Rock na madrugada – R.E.M., “Fall On Me”

A perfeita harmonização das vozes de Michael Stipe e Mike Mills destacam a beleza sonora de “Fall On Me” (Caia sobre mim), um legítimo exemplar do trabalho do R.E.M., banda norte-americana que pendurou as chuteiras há 20 anos e que até hoje ainda desperta saudades. O show acima foi realizado em Austin, Texas (EUA), em 2008.

Como alguém escreveu certa vez, eles fazem canções que remetem a uma viagem de trem pelas pequenas cidades, vales, planícies e rios de uma América esquecida. “Fall On Me” pertence ao ábum Lifes Rich Pageant, de 1986.

O R.E.M. surgiu em Athens, Geórgia, em 1980, e se tornou ícone do movimento indie, formada originalmente por Michael Stipe (vocal), Peter Buck (guitarrista), Mike Mills (baixo) e Bill Berry (bateria). Encerrou atividades em 2011, glorificado como uma das maiores bandas do rock moderno e deixando a impressão de que nada mais havia a acrescentar.

A letra, enigmática, abre com os versos abaixo:

Há um problema: plumas, ferro/ Barganhas, prédios, pesos e engrenagens/ Plumas tocam o chão antes/ Que o peso abandone o ar/ Compre o céu e venda o céu...

De soluço em soluço, Bolsonaro vai para a quarta cirurgia desde o Natal

É a quarta cirurgia desde 24 de dezembro; procedimento não estava previsto pela equipe médica

Internado desde o dia 24 de dezembro no Hospital DF Star, em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou ao centro cirúrgico nesta terça-feira (30) após apresentar uma nova crise de soluços persistentes. O procedimento não estava inicialmente previsto pela equipe médica.

A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por meio de uma publicação nas redes sociais. Segundo ela, o ex-presidente apresentou o quadro por volta das 10h, o que levou os médicos a optarem por um reforço no bloqueio do nervo frênico. “Ele acaba de ser encaminhado ao centro cirúrgico. Seguimos enfrentando dias difíceis e contamos com as orações de todos”, escreveu.

Este é o quarto procedimento médico realizado em menos de uma semana. Bolsonaro foi internado após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia 25 de dezembro, e desde então enfrenta episódios recorrentes de soluços.

De acordo com boletins médicos divulgados anteriormente, os bloqueios anestésicos realizados no nervo frênico ocorreram sem intercorrências. No entanto, a recorrência do quadro levou à necessidade de nova intervenção.

O bloqueio do nervo frênico é um procedimento utilizado para interromper temporariamente os estímulos responsáveis pelos soluços persistentes, sendo indicado quando tratamentos convencionais não apresentam resposta satisfatória. (Do Jornal GGN)

Ídolo alviceleste, Yago Pikachu vai vestir o azul-marinho do Leão na Série A 2025

Yago Pikachu fechou acordo para defender o Remo em 2026. Aos 33 anos, ele estava de saída do Fortaleza quando recebeu proposta dos azulinos para disputar a Série A. As reuniões foram iniciadas antes do Natal e, na tarde desta terça-feira (30), as partes chegaram a um entendimento. O clube ainda não oficializou a contratação, mas a notícia foi confirmada pelo repórter Saulo Zaire, da Rádio Clube do Pará.

Ao todo, foram cinco temporadas vestindo a camisa do Tricolor cearense após uma passagem pelo Shimizu S-Pulse, em 2022. Em 2025, disputou 53 jogos, com seis gols e três assistências. No total, são 286 partidas e 61 tentos marcados.

Pikachu foi cria das categorias de base do Paysandu, maior rival do Remo. O atleta vestiu a camisa alviceleste entre 2006, na base, e 2015, consolidando-se como ídolo da Fiel bicolor. Passou cinco temporadas no Vasco, antes de se transferir para o Fortaleza.

O meia-atacante deve se apresentar junto com os demais atletas do elenco do Leão no começo de janeiro, para a pré-temporada de 10 dias que será realizada no CT do Retrô, em Recife.

Tim Maia e os gêmeos

Por Tom Cardoso

1998. Um taxista chegou na redação do Estadão carregando quatro CDs debaixo do braço. Todos do Tim Maia.

– Trabalho pro Seu Tim. Tô procurando o Denis Cardoso e o Tom Cardoso. Por acaso eles são irmãos?

Denis, meu irmão gêmeo, trabalhava no caderno Variedades, do Jornal da Tarde, o outro jornal do Grupo Estado. Eu, no Caderno 2, do Estadão.

As duas redações ficavam no mesmo andar, separadas por um imenso corredor.

O taxista me entregou dois CDs e perguntou pelo Denis.

– Ele é meu irmão, sim. Pode deixar que eu entrego pra ele.

– O Tim vai falar com vocês amanhã. Liguem para a Adriana para combinar.

A Adriana, pelo que eu me lembro, era uma mistura de namoradinha do Tim, assessora de imprensa e empresária dele. O taxista, o boy de luxo para encomendas em São Paulo da Vitória Régia Discos, a gravadora dele.

Liguei para a Adriana. Ficou acertado que Tim falaria primeiro com meu irmão, às quatro da tarde, e depois, meia hora depois comigo.

Meu irmão ligou. Tim foi simpático, mas a conversa ficou tensa quando ele explicou que ia passar a ligação para mim.

Como assim?

– Vou passar a ligação para você falar com o Tom Cardoso.

– Ele é seu parente?

– Sim.

– Seu irmão?

– Meu irmão gêmeo.

– Tá de caô, irmãozinho?

– Não entendi, Tim.

– Você vai passar a ligação pro seu irmão gêmeo, que trabalha em outro jornal?

Isso.

– Você está dizendo que você tem um irmão, que também é jornalista, mas de outro jornal, e que você vai passar a ligação? Não to entendendo nada, irmãozinho. Você tá tirando com a minha cara?

– Tim, os dois jornais pertencem ao mesmo grupo e, por isso, basta transferir a ligação

– E o seu irmão gêmeo trabalha lá?

Exatamente.

Tim grunhiu, mas ficou na linha. Não sou só parecido com meu irmão gêmeo. Temos exatamente o mesmo tom de voz.

– Grande Tim Maia! Que prazer falar com você!.

– Bicho, vai passar trote em outro. Tenho mais o que fazer. Irmão gêmeo ô caralho.

Só a matéria do meu irmão saiu.

Esse texto faz parte do livro “Vida de Gado – 30 anos pastando no jornalismo. Quem quiser comprar na pré-venda ajuda o escriba na edição.