Re-Pa teve público de 21 mil pagantes

O Re-Pa teve renda de R$ 402.880,00, proporcionada por 21.514 pagantes. Descontadas despesas de R$ 153.458,06, o valor líquido de R$ 249.421,94 foi dividido por Remo e Paissandu, cabendo a cada um R$ 124.710,97. O público total presente ao estádio Edgard Proença foi de 23.696 pessoas (com 2.182 credenciados).

Informações repassadas pela Assessoria de Imprensa da FPF.

Coluna: Em dívida com a massa

Só saiu frustrado do Re-Pa quem vive no mundo da fantasia. A realidade do nosso futebol não permite ambições maiores, muito menos exigências exageradas. Os dois rivais se comportaram dentro do script esperado: o Paissandu mais recuado e marcador; o Remo, mais ofensivo e apostando na troca de passes. Até aí, tudo bem. O chamado busílis da questão é a baixíssima capacidade de encantar e surpreender a platéia, além da crônica dificuldade em disparar chutes a gol.
Os mais de 23 mil torcedores que pagaram ingresso ontem acompanharam momentos de muito esforço e transpiração, mas de pouquíssima inspiração por parte das duas equipes. Como de costume, não faltou correria. Foi possível anotar até alguns lances mais emocionantes, como os gols desperdiçados por Rodrigo Dantas e Elvis nos minutos finais.
Só que o componente de emoção está intimamente ligado à imensa paixão que a massa torcedora devota a Remo e Paissandu. Olhos apaixonados, como se sabe, costumam falsear a realidade dos fatos. A verdade nua e crua é que poucos atletas a serviço dos grandes da capital podem ser considerados em nível pelo menos razoável. Com muita boa vontade, é possível elencar cerca de oito a dez jogadores de qualidade.

Mas, vamos ao jogo, até porque não cabe ficar apontando culpados por esse estado de coisas que assombra o Pará boleiro há quase uma década. O equilíbrio dominou o confronto, como é normal em clássicos, mas nos primeiros movimentos o Remo parecia mais desembaraçado e disposto a chegar ao gol, atacando com os laterais e explorando bem seus meias. Pecava apenas na ausência de jogadas para o veloz Jailton Paraíba.
O Paissandu se mantinha recuado e, em certos lances, claramente acuado. Aos poucos, porém, saiu da pressão com bolas esticadas para Sidny e Rafael Oliveira. O problema é que Rafael saía muito da área, buscando fugir à sombra dos zagueiros do Remo. Com isso, ficava fora de seu habitat natural e longe do gol.
Mendes permaneceu na área e criou mais dificuldades para os beques, embora sem ter tido uma grande oportunidade para finalizar. A maior das chances passou perto dele, mas Elvis se intrometeu e perdeu um gol que o veterano atacante dificilmente perderia.
O gol de Vanderson, em jogada à européia, tirou a partida do marasmo, mas não era atestado de superioridade do Paissandu. Tanto que logo no começo do segundo tempo o Remo pressionou e também fez o seu.
 
 
Disse isso no Bola na Torre e mantenho: Paulo Comelli foi descortês com o torcedor ao não botar Finazzi pelo menos nos 15 minutos finais. Tiago Marabá entrou e não jogou. Pelo custo que representa para o Remo, o artilheiro deveria ser mais utilizado. (Foto 1: NEY MARCONDES; foto 2: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 2. 

Nos pênaltis, Fla é campeão carioca invicto

O Flamengo conquistou o 32º título carioca de sua história, o quinto de forma invicta, neste domingo, no Engenhão. Após empate com o Vasco no tempo normal, por 0 a 0, o time rubro-negro venceu na disputa de pênaltis. O Fla, que já havia conquistado a Taça Guanabara, ganhou também a Taça Rio e, com isso, sagrou-se campeão do Estadual sem precisar realizar a final.

Remo e Paissandu empatam em 1 a 1

Remo e Paissandu empataram em 1 a 1 o clássico da quinta rodada do returno do Campeonato Paraense, nesta tarde de domingo, no estádio Edgar Proença. O Remo começou pressionando e criou duas boas chances logo nos primeiros minutos de jogo, mas aos poucos o Paissandu foi se arrumando em campo, principalmente através de escapadas de Sidny pelo lado direito. Rafael Oliveira saía da área para tabelar com o lateral e assim o Paissandu foi construindo algumas jogadas mais agudas. Aos 14 minutos, Rodrigo Dantas foi puxado na área por Ari, mas o árbitro não assinalou falta. Quando o jogo estava equilibrado, surgiu o gol do Paissandu. Vânderson abriu o placar num belo disparo de fora da área, após receber passe de Rafael Oliveira, aos 31 minutos do primeiro tempo. O Remo partiu em busca do empate, mas não conseguia criar oportunidades para Rodrigo Dantas e Jailton. Tiaguinho, apagado em campo, pouco contribuía para a armação de jogadas, sobrecarregando Ratinho.

No Paissandu, o meio-campo se preocupava com a marcação, tendo Alexandre Carioca e Vanderson como principais figuras no bloqueio. Alisson também se mantinha recuado e apenas Andrei saía, timidamente, para o ataque. Aos 43 minutos, o Remo quase igualou o marcador, após cruzamento de Jailton Paraíba para Rodrigo Dantas. Alexandre Fávaro, bem colocado, impediu o cabeceio do atacante.

Para o segundo tempo, o Remo voltou com Moisés no lugar de Tiaguinho. A modificação deu novo gás à meia-cancha azulina, que passou a dominar totalmente o setor e a criar jogadas para os atacantes. Moisés não se limitava à função de volante, aparecendo também como meia e às vezes ajudando nas jogadas de área. Depois de uma sequência de escanteios cedidos pelo Paissandu, nasceu o empate: a bola veio para dentro da área, foi tocada por Léo Franco de cabeça para a finalização de Rodrigo Dantas, aos 12 minutos.

Daí em diante, o Remo exerceu amplo domínio até os 30 minutos, chegando perto de desempatar em lances com Léo Franco, Marlon e Rodrigo Dantas. O Paissandu se mantinha muito recuado, explorando as subidas de Rafael Oliveira. Sidny foi substituído por Billy e Andrei por Elvis. Sérgio Cosme posicionou a defesa com Elvis pela esquerda, depois que Brayan se contundiu, cedendo lugar a Tobias, que foi atuar na lateral direita. Aos 36 minutos, em jogada rápida na entrada da área remista, Elvis desperdiçou a última grande chance chutando à direita de Lopes. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)