Real faz emocionante festa de gratidão na despedida de Ancelotti e Luka Modric

Já sem chances de conquistar o título espanhol, o Real Madrid encerrou sua participação em LALIGA 2024/25 vencendo a Real Sociedad por 2 a 0, neste sábado (24), no Santiago Bernabéu, em duelo válido pela 38ª rodada. Kylian Mbappé fez os dois gols madrileños, chegando a incríveis 43 bolas na rede em 56 partidas em sua temporada de estreia pela equipe da capital espanhola.

Mais que o jogo valeu mesmo a festa de gratidão no estádio do Real Madrid. A partida não promoveu qualquer alteração na tabela, já que os merengues já sabiam que terminariam em 2º lugar, enquanto os bascos acabaram numa decepcionante 11ª colocação. Muito maior do que o próprio jogo foram as despedidas de vários personagens importantes do gigante blanco.

A maior comoção envolveu as despedidas de Carlo Ancelotti e do meia croata Luka Modric, após mais de 590 jogos e seis títulos europeus com a camisa merengue. Ancelotti, que fez seu último jogo pelo Real, está de saída da equipe espanhola para comandar a Seleção Brasileira na sequência da carreira.

Maior técnico da história do clube, com cinco títulos da Liga dos Campeões, ele se despediu e viajará ao Brasil neste domingo (25) e será apresentado na segunda-feira (26), anunciando também sua primeira lista de convocados.

Dois bandeirões — um com os dizeres “Gracias, Leyenda” para Modric e outro dedicado a Ancelotti — completaram o cenário arrepiante. A torcida também entoou muitos cânticos para Carletto, retribuídos com aplausos pelo treinador.

EMOÇÃO E LÁGRIMAS

Dois jogadores também fizeram suas últimas partidas no Bernabéu diante da fanática torcida do Real: Modric e o lateral-direito Lucas Vázquez. Ambos vestiram o uniforme merengue por longos anos e fizeram parte do ciclo gloriosamente vencedor da última década, empilhando taças.

Eles ainda defenderão o clube merengue no Mundial de Clubes da Fifa, que começa em junho, nos Estados Unidos, antes de definirem a sequência de suas carreiras. A homenagem a Modric ainda em campo, aliás, foi emocionante. Ao ser substituído, nos minutos finais da partida com o Real Sociedade, ele foi saudado de pé pela torcida, enquanto os atletas das duas equipes faziam fila e aclamavam o craque croata de 38 anos.

Emocionado, ele levou vários minutos retribuindo os aplausos, com lágrimas nos olhos. Nas arquibancadas e cadeiras do estádio, o público também dava demonstrações de carinho e emoção, com muitas pessoas chorando pelo adeus a Modric. Depois, ele foi abraçado pelos companheiros, ex-companheiros (como Toni Kroos) e finalmente aproximou-se para o abraço dos filhos e da esposa, que o esperavam ao lado do gramado.

Uma linda festa, como só o reconhecimento público pode proporcionar. Poucas virtudes humanas são tão bonitas quanto a gratidão. Atleta de conduta irrepreensível, craque de bola, Modric foi fundamental nas conquistas do Real antes e após a chegada de Ancelotti. Curiosamente, sua contratação foi muito contestada à época, mas o futebol de altíssimo nível calou os críticos.

A partida marcou o retorno do atacante Vinicius Jr., que se recuperou de lesão e entrou na etapa complementar neste sábado. O brasileiro, inclusive, foi o responsável pela assistência para o 2º gol de Mbappé, acertando uma linda enfiada de bola para o francês concluir no cantinho.

(Com informações da ESPN e Marca)

Alepa aprova isenção de taxas às vítimas de violência, cartazes com indicações dos hospitais e selo “Pet Friendly”

Os deputados da Alepa, liderados pelo presidente da Casa, deputado Chicão (MDB), aprovaram na sessão desta terça-feira (20), por unanimidade, quatro projetos de lei de iniciativa parlamentar. As propostas seguem agora para sanção do governador Helder Barbalho. Entre os projetos, estão o que isenta mulheres vítimas de violência doméstica e familiar do pagamento de taxa em concursos públicos e processos seletivos; o que determina a fixação de cartazes nas farmácias e drogarias do Estado com indicação dos hospitais, emergências e postos de saúde mais próximos; o que cria o Selo “Pet Friendly” – Amigo dos Animais Domésticos, para estabelecimentos que permitem o acesso de cães e gatos; e o que declara a Festividade de São Pedro, no município de Soure, como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará.

Isenção de taxa para mulheres vítimas de violência

O projeto de autoria do deputado Fábio Freitas (Republicanos), isenta do pagamento de taxa de inscrição em concursos públicos e processos seletivos para contratação de pessoal por tempo determinado, no âmbito da administração direta e indireta do Estado do Pará. “Para ter direito a esta isenção prevista na iniciativa, deverá a candidata comprovar essa situação mediante a apresentação de certidão de ação penal e comprovante de instauração de inquérito policial”, explicou o parlamentar. Os documentos devem demonstrar o enquadramento do agressor nos termos da Lei Federal n° 11.340, de 07 de agosto de 2006 — Lei Maria da Penha. 

Informação nas farmácias pode combater automedicação

A proposta do deputado Adriano Coelho (PDT) tem como objetivo principal disponibilizar, em farmácias e drogarias, cartazes com a localização de hospitais, emergências e postos de saúde mais próximos do estabelecimento. “A informação adequada e clara, por meio de cartazes, contribui ainda para combater o aumento da automedicação”, afirmou. Isso porque, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 1998), a automedicação é a seleção e o uso de medicamentos por pessoas para tratar doenças autodiagnosticadas ou sintomas, sendo um dos elementos do autocuidado.

Pará poderá ter selo “Pet Friendly”

A proposição do deputado Gustavo Seffer (PSD) cria o selo “Pet Friendly” e estabelece critérios e proibições aos estabelecimentos que desejam permitir a entrada e permanência de cães e gatos acompanhados de seus tutores. O objetivo, segundo o parlamentar, é garantir infraestrutura adequada para oferecer uma experiência segura e agradável. “Com uma estrutura agradável e segura, de forma que não prejudique os consumidores — tanto os que possuem animais domésticos quanto os que não possuem”, considerou. 

Festividade de São Pedro reconhecida como patrimônio

São Pedro é o padroeiro dos pescadores no município de Soure, no arquipélago do Marajó. Pelo projeto do deputado Iran Lima (MDB), líder do governo, a festividade foi reconhecida como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado. “As embarcações enfeitadas levam as homenagens nas águas que banham o município e, nas procissões, os pescadores e romeiros carregam o mastro de São Pedro”, destacou o deputado. Missas e orações são realizadas nas igrejas e na colônia dos pescadores da cidade.

(Foto: Oséas Santos/AIE-Alepa)

Aliados europeus diminuem apoio a Israel e exigem fim da ofensiva em Gaza

Tanques de artilharia posicionados com diversos soldados e bandeira de Israel
Ataques de Israel à Faixa de Gaza mataram milhares de pessoas, desde o fim do cessar-fogo

Por Jeremy Bowen – BBC News

Quando Israel foi à guerra depois dos ataques do Hamas, em 7 de outubro de 2023, a maior parte do seu arsenal foi paga, fornecida e reabastecida pelos Estados Unidos. Seus outros aliados ofereceram a Israel outro tipo de apoio, mas com a mesma potência: um profundo crédito de boa vontade e solidariedade, baseado na sua repulsa à morte de 1,2 mil pessoas – em sua maioria, civis israelenses – e em apoio às 251 pessoas levadas em cativeiro para a Faixa de Gaza, como reféns.

Agora, parece que o crédito de Israel se desvaneceu – pelo menos em relação à França, Reino Unido e Canadá, que publicaram sua mais forte condenação até agora, sobre a forma em que Israel está conduzindo a guerra em Gaza.

Os três países afirmam que Israel deve suspender sua nova ofensiva sobre a Faixa de Gaza. Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, esta ofensiva irá destruir o Hamas, resgatar os reféns restantes e colocar toda a Faixa de Gaza sob controle militar direto de Israel.

Mas a declaração conjunta rejeita os argumentos de Netanyahu e exige um cessar-fogo. Os três governos afirmam em conjunto que “se opõem veementemente à expansão das operações militares de Israel em Gaza” e acrescentam que “o nível de sofrimento humano em Gaza é intolerável”.

Os países exigem a libertação dos reféns remanescentes e relembram que, após o “ataque hediondo” de 7 de outubro, eles acreditavam que o Estado de Israel “tinha o direito de defender os israelenses contra o terrorismo. Mas esta escalada é totalmente desproporcional.”

A decisão de Netanyahu, de permitir a entrada do que ele chama de “mínimo” de alimentos na Faixa de Gaza, segundo os três países, é “absolutamente inadequada”.

O primeiro-ministro israelense reagiu à declaração. Netanyahu afirmou que os “líderes em Londres, Ottawa e Paris estão oferecendo um enorme prêmio para o ataque genocida contra Israel em 7 de outubro, convidando para que haja mais atrocidades”.

Ele defende que a guerra poderia terminar se o Hamas devolvesse os reféns, depusesse suas armas e concordasse com o exílio dos seus líderes e com a desmilitarização da Faixa de Gaza.

“Não se pode esperar que nenhuma nação aceite menos que isso e, certamente, Israel não irá aceitar”, declarou o primeiro-ministro.

Netanyahu é objeto de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, por supostos crimes de guerra e contra a humanidade. Ele rejeita a decisão, que considera “antissemita”.

O primeiro-ministro de Israel vem sofrendo fortes pressões internacionais para pôr fim ao bloqueio de Gaza, depois que uma respeitada pesquisa internacional alertou sobre a fome iminente no território.

Na recente cúpula de Londres entre a União Europeia e o Reino Unido, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, definiu a crise humanitária em Gaza como “uma tragédia, onde o direito internacional está sendo violado sistematicamente e toda uma população é submetida a uma força militar desproporcional”. “É preciso haver acesso livre, rápido e seguro à ajuda humanitária”, declarou Costa.

Crianças sentadas, algumas com bacias e panelas, aguardam ansiosas para receber comida
Apenas cinco caminhões de ajuda humanitária entraram em Gaza na segunda (19/5)

Os parceiros da coalizão ultranacionalista de Netanyahu condenaram sua relutante decisão de permitir a entrada de quantidades limitadas de suprimentos. O ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben Gvir, afirmou que a decisão de Netanyahu “alimentaria o Hamas e ofereceria oxigênio enquanto nossos reféns definham nos túneis”.

Ben Gvir foi condenado em 2007 por incitação ao racismo e por apoiar um grupo judeu extremista, classificado por Israel como organização terrorista.

Apenas cinco caminhões entraram na Faixa de Gaza na segunda-feira (19/5), enquanto as tropas israelenses avançavam e ataques aéreos e de artilharia matavam mais civis palestinos, incluindo muitas crianças pequenas.

Os opositores da destruição da Faixa de Gaza por Israel, matando dezenas de milhares de civis palestinos, afirmam que os governos da França, do Reino Unido e do Canadá se manifestaram tarde demais.

Muitos deles promoveram meses de demonstrações em protesto contra a morte e a destruição em Gaza – e contra o aumento das mortes de civis palestinos e dos confiscos de terras na Cisjordânia, o outro lado dos territórios palestinos, durante as operações militares e incursões de colonos judeus armados.

Mas, às vezes, na política da guerra, um único incidente gera poder simbólico, que se clarifica e se cristaliza de forma tão profunda que pode levar os governos à ação.

Desta vez, o evento catalisador foi a morte de 15 paramédicos e socorristas na Faixa de Gaza, por forças israelenses, no dia 23 de março. O ataque ocorreu depois que Israel interrompeu um cessar-fogo que havia sido mantido por dois meses, lançando uma série de ataques aéreos em massa, no dia 18 de março.

Cinco dias depois da retomada da guerra, uma unidade israelense atacou o comboio médico, cobrindo com areia os homens mortos e seus veículos atingidos pelas balas. O relato israelense sobre o incidente se mostrou inverídico, quando um telefone celular foi recuperado de um dos corpos da sepultura em massa. Seu dono havia filmado o incidente antes de ser morto.

Longe de comprovar a alegação de Israel de que os trabalhadores de emergência eram uma ameaça potencial aos soldados de combate israelenses, o vídeo recuperado mostrou que veículos de emergência e ambulâncias bem iluminadas e claramente marcadas foram atacados sistematicamente, até que quase todas as pessoas dentro dos veículos estivessem mortas.

Presidente da França, Emmanuel Macron, ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em declaração pública, com bandeiras dos dois países ao fundo
O presidente francês Emanuel Macron liderou as críticas sobre a nova ofensiva de Israel

Desde então, os sinais de alarme vêm aumentando rapidamente – e não apenas entre os habituais opositores de Israel. Seus aliados europeus, sob a liderança do presidente francês, Emmanuel Macron, vêm endurecendo sua linguagem. E a declaração exigindo o fim da ofensiva israelense é sua crítica mais forte a Israel, até agora.

Uma importante fonte diplomática europeia envolvida nestas discussões contou que esta linguagem dura reflete “a sensação real de aumento da revolta política sobre a situação humanitária, de que uma linha foi cruzada e que este governo israelense parece agir com impunidade”.

De forma mais ameaçadora para Israel, a declaração afirma que “não ficaremos passivos enquanto o governo Netanyahu der continuidade a estas graves ações”. “Se Israel não interromper a nova ofensiva militar e levantar suas restrições à ajuda humanitária, tomaremos outras ações concretas em resposta.”

Os governos não especificam quais seriam estas ações. Uma possibilidade poderia ser a imposição de sanções. Mas a decisão mais significativa seria reconhecer a Palestina como Estado independente.

Os franceses vêm analisando a possibilidade de se unir a outros 148 Estados que já reconheceram a independência palestina, em uma conferência a ser presidida no início de junho, pela França e pela Arábia Saudita, em Nova York, nos Estados Unidos.

O Reino Unido também vem discutindo o reconhecimento da Palestina com os franceses. Em forte reação, Israel respondeu que eles estariam dando a vitória ao Hamas. Mas o tom da declaração apresentada pela França, Canadá e Reino Unido indica que Israel está perdendo sua capacidade de pressão.

Plano de Bolsonaro era prender Moraes e impedir posse de Lula, acusa ex-ministro da Aeronáutica

Por Mariana Schreiber, da BBC Brasil

O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Júnior disse nesta quarta-feira (21/05) que o ex-presidente Jair Bolsonaro levou ao comando das Forças Armadas a ideia de instaurar um Estado de Defesa no país, no final de 2022, para impedir a posse do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi dada em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), dentro do processo criminal contra Bolsonaro e outros sete réus, inclusive generais do Exército, como o ex-ministro da Casa Civil, general Braga Netto, acusados de planejar e tentar realizar um golpe de Estado.

O tenente-brigadeiro do Ar também relatou que foi discutida a possibilidade de prisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o ex-comandante da Aeronáutica, a tentativa de ruptura democrática não se concretizou por uma razão: “a não participação unânime das Forças Armadas”. Baptista Júnior disse que se colocou de forma veemente contra a proposta, que também teve a oposição do então comandante do Exército, General Freire Gomes.

Em seu depoimento, ele disse que o único que se colocou à disposição do plano era o então comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, que também é réu no processo. Baptista Júnior relatou reuniões que envolveram o então ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, e os três comandantes das Forças Armadas. Bolsonaro também participou de algumas delas.

Segundo ele, em um encontro em 14 de dezembro, apenas com a participação dos militares, o ministro da Defesa apresentou um documento para uma medida de exceção no país, com a instauração de Estado de Defesa ou Estado de Sítio.

O ex-comandante da Aeronáutica disse, então, que perguntou se o documento previa que Lula não tomaria posse. Diante do silêncio do ministro da Defesa, ele disse ter entendido que sim e se retirou do encontro.

“Eu perguntei: ‘esse documento prevê a não assunção no dia 1º de janeiro do presidente eleito?’ Quando eu perguntei isso, ele ficou calado. E logicamente que nós temos afinidades, conhecimentos há muito tempo, eu entendi que estava previsto isto”, relatou.

“Eu falei: ‘não admito sequer receber este documento, não ficarei aqui’. Levantei, saí da sala e fui embora”, disse também. “O Garnier não falou nada e o Freire Gomes também condenou a possibilidade de nós avaliarmos aquele documento. Eu saí da sala. Não sei o que aconteceu depois”, continuou.

Baptista Júnior disse ainda que, após sua recusa em participar do plano de ruptura democrática, sofreu muitas pressões, inclusive contra sua família. Ele apontou como autores da pressão Braga Netto e o empresário Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, neto do ex-presidente ditador João Figueiredo (1979-1985).

O ex-comandante da Aeronáutica contou que, inicialmente, estava se discutindo a possibilidade de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), diante da perspectiva de um cenário de convulsão social no país após a eleição de 2022.

Citou como exemplo de preocupação mobilizações de caminhoneiros e os acampamentos em frente a quartéis militares. Baptista Júrnior disse, porém, que passou a ficar desconfortável quando as conversas passaram a abordar medidas de exceção que não teriam fundamento.

“A GLO que nós militares estávamos trabalhando era a GLO para o caso de uma convulsão social no Brasil. Nós não estávamos trabalhando com uma GLO para qualquer outro objetivo que não esse”, afirmou. “Tanto que, no meu depoimento [à Polícia Federal], eu disse isso, eu falei para o presidente Bolsonaro: ‘aconteça o que acontecer, no dia 1º de janeiro você não será presidente”, continuou.

“NÃO VAMOS APOIAR QUALQUER RUPTURA”

Questionado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, se foi cogitada a prisão de autoridades, o ex-comandante da Aeronáutica confirmou que havia a intenção de prender Alexandre de Moraes.

“E eu lembro bem que nisso daí teve a seguinte discussão: vai prender o presidente Alexandre Moraes, o presidente do TSE? Vai. Amanhã o STF vai dar um habeas corpus para soltar ele. Vamos prender os outros 11? Mas aí era um brainstorm buscando uma solução que já estava no campo do desconforto. Pelo menos para mim estava”, afirmou.

Baptista Júnior disse também ter estranhado quando o general Augusto Heleno, então chefe do Gabinete de Segurança Institucional, lhe disse que tinha sido convocado para uma reunião de emergência com Bolsonaro no dia 17 de dezembro, um sábado.

Os dois estavam juntos na cerimônia de formatura de novos oficiais da Aeronáutica e Heleno lhe pediu uma carona no voo de volta para Brasília. Segundo Baptista Júnior, Heleno não disse o teor da reunião, mas ele entendeu que seria para discutir uma ruptura democrática.

Por isso, o chamou para uma conversa reservada e relatou ter dito o seguinte: “Por unanimidade do alto comando da Aeronáutica, não vamos apoiar qualquer ruptura nesse país. Se alguém for bancar isso, saiba quais são as consequências”, relatou. Ele não detalhou a reação de Heleno a sua fala. Disse que ambos voltaram no mesmo voo para Brasília sem tocar mais no assunto.

COMANDANTE AMEAÇOU PRENDER BOLSONARO

Baptista Júnior também confirmou que, em uma reunião dos comandantes das Forças Armadas com Bolsonaro, Freire Gomes chegou a dizer que teria que prender o presidente, caso levasse adiante alguma tentativa de ruptura democrática. E reforçou que não teria como esquecer uma fala desse teor. “O comandante do Exército, ele é uma pessoa muito polida, muito calma e muito tranquila, mas ele é muito firme quando precisa”, afirmou.

“Não é uma coisa simples você esquecer o que o comandante do Exército disse. A minha palavra eu mantenho, do depoimento [à Polícia Federal] que ele, com toda a educação, disse ao presidente, por hipótese, que, se ele atentasse, ele teria que prender, e eu mantenho isso”, reforçou.

O ex-comandante da Aeronáutica afirmou ainda que jamais foi usada a expressão golpe de Estado nas conversas, mas que se discutiam medidas de exceção previstas na Constituição, porém sem que estivessem presentes os fundamentos necessários para que fossem adotadas.

“Colocando na conjuntura, em momento algum o presidente Jair Bolsonaro colocou desta forma, que estava objetivando um golpe de Estado. Mas, durante as discussões, nós começamos a imaginar que os objetivos políticos de uma medida de exceção não eram para garantir a paz social até o dia 1º de janeiro”, explicou.

“E foi dentro deste contexto que o general Freire Gomes colocou [a possibilidade de prisão do Bolsonaro]. Ou seja, não foi em resposta a uma colocação que o presidente daria um golpe. Mas foi no âmbito desta discussão de possíveis estados de exceção, sem os pressupostos necessários para que eles sejam feitos”.

Papão é goleado pelo Bahia e está fora da Copa do Brasil

Foi um passeio do Bahia perante sua torcida, na noite desta quarta-feira (21), na Arena Fonte Nova. Com um gol logo a 2 minutos, o Tricolor da Boa Terra teve total tranquilidade para construir uma goleada ao longo da partida, chegando a estabelecer mais de 80 minutos de posse de bola e amplo domínio técnico.

Depois do gol de Michel Araújo, que abriu o placar completando uma rápida trama ofensiva, o Bahia continuou buscando o ataque. Com o controle das ações e sem precisar manter pressão constante, os donos da casa tiveram alguns momentos de relaxamento. Benítez se aproveitou e quase conseguiu empatar em chute rasteiro, que o goleiro mandou a escanteio.

Mas, aos 31′, o atacante Willian José aproveitou assistência de Kayky e marcou o segundo gol. Antes do fim da primeira etapa, o mesmo Willian José entrou livre para fazer o terceiro gol, de cavadinha, após cochilo coletivo da zaga alviceleste.

Em ritmo cadenciado, o Bahia voltou para a segunda etapa sem forçar as jogadas de ataque. Com o rápido Marcelinho no lugar de Benítez, o PSC ameaçou com uma pontada perigosa, aos 7 minutos, defendida pelo goleiro Marcos Felipe. Só que as triangulações baianas acabaram prevalecendo e permitiram que o placar fosse movimentado novamente.

Aos 20′, após troca de passes entre Acevedo, Kayky e Willian José, a bola sobrou para Rodrigo Nestor na entrada da área. Ele disparou um chute rasteiro, no canto esquerdo da trave de Matheus Nogueira, estabelecendo 4 a 0 no placar.

Em avançoi pela direita, Marcelinho ganhou de Fredi com uma finta e invadiu a área, mas chutou mal, sem bater no gol e sem cruzar, perdendo ótima oportunidade de fazer o gol de honra.

Aos 40′, Acevedo entrou como um atacante pela esquerda, fintou dois marcadores e bateu cruzado, mas PK evitou o gol despachando em cima da linha. Lançado por Everton Ribeiro, Lucho bateu sem ângulo e Matheus Nogueira fez a defesa. Em seguida, o próprio Lucho invadiu a área e chutou rente ao travessão, com muito perigo.

No placar agregado, o Bahia passou por 5 a 0 (havia vencido o primeiro jogo por 1 a 0, em Belém). Eliminado da Copa do Brasil, o PSC agora vai se preparar para enfrentar o Novorizontino, domingo (25), pela Série B.

Papão encara batalha em Salvador pela 3ª fase da Copa do Brasil

Para a batalha desta noite com o Bahia, em Salvador, o Paysandu terá que se superar em relação aos últimos jogos. Além do desgaste físico pela sequência de jogos, os desfalques atormentam o técnico Luizinho Lopes. Ele não pode sequer se dar ao luxo de poupar peças para as próximas partidas da Série B.

Nada menos que oito jogadores estão no departamento médico do Papão: o zagueiro Joaquín Novillo, o lateral Kevyn, os volantes Dudu Vieira e Ramón Martínez e os atacantes Pedro Delvalle, Benjamín Borasi, Marlon e Edinho. Abaixo, a lista dos lesionados:

  • Joaquín Novillo (transição física)
  • Kevyn (lesão no ligamento do joelho)
  • Dudu Vieira (corte no tornozelo)
  • Ramón Martínez (transição)
  • Pedro Delvalle (entorse no tornozelo)
  • Benjamín Borasi (lesão na coxa)
  • Marlon (lesão na coxa)
  • Edinho (transição física).

É neste cenário que o Paysandu volta a campo nesta quarta-feira, 21, às 19h30, na Arena Fonte Nova, para o segundo jogo do confronto com o Bahia pela 3ª fase da Copa do Brasil. por outra competição. O provável time para enfrentar o Bahia é: Matheus Nogueira; Edilson, Quintana, Luan Freitas e PK; Leandro Vilela, Matheus Vargas e Giovanni; Benítez (Marcelinho), Nicolas e Rossi.

Como o Bahia venceu por 1 a 0 no primeiro jogo, em Belém, o PSC precisa ganhar por dois gols de diferença para seguir na competição. Em caso de triunfo por um gol, a disputa será definida nas penalidades.

Rock na madrugada – Ramones, “I’m Against It”

POR GERSON NOGUEIRA

“I’m Against It” (Eu sou contra isso) pertence ao álbum “Road To Ruin” (Estrada para a ruína), lançado pelos Ramones há quase meio século – em setembro de 1978. É o quarto trabalho de estúdio da banda, lançado inicialmente em LP, cartucho de 8 faixas e fita cassete. A novidade do disco é a estreia de Marky Ramone na bateria, substituindo Tommy Ramone, naquela que foi a primeira de várias trocas de integrantes.

O disco foi bem recebido e trazia como hit principal o clássico “I Wanna Be Sedated“. Como se pode observar em “I’m Against It“, a receita é infalível: rock rápido e sem firula, guitarra a todo volume e vocal visceral de Joey Ramone. O Ramones sempre entregou tudo. A banda vivia seu apogeu, reinando absoluta como legítima precursora do verdadeiro punk rock.

Brotou exatamente nesse período a adoração do público brasileiro pelos Ramones. As muitas visitas ao Brasil demonstram o quanto esse carinho sensibilizou Joey e seus parças. O prestígio persiste até hoje. Único sobrevivente do grupo, o baterista Marky tem se apresentado com frequência, com sua banda ou junto com músicos brasileiros.

O grupo, fundado em 1974, em Nova York, deixou de existir oficialmente em 1996, mas o legado dos Ramones permanece vivo e cultuado. Chuck Hipolitho, músico e fã militante do grupo, disse certa vez que o estilo “super simples” instituído por eles, com canções condensadas em um minuto e meio, vicejou em todos os lugares e plataformas, dos desenhos animados aos jingles comerciais. Pura verdade.

Cristiano Ronaldo e Di María nos planos ambiciosos de Textor para o Botafogo

O dono da SAF do Botafogo, John Textor, demonstra ter planos ousados para a participação do clube alvinegro no Super Mundial de Clubes, que terá início no mês de junho, nos Estados Unidos. Nos últimos dias, vazaram informações de que ele está tentando revolucionar em contratações. Nada menos que Cristiano Ronaldo e Angel Dí Maria estariam nos planos do norte-americano.

Nos últimos dias, surgiu a informação na imprensa espanhola de que o craque português exige dois anos de contrato, que seria o último de sua carreira. Além disso, veio à tona que CR7 não é o único nome bombástico desejado pela SAF Botafogo: o meia-atacante Angel Di María, campeão do mundo em 2022, também estaria na mira. Fontes do clube são cautelosas sobre os nomes especulados. Há o entendimento de que nos dois casos a negociação é complexa.

Por ora, são especulações, mas Textor já provou que é capaz de ousadias para turbinar o Botafogo. Tiago Almada foi talvez a maior delas, em 2024. A presença do Botafogo no Super Mundial é o principal trunfo de Textor para atrair jogadores da chamada primeira prateleira. CR7 está se desligando do futebol árabe e manifestou interesse em disputar o torneio da Fifa. O mesmo ocorre com Di María, cujo contrato com o Benfica não será renovado.

Campeão da Copa de 2022 no Qatar, junto com Lionel Messi, o meia-atacante tem 37 anos e caminha para o final da carreira. Além do Benfica, defendeu gigantes europeus como Manchester United, Paris Saint-Germain e Juventus.

Um papo necessário sobre Mark Lanegan

Poeta, músico, outsider. Mark Lanegan é, sem dúvida, um dos pais do movimento grunge. Neste vídeo, o craque André Barcinski disseca a carreira breve e brilhante do cantor e compositor que ficou conhecido pelo trabalho à frente do Screaming Trees. Sua voz gutural seguirá ecoando até a eternidade da história do rock.

Importante dizer que Barcinski é jornalista, escritor, roteirista e documentarista. Trabalha há quase 40 anos com jornalismo cultural. Escreveu nove livros, incluindo biografias de Zé do Caixão, Sepultura, João Gordo, Marcelo Nova e Nelson Ned. Dirigiu ou roteirizou filmes e séries como “Sullivan e Massadas: Retratos e Canções”, “O Rei da TV”, “Hit Parade”, “Notícias Populares”, “História Secreta do Pop Brasileiro” e “Zé do Caixão”. Venceu o Troféu Jabuti, o mais prestigioso da literatura brasileira, em 1992, pelo livro “Barulho”. Ganhou também o Prêmio do Júri no Festival de Sundance (EUA) pelo documentário “Maldito”, sobre Zé do Caixão.

Papai faz cem anos

Por Edyr Augusto

Edyr Paiva Proença nasceu em 19 de maio de 1920 e faleceu 78 anos depois, em 5 de maio. Filho de Edgar de Campos Proença e Celina Paiva Proença, teve uma irmã, Celia. Sua primeira casa era na São Mateus, hoje mais conhecida por Padre Eutíquio. Foi moleque normal, quase perdendo a vista certa vez de tanto empinar papagaios e olhar para o sol. Magro, bem magro, fez regata, voleibol e basquete, nem todos no Clube do Remo. Sem vez no time principal azulino, foi convidado a atuar no Julio Cesar. O velho Edgar proibiu. Mesmo assim, às escondidas, jogou e foi campeão. No ano seguinte, titular no Remo. O futebol era nas peladas em quintais. Fez CPOR no Exército e tocava pandeiro ou violão no Bando da Estrela, um regional, como era chamado, com violões, cavaquinho e percussão. A “Estrela” era minha mãe, então, Celeste Camarão. Formou-se em Direito, mas já estava na área esportiva da PRC5. Tenho uma foto dele, microfone à mão, como “ponta de gol”, talvez no Estádio do Souza. Já estava também nos jornais e na Assessoria de Imprensa do Banco da Amazônia. Aprendeu com os craques da época, lembrava sempre de Santana Marques. Casou. Vieram os filhos. Ficou sério. Três empregos. Bocas para alimentar, gente para educar. Guardou o violão. “O tempo passa, a barba cresce”, era o slogan do patrocinador das jornadas esportivas Gillete Azul. Tempos duros. As equipes do Pará jogavam em Fortaleza. Transmitiam, se esgoelavam, pegavam chuva e depois o telegrama dizia que o som não havia chegado. Lembro dele narrando e eu ao lado, roubando mentas do comentarista Grimoaldo Soares. Cresci aprendendo a compreender o jogo. Ele passou a comentarista. Na volta para casa, debatia, às vezes, tolamente, com minha inexperiência. O jogo acabava, os radialistas eram os últimos a sair. Formavam uma grande roda e conversavam, riam. Meu pai contava as piadas. Ali não estava mais o comentarista equilibrado, que dosava as palavras e sim um contador de causos maravilhoso em gestos, melodia da voz, toques nos próximos e grand finales, todos gargalhando. Líamos todos os jornais que ele levava para casa, recomendando Nelson Rodrigues, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga e outros maravilhosos. Agora o acompanhava também nas peladas. Turma sensacional. Que aprendizado. Às vezes me deixava jogar uns cinco minutos finais, para aprender. Depois vinha um banho em uma queda d’água e na volta já estava dormindo. Fomos ao Rio de Janeiro. Eu para férias, ele para transmitir Santos x Milan. No dia seguinte, em uma corda, secando, até notas de dinheiro. Pegou toda chuva, mas narrou com brilhantismo.

Me ensinou a sobriedade, o respeito pela profissão. A procura incessante da isenção. A informação para poder dar opinião. O cotejo dos dados para ser equilibrado. Saía de casa para o trabalho, cem, duzentos metros, se tanto, e demorava às vezes mais de 1 hora, pois parava a cada dez passos e formava uma roda de amigos. Desgostava de ser o superintendente da Rádio Clube. Não era a dele. Mais tarde, no mesmo ofício, compreendi tudo. Nos fins de tarde, os amigos passavam para conversar e tomar cafezinho. João Braga Farias, Delival Nobre, Rui Barata, Julio Cruz, muita gente. Influenciou minha escrita completamente. Preparou a mim e aos irmãos para nunca sentir qualquer peso do sobrenome. Você vale pelo que realiza e pronto. Aposentou. Os filhos casaram, bateram asas, ele e a mãe se reinventaram. Ele e ela, nas serestas, violão e voz, como nos velhos tempos. Virou compositor. Gravou discos. Autor da melodia de um clássico paraense, “Bom Dia, Belém”. Dizia-se muito ocupado. Assisto Volei de manhã, Basquete à tarde e Futebol à noite. Conversávamos diariamente em minha sala de trabalho. Parava tudo e me dedicava a ouvi-lo. Apesar de ter desfrutado ao máximo da amizade, fomos até parceiros musicais, a falta dele é um imenso buraco de saudade em minha alma. Falo com ele todas as noites, no escuro do quarto, quando olho para dentro de mim e o encontro, sorridente, às vezes querendo mostrar uma nova composição. Às vezes pedindo-me calma e reflexão em meus arroubos. Nessa idade, meu filho, com arroubos juvenis? Ele, Rui e Delival devem fazer grandes farras no céu, com minha mãe cantando. Escutei fitas cassete gravadas em serestas e produzi um cd com vocais da grande Andréia Pinheiro e arranjos de Luiz Pardal e Jacinto Kahwage. Um luxo. Músicas inéditas. Meus irmãos participaram da escolha do repertório, feitura da capa e textos. Deixa passar essa confusão toda e nós lançamos o disco. Cem anos de Edyr Proença. E é tanta saudade, tanta gratidão pelo nome que me deu, ensinamentos, caráter e exemplos! Acho que falo pelos irmãos e pelos outros “filhos”, grandes profissionais que hoje fazem o sucesso da Rádio Clube do Pará. O tempo passa e a saudade cresce! Meu pai!

(Publicado originalmente em maio 2020)

Técnico e diretoria do Remo protestam contra a arbitragem amapaense em Goiânia

Após novo empate fora de casa, 1 a 1 com o Atlético-GO, na tarde deste domingo (18), pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, o técnico Daniel Paulista criticou a equipe de arbitragem e a anulação do segundo gol azulino. “Foi totalmente legal”, disse o treinador.

“Conquistamos um segundo gol que, na minha visão, foi totalmente legal. Não há nada no lance. Acho que são coisas que a gente não entende que acontecem no futebol brasileiro, situações que a gente não consegue encontrar fatos que justifiquem a decisão, já que ele ficou quase 5 minutos do jogo parado para resolver isso”, afirmou Daniel.

O treinador ainda questionou a escalação do árbitro Thaillan Azevedo Gomes (AP), que dirigiu pela segunda vez nesta Série B um jogo do Atlético no estádio Antônio Accioly.

“Causa estranheza o fato de o próprio árbitro ter sido escalado pela segunda vez dentro da própria competição. Em oito jogos, é o segundo jogo do Atlético que o mesmo árbitro apita dentro do Accioly. Coincidentemente, dois jogos onde o Atlético saiu atrás, teve que buscar resultado, teve que tentar hoje, no caso, buscar o empate”, questionou.

Sobre a atuação azulina, Daniel considerou que foi dentro da expectativa e primou pela intensidade. “O Remo foi valente. Tentou buscar a vitória, fez o seu gol, teve um gol anulado erroneamente pela arbitragem, que poderia ter nos proporcionado a vitória, mas pecou no final, principalmente onde proporcionou ao adversário a oportunidade de empatar. Claro que lamentamos o resultado, mas fizemos mais um ponto, seguimos aí na nossa caminhada”, concluiu.

PROTESTO E INDIGNAÇÃO

Em nota, a diretoria jurídica do Remo protestou contra os erros de arbitragem e informou que irá fazer uma reclamação formal à CBF:

Clube do Remo vem a público manifestar sua profunda indignação e repúdio diante dos absurdos cometidos pela equipe de arbitragem na partida realizada na data de hoje, em Goiânia, válida pelo Campeonato Brasileiro.

As decisões tomadas dentro de campo ultrapassaram os limites da razoabilidade e da justiça esportiva, prejudicando diretamente o desempenho e o resultado da nossa equipe. O que se viu foi um espetáculo lamentável de erros que comprometem não apenas o trabalho dos atletas e da comissão técnica, mas também a credibilidade da competição.

O Clube do Remo reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o respeito às instituições, mas não se calará diante de tamanha afronta aos princípios que regem o esporte. Não aceitaremos que nosso esforço e dedicação sejam tratados com descaso.

Solicitaremos formalmente à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a análise criteriosa da atuação da arbitragem, com pedido de providências imediatas para que episódios como este não se repitam.

Seguiremos firmes na luta, em campo e fora dele, honrando nossa história e nossa torcida apaixonada, que não merece ser penalizada por erros alheios ao jogo.

Empate pune bom jogo do Leão

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo fez uma boa partida, repetindo o comportamento de partidas recentes, com marcação forte e transição rápida em busca do gol. O placar de 1 a 1 é positivo a essa altura da disputa, mas o empate sofrido no final gerou frustração, amplificada pela revolta com a equivocada anulação de um gol de Régis aos 35 minutos da etapa final.

No começo, o Remo buscou pressionar o Atlético-GO, avançando a marcação e espetando Adailton e Pedro Rocha entre os zagueiros. Controlou as investidas do adversário e quase marcou aos 17 minutos, quando Pedro Rocha desperdiçou um belo cruzamento de Adailton.

A estratégia do contra-ataque deu certo na segunda etapa, logo aos 7 minutos. Pedro Castro fez lançamento longo para Adailton na ponta-esquerda. O atacante avançou, driblou um marcador e cruzou na pequena área para o artilheiro Pedro Rocha finalizar para as redes.

Com a vantagem, o Remo ficou ainda mais forte para executar seu plano de jogo. O Atlético tinha a bola, mas não era objetivo. Adailton e Pedro Rocha eram lançados e criavam seguidas dificuldades para a zaga atleticana.

A movimentação melhorou quando Régis e Felipe Vizeu substituíram Adailton e Rocha. Veio então o lance fatídico, aos 35’ do 2º tempo. Régis lançou Felipe Vizeu, que disparou pela esquerda, deixou um marcador pelo caminho e cruzou para o próprio Régis completar para as redes. Execução perfeita, mas, após a comemoração, veio a decepção.

Chamado ao VAR, o árbitro amapaense Thailan Azevedo invalidou o gol, apontando falta na origem da jogada. O curioso é que ele havia acompanhado o lance de perto, considerando normal a disputa por espaço entre Daniel Cabral e Federico. O auxiliar também não viu falta.

A pressão da comissão técnica e da torcida funcionou. O árbitro recuou e anulou o gol, o que gerou protestos dos azulinos em campo, e inspirou uma indignada nota oficial da diretoria divulgada após a partida.

Aos 50 minutos, o Atlético lançou bola na área, Caio Vinícius tentou cortar, mas cabeceou para trás, acertando a trave esquerda de Marcelo Rangel. No rebote, o centroavante Sandro Lima aproveitou para empatar.

Nas circunstâncias, o resultado frustrou as expectativas, mas o ponto conquistado fora de casa deve ser valorizado. O Remo segue invicto (o único nas duas divisões principais) e no G4.  

Papão fica no 0 a 0, mas dá sinais de evolução

A partida foi marcada pelo equilíbrio durante os dois tempos, inclusive na quantidade de erros de finalização. O placar de 0 a 0 define bem o que fizeram PSC e Goiás. No início, a presença goiana foi mais acentuada, embora Anselmo Ramon tenha errado todas as tentativas. Depois, os bicolores chegaram em situações agudas puxadas por Rossi e Edilson. 

Na primeira etapa, o PSC só mostrou mais ímpeto a partir dos 25 minutos, através de Benítez, que incomodou a defesa do Goiás com correria e uma tentativa que explodiu nos zagueiros. Matheus Vargas tentou acertar de longe, mas Tadeu estava bem posicionado.

Willian Lepo quase abriu o marcador, aos 5 minutos do 2º tempo. Edilson salvou em cima da linha. O Goiás voltou decidido a buscar o gol. Pedrinho bateu com perigo, mas Matheus Nogueira agarrou.

Nicolas, de cabeça, e Benítez apareceram bem em dois lances, mas Tadeu defendeu. Quase aos 30’, Rossi fez cobrança de falta, que passou perto do travessão. Logo em seguida, Edilson entrou na área, mas tomou a decisão errada e a jogada foi desperdiçada.

Em resposta, Anselmo Ramon puxou contra-ataque e tentou vencer Matheus Nogueira, chutando em direção ao gol, mas a bola atravessou a pequena área e saiu pelo fundo. Grande chance do Goiás.

Apesar da evolução, com o esforço para tentar impor intensidade, a falta de contundência ofensiva ainda atrapalha o Papão.

Tropa de choque mostra quem manda na CBF

A mobilização foi impressionante. Entre sexta-feira (16) à noite e domingo (18), a nata da cartolagem nacional se reuniu e fechou apoio ao quase desconhecido Samir Xaud, presidente da Federação Roraimense, para encabeçar chapa única na eleição da CBF, marcada para 25 de maio.

Tudo muito rápido e prático, como para não dar tempo para que forças opostas se organizassem. É óbvio que todos esses movimentos já estavam programados desde a queda de Ednaldo Rodrigues. Ação de gente poderosa que sempre se movimentou nas sombras dentro da entidade.

O apoio maciço de 25 federações e 10 clubes (incluindo a dupla Re-Pa) a Xaud veio como um rolo compressor e inviabilizou a tentativa de emplacar a candidatura do presidente da Federação Paulista, Reinaldo Carneiro.

A novidade para o futebol paraense é a inclusão do presidente da FPF, Ricardo Gluck Paul, como vice na chapa de Xaud.

Uma ligeira pausa

A coluna dá uma ligeira pausa, para descanso dos indômitos baluartes. Voltaremos no começo de junho, a tempo de acompanhar o Mundial de Clubes e o final do turno da Série B. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 18)