Ataque de Trump a Caracas não é sobre democracia

Por Jamil Chade

Trata-se da implementação do plano de Trump de ‘América para os americanos’ por Jamil Chade A ofensiva dos EUA sobre a Venezuela é a materialização da nova estratégia de segurança nacional de Donald Trump, que coloca o controle sobre a América Latina como uma de suas prioridades, inclusive militares. Ainda que o governo dos EUA ainda não tenha se pronunciado sobre os ataques, alguns dos principais nomes dos republicanos, como a deputada da Flórida, Maria Elvira Salazar, foram às redes sociais para comemorar a ação militar. “Viva o glorioso povo da Venezuela”, escreveu a parlamentar, aliada de Eduardo Bolsonaro e da extrema direita latino-americana.

Hoje, esse movimento nos EUA não esconde suas intenções, que jamais foram a de promover a democracia. O documento, publicado no final de 2025, apontava que as intenções da Casa Branca na América Latina eram a de retomar o controle sobre a região, reinstalar a Doutrina Monroe e ampliar a presença militar no hemisfério.

O plano faz parte do Conselho Nacional de Segurança dos EUA. Se nas últimas semanas o deslocamento de caças e navios de guerra para o Caribe deixou a região em estado de alerta, a “Estratégia de Segurança Nacional” dos EUA agora sugere que essa será a nova realidade do continente. As lutas contra as drogas, contra a imigração e contra a presença de potências estrangeiras – principalmente China – aparecem como prioridade e objetivo. O que chama a atenção de diplomatas estrangeiros é o uso da CIA para “identificar pontos e recursos estratégicos no Hemisfério Ocidental, com vistas à sua proteção e desenvolvimento conjunto com parceiros regionais”.

Geopolítica da hipocrisia

Por Alessandra Del’Agnese

Os Estados Unidos atacam a Venezuela como quem quebra um espelho para não se ver feio. Na madrugada deste sábado, o espelho estilhaçou-se sobre Caracas, com explosões que iluminaram a base militar de La Carlota e o complexo de Fuerte Tiuna, ecoando nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O governo venezuelano denuncia uma “agressão militar muito grave”; fontes americanas, anônimas, confirmam a ordem de ataque do presidente Trump. Não é guerra é correção moral armada. Não é política externa é terapia de poder administrada com drones e mísseis, precedida por meses de uma escalada calculada que já se anunciava como um roteiro conhecido.

O império não suporta países que insistem em existir fora do seu roteiro. A Venezuela é esse erro de roteiro: imperfeita, caótica, contraditória, mas ousada o suficiente para não pedir licença. E isso, no mundo “livre”, é imperdoável. Por isso, o discurso vem sempre embalado em celofane ético: “democracia”, “combate ao narcotráfico”, “direitos humanos”. Palavras lindas, limpas, esterilizadas. O problema é que elas chegam precedidas por uma mobilização de 15 mil militares, 13 embarcações e o porta-aviões USS Gerald R. Ford o maior do mundo estacionado a poucas milhas da costa. Chegam após uma sucessão de mais de 30 ataques a embarcações no Caribe e Pacífico, que mataram dezenas sob a acusação de tráfico de drogas. Chegam com o bloqueio “total e completo” de petroleiros, o estrangulamento da principal fonte de renda nacional. Palavras proferidas por homens que jamais sentiram falta de comida, mas decidem quem pode ou não comer, e agora, quem pode ou não viver sob o fogo cruzado.

A cronologia do poder: do decreto à detonação

Para entender a farsa, é preciso encarar o calendário da hipocrisia. Esta não é uma ação espontânea, mas um processo metódico de construção do inimigo:

Fevereiro-março 2025: O governo Trump designa organizações criminosas, como o Tren de Aragua, como grupos terroristas. Usando uma lei de 1798, deporta centenas de venezuelanos para prisões em terceiros países.

Agosto: A recompensa por informações que levem à captura do presidente Nicolás Maduro sobe para US$ 50 milhões. Navios de guerra e um submarino nuclear são enviados ao Caribe.

Setembro a novembro: Começa a campanha de ataques a “narcolanchas”. São pelo menos 20 ações letais, justificadas por um memorando interno que declara um “conflito armado não internacional” contra cartéis de drogas.24 de Outubro: No décimo ataque, a embarcação alvejada é justamente vinculada ao Tren de Aragua o mesmo grupo designado como terrorista em fevereiro, completando o círculo retórico.

28 de novembro: Revela-se que Trump e Maduro teriam conversado por telefone. Dias depois, Maduro, em entrevista, se dizia aberto a “conversas sérias” e oferecia petróleo às empresas americanas.

3 de janeiro de 2026: As bombas caem sobre Caracas.

Os Estados Unidos não atacam apenas Maduro. Atacam a ideia perigosa de que um país da América Latina possa errar sozinho. Porque errar sob tutela é aceitável. Errar por conta própria é subversão. E quando o erro próprio inclui alianças com Rússia, China e Cuba, e a posse das maiores reservas de petróleo do mundo, a subversão torna-se um crime passível de intervenção cirúrgica.

O rosto no espelho: interesse, petróleo e um império cansado

Há algo de profundamente obsceno em um país que exporta guerras como se fossem valores universais. O império fala em liberdade enquanto sufoca. Fala em democracia enquanto escolhe quem pode votar… e quem pode viver. Fala em lei enquanto ignora o próprio Congresso: o senador democrata Ruben Gallego, veterano do Iraque, declarou que “esta guerra é ilegal”. Enquanto isso, o porta-voz da oposição venezuelana endossava a estratégia de Trump, e o líder do governo salvadorenho, Nayib Bukele, atuava como intermediário em trocas de prisioneiros.

A Venezuela virou bode expiatório de um sistema que não tolera desvios. Não se trata de defender governos trata-se de defender povos. E povo nenhum melhora sob bombas econômicas ou mísseis. Nenhuma criança aprende democracia passando fome ou correndo para abrigos às 2h da madrugada. O ataque, contudo, revela menos sobre Caracas e mais sobre Washington. Revela um império cansado, que já não seduz — apenas intimida. Um poder que, desde os tempos de Hugo Chávez sendo chamado de “o Diabo” na ONU e de George W. Bush sendo chamado de “pendejo”, perdeu o argumento e ficou só com o braço.

E nós, aqui embaixo, seguimos assistindo ao espetáculo como figurantes históricos. Com medo de dizer o óbvio: não existe guerra humanitária. Existe interesse. Petróleo. Geopolítica. Controle. O resto é marketing, um espetáculo narrado em posts no Truth Social onde se anuncia a captura de um presidente, enquanto o mundo real testemunha um país em “estado de comoção externa”, com seu povo convocado a ir às ruas para defender a soberania.

Talvez o maior crime da Venezuela seja esse: lembrar ao mundo que o império não é Deus. E que todo império, quando começa a bater demais, já está com medo de cair. Cai quando sua narrativa não mais convence, quando seus próprios filhos questionam sua legalidade, quando a força bruta é a única língua que lhe resta.

E impérios não caem apenas com bombas.

Caem com espelhos.

Quando finalmente são obrigados a se olhar no reflexo distorcido de sua própria violência e enxergar, nas fissuras, não um monstro alheio, mas a própria face cansada da hipocrisia.

Intervenção militar americana na Venezuela abre precedente perigoso

Por Jamari França

O imperialismo americano violou a América do Sul com a intervenção na Venezuela e o sequestro do dirigente Nicolas Maduro, parte do plano do presidente Donald Trump de subjugar os territórios ao Sul do Rio Grande como no tempo da Guerra Fria. Só que hoje não existe uma ameaça comunista como alegado nos anos 60, só mesmo a extrema direita ainda usa este recurso para justificar suas medidas difamatórias.

Este absurdo trumpiano plantou uma séria crise internacional ao bloquear as exportações de petroleo para a China e a Rússia. Trump reanimou a politica do big stick, o porretão, usada por Washington de negociar com o poderio militar como instrumento de subjugação.

A intervenção abre um precedente perigoso. Trump já ameaçou a Colômbia, comprou a Argentina com ajuda de 20 bilhões de dólares, fez acordo de cooperação com o Paraguai que inclui presença militar americana no país e o novo presidente do Chile, de direita, José Kast, tem pontos em comum com Trump.

Nem precisa dizer que o alvo mais importante para o dirigente americano é o Brasil, que já sofreu intervenções com tarifas e aplicação de restrições a membros do Judiciário. A postura firme e digna de Lula levou Trump a agir com mais cautela, mas podemos ter certeza de que somos o principal alvo de sua doutrina hegemonica. Um dos objetivos dele é afastar o território sul americano da China e nós somos o país de maior envolvimento com o socialismo de mercado chinês, temos grande projetos e investimentos com Pequim, nosso principal parceiro comercial.

Trump deve dar força para a campanha da extrema direita neste ano eleitoral, se voltarem ao poder a América Latina regressará ao passado, subjugada aos interesses deles em detrimento dos interesses brasileiros. Assim foi o século 20 inteiro, governos de direita submetidos aos Estados Unidos sem que saíssemos do status de Terceiro Mundo, concentração de renda e submissão aos americanos. Este 2026 precisa ser uma guerra sem quartel pela nossa soberania.

Os perigos de mais um ataque às leis internacionais

Quando o mundo decidiu que os EUA deixaram de ser um país para virar um tribunal militar internacional? Não se trata de um debate sobre quem gosta ou não do governo da Venezuela.

Quanto essa medida vai custar para o mundo? Para onde vão os mecanismos internacionais de relações diplomáticas? Que precedente o mundo está abrindo?

Marcelo Freixo, professor e presidente da Embratur

NY Times: “O ataque de Trump à Venezuela é ilegal e imprudente”

“Poucas pessoas sentirão qualquer simpatia pelo Sr. Maduro. Ele é antidemocrático e repressivo , e desestabilizou o Hemisfério Ocidental nos últimos anos. As Nações Unidas divulgaram recentemente um relatório detalhando mais de uma década de assassinatos, tortura, violência sexual e detenções arbitrárias por seus capangas contra opositores políticos. Ele fraudou a eleição presidencial da Venezuela no ano passado. Ele alimentou a instabilidade econômica e política em toda a região, instigando um êxodo de quase oito milhões de migrantes.

Se há uma lição fundamental a ser aprendida com a política externa americana no último século, é que tentar derrubar até mesmo o regime mais deplorável pode piorar ainda mais a situação. Os Estados Unidos passaram 20 anos sem conseguir estabelecer um governo estável no Afeganistão e substituíram uma ditadura na Líbia por um Estado fragmentado. As trágicas consequências da guerra de 2003 no Iraque continuam a afetar os Estados Unidos e o Oriente Médio. Talvez o mais relevante seja o fato de que os Estados Unidos, esporadicamente, desestabilizaram países da América Latina, incluindo Chile, Cuba, Guatemala e Nicarágua, ao tentar derrubar governos pela força”.

A frase do dia

“A invasão da Venezuela sem nenhuma reação internacional é o fim completo da ordem internacional como criada após a Segunda Guerra. Esse é outro mundo completamente distinto do que conhecemos. O imperialismo mais descarado com dominação militar aberta . Esse é um mundo de guerra”.

Vladimir Safatle, filósofo e professor

Venezuela sob ataque: invasão norte-americana ignora leis internacionais

Fortes explosões e ruídos de aviões foram ouvidos nas primeiras horas deste sábado (03/01) em Caracas e outras regiões da Venezuela. O presidente americano, Donald Trump, anunciou em sua rede social Truth Social que os EUA capturaram Maduro e sua esposa, e que eles foram levados de avião para fora do país sul-americano. Trump disse que os Estados Unidos realizaram um “ataque em larga escala à Venezuela”. 

As operações militares ocorrem após os EUA passarem meses posicionando forças militares no Mar do Caribe, incluindo a presença de navios de guerra e o maior porta-aviões do mundo. O governo venezuelano denunciou o que chamou de “agressão militar gravíssima” dos Estados Unidos contra alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua, La Guaira, onde estão localizados o aeroporto e o porto da capital do país.

“O governo bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem seus planos de mobilização e repudiar este ataque imperialista”, afirmou o governo, em nota. Caracas também exigiu prova de vida do líder capturado e sua esposa. Enquanto isso, a ONU mantém silêncio e a União Europeia evita criticar o ataque militar norte-americano.

SOBRE NICOLÁS MADURO

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que Nicolás Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal de Nova York. “Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram indiciados no Distrito Sul de Nova York”, disse Bondi, acrescentando que o venezuelano foi “acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos”.

“Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, afirmou a procuradora-geral.

UNIÃO EUROPEIA EVITA CRÍTICA A TRUMP

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, pediu moderação em nome do bloco das 27 nações, após os últimos acontecimentos na Venezuela, mas questionou a legitimidade do regime de Maduro. “A UE declarou repetidamente que o Sr. Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica”, disse Kallas em postagem no X. “Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta da ONU devem ser respeitados.”

Kallas disse ter conversado com o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e que a UE, assim como muitos outros países europeus, está “monitorando de perto” a situação. “A segurança dos cidadãos da UE no país é nossa principal prioridade”, afirmou. (Com informações de DW)

Rock na madrugada – The Libertines, “What Katie Did”

Caótico, despretensioso e incrivelmente energético. Assim costumavam ser os shows do Libertines, ícone do rock alternativo britânico liderado pelo cantor e guitarrista Pete Doherty. A guitarra insistente, sinuosa e pontual, costurando as notas com apuro e competência, marca a performance da banda neste sensacional registro do hit “What Katie Did”, no afamado festival de Glastonbury no verão europeu de 2015. A canção é linda e melancólica, quase um lamento.

Apesar do ar relaxado no palco (e na vida), Doherty é um excepcional guitarrista – aqui ele usa uma Epiphone -, sem jamais pretender ser um semideus do instrumento. O principal patrimônio do Libertines em sua curta passagem pelo mundo do rock foi a conexão com o seu público, quase todo formado por adolescentes ávidos por pitadas do bom e velho rock’n’roll. Às vezes, ser jovem vale muito a pena.

Um capítulo à parte é a fina mescla dos talentos de Pete Doherty e Carl Barat dividindo vocais, guitarras e composições – Gary Powell na batera e Johnny Borrell no baixo completavam o grupo. Nesta apresentação, Barat domina o vocal, ajudando com a guitarra solo. A dupla segurou os perrengues da estrada por um certo tempo, mas a banda ruiu quando Doherty exagerou nas drogas e a amizade perdeu força. A dupla ainda trabalharia no projeto paralelo Babyshambles, mas aí já outra história.

Formado em Londres, em 1997, o Libertines foi subestimado e atacado pela mídia britânica, mas foi original e fez música honesta na maior parte do tempo, para gratidão eterna dos fãs.

A letra traduzida diz o seguinte:

Oh, o que você vai fazer, Katie? Você é uma garota tão doce / Mas este mundo é cruel, cruel / Um mundo cruel, cruel / Meus alfinetes não são muito fortes, Katie / apresse-se, sra. Brown, porque eu consigo sentir que vai cair / E não vai demorar muito.

Mas desde que você disse adeus / Bolinhas enchem meus olhos / E eu não sei por quê.

Remo oficializa a contratação de Pikachu e busca outros reforços

A diretoria do Clube do Remo oficializou nesta quarta-feira, 31, a contratação de Yago Pikachu, que defendeu o Fortaleza nas últimas cinco temporadas. Pelo Leão do Pici, o meia-atacante atuou em 286 partidas. Foi o time que mais defendeu, marcando 61 vezes e dando 35 assistências, além de conquistar duas Copas do Nordeste e três Campeonatos Cearenses.

Antes, Pikachu jogou 253 partidas com a camisa do Vasco, tornando-se o jogador que mais vestiu a camisa do clube carioca em todo o século 21. Revelado no Paysandu, onde jogou desde o Sub-15, Pikachu estreou pelo profissional em 2012 e atuou em quatro temporadas no time principal, onde fez 220 jogos, 62 gols e conquistou um Campeonato Paraense. Deixou o clube em 2015.

A transação entre Remo e Pikachu começou a se desenhar com o rebaixamento do Fortaleza à Série B. Como tinha contrato prestes a vencer, o jogador ficou livre no mercado. Recebeu propostas de dois clubes da Série A e de um time estrangeiro, mas optou pela oferta feita pelo Remo. Nas redes sociais, o torcedor azulino se divide entre a desconfiança pela ligação do jogador com o maior rival e memes zoando a torcida alviceleste.

Em 2018, durante entrevista ao extinto programa Bolívia Talk Show, do canal Desimpedidos, Pikachu foi questionado sobre qual seria o clube em que ele não jogaria “de jeito nenhum”. “Só no Remo, eu acho”, afirmou. O apresentador da atração, Bolívia, reforçou a pergunta: “No Remo não jogaria de jeito nenhum?”. E Pikachu respondeu: “Não. Não jogaria no Remo, não”.

A diretoria do Remo confirmou, nesta quinta-feira (01), que o contrato com Pikachu terá duração de dois anos, encerrando-se em dezembro de 2027. Em nota, o clube anunciou a contratação:

“O Remo oficializa a informação que tomou conta do noticiário esportivo nos últimos dias! Yago Pikachu vai vestir o manto azul marinho. O jogador volta ao Pará após grande experiência em clubes como Vasco, Shimizu S-Pulse do Japão e Fortaleza. No currículo soma 3 títulos cearenses, 1 carioca e duas Copas do Nordeste.O jogador tem hoje 33 anos e chega para ajudar a equipe no setor ofensivo com características de meia, assim como ponta-direita. Serão 2 anos de contrato”.

POKÉMON

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o Remo fez referência ao apelido do atleta ao mostrar uma “Pokébola” – item icônico do anime Pokémon, cujo personagem mais famoso é o Pikachu – transitando do estádio da Curuzu para o Baenão. De forma metafórica, a peça sugere o “pulo do muro” entre os dois maiores rivais do futebol paraense.

OUTROS REFORÇOS

O Remo anunciou na terça-feira (30) a contratação do volante Zé Ricardo, de 26 anos, como reforço para a temporada 2026. Natural do Rio de Janeiro, o novo reforço iniciou na base do Fluminense, sendo emprestado para o Boavista, onde teve duas passagens. Zé Ricardo ainda passou por Londrina, Goiás e Tombense. Em 2024, se transferiu para o futebol japonês, atuando por Kawasaki Frontale e Shonan Bellmare.

Outro reforço é o atacante Carlinhos, cedido pelo Flamengo por empréstimo. Ele esteve no Vitória em 2025, sem grande destaque. Como não será aproveitado pelo rubro-negro baiano na próxima temporada, foi liberado. Carlinhos ficará no Remo até o fim de 2026, quando termina seu contrato com o Flamengo. O clube paraense pagará o salário do jogador.

O Remo negocia com o Grêmio o empréstimo do lateral-direito João Lucas. Tudo indica que a transação já foi finalizada, mas o jogador não foi anunciado pelo Remo. O contrato de João Lucas seria por um ano, até o final de 2026. Ele tem vínculo com o Grêmio vai até o final de 2027.

Na busca por zagueiros para fortalecer o setor defensivo na Série A, o Remo analisa a contratação de Thalisson, que disputou a última Série B do Brasileiro pelo Paysandu. O jogador pertence ao Coritiba, com quem tem contrato até 2027.