Nem tudo está perdido: PGR denuncia Bolsonaro e soma das penas chega a 43 anos de cadeia

A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Anderson Torres, Braga Neto, Almir Garnier, Augusto Heleno e outros que “integraram, de maneira livre, consciente e voluntária, uma organização criminosa constituída desde o dia 29 de junho de 2021 e operando até o dia 8 de janeiro de 2023, com o emprego de armas” e que “essa organização utilizou violência e grave ameaça com o objetivo de impedir o regular funcionamento dos Poderes da República e depor um governo legitimamente eleito”.

Eles são acusados de atuarem como uma organização criminosa armada que tinha como objetivo a permanência autoritária no poder. A denúncia da PGR afirma que Bolsonaro praticou os crimes de: golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. As penas somadas chegam a um total de 43 anos de prisão.

A PGR encontrou um vídeo nos celulares dos integrantes da cúpula da PM do DF com o roteiro completo do golpe. Esse roteiro já existia meses antes da invasão do 8 de janeiro. Invasão que fazia parte do plano golpista.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi monitorado no plano “Punhal Verde e Amarelo”, que tinha como objetivo os assassinatos de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A organização criminosa não se limitou ao monitoramento do Ministro Alexandre de Moraes. Como indicado no plano “Punhal Verde Amarelo”, Luiz Inácio Lula da Silva também seria alvo das ações de neutralização e, por isso, precisava ser monitorado”, diz o documento de 272 páginas assinada por Paulo Gonet.

Segundo a denúncia, o histórico de conexões do militar Hélio Ferreira Lima indicou a sua presença nas regiões de antenas próximas ao Hotel Meliá, em Brasília, local de hospedagem de Lula após ser eleito, entre 25 e 26 de novembro de 2022.

A PGR aponta que essa foi a mesma época em que foram iniciadas as ações de reconhecimento dos locais sensíveis ao ministro Alexandre de Moraes, que, à época, era presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em outra frente, a agenda do presidente Lula e sua equipe de segurança também eram monitoradas, segundo a denúncia. (Com informações da CNN)

Capitão Isentão na Amerikkka 2025

O herói foi criado para bater em ditadores. Mas não desta vez

Por André Forastieri

Como filme de super-herói, “Admirável Mundo Novo” é mediano. Como filme do Capitão América, medíocre. É um gênero muito específico, com regras e expectativas claras e padrões antigos e estabelecidos: histórias do Capitão América. As que importam são sobre a América, a real e a do “American Dream”. E sobre enfrentar ditadores ou aspirantes a, sob qualquer fantasia que usem.

O personagem foi criado por Hymie Simon, 27 anos, e Jacob Kurtzberg, 23, para enfrentar o fascismo no primeiro número de “Captain America”, em dezembro de 1940. Foi um ano antes dos EUA entrarem na guerra. Era propaganda, além de ganha-pão.

Não é muito, mas é o que dois jovens judeus durangos novaiorquinos podiam fazer: bater em Hitler e faturar uns trocos. Em pouco tempo, os dois – nos créditos das HQs, Joe Simon e Jack Kirby – estariam servindo contra o Eixo.

Os roteiristas de “Admirável Mundo Novo” traíram sua origem. Criaram um Capitão Isentão. Lá pelas tantas o herói diz para o vilão do filme algo como “eu sei que você fez algumas coisas terríveis, mas acredito que está querendo mudar.” É a tônica de seu comportamento no filme todo: aliviar, agradar todos os lados, balancear o que exige postura, não equilíbrio.

Não há negociação possível com monstros. No caso do vilão em questão, a ficha corrida não permite perdão. Mesmo que “bullies” não estejam condenados a serem para sempre brutos, bandidos devem pagar por seus crimes. Criminosos no poder, com rigor dobrado.

A atitude de Sam Wilson, o novo Capitão América, lembra o Partido Democrata e a grande imprensa americana. Se desculpa muito e se posiciona pouco.

Deram mole para Trump, aí está. Seguem fazendo de conta que tudo que ocorreu e ocorre nos EUA está dentro da normalidade, “as instituições estão funcionando”.

Os vilões da vida real, inspiração para os dos gibis, não nos deixarão em paz tão cedo. Boa oportunidade para lembrar que é hora de processar, julgar e condenar Jair Bolsonaro, para que não aconteça aqui o que está acontecendo nos EUA.

Este Capitão não enfrenta a Amerikkka 2025. É obrigação do personagem. Sendo Sam Wilson negro, dever em dobro. Pena que a Marvel fugiu dessa raia. Em 2014, ela fez melhor.

O verdadeiro Capitão América sobreviverá a este filme e à América de 2025. Ele já enfrentava ditadores em 1940 e presidentes americanos com ganas ditatoriais cinquenta anos atrás, como conto logo no artigo abaixo. É sobre o escritor que inspirou meu filme favorito da Marvel, de dez anos atrás.

OS DOIS STEVES

(Publicado em 11 de abril de 2014)

Vigilância global. Espionagem digital. Uso militar de drones. Assassinatos políticos em território estrangeiro. Esses são os temas da maior bilheteria do planeta esta semana. É o novo filme do Capitão América. Quarenta anos atrás, o personagem estava morto. Ressuscita em boa forma. Na hora certa.

A Marvel sempre foi sobre rejeição e rebelião. Seus primeiros personagens foram Namor e o Tocha Humana, monstros incompreendidos, perseguidos pela sociedade, como depois os X-Men.

Thor se rebelava contra a insensibilidade do pai, Odin. O Demolidor era um ófão cego. O Hulk é pura explosão do id contra qualquer princípio de civilização. E Peter Parker, é o eterno perdedor, o Charlie Brown da Marvel (e me ensinou a desconfiar da imprensa, na figura de J. Jonah Jameson).

O único que não tinha problemas era o Capitão América. Era o Super Homem da Marvel, e como esse, perfeito demais para ser interessante. A virada dos 60 para os 70, com todas as mudanças sociais nos Estados Unidos e no mundo, decretou a obsolescência do herói.

Como o gibi dele não estava vendendo nada, os editores da Marvel resolveram apelar. Botaram os roteiros na mão de um garoto, com mandato de arriscar. Receberam mais que a encomenda.

Era Steve Englehart, 25 anos. Se safou de servir no Vietnã alegando ” objeção de consciência”, mesmo argumento usado por religiosos. Steve era contra a guerra, o governo, a hipocrisia. Fumava maconha todo dia, tomava ácido aos fins de semana. Queria ser escritor. Escrevia gibis. Está por aí e você pode assistir uma entrevistona recente dele aqui e ler outra aqui.

Botou o personagem na América de 1972. Enfrentando conflitos raciais, pobreza, drogas, radicais armados, manipulação política. Em seis meses, este segundo Capitão América, um personagem totalmente renovado, estrelava a revista mais vendida da Marvel. Era tópica, jornalística – por baixo da ação hardcore e fantasias coloridas, claro.

De lá para cá, o personagem variou entre esses dois polos. Na maior parte do tempo foi o bonzinho anódino. De vez em quando mostra a verdadeira face, nas mãos de gente como os escritores Mark Waid e Ed Brubaker, outras grandes inspirações de O Soldado Invernal. Que é a primeira aparição cinematográfica que faz justiça ao herói.

O primeiro filme, boa matinê, foi um exercício de nostalgia; sua participação nos Vingadores foi quase de coadjuvante.

O arco de histórias de Englehart mais celebrado inspira o filme de 2014. Foi a saga do Império Secreto. Li em edição da Bloch, formatinho, uns anos depois. Trata do plano maquiavélico de um grupo infiltrado no governo americano para tomar o poder.

Steve Rogers e seu parceiro, o super-herói negro Falcão, investigam e descobrem que o grande líder da conspiração é… o próprio presidente dos Estados Unidos, que, desmascarado, se mata na frente do Capitão América.

Watergate estava nas manchetes dos jornais. O “Império Secreto” era o establishment político-industrial-militar, e seu líder era uma evidentemente o presidente Richard Nixon. Era outra época. Mas o tema reverbera hoje, e lota salas de cinema do planeta afora.

Quatro décadas depois, os EUA são de fato um império. Com mais poder que qualquer outro na história. Sem rival, e nem terá. Porque invadiu e ocupa nossos corações, mentes e retinas.

O supercapitalismo financeiro made in USA controla os mercados globais e os organismos internacionais. Nos vigiam, com a colaboração das empresas que mais amamos. E eliminam a oposição via inanição – ou à bala mesmo, na calada da noite. Lembra de Obama assistindo a morte de Osama?

O novo filme é radical, entre os combates acrobáticos e explosões 3D. Os diretores, os irmãos Russo, assumem a influência de thrillers políticos dos anos 70.

A presença de Robert Redford é um achado. Redford emprestou seu charme e boa pinta a personagens liberais, anti-establishment, em clássicos do gênero e período, como Três Dias do Condor e Todos os Homens do Presidente.

Que ele interprete agora o vilão é um comentário ácido sobre 2014. Os liberais de ontem são os brucutus de hoje. Não é governo democrata dos EUA que nos espiona, e opera para defender os interesses americanos a qualquer custo?

Englehart finalizou a saga do Império Secreto com um Steve Rogers enojado abandonando a identidade de Capitão América. Saiu pela América, easy rider, à procura de uma razão para viver, e não só para lutar.

Com o tempo, compreendeu que não devia obediência cega ao comandante-em-chefe, ao establishment. Passou a simbolizar não a América, mas o sonho americano – um inalcançável mas inspirador ideal de “liberdade e justiça para todos”.

Quem dera a América, o país, seguisse os exemplos dos dois Steves, Rogers e Englehart. Quem dera liberdade e justiça para todos fosse para todos mesmo, dentro e fora da América.

Mas o sucesso deste filme é razão para alento. Quando as luzes se acendem, ficam duas mensagens importantes. No século 21, nem um império secreto está a salvo de indivíduos com coragem moral, empoderados pela tecnologia digital.

E mais importante: saímos com a convicção que os problemas da liberdade só podem ser resolvidos com mais liberdade, nunca com menos. Ter consciência disso faz de todos nós companheiros do Capitão América, sentinelas da liberdade. É uma boa luta para lutar.

Papão vence o Independente em jogo fraco no Mangueirão

Com um gol de Nicolas, aos 47 minutos do 1º tempo, o Paysandu venceu o Independente e quebrou a sequência de quatro jogos sem vencer. O time teve posse de bola e relativo controle da partida na etapa inicial, mas correu riscos no 2º tempo. As oportunidades que surgiram no começo do jogo, com Bryan Borges e Rossi, foram desperdiçadas e a torcida começou a cobrar, fazendo com o que time precipitasse finalizações.

O lance que gerou o gol foi iniciado por PK, um dos mais vaiados pela galera. Ele foi à linha de fundo e cruzou alto. Nicolas saltou mais que a zaga e desviou para o fundo das redes. Foi o 65º gol de Nicolas no Papão, assumindo o 3º lugar entre os artilheiros do século.

O gol tranquilizou o time para a segunda metade do jogo, mas o Independente se lançou mais ao ataque e teve duas excelentes chances de marcar, assustando o PSC a partir dos 20 minutos. O melhor momento foi com Quintana, que cabeceou com perigo, aos 7 minutos. Rossi disparou um tiro de fora da área, mas a bola foi no centro do gol e nas mãos do goleiro Diego.

Aos 22′, o atacante Pedro Gabriel deu um susto na torcida presente (6.508 espectadores) ao Mangueirão. Ganhou da marcação na disputa de espaço e entrou na área. Diante do goleiro Matheus Nogueira, chutou rasteiro e a bola passou tirando tinta da trave direita. Quase aos 40′, ele foi lançado entre os zagueiros, mas caiu e perdeu boa oportunidade.

Lula: os 41 itens do Farmácia Popular serão oferecidos de graça

Em entrevista a Nonato Cavalcante, da Rádio Clube do Pará, o presidente Lula confirmou a gratuidade de 41 remédios da Farmácia Popular. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os 41 itens oferecidos pelo Farmácia Popular à população brasileira passam a ser distribuídos gratuitamente. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou nesta sexta-feira, 14, em entrevista à Rádio Clube do Pará, a informação anunciada pela ministra Nísia Trindade (Saúde) durante encontro com novos prefeitos e prefeitas, em Brasília, na quinta-feira. 

“Todos os remédios que a farmácia popular entrega para pessoas que têm o uso continuado, aqueles que a pessoa precisa ter, como remédio para pressão, para diabetes, que tem de tomar obrigatoriamente, serão distribuídos gratuitamente para todo o povo brasileiro”.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, a medida vai beneficiar diretamente mais de 1 milhão de pessoas por ano, principalmente idosos, que antes pagavam coparticipação em alguns insumos. O anúncio se estende a toda a população brasileira. 

Com a ampliação da lista, as fraldas geriátricas passam a ser fornecidas de graça ao público elegível, como pessoas com 60 anos ou mais. A Dapagliflozina, medicamento usado no tratamento da diabetes associada à doença cardiovascular, também será ofertada sem custos.

“Estamos acrescentando na gratuidade as fraldas geriátricas, ou seja, estamos falando também de envelhecimento da população. Eu sei a real importância dessa ação. Tivemos mais de 24 milhões de pessoas beneficiadas em 2024 e vamos aumentar ainda mais esse alcance”, explicou a ministra Nísia.

CRESCIMENTO – Entre 2022 e 2024, o Governo Federal ampliou o número de pessoas atendidas pelo Farmácia Popular em quase 20%, aumentando em 4 milhões o número de beneficiários. No período, o total de pessoas atendidas passou de 20,7 milhões em 2022 para 24,7 milhões em 2024. 

AVANÇOS – Desde 2023, o Farmácia Popular avançou significativamente. Até 2022, só eram oferecidos de graça medicamentos para asma, diabetes e hipertensão. Em 2023, todos os beneficiários do Bolsa Família passaram a retirar os 40 medicamentos sem custos. A iniciativa ampliou o acesso à assistência a 55 milhões de brasileiros. 

MULHERES – A saúde da mulher também foi priorizada, com acesso gratuito aos medicamentos indicados para o tratamento de osteoporose e contraceptivos. São produtos que eram oferecidos pelo Farmácia Popular com preços mais baixos (50% de desconto) e desde 2023 integram a gratuidade. Mais de 5 milhões de mulheres que antes pagavam a metade do valor foram beneficiadas.

DIGNIDADE – Iniciado em 2024, o programa Dignidade Menstrual também ampliou o acesso à saúde para populações em situação de vulnerabilidade, por meio da entrega de absorventes. Em seu primeiro ano, o programa beneficiou 2,1 milhões de pessoas de baixa renda em todo o Brasil. Pelo Farmácia Popular, a iniciativa garante acesso a itens básicos de higiene menstrual e distribuiu, em um ano, mais de 240 milhões de absorventes, num investimento de R$ 119,7 milhões do Ministério da Saúde. 

ORÇAMENTO – Em 2024, o orçamento destinado ao programa alcançou R$ 3,6 bilhões, superando os R$ 3,1 bilhões de 2023 e os R$ 2,5 bilhões de 2022. A previsão para 2025, de R$ 4,2 bilhões, representa um aumento de 69% em relação a 2022. 

NOVOS CREDENCIAMENTOS — Além da ampliação da gratuidade, anunciou nova fase de credenciamento para farmácias privadas localizadas em municípios que ainda não são atendidos. O credenciamento foi retomado em 2023, após oito anos sem nenhuma nova farmácia incluída. Com as novas habilitações, a expectativa é a universalização do Farmácia Popular. Atualmente, o programa está em 4.812 municípios, abrangendo 86% das cidades e cobrindo cerca de 97% da população por meio de mais de 31 mil farmácias. 

COMO CREDENCIAR — Para credenciar um estabelecimento ao Farmácia Popular, é necessário que ele esteja em um município com vaga aberta e reúna a documentação exigida. O processo inclui o preenchimento de formulários e a apresentação dos seguintes documentos autenticados ou com certificação digital:

  • Comprovante de CNPJ com CNAE específico (4771701 e 4771702);
  • Registro na junta comercial ou certificação digital;
  • Licença sanitária estadual ou municipal;
  • Autorização de funcionamento emitida pela Anvisa;
  • Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal;
  • Certificado de regularidade técnica emitido pelo Conselho Regional de Farmácia;
  • Documentação do representante legal e do farmacêutico responsável;
  • Comprovante de conta bancária da empresa.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Leão vence e se isola na ponta

POR GERSON NOGUEIRA

As falhas da definição e uma certa hesitação na preparação dos ataques atrapalharam o Remo, ontem, diante do Santa Rosa. A vitória veio através de um gol de Pedro Rocha na metade do 2º tempo, quando a partida estava equilibrada. O time de Rodrigo Santana cercava a área, arriscava chutes de longe, mas não transformava a posse de bola em vantagem no placar diante de um adversário que se comportou muito bem defensivamente.

Como curiosidade, o jogo teve um verdadeiro recorde de escanteios no 1º tempo: 16, sendo 14 para o Remo e dois para o Santa Rosa. Apesar desse sinal de movimentação ofensiva, as chances de gol foram poucas.

A primeira oportunidade foi com Felipe Vizeu cabeceando com perigo, aos 10 minutos. O Remo atacava muito, mas não acertava o alvo. O primeiro disparo em direção ao gol ocorreu aos 37 minutos: após escanteio, a bola chegou a Maxwell, que bateu de fora nos braços do goleiro.

No ataque melhor construído, aos 40’, Jaderson investiu na área pelo lado esquerdo e cruzou. Vizeu chegou finalizando, mas foi travado pela zaga e a bola saiu para escanteio.

Distribuído no 3-4-3, o Remo teve problemas para encaixar ataques diante de um Santa Rosa postado atrás, com até oito jogadores à frente da área. Os alas Kadu e Marcelinho encontraram dificuldades para se conectar com o ataque.

Para complicar ainda mais as coisas, Dodô não cumpriu o papel de elo de ligação entre meio e ataque. Jaderson e Pedro Castro tentavam avançar, mas perdiam tempo demais tentando abrir caminho até a área.

O 2º tempo começou com problemas para a zaga do Remo. Aos 10 minutos, o atacante PH bateu colocado e Marcelo Rangel defendeu. Em seguida, na jogada mais aguda do Santa Rosa, Otávio cabeceou no canto esquerdo, o goleiro deu rebote e Pecel errou na finalização.

Aos 16’, a bola balançou as redes, mas o gol foi anulado. Vizeu tocou com o braço e Dodô estava impedido. Pedro Rocha substituiu Maxwell, passando a atacar pela direita. Aos 22’, o alívio para a torcida do Leão: Sávio cruzou na área e Rocha testou no contrapé do goleiro Caixeta.

O Santa Rosa seguiu acreditando e o empate quase veio aos 33’. André Rosa cobrou falta no canto direito. Rangel espalmou e evitou o gol.

Adailton, que substituiu Kadu, quase marcou em arrancada sobre a zaga, mas foi travado por Diego Macedo na hora do chute. Pedro Rocha também invadiu e tocou na saída do goleiro, mas a bola saiu pelo fundo.

A última situação de perigo coube a Matheusinho, que bateu forte para outra boa defesa de Rangel, um dos destaques no Remo, ao lado do zagueiro Klaus e do ala Sávio, que subiu de rendimento na etapa final.

Bragantino assume 2º lugar e Japiim segue invicto

Ao derrotar o Cametá por 2 a 0, no Parque do Bacurau, o Bragantino assumiu a 2ª colocação com 13 pontos, ultrapassando o PSC (que joga hoje à noite com o Independente), e sacramentou classificação às quartas de final do Parazão. Ramonzinho e Debu marcaram os gols do Tubarão. O Cametá é o último do G8, com sete pontos

O confronto entre Castanhal e Tuna, disputado pela manhã no CT do Japiim, terminou empatado em 2 a 2. A Lusa abriu vantagem de dois gols na etapa inicial, com Jayme e Edgo. O Castanhal (5º colocado) empatou e manteve a invencibilidade com gols de Wendel e Bilau no 2º tempo. A Tuna está em 7º lugar, correndo risco de eliminação.

No sábado, o Águia passou pelo Caeté por 1 a 0. O gol foi marcado pelo zagueiro Matheus Baraka. O Azulão faz uma campanha de recuperação e já está na 4ª colocação, com 10 pontos, enquanto que o Caeté segue na penúltima colocação, com 3 pontos.

Já o estreante Capitão Poço venceu a segunda partida na competição, marcando 2 a 0 sobre o lanterna São Francisco. Chegou a 9 pontos, assumiu a 6ª posição e entrou na briga pela classificação à próxima fase.  

Papão tem chance de reabilitação no Parazão

Favorito diante do Independente, o PSC tem hoje a chance de quebrar a sequência de quatro tropeços nos últimos jogos e recuperar a vice-liderança do Campeonato Paraense. É também o segundo desafio do técnico Luizinho Lopes, que estreou no empate com o Manaus, pela Copa Verde.

Para fazer as pazes com a vitória, o Papão deve repetir praticamente o time do empate com o Manaus, com Leandro Vilela, Matheus Vargas e Pedro Delvalle no meio e o trio atacante titular: Rossi, Nicolas e Borasi.

A esperada entrada de Juninho vai ter que esperar mais um pouco. É pouco provável que ele seja escalado de cara.

Por seu turno, o Galo Elétrico acumula o mesmo jejum vivido pelo PSC. São quatro partidas sem vencer. A má campanha no Parazão forçou mudanças na comissão técnica, com a chegada do técnico Gilberto Pereira e a contratação de novos jogadores – Iuri e Marcos Vinícius. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 17)

Desembargador que deu domiciliar a assassino de petista segue Bolsonaro e já atacou STF

Um dia após a decisão do júri popular, o desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), determinou que Jorge Guaranho, condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, em 2022, cumpra a pena em prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Scaff, que acatou o pedido da defesa de Guaranho, justificou sua decisão citando o estado de saúde do condenado. “Assim, ao que parece, o paciente continua muito debilitado e com dificuldade para se deslocar em razão da enfermidade e das lesões que o acometem, logo, por ora, chega-se à ilação de que sua prisão domiciliar não colocará em risco a sociedade ou o cumprimento da lei penal”, escreveu o magistrado ao conceder o habeas corpus. Ele também mencionou a Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) como base para sua decisão.

Em 2022, saiu em defesa do blogueiro picareta Oswaldo Eustáquio, comentando uma matéria do site de extrema-direita Jornal da Cidade Online sobre Sandra Terenna, mulher do sujeito. Esse portal bolsonarista usou perfis apócrifos para agredir políticos e magistrados, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal.

Eustáquio é investigado nos inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos e já foi preso três vezes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo. Defendeu a tentativa de golpe de Estado perpetrada por Jair Bolsonaro e seus capangas. Está foragido na Espanha. As autoridades locais deram início ao processo de extradição.

“Esse moço não é, nem nunca foi o modelo de jornalista que admiramos e respeitamos. Aqui no Paraná (ele é paranaense), fez publicações desrespeitosas e injustas em relação ao TJPR e nossos juízes”, escreveu Scaff.

“Porém, isso não faz com que concordemos com o que está acontecendo porque cria-se um precedente perigosíssimo na medida em que hoje é um ‘Eustáquio’ que ninguém gosta, mas amanhã pode ser você. Portanto, deixamos aqui o nosso repúdio a essa violência de modelo venezuelano-chavista praticada em nossa boa terra“.

Ainda atacou o STF: “Que o STF aplique a este homem a Lei de Proteção aos Animais já que o está tratando como um, mas faça cessar essa vingança privativa, inadmissível numa sociedade que busca evitar a barbárie.”

O assassinato de Marcelo Arruda ocorreu em 9 de julho de 2022, meses antes da eleição presidencial, e se tornou um dos episódios mais violentos da campanha eleitoral.

Segundo a investigação, Jorge Guaranho foi duas vezes ao salão onde ocorria a festa de Arruda, sem conhecê-lo pessoalmente. Na primeira, passou de carro em frente ao local com o som alto, tocando músicas em apoio ao então presidente Jair Bolsonaro, adversário político de Lula e do PT. O gesto gerou uma discussão rápida, durante a qual Arruda jogou terra no veículo de Guaranho.

Após o desentendimento, Guaranho foi embora, deixou esposa e filho em casa e voltou ao salão armado, disparando três tiros contra Arruda. Mesmo ferido por dois disparos, o guarda municipal conseguiu revidar e atirar seis vezes contra Guaranho, atingindo-o na cabeça. Arruda morreu na madrugada do dia seguinte, enquanto Guaranho sobreviveu, mas com sequelas.

Câmeras de segurança registraram parte da ação, que reforçou a tese da acusação de que o crime teve motivação política.

A frase do dia

“Escandaloso! O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná Gamaliel Seme Scaff transferiu o bolsonarista Jorge Guaranho para prisão domiciliar. Deu habeas corpus um dia depois do Tribunal do Júri de Curitiba condenar o assassino de Marcelo Arruda por homicídio qualificado”.

Joaquim de Carvalho, jornalista

Golpistas não são coitadinhos nem merecem anistia

Ou condenamos exemplarmente quem ameaça extinguir a democracia ou estaremos fadados a viver à mercê de futuros golpistas.

Do Intercept_Brasil

Parlamentares do PL levaram a mulher e um dos filhos de um dos golpistas do 8 de janeiro a Brasília, nesta semana, em uma tentativa de pressionar os presidentes da Câmara e do Senado e criar comoção pública.

Ezequiel Ferreira Luís teve a prisão decretada pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa armada e deterioração de patrimônio público.


Dono de uma pistola e um rifle semiautomático, ele quebrou a tornozeleira eletrônica e fugiu depois que soube que pegaria 14 anos de cadeia. Esse é o anjo que o bolsonarismo alçou à condição de símbolo da luta pela anistia.

A turma que fez carreira na política louvando o assassinato de bandidos, vejam só, agora pretende humanizá-los.  

Antes de ser levada para encontrar o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, a bancada bolsonarista armou um show de demagogia e hipocrisia no Salão Verde. A esposa de Ezequiel deu uma entrevista coletiva para contar as dificuldades que a condenação do marido acarretou à família. De joelhos, ela pediu “misericórdia” ao presidente da Câmara para agilizar a tramitação do PL da Anistia.

Com seis filhos para criar, o caminhoneiro é visto entre os bolsonaristas como alguém cuja história pode deflagrar uma comoção social pela anistia. Em setembro do ano passado, o líder maior da gangue golpista, Jair Bolsonaro, apareceu ao lado das seis crianças e os chamou de “órfãos de pai vivo”.

Ninguém duvida do sofrimento da mulher e dos filhos de Ezequiel. Mas ele só é um criminoso especial para quem despreza os valores democráticos. A população carcerária brasileira — a terceira maior do mundo — conta com mais de 800 mil pessoas.

Assim como a família de Ezequiel, há centenas de milhares de outras sofrendo com a prisão de seus parentes. Nunca se viu bolsonaristas preocupados com o bem estar dessas famílias. Pelo contrário, o ataque aos direitos humanos de presos é um dos pilares do pensamento reacionário.

Lembra dos “direitos humanos para humanos direitos”? Pois é, parece que os bandidos de estimação do bolsonarismo entraram na cota dos “humanos direitos”.

A grande maioria dos presos no Brasil foi condenada por tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio — crimes que despertam os instintos mais primitivos no bolsonarista médio. O fato é que vender 10 gramas de maconha ou roubar um frango no supermercado são crimes infinitamente menos graves que a tentativa de anular o resultado das eleições e destituir o presidente eleito por meios violentos.

Perante à democracia, Ezequiel é um criminoso de alta periculosidade e deve ser tratado como tal.

Claro que é triste saber que seis crianças podem ficar até 14 anos privadas do convívio com o pai, mas essas são as regras do jogo. Ezequiel largou a família em Ji-Paraná, Rondônia, rodou mais de 2 mil quilômetros para se juntar ao acampamento golpista em Brasília e partir para os ataques do 8 de janeiro. Ele está arcando com as consequências dos seus próprios atos.

É preciso desmistificar a narrativa bolsonarista de que os golpistas do 8 de janeiro são pais, mães, vovós e vovôs que cometeram meros atos de vandalismo em um dia de fúria, movidos pelo desejo de ver o bem do Brasil.

A tese dos “coitadinhos” não é nova, mas vem ganhando adeptos até mesmo fora do círculo bolsonarista. Não é raro ver articulistas ressabiados com alguma vovózinha golpista recebendo penas de 14 anos.


O novo presidente da Câmara mal estreou no cargo e já abraçou a tese com força. “Golpe tem que ter um líder, uma pessoa estimulando, tem que ter apoio de outras instituições interessadas, e não teve isso. Ali foram vândalos, baderneiros, que queriam, com inconformidade com o resultado das eleições, demonstrar sua revolta”, afirmou Hugo Motta após a reunião com bolsonaristas e a esposa de Ezequiel.

Ou seja, o presidente de uma das casas legislativas que foi invadida e destruída está dizendo abertamente que não houve tentativa de golpe e que o 8 de janeiro foi apenas um domingo no parque da família brasileira que saiu do controle.

Não se esperava nada diferente de Motta. Estamos falando de um político do Republicanos que se elegeu presidente da Câmara com o apoio de um bloco formado por partidos governistas e oposicionistas. No acordo costurado com os bolsonaristas, Motta prometeu trabalhar pela anistia aos condenados de 8 de janeiro.

O estarrecedor é saber que há ministro do governo Lula que defende a mesma ideia.

Em entrevista ao Roda Viva, o ministro da Defesa, José Múcio, abraçou a tese dos “coitadinhos”: “O que eu defendo é uma dosimetria. Eu acho que na hora que você solta um inocente ou uma pessoa que não teve um envolvimento muito grande é uma forma de você pacificar. Esse país precisa ser pacificado. Ninguém aguenta mais esse radicalismo. A gente vive atrás de culpados”, disse ele.

Perceba que o ministro chama de “radicalismo” as punições previstas em lei para os radicais que pretendem subverter a democracia. Por mais que estejamos acostumados a ver Múcio passando o pano para o golpismo das Forças Armadas, surpreende vê-lo querendo livrar da prisão os bolsonaristas que saíram das suas casas para destruir os prédios dos Três Poderes e pedir golpe militar.

Apesar de toda essa pressão, o máximo que pode acontecer será a aprovação do PL da Anistia no Congresso. Anistiar crimes contra o Estado Democrático de Direito é inequivocamente inconstitucional. E, dadas as condições materiais e a configuração do jogo atual, não há a menor possibilidade de o STF não derrubar o PL.

Os bolsonaristas têm plena ciência de que estão encampando um projeto natimorto, mas permanecerão firmes no jogo de cena até o fim. O objetivo é pautar o debate público, manter a chama da militância acesa, colocar seus quadros políticos sob os holofotes e, na melhor das hipóteses, criar um clima menos desfavorável para os líderes do golpe nos tribunais.

Os golpistas de hoje são os filhos da anistia de 1979. Ou condenamos exemplarmente quem ameaça extinguir a democracia ou estaremos fadados a viver à mercê de futuros golpistas. E não basta prender Ezequiel e outros peixes pequenos. Infelizmente, mais famílias precisarão chorar.

Jair Bolsonaro e toda a cúpula militar golpista precisam ficar presos por muitos e muitos anos. Que o país aprenda com as lições do passado.

Para consolidar a liderança

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo volta a campo neste domingo (17h) contra o Santa Rosa, no estádio Jornalista Edgar Proença, com o objetivo de confirmar a liderança isolada no Campeonato Paraense e buscando consolidar a imagem de time mais regular do campeonato. São cinco jogos, com quatro vitórias e um empate, 15 gols marcados e apenas dois sofridos.

Em termos estatísticos, a campanha é excelente. O time só vacilou mesmo no confronto com o Capitão Poço, dentro do Mangueirão. Além do empate, o jogo foi o único no qual a defesa azulina foi vazada duas vezes. As performances nem sempre foram convincentes, mas é visível que há um processo de evolução.

As correções já foram percebidas contra a Tuna, quando o Remo se impôs e venceu por 3 a 0, mesmo sem ter atuado tão bem. O fundamental, porém, foi a evolução quanto ao entrosamento e às alternativas de jogo.

O time que antes dependia das jogadas de Dodô com Maxwell e Ytalo passou a ter variações, com o avanço dos alas Kadu e Edson Cauã/Marcelinho e os lançamentos longos a partir da zaga. Rafael Castro apareceu com destaque, acionando os companheiros de ataque. Foi assim que surgiu o gol de Adailton, fechando o triunfo sobre a Lusa.

Para a partida deste domingo, diante do Santa Rosa, a preocupação do técnico Rodrigo Santana é ajustar a equipe com a utilização de um ataque diferente, provavelmente com a entrada de Adailton. O atacante é o mais regular e o principal artilheiro do time, com quatro gols.

Recuperado de lesão, Dodô está disponível, mas deve ser poupado para o Re-Pa na próxima semana. O meio-campo segue com a dupla Pavani-Jaderson, remanescente da Série C 2024.

O setor defensivo vai aos poucos se definindo, com a presença de Klaus como zagueiro de referência, tendo Ivan Alvariño e Rafael Castro como parceiros. Reinaldo, que foi utilizado duas vezes, não passou a mesma confiança dos demais e dificilmente entrará como titular.

Nas alas, Kadu é titular indiscutível na direita e Marcelinho entra na esquerda, pois Cauã saiu lesionado do clássico com a Tuna. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Papão muda técnico, mas Juninho segue invisível

Há algo no PSC que desafia a lógica quanto a escolhas de jogadores. Nem mesmo as pífias atuações de Giovanni ajudaram Juninho a ser lembrado para ocupar a função de organizador e jogador de criação. O time sofre perrengues em campo, não evolui e deixa os atacantes órfãos lá na frente, mas o meia paraense segue no banco de reservas.

Contra o Manaus, na quinta-feira (13), pela Copa Verde, tudo indicava que Juninho seria escalado pelo técnico Luizinho Lopes, substituto de Márcio Fernandes. Mas, por alguma razão qualquer, ninguém lembrou dele.

Não é exatamente uma novidade. Juninho é sempre preterido. Os técnicos preferem sempre eleger entre os prioritários jogadores importados, provavelmente com salários maiores. Calado, humilde e pouco afeito a cobranças, ele vai ficando de lado.

Foi assim antes, com Hélio dos Anjos e Márcio Fernandes. A torcida sabia que ele deveria ser titular num time que tinha o veterano Robinho arrastando-se em campo. Não adiantou cobrar, como fizemos aqui várias vezes. A teimosia prevaleceu e Juninho continuou na suplência.

Na abertura da temporada, enfrentando a Tuna na Supercopa Grão-Pará, o PSC só ganhou qualidade quando Juninho entrou no 2º tempo em substituição a Giovanni. O técnico era Márcio Fernandes, que não levou em conta a bela atuação de Juninho e manteve a formação inicial.

Uma pena. Juninho poderia ter contribuído para dar ao PSC mais dinamismo nas ações de meio e opções para o trio de ataque – Rossi, Nicolas e Borasi. Com a chegada de Luizinho, as esperanças se renovam.

O jogo contra o Independente na segunda-feira, 17, é uma boa oportunidade para que o novo técnico conheça as qualidades de Juninho.   

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 23h, na RBATV. Participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, a sexta rodada do Parazão. A edição é de Lourdes Cezar e Lino Machado.

Cláudio Caçapa volta para reerguer o Botafogo

Demorou muito. A direção da SAF custou a entender a importância das primeiras competições do ano, deixando o Botafogo à deriva, sem técnico e com várias perdas importantes no elenco. Artur Henrique deixou o comando. Junior Santos, Almada, Luiz Henrique e Tiquinho foram embora, enfraquecendo o time campeão continental e brasileiro.

O fiasco na Supercopa Rei em Belém foi o primeiro sinal óbvio de que algo estava fora de ordem. Depois de mais uma derrota para o Flamengo, no segundo clássico do ano, a diretoria parece ter acordado. Cláudio Caçapa, que fez bom trabalho como técnico interino em 2023, foi convocado e já assumiu o time no Campeonato Carioca. Poderia ter vindo antes.   

(Coluna publicada na edição de sábado/domingo, 15/16)

Tropeço na estreia de Luizinho

POR GERSON NOGUEIRA

O jogo ficou no 0 a 0 e ampliou a sequência de tropeços do PSC na temporada. Foi o quarto jogo sem vitória. Nem a estreia de um novo técnico serviu de motivação para o time superar o Manaus, na partida de ida pelas quartas de final da Copa Verde, ontem à noite, na Curuzu.

Apesar da boa movimentação das equipes, principalmente na segunda etapa, o jogo teve poucos lances agudos. Os sistemas defensivos levavam a melhor sempre. O 1º tempo teve um início promissor. Pedro Delvalle finalizou com perigo, mas o goleiro Gustavo defendeu, logo a um minuto.

O Manaus reagiu e Palmares também arriscou, mas Matheus Nogueira não deu chances. A grande chance do Papão veio aos 8 minutos, quando o atacante Rossi foi lançado na área e mandou um chute no travessão, levantando o público presente no estádio.

As jogadas de ataque foram rareando e as defesas passaram a prevalecer. Tanto o PSC quanto o Manaus optaram por tentar chutes de média distância, sem inspiração para buscar ações de área.

Para a etapa final, o PSC veio com muito mais disposição. De cara, o volante Matheus Vargas finalizou de voleio, mas a intenção foi superior à execução e o chute saiu descalibrado. Nicolas teve chance de marcar, aos 25 minutos, mas o cabeceio saiu sem força.

O estreante Luizinho Lopes, que tirou Borasi da escalação inicial, resolveu pressionar com até cinco atacantes na reta final. Rossi, Marlon, Marcelinho, Nicolas e Borasi passaram a atuar em cima da última linha do Manaus, mas a ideia fracassou por falta de um articulador no meio-campo.

Aos 34’, com o PSC se lançando ao ataque na base do desespero, Borasi descolou um chute perigoso, mas Gustavo agarrou bem. Foi a melhor oportunidade do Papão na etapa final.  

Como nos jogos anteriores – Santa Rosa, Porto Velho e Bragantino –, o principal problema do time se concentrou na ausência de criatividade e no excesso de volantes marcadores. Como era uma estreia, Luizinho não pode ser responsabilizado, mas terá que agir rápido para fazer o time jogar.

O confronto de volta com o Manaus, decidindo a vaga nas semifinais da Copa Verde, será realizado em duas semanas (26 de fevereiro), na Arena da Amazônia. Antes disso, o Papão volta a jogar pelo Parazão, na próxima segunda-feira, 17, contra o Independente.

Comendador deixa legado incomparável

A coluna se une às justas homenagens ao mestre Raymundo Mário Sobral, que nos deixou na quarta-feira, aos 86 anos, depois de uma vida profissional dedicada ao humor e à irreverência. Ninguém chega aos pés dele na construção de textos sempre inspirados no mais genuíno vocabulário paraense das ruas, com esmero e talento, sem a apelação que virou moda nos dias de hoje. 

O humor perde muito com sua partida, até porque ele não deixou sucessores. Além do Jornaleco, página que publicava no DIÁRIO sempre com as últimas da “Pensão da Dona Cotinha”, Sobral fez história com o anárquico tabloide PQP (O Jornal Pra Quem Pode), filho bastardo de O Pasquim.  

Fifa analisa mudança na regra do rebote

Rebote em cobranças de pênaltis pode estar com os dias contados. Se depender do presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, esse tipo de lance pode ser extinto em breve. A proposta já está em poder da Federação Internacional de Futebol (Ifab), que regulamenta as regras do futebol. O próprio Collina, considerado um dos maiores árbitros da história do futebol, revelou a ideia em entrevista ao jornal “La Repubblica”, da Itália.

A proposta visa extinguir a legalidade do gol no rebote de cobranças de pênalti, seja por defesa do goleiro ou bola na trave, como já ocorre nas disputas alternadas de penalidades em jogos de mata-mata. Collina defende ainda que não seja marcado escanteio ou lateral para o time cobrador em caso de desvio. A não conversão do pênalti geraria um tiro de meta automático.

Ao justificar a ideia, Collina argumenta que, em média, 75% dos pênaltis são convertidos, “e muitas vezes o pênalti é uma oportunidade maior de gol do que aquela tirada pela falta”.

Collina é respeitado por ter sido um árbitro brilhante, com atitudes firmes e decisões inquestionáveis. Apitou diversos jogos históricos, incluindo a final da Copa do Mundo de 2002, entre Brasil e Alemanha, quando a Seleção canarinho conquistou o pentacampeonato.

Presidente da Comissão de Arbitragem da Fifa, onde atua para pensar em melhorar a qualidade das arbitragens e inserir o uso de tecnologias, como o VAR. O órgão, apesar de importante, não tem autoridade para mudar as regras do futebol, atribuição da Federação Internacional de Futebol.

Apesar disso, a opinião de uma personalidade como Collina tem peso e pode ajudar a influenciar as decisões do Ifab. Pessoalmente, sempre considerei uma tremenda covardia a regra do rebote, que dá ao cobrador todas as chances possíveis de fazer o gol, mesmo quando erra na tentativa inicial ou tem o chute parcialmente defendido pelo goleiro.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 14)

Lula autoriza a construção de três novos campi do IFPA

Assinatura do termo para construção das unidades ocorreu nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, com recursos provenientes do Novo PAC. Durante o evento, também foi inaugurado espaço do Campus Belém do IFPA

O Ministério da Educação (MEC) — por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) — assinou nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, o termo de execução para a construção de três novos campi do Instituto Federal do Pará (IFPA). O evento contou com a participação do ministro da Educação, Camilo Santana, acompanhado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia está disponível no canal do MEC no YouTube.  

Durante a solenidade, também foi inaugurado o bloco didático-pedagógico “J” do Campus Belém do IFPA. O bloco possui 24 laboratórios, que servirão aos cursos de Eletrônica e Eletrotécnica do Campus Belém. O bloco ainda conta com sala de automação, miniauditório, almoxarifados, seis salas de aula, sala de coordenação de curso, espaço destinado a estações de trabalho de professores e banheiros. A obra custou R$ 7,8 milhões, sendo R$ 5 milhões da ação de consolidação do Novo PAC.  

As novas unidades do IFPA, cujas obras se iniciarão após a assinatura, têm previsão de entrega para 2026. Os campi ficarão localizados nos municípios de Tailândia, Redenção e Viseu. Cada um deles beneficiará 1,4 mil estudantes e está recebendo investimento de R$ 25 milhões, sendo R$ 15 milhões para a infraestrutura e R$ 10 milhões para a aquisição de equipamentos e mobiliários.  

“Os investimentos que anunciamos aqui, que ultrapassam os R$ 220 milhões, caminham em prol de assegurar a ampliação e a consolidação da oferta de ensino no estado. Além dos três novos campi, também assinamos a retomada de 80 obras na educação da rede estadual do Pará. São creches e escolas que trarão diversas oportunidades para crianças e adolescentes paraenses”, declarou o ministro. 

O presidente apontou que o investimento na educação representa um futuro próspero para o país. Segundo ele, alocar recursos na educação, desde as creches às universidades, permite que as pessoas tenham novas oportunidades e diminui as desigualdades socioeconômicas da população. “Os nossos jovens têm um papel fundamental no futuro do Brasil, sendo eles capazes de desenvolver a sociedade e fazer o país crescer. Estudar e ter um diploma possibilita que as pessoas se posicionem melhor no mercado de trabalho e consigam um emprego no futuro”, disse.

Também estiveram presentes no evento os ministros da Casa Civil, Rui Costa; de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho; da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do Turismo, Celso Sabino; e das Cidades, Jader Filho; além do governador do Pará, Helder Barbalho; do prefeito de Belém, Igor Normando; da presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba; da reitora do IFPA, Ana Paula Palheta; do reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilmar Ferreira; e de parlamentares. 

IFPA – Os novos campi permitirão a expansão da educação profissional e tecnológica (EPT) de qualidade na região, oferecendo mais oportunidades para os estudantes e impulsionando o desenvolvimento local. As unidades vão atuar em regiões em que não há oferta de cursos técnicos integrados ao ensino médio. As possibilidades de cursos ainda serão definidas em audiência pública, mas abrangerão os eixos de Desenvolvimento Educacional e Social; Recursos Naturais; Gestão de Negócios; e Produção Alimentícia. Outros dois campi também estão previstos na expansão do IFPA, em Barcarena e Alenquer. Ambos ainda estão na fase de doação de terrenos por parte das prefeituras locais.  

Expansão – Para ampliar a oferta de cursos técnicos de nível médio, o governo federal anunciou, em março de 2024, a expansão dos institutos federais (IFs): serão construídas 100 novas unidades em todo o Brasil. A previsão é gerar 140 mil novas vagas de EPT, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio, quando os campi estiverem concluídos.   

Os novos campi estão sendo instalados em regiões que ainda não possuem IFs ou que têm baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da região. A expansão é uma das ações que visam ao cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE), o qual prevê triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, com pelo menos 50% da expansão no segmento público.    

Consolidação – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com investimento de R$ 1,4 bilhão. Essa ação visa melhorar e ampliar a infraestrutura dos campi das 686 unidades já existentes. A prioridade do investimento é a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas.  

Para o IFPA, há R$ 54,7 milhões de investimento na ação de consolidação. Em 2023 e 2024, foram repassados R$ 32,1 milhões. Este ano, já foram repassados R$ 2,6 milhões e, até 2026, estão previstos outros R$ 19,8 milhões.