A frase do dia

“A cassação de Glauber Braga, se ocorrer, transformará a Câmara Federal na instituição mais desmoralizada da história do país, colocando também o Brasil no ridículo perante o mundo”.

Roberto Requião

Maior homenagem aos jornalistas é a aprovação da PEC do Diploma, destaca presidente da Fenaj

Categoria foi homenageada pelo Dia do Jornalista na Comissão do Trabalho da Câmara Federal

Durante a reunião da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados, realizada na manhã de quarta-feira (9/4), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) deu papel de destaque na homenagem ao Dia do Jornalista e aprovou a iniciativa para fortalecer a principal bandeira da categoria: a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 206/2012, que restabelece a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

A presidente da Federação, Samira de Castro, foi enfática ao afirmar que “a maior homenagem que esta Casa pode dar à categoria é aprovar a PEC do Diploma”. A declaração foi feita durante seu discurso na Comissão, presidida pelo deputado Leo Prates (PDT-BA), que promoveu uma homenagem aos profissionais da imprensa a partir de solicitação da Fenaj e do Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba).

Segundo Samira, de 7 de abril, Dia do Jornalista, é um dado simbólico que precisa ser marcado por ações concretas. “Estamos falando de uma profissão regulamentada desde os anos 1940, que possuía um prêmio de acesso impessoal e transparente, retirada de forma equivocada por decisão do Supremo Tribunal Federal em 2009”, lembrou. O dirigente reforçou que o diploma representa uma segurança para a sociedade em tempos de desinformação e ataques à imprensa.

Samira também destacou que a PEC 206/2012 já está pronta para ser votada desde 2014 e depende apenas de consenso entre os líderes partidários para entrar na pauta do Plenário da Câmara. “Estamos buscando o apoio do Colégio de Líderes para que essa matéria vá a voto e possamos restabelecer esse classificação essencial para a profissão jornalística”, afirmou.

Na oportunidade, o deputado Leo Prates ressaltou a importância dos profissionais para a população e o papel que desempenham na consolidação da democracia. Lembrou que quando foi vereador em Salvador apresentou projeto de lei na Câmara Municipal para que apenas jornalista diplomado fosse contratado para trabalhar na Prefeitura da capital.

O deputado Airton Faleiro (PT-PA) se pronunciou e propôs que a homenagem feita pelo presidente Leo Prates fosse transformada em proposta da Comissão para uma moção da Câmara pela passagem do Dia do Jornalista. A deputada Érika Kokay (PT-DF) disse que apresentará requisito para que o colegiado indique à mesa da Casa a aprovação da PEC 206/2012. Já a deputada Soraya Santos (PL-RJ) declarou que defende a formação de nível superior para o exercício da profissão.

A homenagem na Comissão do Trabalho compôs a agenda do 4º Ocupa Brasília, movimento que a Fenaj está realizando de 7 a 11 de abril, com ações junto aos três poderes da República em prol das pautas dos jornalistas.

Além da defesa da PEC do Diploma, a mobilização também pautou outras demandas urgentes, como o enfrentamento à pejotização da profissão, o combate à violência contra jornalistas, a defesa de um piso salarial nacional e a tributação das Big Techs, que lucram com conteúdo jornalístico sem contrapartida aos profissionais e empresas de comunicação.

A Fenaj segue com intensa agenda de reuniões com lideranças partidárias, parlamentares e representantes do governo federal ao longo da semana, consolidando sua atuação como principal entidade de defesa do jornalismo e dos jornalistas no Brasil.

Final movimentada, mas sem gols

POR GERSON NOGUEIRA

Sobrou disposição, mas faltou criatividade. Por essa razão simples, PSC e Goiás ficaram no 0 a 0, ontem à noite, no Mangueirão. É aceitável dizer que as melhores chances couberam ao time paraense, mas a extrema dificuldade em transformar posse de bola em lances de gol atrapalhou os planos do Papão.

O 1º tempo foi dominado por esforços dos dois lados para superar a forte marcação, cenário absolutamente normal para um jogo decisivo. Ocorre que o Goiás era superior por demonstrar mais tranquilidade, menos pressa e afobação. Já os bicolores abusavam da correria inútil, desperdiçando situações por falta de organização.

A primeira jogada de perigo pertenceu ao Goiás. Artur Kaique cobrou falta aos 16 minutos e o chute gerou um rebote perigoso de Matheus Nogueira. Bateu roupa, como se dizia nos tempos de Dodô no Andaraí. A chance se ofereceu para Lucas Ribeiro, que tentou desviar para as redes, mas o goleiro se redimiu e abafou o lance.

O Papão ameaçou chegar aos 22 minutos, quando Matheus Vargas disparou forte, mas Rossi não aproveitou o rebote de Tadeu. Aos 30’, a melhor chance. Lançado por Rossi, Nicolas se encheu de pernas e perdeu o controle da bola quando estava de cara para o gol.

Aos 36’, Rossi caiu pela direita e bateu cruzado na área. A zaga deixou passar e Nicolas desviou, mas Tadeu fez a grande defesa da noite, impedindo o gol alviceleste. O Goiás se retraiu e pouco arriscou nos minutos finais, aparentando satisfação com o empate parcial.

Para a etapa final, o técnico Vagner Mancini mexeu no Goiás, preocupado em renovar o gás: o lateral DG e o meia Rafael Gava substituíram Lucas Lovat e Rodrigo Andrade. Do lado bicolor, Luizinho Lopes lançou Giovanni e Benítez, sacando Delvalle e Nicolas, que saiu vaiado.

As mudanças não alteraram o equilíbrio de forças. O Goiás vivia de lançamentos longos e uma linha de cinco jogadores guarnecendo a área. O PSC tentava criar algo novo a partir da entrada de Giovanni, mas ficou na vontade, pois o jogo seguiu brigado e pouco criativo.

A presença do PSC no campo de ataque deu a falsa impressão de que o gol poderia sair. Na realidade, somente duas chances foram criadas. A primeira, com Edilson, aos 13 minutos, mas Tadeu fechou a porta. Depois, Rossi fez ótima jogada pela direita e finalizou em cima do goleiro.

No próximo dia 23 acontece o segundo duelo e a decisão está em aberto. Os times mostraram equivalência até na ausência de ideias.   

Leão traz reforços para zaga, meio e ataque

O Remo se prepara para apresentar um novo pacote de reforços, aproveitando a curta janela que se fecha amanhã, 11. Quatro atletas foram contratados nos últimos dias: o meia Régis, o zagueiro Camutanga, o lateral-direito Pedro Costa e o atacante PH.

Camutanga, natural de Pernambuco, foi jogador de Sport e Náutico, passando ultimamente pelo Vitória. Depois de passar por cirurgia, não conseguiu recuperar espaço e aceitou vir defender o Remo na Série B.  

O novo reforço chega com potencial para ocupar a titularidade, fazendo dupla com William Klaus. O Remo conta com várias opções para a zaga – Rafael Castro, Lucão, Reinaldo, Jonilson e Alvariño. Camutanga pode estrear contra o América-MG, domingo.

A contratação de Pedro Costa, 31 anos, ex-Avaí e Botafogo-SP, surpreende porque o elenco já dispõe de três jogadores para a posição: Kadu, Marcelinho e Thalys, ainda em transição.

Régis, ex-Goiás, vem brigar por um lugar no meio-campo, para jogar com Jaderson ou fazendo ligação com o ataque. Foi recomendado pelo técnico Daniel Paulista, com quem trabalhou no Guarani. Outra recomendação de Daniel é o atacante PH, destaque do Santa Rosa no Parazão.

O clube estaria encaminhando também a contratação do volante Luan Martins, 25 anos, que conquistou o acesso para a elite do Paulistão, além do vice-campeonato da Série A2 Paulista pelo Primavera-SP. No ano passado, ele jogou contra o Remo quando defendia a Aparecidense.

Águia adere ao Pacto Pró-Equidade Racial do TCE

O Águia de Marabá é o mais novo signatário do Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA). A formalização do termo de adesão ocorrerá amanhã (11), às 9h, durante o evento “10 anos da unidade do TCE-PA em Marabá: fortalecendo a gestão e o controle no sul e sudeste do Pará”.

O ato de assinatura do documento terá o presidente do TCE, conselheiro Fernando Ribeiro, e o presidente da Águia, Sebastião Ferreira Neto. O Águia será o terceiro clube profissional a aderir ao pacto. Remo e Paysandu já apoiam a iniciativa, juntamente com o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e a Federação Paraense de Futebol (FPF).

Atualmente, 55 instituições públicas e privadas integram o Pacto Interinstitucional Pró-Equidade Racial. Coordenado pela Escola de Contas Alberto Veloso (Ecav), o projeto de combate ao racismo por meio de atividades de conscientização está na fase de reuniões com grupos de trabalho, por área de atuação, para a implementação de ações de enfrentamento.

O TCE-PA e demais parceiros também unem esforços para a organização da Jornada de Boas Práticas de Equidade Racial, evento a ser realizado em outubro deste ano com o compartilhamento das melhores práticas de luta contra o preconceito racial pelas entidades participantes.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 10)