Perguntinha do dia (48)

É justo que o goleiro reserva Ney tenha salário superior ao titular absoluto do Paissandu, Alexandre Fávaro, melhor goleiro do campeonato?

Coluna: Meu torneio preferido

Jogos da etapa de quartas-de-final da Copa do Brasil, disputados nesta semana, confirmam a impressão de que o torneio é o mais interessante realizado no país hoje. De certa maneira, chega a ser mais empolgante que a Libertadores, por expor algumas rivalidades domésticas e movimentar torcidas muitas vezes ausentes das grandes decisões.
Como torneio de tiro curto, a Copa BR tem regulamento centrado no “mata-mata”, que faz de cada jogo uma verdadeira final, com requintes de emoção que fogem à cautela irritante dos torneios de pontos corridos. Os confrontos de ida e volta se transformam em partidas de 180 minutos e, de fato, só os times que sabem fazer a leitura correta dessa modalidade de disputa é que se saem bem.
Não cabe aqui comparar a Copa BR com o Campeonato Brasileiro, cuja essência é a regularidade e a premiação ao mérito das equipes. São torneios quase complementares no calendário, com duração e objetivos diferentes. Quem valoriza a qualificação de jogadores e times certamente dedica mais atenção ao Brasileiro.
Por outro lado, os fãs das surpresas e duelos encarniçados preferem obviamente a Copa, que tem ainda o atrativo de ser a competição mais democrática do nosso futebol. Somente na Copa BR é possível ver a ascensão e chegada às finais (e ao título) de equipes emergentes e do chamado terceiro escalão. Criciúma (1991), Juventude (1999), Santo André (2004), Paulista (2005) e Sport (2008) já experimentaram essa glória.
Na atual edição, três clubes do bloco intermediário chegaram às semifinais: Coritiba, Ceará e Avaí. Vários favoritos naturais tombaram pelo caminho. O Flamengo, cotadíssimo desde sempre, não conseguiu passar pelo representante cearense após dois embates sensacionais.
O mesmo ocorreu com o São Paulo, batido categoricamente ontem pelo Avaí. Das agremiações mais tradicionais, somente o Vasco permanece vivo na disputa. De qualquer maneira, a Copa terá neste ano um campeão inédito, valorizando sua fórmula de disputa, que permite exposição e bom faturamento a clubes de segunda, terceira e quarta divisões.
O Brasileiro é formatado em dois turnos, premiando ao final o time de maior pontuação, como nos campeonatos europeus. Tecnicamente, não há o que discutir, mas é inegável que o torcedor se ressente da ausência de uma decisão de verdade, à moda antiga, daquelas de tirar o fôlego. A Copa do Brasil cobre, com sobras, essa lacuna.
 
 
Levantamento atualizado da promoção É Goool!, da Caixa Seguros, tem Paissandu e Remo em posições honrosas, com 3.046 e 2.923 títulos vendidos, respectivamente. Quem informa é o desportista Ubirajara Lima, observando que nossos clubes exibem a força popular de sempre, posicionando-se à frente de agremiações como Atletico Mineiro, Atlético-PR, Sport-PE e outros. “Imaginemos, se os clubes estivessem em situações confortáveis, qual o lugar que estaríamos ocupando, já que quem dá o tom são as torcidas”, projeta Bira, com plena razão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 13) 

Da série “Minutos de sabedoria”

Em 2007, no sexto aniversário do 11 de Setembro, o jornal U.S.A. Today computou cerca de trinta livros de ficção inspirados de alguma maneira pelo ataque às torres gêmeas e, com o respaldo de críticos e acadêmicos, concluiu que o atentado terrorista ainda não havia gerado uma obra literária à altura da sua magnitude. Ponderou-se que era assim mesmo, que o melhor da ficção criada à sombra da guerra do Vietnã só surgira depois do fim do conflito. Segundo Norman Mailer, as grandes tragédias coletivas levam dez anos para ser processadas e plasmadas em ficção de alto nível. Está chegando a hora de o 11 de Setembro produzir finalmente o seu O Emblema Rubro da Coragem, o seu Vinhas da Ira, o seu Os Nus e os Mortos (que Mailer processou e plasmou em apenas dois anos).

De Sérgio Augusto, no “Estadão”.

O colapso da Justiça suíça

Por Juca Kfouri

Sob o título “O colapso da Justiça”, a revista econômica da Suíça “Bilanz” apresenta uma longa reportagem que cita, entre outros, um conhecido personagem nacional. Nos termos abaixo:

O público se surpreende muitas vezes com o modo que a justiça trata de casos criminais da economia. A expressão «justiça condescendente» é o rumor que circula atualmente. A demora dos processos, a leniência das sentenças e as frequentes decisões inexplicáveis causam surpresa – mesmo no mundo dos juízes penais. A apreciação das atitudes da justiça é desoladora, e a justiça não passa uma boa imagem. Mesmo no respectivo meio em países adjacentes já se comenta: a Suíça é um paraíso de liberdade para negócios dúbios, um refúgio para autores de desfalques, fraudadores, fraudadores da bolsa e gerentes gananciosos.

E a justiça em si parece incapaz de comunicar o seu trabalho. O seu trabalho de mídia, junto a campanhas profissionais de mídia orquestradas de modo profissional por consultores furtivos de seus réus não podem mais ser considerados. São especialmente ostentosos os grandes dossiês que já estão pendentes por uma eternidade.(…)

(…) O funcionário brasileiro da FIFA, Ricardo Teixeira, receptor de aproximadamente 12 milhões de francos de suborno deverá encerrar o seu caso após o pagamento de um valor de restituição junto a uma ordem de improcedência nove anos após o início das investigações do magnata do futebol no pântano de suborno. Quando esta disposição se tornou conhecida – primeiramente sob pressão da mídia – o chefe da Fifa Joseph Blatter já dispunha do argumento conveniente: «Assunto antigo do conhecimento de todos.»

O link, em alemão, esta aqui.

Neymar, 19, anuncia que vai ser pai

Horas depois de divulgar no seu site que vai ser pai, Neymar não fugiu das perguntas e nem demonstrou embaraço ao falar sobre o assunto na chegada do Santos ao Centro de Treinamento Rei Pelé, na tarde desta quinta-feira, procedente da Colômbia, porém foi superficial nas respostas. “No começo foi um baque forte, mas como a minha família e a dela já estão sabendo, estou mais tranquilo. Agora é esperar que a criança venha com saúde e depois é criá-la”, disse o atacante santista de 19 anos, completados em fevereiro.

Das pessoas mais próximas ao jogador, o único localizado por telefone, nesta quinta-feira, foi Eduardo Musa. Ele gerencia a carreira e segue os passos de Neymar bem de perto, em nome do Santos, e se negou a responder se o jovem vai se casar com a garota que engravidou. “Tudo o que tínhamos para falar sobre isso é o que está na nota divulgada no site. Esse é assunto de família e qualquer coisa mais que for divulgado será invasão de privacidade”, afirmou Musa.

Na nota postada no site, Neymar afirma que a identidade da mãe da criança será preservada, conforme acordo entre as famílias. Neymar soube dia 5 deste mês que vai ser pai. Após entendimento entre as duas famílias, ficou estabelecido que, para evitar especulações, o fato seria divulgado só após a decisão do Campeonato Paulista, entre Santos e Corinthians, domingo às 16h, na Vila Belmiro. Mas, como a notícia de que Neymar tinha engravidado uma garota se espalhava pela cidade, sua assessoria decidiu por divulgar a nota para evitar distorções.

Apesar do sigilo das famílias e dos dirigentes do Santos em torno do assunto, consta que a futura mãe seria uma jovem de 17 anos que, como Neymar, assiste aos cultos de uma igreja Pentecostal em São Vicente. Ela ficou grávida em dezembro e ainda não se sabe se vai dar a luz a um menino ou uma menina. Ao receber a notícia através do seu pai, Neymar da Silva Santos, o xodó santista teria afirmado ter certeza de que a criança é dele. “Madson vai tirar um sarro de mim. Quando o filho dele nasceu, eu brincava, falando toda hora ‘o papai chegou’. Agora ‘o papai chegou’ vai ser para mim, lembrou Neymar. (Com informações do FutebolInterior) 

É tempo de Rock in Rio Ceará

Criação do Kibeloco.