Tive a oportunidade, graças ao presentaço de um velho amigo (tão beatlemaníaco como eu), de ver Paul McCartney ao vivo outra vez. Não fosse por isso teria ficado curtindo de longe, vendo o show vivo pelo portal Terra e acompanhando as matérias na TV. Quis ainda o destino que esta terceira vez (antes, estive no Maracanã em 1990 e no Morumbi no ano passado) fosse em território botafoguense. Sir Macca pisou no palco do Engenhão com o mesmo show de 2010, mas quando o cara é um beatle temos que reconhecer que nada é sempre igual. Talvez a mudança esteja nas pequenas mudanças do set-list. Em S. Paulo, abriu com Venus and Mars. No estádio do Botafogo, a primeira foi Hello, Goodbye (Magical Mistery Tour no segundo show). No restante do roteiro, as alterações são de timbre e pegada, principalmente nas canções mais roqueiras, que predominam hoje no repertório de um cantor/compositor que passou a vida sendo chamado de romântico. Fazia tempo que Helter Skelter não recebia um tratamento tão pesado, justo esta que é a pedra de toque do gênero heavy metal.
A histeria continua exatamente igual aos shows de Macca no mundo inteiro, mas fiquei com a impressão de que em ambiente carioca ele se sente mais à vontade. Talvez pelo recorde (184 mil pessoas) de 90 no Maraca e pela assumida tietagem do Rio por ele. Gerações diferentes de fãs estão representadas na plateia, com óbvia predominância dos jovens. Fica claro, também, que a banda está afiadíssima, o que é natural para quem acompanha o beatle há mais de cinco temporadas. As canções reproduzem os arranjos originais, tão caros aos ouvidos dos fãs, mas já existem brechas para improvisos, como citações em homenagem a Jimi Hendrix, além de homenagens caprichadas a George Harrison (Something) e John Lennon (Here Today e Give Peace A Chance). Grande show, que provavelmente não voltará ao Brasil tão cedo, daí a satisfação de ter visto esse retorno com tanto prazer.
Reforçado pelo fato de ter encontrado paraenses entusiasmados como Ambire, Sérgio e Ricardo Gluck Paul, Jorge Reis, Sandra Leite, Carlos Rocha (com uma oportuna faixa contra a divisão do Pará) e Sérgio Ricardo.




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