“A cassação de Glauber Braga, se ocorrer, transformará a Câmara Federal na instituição mais desmoralizada da história do país, colocando também o Brasil no ridículo perante o mundo”.
Roberto Requião
“A cassação de Glauber Braga, se ocorrer, transformará a Câmara Federal na instituição mais desmoralizada da história do país, colocando também o Brasil no ridículo perante o mundo”.
Roberto Requião
Categoria foi homenageada pelo Dia do Jornalista na Comissão do Trabalho da Câmara Federal

Durante a reunião da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, realizada na manhã de quarta-feira (9/4), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deu papel de destaque na homenagem ao Dia do Jornalista e aprovou a iniciativa para fortalecer a principal bandeira da categoria: a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 206/2012, que restabelece a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
A presidente da Federação, Samira de Castro, foi enfática ao afirmar que “a maior homenagem que esta Casa pode dar à categoria é aprovar a PEC do Diploma”. A declaração foi feita durante seu discurso na Comissão, presidida pelo deputado Leo Prates (PDT-BA), que promoveu uma homenagem aos profissionais da imprensa a partir de solicitação da Fenaj e do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba).
Segundo Samira, de 7 de abril, Dia do Jornalista, é um dado simbólico que precisa ser marcado por ações concretas. “Estamos falando de uma profissão regulamentada desde os anos 1940, que possuía um prêmio de acesso impessoal e transparente, retirada de forma equivocada por decisão do Supremo Tribunal Federal em 2009”, lembrou. O dirigente reforçou que o diploma representa uma segurança para a sociedade em tempos de desinformação e ataques à imprensa.
Samira também destacou que a PEC 206/2012 já está pronta para ser votada desde 2014 e depende apenas de consenso entre os líderes partidários para entrar na pauta do Plenário da Câmara. “Estamos buscando o apoio do Colégio de Líderes para que essa matéria vá a voto e possamos restabelecer esse classificação essencial para a profissão jornalística”, afirmou.
Na oportunidade, o deputado Leo Prates ressaltou a importância dos profissionais para a população e o papel que desempenham na consolidação da democracia. Lembrou que quando foi vereador em Salvador apresentou projeto de lei na Câmara Municipal para que apenas jornalista diplomado fosse contratado para trabalhar na Prefeitura da capital.
O deputado Airton Faleiro (PT-PA) se pronunciou e propôs que a homenagem feita pelo presidente Leo Prates fosse transformada em proposta da Comissão para uma moção da Câmara pela passagem do Dia do Jornalista. A deputada Érika Kokay (PT-DF) disse que apresentará requisito para que o colegiado indique à mesa da Casa a aprovação da PEC 206/2012. Já a deputada Soraya Santos (PL-RJ) declarou que defende a formação de nível superior para o exercício da profissão.
A homenagem na Comissão do Trabalho compôs a agenda do 4º Ocupa Brasília, movimento que a Fenaj está realizando de 7 a 11 de abril, com ações junto aos três poderes da República em prol das pautas dos jornalistas.
Além da defesa da PEC do Diploma, a mobilização também pautou outras demandas urgentes, como o enfrentamento à pejotização da profissão, o combate à violência contra jornalistas, a defesa de um piso salarial nacional e a tributação das Big Techs, que lucram com conteúdo jornalístico sem contrapartida aos profissionais e empresas de comunicação.
A Fenaj segue com intensa agenda de reuniões com lideranças partidárias, parlamentares e representantes do governo federal ao longo da semana, consolidando sua atuação como principal entidade de defesa do jornalismo e dos jornalistas no Brasil.

POR GERSON NOGUEIRA
Sobrou disposição, mas faltou criatividade. Por essa razão simples, PSC e Goiás ficaram no 0 a 0, ontem à noite, no Mangueirão. É aceitável dizer que as melhores chances couberam ao time paraense, mas a extrema dificuldade em transformar posse de bola em lances de gol atrapalhou os planos do Papão.
O 1º tempo foi dominado por esforços dos dois lados para superar a forte marcação, cenário absolutamente normal para um jogo decisivo. Ocorre que o Goiás era superior por demonstrar mais tranquilidade, menos pressa e afobação. Já os bicolores abusavam da correria inútil, desperdiçando situações por falta de organização.
A primeira jogada de perigo pertenceu ao Goiás. Artur Kaique cobrou falta aos 16 minutos e o chute gerou um rebote perigoso de Matheus Nogueira. Bateu roupa, como se dizia nos tempos de Dodô no Andaraí. A chance se ofereceu para Lucas Ribeiro, que tentou desviar para as redes, mas o goleiro se redimiu e abafou o lance.
O Papão ameaçou chegar aos 22 minutos, quando Matheus Vargas disparou forte, mas Rossi não aproveitou o rebote de Tadeu. Aos 30’, a melhor chance. Lançado por Rossi, Nicolas se encheu de pernas e perdeu o controle da bola quando estava de cara para o gol.
Aos 36’, Rossi caiu pela direita e bateu cruzado na área. A zaga deixou passar e Nicolas desviou, mas Tadeu fez a grande defesa da noite, impedindo o gol alviceleste. O Goiás se retraiu e pouco arriscou nos minutos finais, aparentando satisfação com o empate parcial.
Para a etapa final, o técnico Vagner Mancini mexeu no Goiás, preocupado em renovar o gás: o lateral DG e o meia Rafael Gava substituíram Lucas Lovat e Rodrigo Andrade. Do lado bicolor, Luizinho Lopes lançou Giovanni e Benítez, sacando Delvalle e Nicolas, que saiu vaiado.
As mudanças não alteraram o equilíbrio de forças. O Goiás vivia de lançamentos longos e uma linha de cinco jogadores guarnecendo a área. O PSC tentava criar algo novo a partir da entrada de Giovanni, mas ficou na vontade, pois o jogo seguiu brigado e pouco criativo.
A presença do PSC no campo de ataque deu a falsa impressão de que o gol poderia sair. Na realidade, somente duas chances foram criadas. A primeira, com Edilson, aos 13 minutos, mas Tadeu fechou a porta. Depois, Rossi fez ótima jogada pela direita e finalizou em cima do goleiro.
No próximo dia 23 acontece o segundo duelo e a decisão está em aberto. Os times mostraram equivalência até na ausência de ideias.
Leão traz reforços para zaga, meio e ataque
O Remo se prepara para apresentar um novo pacote de reforços, aproveitando a curta janela que se fecha amanhã, 11. Quatro atletas foram contratados nos últimos dias: o meia Régis, o zagueiro Camutanga, o lateral-direito Pedro Costa e o atacante PH.
Camutanga, natural de Pernambuco, foi jogador de Sport e Náutico, passando ultimamente pelo Vitória. Depois de passar por cirurgia, não conseguiu recuperar espaço e aceitou vir defender o Remo na Série B.
O novo reforço chega com potencial para ocupar a titularidade, fazendo dupla com William Klaus. O Remo conta com várias opções para a zaga – Rafael Castro, Lucão, Reinaldo, Jonilson e Alvariño. Camutanga pode estrear contra o América-MG, domingo.
A contratação de Pedro Costa, 31 anos, ex-Avaí e Botafogo-SP, surpreende porque o elenco já dispõe de três jogadores para a posição: Kadu, Marcelinho e Thalys, ainda em transição.
Régis, ex-Goiás, vem brigar por um lugar no meio-campo, para jogar com Jaderson ou fazendo ligação com o ataque. Foi recomendado pelo técnico Daniel Paulista, com quem trabalhou no Guarani. Outra recomendação de Daniel é o atacante PH, destaque do Santa Rosa no Parazão.
O clube estaria encaminhando também a contratação do volante Luan Martins, 25 anos, que conquistou o acesso para a elite do Paulistão, além do vice-campeonato da Série A2 Paulista pelo Primavera-SP. No ano passado, ele jogou contra o Remo quando defendia a Aparecidense.
Águia adere ao Pacto Pró-Equidade Racial do TCE
O Águia de Marabá é o mais novo signatário do Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA). A formalização do termo de adesão ocorrerá amanhã (11), às 9h, durante o evento “10 anos da unidade do TCE-PA em Marabá: fortalecendo a gestão e o controle no sul e sudeste do Pará”.
O ato de assinatura do documento terá o presidente do TCE, conselheiro Fernando Ribeiro, e o presidente da Águia, Sebastião Ferreira Neto. O Águia será o terceiro clube profissional a aderir ao pacto. Remo e Paysandu já apoiam a iniciativa, juntamente com o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e a Federação Paraense de Futebol (FPF).
Atualmente, 55 instituições públicas e privadas integram o Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial. Coordenado pela Escola de Contas Alberto Veloso (Ecav), o projeto de combate ao racismo por meio de atividades de conscientização está na fase de reuniões com grupos de trabalho, por área de atuação, para a implementação de ações de enfrentamento.
O TCE-PA e demais parceiros também unem esforços para a organização da Jornada de Boas Práticas de Equidade Racial, evento a ser realizado em outubro deste ano com o compartilhamento das melhores práticas de luta contra o preconceito racial pelas entidades participantes.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 10)

Não faltou emoção à primeira partida da final da Copa Verde, mas PSC e Goiás não saíram do 0 a 0, na noite desta quarta-feira, no Mangueirão. Os bicolores tiveram mais chances de gol, mas os goianos também ameaçaram em lances de bola parada e contra-ataques, principalmente no primeiro tempo.
A primeira grande situação de gol no jogo surgiu em cobrança de falta junto à área do PSC, aos 18 minutos. Arthur Caíke cobrou com perigo, Matheus Nogueira defendeu mal e deu rebote. Lucas Ribeiro aproveitou e chutou, mas o goleiro se recuperou e evitou o gol.
Depois disso, o PSC botou pressão e quase marcou, aos 22′, com Matheus Vargas. O volante finalizou dentro da área, mas o goleiro Tadeu defendeu parcialmente. Rossi chegou chutando, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Outra grande chance coube a Nicolas, aos 31′, que recebeu livre, mas perdeu o tempo da bola e a zaga salvou. Aos 36′, Rossi bateu cruzado, Marlon furou e Nicolas chegou desviando para o gol. Em grande defesa, Tadeu espalmou para o lado. Nos instantes finais, Zé Hugo arriscou com perigo, mas o chute saiu sobre o gol do PSC.
Na 2ª etapa, o Goiás avançou suas linhas, ocupou o campo de defesa do PSC, mas não teve objetividade para chegar ao gol. Em contra-ataque, aos 13 minutos, o lateral Edilson bateu cruzado, mas em cima de Tadeu.
Aos 39′, Rossi passou pela marcação e chegou com velocidade pela direita, lançou na área e Tadeu apareceu bem novamente. No final do jogo, quando o PSC se dedicava a cruzar bolas na área goiana, Lucas Ribeiro subiu para cortar e acabou cabeceando com muito perigo, assustando o goleiro Tadeu.
Antes de disputar o segundo jogo da decisão da Copa Verde, em Goiânia, no dia 23 de abril, o Paysandu enfrenta outro goiano no próximo sábado, às 18h: o Vila Nova, no estádio Serra Dourada, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), liderados pelo presidente da Casa, deputado Chicão (MDB), aprovaram, nesta terça-feira (8), o Projeto de Lei (PL) nº 169/2024, de autoria do deputado Carlos Bordalo (PT), que dispõe sobre a fixação de padrões de qualidade para a comercialização do açaí no Pará.
A proposta tem como objetivo adequar a legislação à realidade vivenciada pelos batedores artesanais de açaí, facilitando a compreensão e a padronização dos parâmetros de fiscalização por parte dos órgãos competentes. Entre os principais objetivos do PL estão: disciplinar a industrialização e a comercialização do açaí, conforme a destinação prevista na proposição; ampliar e manter a comercialização interestadual e internacional; e conquistar a confiança de distribuidores e consumidores.

Segundo o autor do projeto, o Pará é o maior produtor nacional de açaí, responsável por 95% da produção brasileira, com um volume anual de 1,6 milhão de toneladas, de acordo com dados do IBGE/PAM 2020. “O Pará é responsável por grande parte da produção de açaí no país. Na região Norte, o açaí é o fruto mais consumido e constitui a base alimentar de diversas comunidades, desempenhando um importante papel socioeconômico, por sustentar economicamente populações ribeirinhas e gerar emprego e renda”, afirmou o parlamentar.
Bordalo destaca, ainda, que um dos elementos centrais do PL é o reconhecimento do batedor artesanal como profissional da cadeia produtiva do açaí. “Nossa proposta também visa reconhecer esse profissional e autorizá-lo a armazenar a sobra da produção diária em forma de polpa, podendo oferecê-la ao consumidor por um preço justo no período da entressafra. Precisamos melhorar a produção do açaí no Pará, com maior controle da vigilância sanitária e uma regulamentação mais justa para esse produto que é símbolo do nosso estado.”
A proposta foi aprovada com emenda modificativa apresentada pelo próprio autor, deputado Carlos Bordalo, e pelo deputado Erick Monteiro (PSDB). Também foi aprovada uma emenda aditiva ao artigo 22 do PL, de autoria do deputado Rogério Barra (PL).

Outro projeto deliberado foi o PL nº 202/2021, de autoria do deputado Dirceu Ten Caten (PT), que cria o selo “Empresa Amiga da Juventude”. A matéria estabelece que serão reconhecidas com o selo as pessoas jurídicas — exceto as que contratam por obrigação legal — que admitirem jovens entre 14 e 24 anos, oriundos de famílias de baixa renda cadastradas em programas sociais, estudantes de escola pública ou de escola privada com bolsa integral, na condição de jovem aprendiz.
Em caso de contratação de aprendizes com deficiência, a observância da faixa etária prevista não será obrigatória, sendo consideradas, sobretudo, as habilidades e competências voltadas à profissionalização. “Políticas voltadas à juventude sempre fizeram parte do meu trabalho. Este PL vai ampliar as oportunidades para uma juventude que tanto precisa de apoio para ingressar no mercado de trabalho”, destacou o deputado.
Já o PL nº 651/2024, de autoria da deputada Diana Belo (MDB), institui a Política Estadual para Valorização e Garantia dos Direitos dos Profissionais de Coleta de Resíduos e Limpeza Urbana, no Pará. A proposta visa reconhecer a importância desses profissionais para a saúde pública, além de promover a qualidade de vida e ações educativas de conscientização junto à população. O texto também propõe melhorias nas condições de trabalho e segurança da categoria.

Patrimônio Cultural
De autoria do deputado Fábio Freitas (Republicanos), foi aprovado o PL nº 567/2024, que declara o evento “Agro Show Altamira” como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Pará. O “Agro Show Altamira” é um dos principais eventos do calendário agropecuário do estado, reunindo produtores, expositores e investidores. Durante o evento, são realizadas exposições, feiras, palestras, rodadas de negócios e atividades que fomentam a inovação tecnológica e o desenvolvimento sustentável da agropecuária local.
(Fotos: Celso Lobo e Balthazar Costa – AID/Alepa)
Profissionais foram afastados da programação após repercussão de reportagem da revista Piauí

A emissora de TV por assinatura ESPN afastou de sua grade, por dois dias, seis jornalistas que participaram de um programa de debates com foco em críticas à Confederação Brasileira de Futebol, a CBF. O caso foi informado inicialmente pelo UOL.
O programa foi ao ar na segunda-feira, 7. O editor-chefe Dimas Coppede, o apresentador William Tavares e os comentaristas Gian Oddi, Paulo Calçade, Pedro Ivo Almeida e Victor Birner ficaram de fora de programas e transmissões nos dois dias seguintes. Eles devem ser reintegrados na quinta-feira, 10.
O programa em questão, a mesa-redonda Linha de Passe, se dedicou a repercutir denúncias apresentadas pela revista Piauí, que, na edição deste mês, publicou o texto “As Extravagâncias sem fim da CBF”. Gian Oddi adiantou, horas antes de o programa entrar no ar, que haveria uma espécie de “edição especial”.
“Manifestei ontem, no Linha, meu inconformismo com a pouca repercussão da matéria da @revistapiaui sobre a gestão da CBF. Muitos reforçaram que a própria ESPN pouco repercutiu (eu mesmo afirmei isso). Pois bem: informo que o Linha de Passe de hoje, 22h, será todo dedicado ao tema”, anunciou.
Na terça-feira 8, o programa foi ao ar com uma “escalação” completamente diferente: André Kfouri, André Plihal, Breiller Pires, Eugênio Leal e Leonardo Bertozzi participaram dos debates.
O UOL afirmou que a cúpula da emissora, que pertence ao grupo Disney, foi procurada por representantes da CBF após o programa. Em nota, a entidade disse respeitar a liberdade de imprensa “com responsabilidade” e negou interferência na linha editorial de veículos. “Qualquer narrativa diferente desta é mentirosa e leviana”, reagiu a confederação.


A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou, na noite desta terça-feira (08/04), notícia de fato à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando que ambas instituições adotem as providências cabíveis, incluindo possível investigação criminal, em razão das declarações feitas hoje pelo deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) durante sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
Na ocasião, ao comentar trecho das investigações que desvendaram o plano de assassinato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, alegando a ausência de provas da existência de tal plano, o parlamentar proferiu as seguintes declarações:
“Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! Eu quero que ele vá para o quinto dos inferno (sic)! É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas eu quero que ele morra! Quero que ele vá para o quinto dos infernos porque nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer… tomara que tenha um ataque cardia (sic). Porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando nosso país. E eu quero mais é que ele morra mesmo. Que andem desarmados. Não quer desarmar cidadão de bem? Que ele andem com seus seguranças desarmados”.
No despacho, a AGU informa que as declarações podem configurar, em tese, os crimes de incitação ao crime (art. 286 do Código Penal) e ameaça (art. 147 do Código Penal), merecendo apuração rigorosa pelos órgãos competentes. “Há de se apurar, ainda (…), se tais manifestações excedem ou não os limites da imunidade parlamentar, de acordo com o art. 53 da Constituição Federal, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que tem entendido que a imunidade material não protege manifestações que configurem crimes contra a honra ou incitação à violência, especialmente quando se voltarem contra instituições democráticas ou agentes públicos investidos em função de Estado. (STF, Inq 4781)”, explica o documento.
Além de encaminhar a notícia de fato à PF e PGR, a AGU determinou a imediata instauração de procedimento administrativo interno para apurar o fato, ressaltando que as providências adotadas “visam à salvaguarda da integridade das instituições republicanas e do Estado Democrático de Direito”.
Na sessão na qual ocorreu a manifestação de Gilvan da Federal, os deputados da Comissão de Segurança Pública aprovaram o Projeto de Lei n. 4012/23, que veda o uso de armas de fogo pelos agentes da segurança pessoal do presidente da República e dos ministros de Estado.

POR GERSON NOGUEIRA
PSC e Goiás se enfrentam hoje à noite, no Mangueirão, na primeira partida da decisão da Copa Verde. Como maior ganhador da competição – foi campeão quatro vezes –, o time bicolor entra em vantagem pela experiência na disputa de tantas finais, mas o confronto é marcado pelo equilíbrio entre equipes que ainda se estruturam para a Série B.
A derrota para o Atlético-PR, que quebrou a invencibilidade de nove partidas que o técnico Luizinho Lopes ostentava, já é página virada. O PSC abre uma janela no Brasileiro para se dedicar a um torneio diferente, afinal uma taça pode ser encaminhada a partir do resultado de hoje.
Vale lembrar que, há dois anos, o adversário era o Goiás e o Papão acabou derrotado nas partidas finais. Mas, em 2024, o título veio com um triunfo histórico sobre outro goiano, o Vila Nova, com 10 a 0 no placar agregado.
Luizinho Lopes tem a chance de garantir sua primeira conquista no PSC. Nos três dias que teve após a difícil estreia na Série B, ele cuidou dos últimos ajustes. No ataque, zero surpresa: Rossi, Nicolas e Borasi são os titulares. Aliás, Rossi e Nicolas já atuaram pelo Goiás.
Ao longo do Parazão, o trio ofensivo se consolidou como ponto forte da equipe, com destaque para Rossi, responsável por gols e assistências. Na falta de um meio-campo criativo, ele tem se encarregado de fazer lançamentos que colocam os companheiros na cara do gol.
Escolha pessoal do presidente Roger Aguilera, a contratação de Rossi não teve aprovação unânime da torcida. Havia desconfiança quanto ao condicionamento físico. A temporada de 2024 tinha sido marcada por lesões que o impediram de atuar plenamente no Vasco.
Ocorre que o atacante encarou a missão como grande desafio na carreira. Bem condicionado, colocou a experiência a serviço do time, sacrificando-se muitas vezes para executar funções longe da área. Essa entrega tem garantido boas atuações e ganhou definitivamente a confiança do torcedor.
Rossi é um forte candidato a ídolo da torcida Fiel, pois tem mostrado comprometimento com a causa e hoje é peça indispensável ao time titular. Por isso mesmo, terá hoje papel fundamental na busca pela vitória. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)

O adeus de um gigante botafoguense
Manga partiu ontem, aos 87 anos. Pernambucano de nascimento, honrou gloriosamente as cores do Botafogo – e de outros clubes também. Foi no Alvinegro do Rio que ele se ergueu como lenda, tornando-se o maior goleiro da história do clube em 11 anos de reinado, de 1959 a 1968. Foi justamente o período em que fui escolhido pela Estrela Solitária.
O velho goleiro andava meio esquecido, principalmente pelas novas gerações de torcedores, o que não diminui em nada seu tamanho e importância. Naquele Botafogo repleto de craques nos anos 1960, Manga pontificava como a muralha que guarnecia um time tão ofensivo.
Foi contemporâneo de Mané Garrincha, Nilton Santos, Amarildo, Quarentinha, Didi, Zagallo, Gerson, Paulo Valentim. Ganhou fama como goleiro-raiz, capaz de fazer toda a carreira dispensando o uso de luvas. Por isso, os dedos eram atrofiados, marcas de guerra.
Além da segurança que transmitia no gol, Manga foi um dos primeiros galhofeiros dos gramados, tirando onda em cima dos rivais do Flamengo durante todo o tempo em que vestiu o manto botafoguense. Muito da mágoa que os rubro-negros alimentam até hoje em relação ao Botafogo tem a ver com Manga e suas provocações.
Costumava dizer que clássico com o Flamengo era bicho certo e antecipado. Como se sabe, naqueles anos dourados, o pagamento de bicho (gratificação por vitória) era uma instituição nacional.

Nos meus primeiros anos como torcedor, Manga era a figura que impunha confiança nas narrações clássicas de Waldir Amaral. Foi tão bom no ofício que a data de seu aniversário, 26 de abril, virou o Dia do Goleiro.
Hailton Corrêa de Arruda está na galeria dos heróis imortais do futebol. Honrando as cores do Brasil de nossa gente.
Arbitragem é, cada vez mais, um caso de polícia
O país do futebol trava uma discussão séria em torno das informações contidas na excelente matéria da revista Piauí sobre as irregularidades, “mensalinho”, favores e gastanças da CBF. É um tema que interessa a quem ama futebol, pois diz respeito à própria sobrevivência do esporte mais popular do país.
Apesar de urgente e necessário, o debate não pode servir de cortina de fumaça para as arbitragens parciais que ajudam o Palmeiras há cinco anos. A impunidade permite até piadinhas da presidente do clube.
Outro aspecto irritante é ver que a mídia esportiva do Sudeste pisa em ovos para analisar erros de arbitragem que favorecem clubes poderosos. E foi assim novamente. Os programas na TV deram um jeito de passar pano para o vergonhoso assalto praticado na Ilha do Retiro.
A última demonstração de força nos bastidores foi a pífia arbitragem de Bruno Arleu no jogo entre Sport e Palmeiras. Dois pênaltis mequetrefes foram inventados e garantiram o triunfo do clube de Leila Pereiro.
Em nota protocolar, a CBF anunciou o afastamento temporário dos árbitros de campo e VAR dos jogos Sport x Palmeiras e Inter x Cruzeiro. Bobagem. Notas não irão mudar a espantosa coincidência de erros que beneficiam uns poucos e prejudicam os demais clubes.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 09)
Por Heraldo Campos
Quando era moleque, ouvi muitas vezes que fulano de tal era arrimo de família e que, segundo o “Aurélio”, é aquela “pessoa que ampara uma família, ministrando-lhe os meios de subsistência”. E nesse mesmo tradicional dicionário, muro de arrimo aparece como sendo um “muro, usualmente em talude, que suporta e retém um volume de terra”.
Na orla da Praia do Itaguá em Ubatuba, Litoral Norte do Estado de São Paulo, como tentativa de conter a erosão pelo avanço do mar, pode-se observar etapas de construção de muro de arrimo, com estaqueamentos de concreto profundos. Nessa mesma faixa de areia, cerca de 1.500 metros ao norte, parece que existem velhas brigas com o mar [1] onde ele vem comendo pelas beiradas [2] esse trecho da Praia, mesmo sendo colocado um muro de gabião, que está cedendo com um ano e sete meses da obra executada, em área que não deveria estar ocupada.
Conforme o dicionário “Houaiss” o muro de gabião é um “elemento de defesa hidráulica constituído por rede de arame ou alambrado de aço usado para proteger da erosão canais de terra, taludes, estradas, etc.” A pergunta que fica é: será que nesse caso especíco vai funcionar a proteção da área ocupada, com esse tipo de obra de contenção?
Confesso que arrimo de família faz tempo que não ouço alguém se referir a alguma pessoa que
ajuda outras. Porém, muros de arrimo e de gabião vejo alguns, principalmente em trechos de
estradas e de rodovias, instalados para conter a movimentação de massa nos taludes, mas desconheço da eficácia de um muro de gabião usado, por exemplo, para proteger da erosão com a oscilção do nível do mar. Com relação ao muro de arrimo citado, no momento, é esperar para ver o que acontece.
“Aqui / nesta pedra / alguém sentou / olhando o mar / o mar / não parou / para ser olhado / foi mar / para tudo quanto é lado” – Paulo Leminski.
Fontes:
[1] “Brigas com o mar” artigo de Cacá Medeiros Filho de 27/03/2025.
https://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2025/03/brigas-com-o-mar.html
[2] “Comendo pelas beiradas” artigo de Heraldo Campos de 26/03/2025.
https://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2025/03/comendo-pelas-beiradas.html

A Universidade Federal do Pará, por meio do seu Instituto de Tecnologia (Itec-UFPA) e da Faculdade de Engenharia Civil (FEC-UFPA), abre nesta quarta-feira, 9, a partir das 14h30, no auditório Professor José Sérgio Ianino Soares, no Campus Guamá, o VII Simpósio Brasileiro de Aprendizagem Ativa na Educação em Engenharia – Afetividade e Relações Humanas na Engenharia: Aprendizagem ativa construindo pontes entre pessoas e tecnologias para os professores de engenharias.
Participam da mesa de abertura a Pró-reitora de Ensino da UFPA, Maria Lucilena Gonzaga Costa; o diretor do Itec-UFPA, professor Hito Moraes; e a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-PA), Adriana Falconeri, além da presença do professor Marcel do Nascimento Botelho, diretor-presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e da professora Eliane de Castro Coutinho, diretora do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia da Universidade do Estado do Pará (CCNT-Uepa).
Para o professor e engenheiro do Itec-UFPA, Renato das Neves, os objetivos do VII Simpósio são os de promover um espaço de diálogo e atualização acerca de aprendizagem ativa na educação nas áreas da engenharia, fortalecer a formação continuada de docentes, incentivando a adoção de práticas pedagógicas inovadoras, fomentar a troca de experiências e a aplicação de métodos e estratégias de aprendizagem ativa, além de explorar novas possibilidades de criação de ambientes educacionais que zelem pelo bem-estar emocional e mental de estudantes e professores no universo acadêmico, no mundo do trabalho e nas relações sociais na sociedade civil.
A engenharia contemporânea, segundo ele, exige além das competências técnicas, a capacidade de trabalhar colaborativamente em equipes plurais e interdisciplinares. “É necessário o desenvolvimento das relações humanas, da comunicação afetiva e das habilidades socioemocionais num mundo interconectado e marcado por profundas desigualdades sociais. Esta realidade toca diretamente em como a afetividade e o respeito pelas diferenças podem ser integrados à educação em engenharia, preparando profissionais mais humanos e conscientes para atuar no mercado de trabalho competitivo”, detalha.
Após a mesa de abertura, a partir das 15h, haverá um Painel da Universidade Estadual do Pará
(Uepa) e da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) que abordará a proposta de construção de um canal reverso de resíduos de construção e demolição para a redução dos impactos socioambientais do descarte irregular destes materiais em Belém. No dia 10 de abril, a partir das 14h30, haverá a palestra interativa “Afetividade e Relações Humanas na Engenharia: Aprendizagem ativa construindo pontes entre pessoas e tecnologias”, que será ministrada pelo professor Sérgio Roberto Franco, do Programa de Pós-Graduação em Educação Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
No dia 11 de abril, das 9h até 16h, ocorrerão 11 oficinas e workshops envolvendo professores e pesquisadores de várias regiões brasileiras. Serão abordadas temáticas que perpassam pela
“delicada tarefa de avaliar a aprendizagem no ensino baseado em competências na Educação em Engenharia”; será debatido “o afetivo e o efetivo no acolhimento do estudante em engenharia”; a “utilização de ferramentas on-line para estratégias de construção verde” e “os cursos de engenharia e a educação à distância e seu novo marco regulatório”, aponta Renato.
Também estão na pauta das oficinas e dos workshops: “a aplicação dos princípios neurocientíficos à gamificação: elaboração de uma atividade educacional em engenharia”; a “engenharia e a arte; avaliação por competência mediada por rubrica” e a “Aprendizagem Crítica de Rodrigues: uso do protocolo metacognitivo de ensino-aprendizagem voltado para o ensino de exatas”, entre outras temáticas.
O encerramento do VII Simpósio, das 16h30 às 18h, será marcado por uma ampla mostra de boas práticas da Aprendizagem Ativa na Educação em Engenharia, quando haverá confraternização entre os participantes e a definição do local e data da realização do VIII Simpósio.
Texto Divulgação: Kid Reis – Arte: Organização do VII Simpósio
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