A frase do dia

“Governadora Fátima Bezerra, do PT, cedeu helicóptero que conduziu Bolsonaro até um hospital. Depois, ele foi levado numa ambulância nova do Samu, comprada pelo governo Lula. O PT governa para salvar vidas, não importa de quem. Já a direita bolsonarista deseja a morte de Lula”.

Bohn Gass, deputado federal (PT-RS), sindicalista e professor.

STJD reverte punição e jogo Remo x América-MG terá público no Mangueirão

O jogo Remo x América-MG terá público neste domingo, às 16h, no Mangueirão. O esforço conjunto dos departamentos jurídicos do Clube do Remo e da Federação Paraense de Futebol conseguiu reverter junto ao STJD a punição imposta do clube, que determinava portões fechados para a partida válida pela 2ª rodada da Série B.

A decisão do STJD transforma em multas as punições que o Remo precisaria cumprir contra América e Coritiba.

O despacho favorável do tribunal saiu no final da manhã desta sexta-feira. O Remo ainda não informou detalhes sobre a venda de ingressos. O preço fixado para arquibancada é R$ 30,00.

Sentenciados pelo episódio de arremesso de bombas por torcedores na pista de atletismo do Mangueirão, no jogo com a Aparecidense, na 16ª rodada da Série C de 2024, os azulinos foram enquadrados no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

A sentença do STJD determinou multa de R$ 20 mil e dois jogos de portões fechados em competições organizadas pela CBF. Uma punição foi cumprida na Copa Verde deste ano, entre Remo x São Raimundo-RR, no Baenão.

Na Série C 2024, outro incidente gerou punição para o Remo. No jogo com o ABC, em Natal, um torcedor uniformizado invadiu o campo e rasgou uma faixa da torcida rival. Como a segurança do evento não era de responsabilidade do Leão, o STJD aplicou multa de R$ 15 mil e um jogo restrito a mulheres, crianças e pessoas com deficiência. Posteriormente, descobriu-se que o torcedor não é do Remo, mas de uma facção rival da torcida do ABC.

Saudações a quem tem coragem: Viva a ira de Nasi!

Por Julinho Bittencourt, na Revista Fórum

E a história se repete, como sempre tenta se repetir. O cantor, baixista e compositor da lendária banda inglesa Pink Floyd, Roger Waters, avisou em letras garrafais no telão antes de seus shows de sua mais recente turnê, que começou em 2022:

“Se você é uma dessas pessoas que diz ‘eu amo Pink Floyd, mas não apoio as visões políticas de Roger’, você podem se f… e ir para o bar agora.”

Nasi, o cantor da também lendária banda paulista Ira! – que nunca se furtou a manifestar usas claras posições políticas– gritou durante um show em Minas Gerais na semana passada: “Sem anistia!” Ao ser vaiado por parte da plateia, reagiu aos bolsonaristas presentes:

“Pra vocês que estão vaiando, eu vou falar uma coisa pra vocês: tem gente que acompanha o Ira!, mas nunca entendeu o Ira! Nunca entendeu o Ira! Tem gente que acompanha a gente e é reacionário, tem gente que acompanha o Ira! e é bolsonarista, isso não tem nada a ver, gente! Por favor, vão embora! Vão embora da nossa vida! Vão embora e não apareçam mais em shows, não comprem nossos discos, não apareçam mais. É um pedido que eu faço”.

PRODUTORA EMITE NOTA COVARDE

Diante da reação de fascistas, que resolveram boicotar shows da banda, a produtora 3LM Entretenimento soltou nota avisando que seriam canceladas as apresentações nas cidades de Jaraguá do Sul e Blumenau, em Santa Catarina, e em Caxias do Sul e Pelotas, no Rio Grande do Sul.

A nota da produtora esbanja covardia e avisa:

“Lamentamos o ocorrido, somos uma produtora com mais de 30 anos de mercado e nosso principal patrimônio é o público, e este deve ser muito bem tratado por nós produtores e pelos artistas, que deveriam subir ao palco apenas para apresentar suas músicas e talentos”.

O que significa, enfim, subir ao palco e apresentar “apenas suas músicas e talentos”? Um artista deve, segundo a 3LM Entretenimento, subir ao palco tal e qual um animal amestrado, esquecer tudo o que pensa sobre a vida e até mesmo o que dizem suas letras, e se limitar a divertir a patuleia?

Ou, pior ainda, as canções devem tentar esquecer as mazelas do mundo? Talvez o diretor Steven Spielberg deva parar de fazer filmes denunciando os crimes nazistas durante a Segunda Guerra Mundial? Walter Salles, então, nem pensar em fazer filme sobre o assassinato impune de Rubens Paiva?

TENTATIVA DE GOLPE É CRIME

Ora, vão para o inferno. Nasi e sua banda fazem parte de uma casta de artistas que tem coragem. Dizer o que pensa custa caro, divide, subtrai. É muito mais fácil e simples dar uma de bonzinho, que está tudo bem, tudo certo. Que invadir palácios e tentar golpes é coisa de “velhinhas com a Bíblia nas mãos”.

Denunciar e rejeitar o fascismo, a história nos ensina, é coisa para heróis. Eu, assim como Nasi e a banda Ira! também não quero fascistas na minha plateia. Nem em lugar nenhum do planeta.

Subscrevo com prazer. Viva Nasi, viva o Ira!

Contratações por atacado

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo anunciou ontem cinco contratações, que podem ser desdobradas para seis até esta sexta-feira (11), data-limite da janela aberta neste início de abril. Reforços são necessários para uma competição de grande porte como a Série B, mas é fundamental que sejam equacionados e estejam dentro de um planejamento coerente de formação de elenco.

Na nova ida às compras, o Leão trouxe um zagueiro de bom nível, Camutanga, e um meia-armador, Régis, que pode suprir uma carência antiga. Ao mesmo tempo, contratou Luan Martins, que vem se juntar a quatro outros volantes – Pavani, Dener, Caio Vinícius e Daniel.

Foi contratado também o lateral-direito Pedro Costa (ex-Avaí). Para o setor, o Remo já tem três atletas: Kadu, Marcelinho e Thalys. Para o ataque, o clube contratou PH Gama (foto), uma das revelações do Campeonato Paraense.  

As muitas dúvidas surgidas após o anúncio desses cinco nomes ficam por conta do excesso de atletas contratados até o momento. Como normalmente os elencos são estruturados com dois ou no máximo três atletas por posição, o Remo já ultrapassou esse limite.

Além dos gastos com tantas contratações, há o questionamento quanto à qualidade dos atletas que não tiveram bom rendimento em seus clubes de origem. Camutanga é bom zagueiro, com passagens destacadas por vários clubes, mas não vive seu melhor momento.

Régis (32 anos) foi colocado em disponibilidade pelo Goiás, depois de participar de 10 partidas pelo Campeonato Goiano e uma pela Copa Verde. Já o lateral Pedro Costa (31) atuou apenas uma vez pelo Avaí.

A situação de Luan Martins (25), com 17 jogos na temporada, é diferente. Depois de boa passagem pelo Primavera (SP), foi indicado ao Remo e é um dos poucos que chega em alta. O mesmo pode-se dizer de PH Gama (25), cuja trajetória no Santa Rosa despertou a atenção dos grandes de Belém. É uma aposta, mas com potencial de se tornar uma boa aquisição.

É natural que a contratação de um novo técnico provoque a busca por jogadores de sua preferência. O Remo trocou Rodrigo Santana por Daniel Paulista, que certamente indicou nomes. O problema está no excesso. Inchar elenco é o primeiro passo para comprometer uma campanha. (Crédito/foto: Silvio Garrido)

Ataque é a maior preocupação no Papão

Para enfrentar amanhã o Vila Nova, em Goiânia, o PSC terá o desafio de remontar sua configuração ofensiva titular. Não terá Rossi e Nicolas, justamente os principais goleadores do time na temporada. Rossi fez oito gols e deu cinco assistências. Nicolas marcou nove vezes.

Mesmo com ambos em campo, o setor de ataque ficou devendo na primeira partida da decisão da Copa Verde contra o Goiás, desperdiçando três grandes chances de gol, duas delas pelos pés de Nicolas.

A insatisfação do torcedor se manifestou no momento da substituição do camisa 11. Vaiado pela atuação, Nicolas foi elogiado pelo técnico Luizinho Lopes, que lembrou a condição de artilheiro e ídolo do jogador. Ele sabe que o veredito do torcedor é sempre cruel quando um atleta está em baixa.

Amanhã, o Papão tentará pontuar pela primeira vez na Série B. Até mesmo o empate é considerado positivo, mas, para isso, o ataque precisa funcionar. Rossi tem sido a única esperança, mas se desgasta pelo esforço que é obrigado a fazer para abrir espaços e criar jogadas.

Sem sua dupla de goleadores, Luizinho Lopes deve colocar Marlon na direita, Benítez centralizado e utilizar Delvalle ou Borasi na esquerda.

A contratação de Eliel (22 anos), ex-Cuiabá, anunciada ontem, é uma tentativa de dar ao setor ofensivo mais consistência e qualidade.

Zebra portenha desfaz oba-oba em torno de Filipe Luís

Apontado por alguns apressadinhos como o novo Rinus Michels, genial comandante da célebre Holanda de 1974 e inventor do conceito de futebol total, o iniciante Filipe Luís estreou no comando técnico do Flamengo cercado de grande expectativa. Correspondeu plenamente com duas conquistas (Supercopa Rei e Campeonato Carioca) e uma impressionante sequência de 27 vitórias.

Quis o destino, porém, que o Flamengo fosse desbancado pelo surpreendente Central Córdoba por 2 a 1, em pleno Maracanã, contrariando as previsões e o oba-oba da mídia que aplaude qualquer possibilidade de vitória rubro-negra. O tropeço faz o técnico cair na real para as agruras da Copa Libertadores, onde não há jogo ganho de véspera.  

A derrota frustrou os torcedores, mas pode ser até positiva para Filipe Luís. A partir de agora, ele encara a rotina dos técnicos comuns, sujeitos à gangorra normal do futebol. Pode servir também para diminuir a bajulação e até a forçada campanha para conduzi-lo à Seleção Brasileira.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 11)

Reindustrialização brasileira não caiu do céu: é fruto de trabalho do governo Lula

O BNDES voltou com força total, política industrial deixou de ser palavrão e é preciso evitar retrocessos

Por Leonardo Attuch, no Brasil 247

A reindustrialização do Brasil, após anos de desmonte e abandono das políticas públicas voltadas ao setor produtivo, não é obra do acaso. O salto da indústria brasileira de transformação do 70º lugar, em 2022, para a 25ª posição no ranking global de desempenho industrial da Unido, em 2024, é resultado direto de uma nova estratégia nacional liderada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de uma virada histórica que recoloca a política industrial no centro do projeto de desenvolvimento econômico brasileiro.

A retomada de uma política industrial ativa, robusta e moderna tem nome: Nova Indústria Brasil (NIB). Lançado com metas claras, prioridades tecnológicas e instrumentos articulados, o plano representa o retorno do Estado como indutor do desenvolvimento, algo que havia sido negligenciado nas gestões anteriores. A NIB, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), sob o comando do vice-presidente Geraldo Alckmin e do secretário Uallace Moreira, promove uma reorientação estratégica baseada em inovação, sustentabilidade e soberania tecnológica.

Uallace Moreira tem sido incisivo ao afirmar que o novo desempenho industrial não é fruto do acaso, mas sim de uma política “bem construída”. Com essa atuação, o governo mostra que a reindustrialização brasileira é uma escolha deliberada e bem estruturada – e não um fenômeno espontâneo.

Outro pilar essencial da retomada industrial é a atuação vigorosa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que voltou a cumprir sua função histórica de fomentar investimentos produtivos. Sob a presidência de Aloizio Mercadante, o banco tem canalizado recursos para setores estratégicos, rompendo com o ciclo de retração vivido nos últimos anos.

A reativação do crédito direcionado e o apoio a projetos de infraestrutura e à neoindustrialização sustentável dão novo fôlego ao setor, fortalecendo a capacidade produtiva nacional e gerando empregos de qualidade. A atuação do BNDES mostra que o Brasil voltou a acreditar no seu próprio potencial produtivo.

O avanço de 3,2% da indústria de transformação em 2024, superando a média mundial de 2,3%, é uma prova concreta de que a política industrial está dando frutos. Medidas como a quitação de precatórios, o relançamento do programa Minha Casa, Minha Vida e a instituição de um novo arcabouço fiscal, que garantiu um piso para investimentos públicos, também ajudaram a impulsionar a atividade econômica.

No entanto, a recuperação ainda é frágil. O último trimestre de 2024 apresentou uma leve queda de 0,1% na produção industrial, ao passo que o crescimento global acelerou. Para 2025, as projeções são mais modestas, com expectativa de alta de apenas 1,6%. O cenário internacional também impõe incertezas, como o aumento de tarifas nos Estados Unidos, que pode levar ao desvio de exportações de países asiáticos para o Brasil, intensificando a concorrência no mercado interno.

Apesar dos avanços, o Brasil ainda está muito aquém do seu verdadeiro potencial. Uma nação com a dimensão territorial, populacional e de recursos naturais do Brasil não pode se contentar com a 25ª colocação no ranking da indústria de transformação. É preciso estabelecer como meta estar, pelo menos, entre as dez maiores potências industriais do planeta.

Esse objetivo exige persistência na estratégia, estabilidade macroeconômica, inovação tecnológica, formação de mão de obra e aprofundamento da integração entre Estado e setor produtivo. Mas, acima de tudo, exige um governo comprometido com o desenvolvimento – como é o do presidente Lula.

A reindustrialização brasileira, portanto, não caiu do céu. É fruto de um governo que acredita no Brasil, que aposta na indústria como motor do desenvolvimento e que trabalha incansavelmente para devolver ao país seu protagonismo econômico. O caminho é longo, mas a direção está correta. Que não haja retrocessos.