Não faltou emoção à primeira partida da final da Copa Verde, mas PSC e Goiás não saíram do 0 a 0, na noite desta quarta-feira, no Mangueirão. Os bicolores tiveram mais chances de gol, mas os goianos também ameaçaram em lances de bola parada e contra-ataques, principalmente no primeiro tempo.
A primeira grande situação de gol no jogo surgiu em cobrança de falta junto à área do PSC, aos 18 minutos. Arthur Caíke cobrou com perigo, Matheus Nogueira defendeu mal e deu rebote. Lucas Ribeiro aproveitou e chutou, mas o goleiro se recuperou e evitou o gol.
Depois disso, o PSC botou pressão e quase marcou, aos 22′, com Matheus Vargas. O volante finalizou dentro da área, mas o goleiro Tadeu defendeu parcialmente. Rossi chegou chutando, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Outra grande chance coube a Nicolas, aos 31′, que recebeu livre, mas perdeu o tempo da bola e a zaga salvou. Aos 36′, Rossi bateu cruzado, Marlon furou e Nicolas chegou desviando para o gol. Em grande defesa, Tadeu espalmou para o lado. Nos instantes finais, Zé Hugo arriscou com perigo, mas o chute saiu sobre o gol do PSC.
Na 2ª etapa, o Goiás avançou suas linhas, ocupou o campo de defesa do PSC, mas não teve objetividade para chegar ao gol. Em contra-ataque, aos 13 minutos, o lateral Edilson bateu cruzado, mas em cima de Tadeu.
Aos 39′, Rossi passou pela marcação e chegou com velocidade pela direita, lançou na área e Tadeu apareceu bem novamente. No final do jogo, quando o PSC se dedicava a cruzar bolas na área goiana, Lucas Ribeiro subiu para cortar e acabou cabeceando com muito perigo, assustando o goleiro Tadeu.
Antes de disputar o segundo jogo da decisão da Copa Verde, em Goiânia, no dia 23 de abril, o Paysandu enfrenta outro goiano no próximo sábado, às 18h: o Vila Nova, no estádio Serra Dourada, pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), liderados pelo presidente da Casa, deputado Chicão (MDB), aprovaram, nesta terça-feira (8), o Projeto de Lei (PL) nº 169/2024, de autoria do deputado Carlos Bordalo (PT), que dispõe sobre a fixação de padrões de qualidade para a comercialização do açaí no Pará.
A proposta tem como objetivo adequar a legislação à realidade vivenciada pelos batedores artesanais de açaí, facilitando a compreensão e a padronização dos parâmetros de fiscalização por parte dos órgãos competentes. Entre os principais objetivos do PL estão: disciplinar a industrialização e a comercialização do açaí, conforme a destinação prevista na proposição; ampliar e manter a comercialização interestadual e internacional; e conquistar a confiança de distribuidores e consumidores.
Segundo o autor do projeto, o Pará é o maior produtor nacional de açaí, responsável por 95% da produção brasileira, com um volume anual de 1,6 milhão de toneladas, de acordo com dados do IBGE/PAM 2020. “O Pará é responsável por grande parte da produção de açaí no país. Na região Norte, o açaí é o fruto mais consumido e constitui a base alimentar de diversas comunidades, desempenhando um importante papel socioeconômico, por sustentar economicamente populações ribeirinhas e gerar emprego e renda”, afirmou o parlamentar.
Bordalo destaca, ainda, que um dos elementos centrais do PL é o reconhecimento do batedor artesanal como profissional da cadeia produtiva do açaí. “Nossa proposta também visa reconhecer esse profissional e autorizá-lo a armazenar a sobra da produção diária em forma de polpa, podendo oferecê-la ao consumidor por um preço justo no período da entressafra. Precisamos melhorar a produção do açaí no Pará, com maior controle da vigilância sanitária e uma regulamentação mais justa para esse produto que é símbolo do nosso estado.”
A proposta foi aprovada com emenda modificativa apresentada pelo próprio autor, deputado Carlos Bordalo, e pelo deputado Erick Monteiro (PSDB). Também foi aprovada uma emenda aditiva ao artigo 22 do PL, de autoria do deputado Rogério Barra (PL).
Outro projeto deliberado foi o PL nº 202/2021, de autoria do deputado Dirceu Ten Caten (PT), que cria o selo “Empresa Amiga da Juventude”. A matéria estabelece que serão reconhecidas com o selo as pessoas jurídicas — exceto as que contratam por obrigação legal — que admitirem jovens entre 14 e 24 anos, oriundos de famílias de baixa renda cadastradas em programas sociais, estudantes de escola pública ou de escola privada com bolsa integral, na condição de jovem aprendiz.
Em caso de contratação de aprendizes com deficiência, a observância da faixa etária prevista não será obrigatória, sendo consideradas, sobretudo, as habilidades e competências voltadas à profissionalização. “Políticas voltadas à juventude sempre fizeram parte do meu trabalho. Este PL vai ampliar as oportunidades para uma juventude que tanto precisa de apoio para ingressar no mercado de trabalho”, destacou o deputado.
Já o PL nº 651/2024, de autoria da deputada Diana Belo (MDB), institui a Política Estadual para Valorização e Garantia dos Direitos dos Profissionais de Coleta de Resíduos e Limpeza Urbana, no Pará. A proposta visa reconhecer a importância desses profissionais para a saúde pública, além de promover a qualidade de vida e ações educativas de conscientização junto à população. O texto também propõe melhorias nas condições de trabalho e segurança da categoria.
Patrimônio Cultural
De autoria do deputado Fábio Freitas (Republicanos), foi aprovado o PL nº 567/2024, que declara o evento “Agro Show Altamira” como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Pará. O “Agro Show Altamira” é um dos principais eventos do calendário agropecuário do estado, reunindo produtores, expositores e investidores. Durante o evento, são realizadas exposições, feiras, palestras, rodadas de negócios e atividades que fomentam a inovação tecnológica e o desenvolvimento sustentável da agropecuária local.
Profissionais foram afastados da programação após repercussão de reportagem da revista Piauí
A emissora de TV por assinatura ESPN afastou de sua grade, por dois dias, seis jornalistas que participaram de um programa de debates com foco em críticas à Confederação Brasileira de Futebol, a CBF. O caso foi informado inicialmente pelo UOL.
O programa foi ao ar na segunda-feira, 7. O editor-chefe Dimas Coppede, o apresentador William Tavares e os comentaristas Gian Oddi, Paulo Calçade, Pedro Ivo Almeida e Victor Birner ficaram de fora de programas e transmissões nos dois dias seguintes. Eles devem ser reintegrados na quinta-feira, 10.
O programa em questão, a mesa-redonda Linha de Passe, se dedicou a repercutir denúncias apresentadas pela revista Piauí, que, na edição deste mês, publicou o texto “As Extravagâncias sem fim da CBF”. Gian Oddi adiantou, horas antes de o programa entrar no ar, que haveria uma espécie de “edição especial”.
“Manifestei ontem, no Linha, meu inconformismo com a pouca repercussão da matéria da @revistapiaui sobre a gestão da CBF. Muitos reforçaram que a própria ESPN pouco repercutiu (eu mesmo afirmei isso). Pois bem: informo que o Linha de Passe de hoje, 22h, será todo dedicado ao tema”, anunciou.
Na terça-feira 8, o programa foi ao ar com uma “escalação” completamente diferente: André Kfouri, André Plihal, Breiller Pires, Eugênio Leal e Leonardo Bertozzi participaram dos debates.
O UOL afirmou que a cúpula da emissora, que pertence ao grupo Disney, foi procurada por representantes da CBF após o programa. Em nota, a entidade disse respeitar a liberdade de imprensa “com responsabilidade” e negou interferência na linha editorial de veículos. “Qualquer narrativa diferente desta é mentirosa e leviana”, reagiu a confederação.
A Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou, na noite desta terça-feira (08/04), notícia de fato à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando que ambas instituições adotem as providências cabíveis, incluindo possível investigação criminal, em razão das declarações feitas hoje pelo deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) durante sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.
Na ocasião, ao comentar trecho das investigações que desvendaram o plano de assassinato do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, alegando a ausência de provas da existência de tal plano, o parlamentar proferiu as seguintes declarações:
“Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! Eu quero que ele vá para o quinto dos inferno (sic)! É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas eu quero que ele morra! Quero que ele vá para o quinto dos infernos porque nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer… tomara que tenha um ataque cardia (sic). Porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando nosso país. E eu quero mais é que ele morra mesmo. Que andem desarmados. Não quer desarmar cidadão de bem? Que ele andem com seus seguranças desarmados”.
No despacho, a AGU informa que as declarações podem configurar, em tese, os crimes de incitação ao crime (art. 286 do Código Penal) e ameaça (art. 147 do Código Penal), merecendo apuração rigorosa pelos órgãos competentes. “Há de se apurar, ainda (…), se tais manifestações excedem ou não os limites da imunidade parlamentar, de acordo com o art. 53 da Constituição Federal, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que tem entendido que a imunidade material não protege manifestações que configurem crimes contra a honra ou incitação à violência, especialmente quando se voltarem contra instituições democráticas ou agentes públicos investidos em função de Estado. (STF, Inq 4781)”, explica o documento.
Além de encaminhar a notícia de fato à PF e PGR, a AGU determinou a imediata instauração de procedimento administrativo interno para apurar o fato, ressaltando que as providências adotadas “visam à salvaguarda da integridade das instituições republicanas e do Estado Democrático de Direito”.
Na sessão na qual ocorreu a manifestação de Gilvan da Federal, os deputados da Comissão de Segurança Pública aprovaram o Projeto de Lei n. 4012/23, que veda o uso de armas de fogo pelos agentes da segurança pessoal do presidente da República e dos ministros de Estado.