceiro de tantas canções.

A homenagem a John foi além de Here Today. No final de A Day In The Life ele puxou o hino pacifista Give Peace a Chance que a platéia toda cantou e ele elogiou: “Lindo, paz em toda parte, por todo o mundo. Precisamos disso agora.” Jimi Hendrix também mereceu citação, um trecho instrumental de Foxy Lady ao final de Let Me Roll It. Houve momentos de introspecção e momentos de grande euforia. Yesterday e Here Today foram momenos clamos, com a platéia toda cantando a primeira. Mrs. Vandebilt, Ob-La-Di Ob-La-Da, Back In The USSR e Helter Skelter tiraram o povo do chão.

Um beatle nunca faz o mesmo show

Tive a oportunidade, graças ao presentaço de um velho amigo (tão beatlemaníaco como eu), de ver Paul McCartney ao vivo outra vez. Não fosse por isso teria ficado curtindo de longe, vendo o show vivo pelo portal Terra e acompanhando as matérias na TV. Quis ainda o destino que esta terceira vez (antes, estive no Maracanã em 1990 e no Morumbi no ano passado) fosse em território botafoguense. Sir Macca pisou no palco do Engenhão com o mesmo show de 2010, mas quando o cara é um beatle temos que reconhecer que nada é sempre igual. Talvez a mudança esteja nas pequenas mudanças do set-list. Em S. Paulo, abriu com Venus and Mars. No estádio do Botafogo, a primeira foi Hello, Goodbye (Magical Mistery Tour no segundo show). No restante do roteiro, as alterações são de timbre e pegada, principalmente nas canções mais roqueiras, que predominam hoje no repertório de um cantor/compositor que passou a vida sendo chamado de romântico. Fazia tempo que Helter Skelter não recebia um tratamento tão pesado, justo esta que é a pedra de toque do gênero heavy metal.

A histeria continua exatamente igual aos shows de Macca no mundo inteiro, mas fiquei com a impressão de que em ambiente carioca ele se sente mais à vontade. Talvez pelo recorde (184 mil pessoas) de 90 no Maraca e pela assumida tietagem do Rio por ele. Gerações diferentes de fãs estão representadas na plateia, com óbvia predominância dos jovens. Fica claro, também, que a banda está afiadíssima, o que é natural para quem acompanha o beatle há mais de cinco temporadas. As canções reproduzem os arranjos originais, tão caros aos ouvidos dos fãs, mas já existem brechas para improvisos, como citações em homenagem a Jimi Hendrix, além de homenagens caprichadas a George Harrison (Something) e John Lennon (Here Today e Give Peace A Chance). Grande show, que provavelmente não voltará ao Brasil tão cedo, daí a satisfação de ter visto esse retorno com tanto prazer.

Reforçado pelo fato de ter encontrado paraenses entusiasmados como Ambire, Sérgio e Ricardo Gluck Paul, Jorge Reis, Sandra Leite, Carlos Rocha (com uma oportuna faixa contra a divisão do Pará) e Sérgio Ricardo.

Sinomar perde vantagem, mas mantém otimismo

“Isso não pode acontecer (perder gols), quem não faz leva.“Não tem nem o que falar, temos que reverter o placar dentro de nossa casa (Navegantão). O Remo nos deu espaço para encaixarmos o contra-ataque, que é a nossa principal arma. Iremos continuar assim, nesse ritmo. Foi apenas o primeiro tempo dos 180 minutos. Demonstramos qualidades hoje e tenho certeza que no Navegantão teremos totais condições de alcançarmos a classificação. Só nos faltou calma hoje (ontem)”.

De Sinomar Naves, técnico do Independente Tucuruí, confiante para a decisão de domingo.

Givanildo rejeita críticas ao time e elogia Elsinho

Com um gol do lateral direito Elsinho, aos 45 minutos do segundo tempo, o Remo passou pelo Independente Tucuruí, domingo à tarde, no estádio Evandro Almeida e reverteu a vantagem no cruzamento da semifinal. Agora, no próximo domingo, o time de Givanildo Oliveira joga pelo empate para se classificar à final do turno. A atuação confusa da equipe, com falta de definição no ataque e alguns erros na defesa, deixou a torcida apreensiva e é provável que sejam feitas mudanças para a partida em Tucuruí. É provável, inclusive, o retorno do atacante Jailton Paraíba, que não atua há três partidas por força de uma lesão muscular. Apesar de insatisfeito com o rendimento ofensivo da equipe, Givanildo avaliou que o time foi bem nos primeiros 45 minutos. “Fizemos um bom primeiro tempo. Não conseguimos marcar porque encontramos um time bem armado. Só pra se ter uma ideia tivemos dez escanteios, mas não fomos felizes. Tem que acabar com esse negócio de dizer que o time é retranqueiro. Não é porque se joga com três volantes que só vai se defender. Se defende quando está sem a bola e com ela ataca. Quantas vezes o Mael saiu? O Luís André, então, nem se fala”, disse, na entrevista após o jogo.

Coluna: Um calendário em jogo

Nada mais complicado em futebol do que a obrigação de vencer por larga margem, ainda mais quando o confronto é tecnicamente equilibrado. O Remo está diante deste dilema, na tarde deste domingo, frente ao Independente Tucuruí. Escaldados pela derrota no último domingo, os azulinos sabem que não terão vida mansa no confronto. E têm a consciência de que a verdadeira decisão acontece hoje. 
Aliás, Givanildo Oliveira foi contratado depois da decepcionante apresentação em Tucuruí justamente para ajudar a resolver esse enrosco. Até o leãozinho de pedra do Baenão pressentia que, sob o comando técnico anterior, a situação dificilmente terminaria em final feliz.
Ocorre que, do mesmo jeito que foi adversário duríssimo para Paulo Comelli, o Independente será uma pedra na chuteira de Givanildo. Sem mudanças profundas de comportamento em campo, dificilmente o Remo conseguirá superar o time de Sinomar Naves.
Sem mistérios, a força da equipe interiorana vem do grande entrosamento de Marçal e Gian, de onde partem as principais jogadas para as arrancadas de Joãozinho e o oportunismo do centroavante Marcelo Peabiru. O lateral-esquerdo Fábio, melhor do campeonato na posição, é outra peça fundamental. Apóia com eficiência e cobra faltas com grande perícia.
Do lado remista, os olhares das arquibancadas lotadas irão se concentrar naturalmente em Givanildo. Numa escala mais aflitiva, as expectativas também estão sobre Finazzi. A diferença salarial em relação aos demais jogadores é só um dos problemas a rondar o veterano artilheiro. Tiago Marabá é o atacante mais efetivo e decisivo do time, mas tanto ele quanto Finazzi dependem da movimentação da dupla de criação, Tiaguinho e Ratinho, ambos ainda devendo muito.
Boa surpresa dos treinos da semana no Baenão, o meia Betinho agradou Givanildo e pode ganhar chance no segundo tempo. Revelado na turbulenta temporada 2010, o armador de dribles curtos e boa visão de jogo tornou o time mais ambicioso e ousado em Tucuruí. 
Na semifinal do turno, um inesperado apagão em Cametá afastou o time da briga pelo título. Givanildo terá que se prevenir hoje contra novas surpresas e construir um resultado tranqüilizador para o jogo da volta. A missão não vai ser fácil.  
 
 
A partir de amanhã, o programa Camisa 13 (RBA TV) exibirá matérias de todos os jogos da vitoriosa campanha do Paissandu no Brasileiro da Série B de 1991. Uma verdadeira preciosidade para a apaixonada massa bicolor, marcando os vinte anos da conquista.
 
 
Aviso aos navegantes: após folga forçada amanhã e terça, a coluna volta a ser publicada na próxima quarta-feira.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 22)

Independente-AP e Paissandu empatam em 1 a 1

Em amistoso entre Paissandu e Independente Amapá, disputado neste sábado, terminou com o empate em 1 a 1. O jogo foi realizado no estádio Municipal Augusto Antunes, em Santana, e teve duas expulsões pelo lado do Paissandu, Tobias e Sandro. Os tumultos em campo geraram protestos também nas arquibancadas. O amistoso foi equilibrado, com o Paissandu melhor no começo do jogo, mas com reação amapaense na etapa final. Héliton marcou para o time paraense aos 17 minutos do primeiro tempo. No tempo final, o Independente chegou ao empate logo aos 6 minutos, através de Junior Belém. (Com informações da Rádio Clube)