POR GERSON NOGUEIRA
O vexame histórico dos 7 a 0 sofridos diante do Nacional, em Manaus, deixou lições e fez com que o PSC encarasse com seriedade o Trem de Macapá, ontem à noite, na busca pela classificação à próxima fase da Copa Norte. Com um jogo de aplicação desde os primeiros minutos, a equipe paraense superou sem problemas o time amapaense, conquistando um triunfo de 3 a 0 e garantindo presença na semifinal.
Com Luciano Taboca no lado esquerdo da defesa e o atacante Juninho como referência na frente, o Papão tomou a iniciativa desde os primeiros minutos. Nem a expulsão do volante Henrico e do zagueiro Perema alteraram o equilíbrio de forças
O Papão seguiu dominante, criando oportunidades e obrigando o Trem a manter cautela. O gol de abertura saiu quase no final do 1º tempo. Em contragolpe, o meia Lucas Cardoso recebeu bom passe na área e finalizou no canto esquerdo de Victor Lube.
Na etapa final, o PSC continuou pressionando, mas sem forçar o jogo. O time de Júnior Rocha deu-se ao luxo de deixar a bola com o Trem, que tinha um domínio aparente, mas atacava sem objetividade.
Bastou o Papão acelerar as jogadas para voltar a mandar inteiramente no jogo. O segundo gol aconteceu aos 27 minutos. Thaylon, que substituiu Hinkel minutos antes, se apresentou junto à área e chutou cruzado. A bola caiu nos pés de Juninho, que se lançou de carrinho para marcar 2 a 0.
Com Ítalo substituindo Juninho, o PSC encorpou ainda mais o setor ofensivo. Aos 33’, em rápida manobra pela esquerda, Thaylon desferiu de fora da área um chute indefensável para marcar o terceiro gol da noite. O próprio Thaylon, grande destaque da fase final do confronto, quase fez mais um, acertando a trave do Trem.
Foi o suficiente para classificar o Papão à semifinal da Copa Norte com a segunda melhor campanha (9 pontos). O Naça terminou em primeiro, com 13. O Águia, líder da outra chave, fará o confronto com os bicolores em duas partidas, sendo a primeira em Belém e a segunda em Marabá.
Leão se despede com vitória em Castanhal
Com Remo e Galvez já eliminados, a partida não tinha qualquer importância dentro do grupo B da Copa Norte. Nem por isso foi um jogo de compadres. O time mesclado do Leão encontrou resistência nos primeiros minutos, fato agravado pelos muitos erros de passe.
Na primeira investida mais organizada, aos 18 minutos, o Galvez balançou as redes. O meia Eduardo foi acionado, sem marcação, e chutou forte para o fundo das redes de Ygor Vinhas, abrindo o placar no Modelão.
A torcida presente vaiou o time azulino, cobrando mais comprometimento. Aos trancos e barrancos, o Leão chegou ao empate com Panagiotis, aos 28 minutos. O meia grego, que reapareceu na equipe depois de longa ausência, recebeu à entrada da área e igualou o placar.
Diego Hernández, Leonel Picco e Tassano insistiam em jogadas aéreas, mas o Remo não conseguia levar a melhor sobre o recuado Galvez. O 1º tempo terminou com o empate, sob protestos dos torcedores.
Na etapa final, Léo Condé trocou Panagiotis por Catarozzi, meia uruguaio que também andava sumido. E foi ele que acabou aproveitando a melhor chance criada no 2º tempo. Após cruzamento do volante Patrick de Paula, Catarozzi bateu cruzado e acertou o canto esquerdo, garantindo o triunfo remista sobre o Galvez.
Apesar do placar, a vitória não escondeu a desmotivação dos azulinos em campo, coroando uma campanha pífia no torneio regional. O rendimento do time B também ficou abaixo das expectativas. De positivo apenas, o aproveitamento do jovem ponta Tico ao longo dos 90 minutos.
Pelo que mostrou, outra vez, o atacante sub-20 deveria ter merecido mais oportunidades na competição. Justamente o oposto de Rafael Monti, novamente em nível muito fraco. Acabou substituído por João Pedro na etapa final. Despedida melancólica do Leão.
Pobreza técnica marca segunda semifinal da Liga
Depois do espetáculo proporcionado por PSG e Bayern de Munique na véspera, a Liga dos Campeões da Europa não conseguiu reproduzir a mesma performance ontem à noite, em Madri. Em jogo decidido por ações polêmicas da arbitragem, Atlético e Arsenal ficaram no 1 a 1.
Os ataques não conseguiram abrir os sistemas defensivos com bola rolando e os gols vieram de penalidades. Aos 42 minutos de jogo, Gyokeres foi derrubado por Hancko dentro da área. O juiz marcou o pênalti e o próprio centroavante converteu, abrindo o marcador.
Os comandados de Simeone voltaram botando pressão na segunda etapa e logo de cara chegaram ao empate, também de pênalti. O VAR apontou infração em toque de mão de Ben White na área e o argentino Julián Álvarez cobrou, empatando para o time espanhol.
O Arsenal ainda teve uma penalidade marcada pelo árbitro de campo, mas anulada após revisão do VAR. A falta aconteceu, mas o apitador amarelou. A decisão fica, assim como na outra semi, para a partida de volta.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 30)
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