Registro do bate-papo descontraído entre o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e o chefe da delegação da Seleção Brasileira, Yuri Romão, presidente do Sport-PE. Nem precisava legendar a foto, que evidencia a forte influência do Palmeiras dentro da entidade que comanda o futebol brasileiro.
Quatro partidos anunciaram apoio ao candidato Igor Normando (MDB) no segundo turno da eleição para a Prefeitura de Belém, unindo-se contra a candidatura do bolsonarista Delegado Éder Mauro (PL). O primeiro a se manifestar foi o Psol, através de sua executiva municipal. O partido do prefeito Edmilson Rodrigues, derrotado no primeiro turno, declarou um “apoio crítico” ao candidato do MDB. Não se sabe, porém, se Edmilson irá se pronunciar a respeito. Outros partidos que manifestaram apoio formal a Igor foram PT, PCdoB e Rede Sustentabilidade, desenhando um arco de alianças das forças progressistas da capital paraense em torno do candidato do MDB.
As direções municipal e estadual do Psol se pronunciaram na terça-feira à noite, declarando apoio crítico ao candidato Igor Normando. Abaixo, a nota psolista:
“Estamos em um momento crucial, e a escolha que se aproxima vai muito além de uma simples eleição. Trata-se de decidir o futuro que queremos para a nossa cidade, e também, para o nosso país. As forças que teremos que enfrentar agora tentam recuperar espaço no Brasil, também através de Belém, e sabemos o que isso significa: retrocesso, violência, desigualdade, exclusão e desrespeito à vida e ao meio ambiente.A extrema-direita, que já trouxe tanto sofrimento ao Brasil, tenta novamente se erguer. Não podemos permitir que isso aconteça. É por isso, após muita reflexão, que nós do Partido Socialismo e Liberdade, decidimos declarar apoio a Igor Normando no segundo turno. Este apoio se dá porque reconhecemos a importância de manter nossa cidade alinhada com o projeto do governo federal, liderado pelo presidente Lula, que tanto fez e continua fazendo pelo povo brasileiro. O compromisso de Lula com a justiça social, com a luta contra a fome e a desigualdade, com inclusão dos mais pobres, precisa ecoar também em Belém. É nessa direção que consideramos de fundamental importância a nossa decisão. Deixamos claro que nosso apoio não é incondicional. Não ocuparemos cargo no novos governo, fazemos isso com o compromisso de que continuaremos sempre vigilantes. Este é um apoio estratégico, uma escolha para impedir que forças reacionárias utilizem nossa cidade como um trampolim para o retrocesso em todo o país.Neste sentido, as Executivas Estadual e Municipal de Belém reunidas conjuntamente, resolvem apoiar no 2° turno o candidato Igor Normando de forma crítica e programática.”
PARTIDO DOS TRABALHADORES
O PT, em nota conjunta da Direção Municipal e da Direção estadual do partida, expedida na terça-feira (8), anunciou sua adesão a Igor. “A polarização do segundo turno das eleições em Belém nos coloca em confronto com um projeto que representa a destruição do ideário de nação iniciado em 2003, a liquidação dos direitos sociais e econômicos da grande maioria da população e o incentivo ao ódio e à intolerância como método de disputa política. Trata-se de uma disputa pela defesa da democracia contra o autoritarismo, pela civilização contra a barbárie, pela preservação dos direitos sociais e pela manutenção do governo nacional de reconstrução do Brasil”.
Acrescenta ainda a nota do Partido dos Trabalhadores: “Dessa forma, reiteramos a necessidade de unificarmos todos os setores democráticos e antifascistas de Belém para defendermos as liberdades democráticas e o povo belenense. Assim, acolhendo os pontos centrais do nosso programa de governo, como o Bora Belém e o Terra da Gente, deliberamos apoiar a candidatura de Igor Normando no segundo turno da eleição para a Prefeitura de Belém”.
CONTRA AS MILÍCIAS
O PCdoB, através de sua Comissão Política Estadual, informou que no segundo turno apoia Igor Normando para prefeito de Belém. “O PCdoB sai do primeiro turno da eleição em Belém colhendo uma grande vitória: elege Rodrigo Moraes vereador. Voltaremos a ter na Câmara Municipal um mandato comprometido com a luta do povo, com a classe trabalhadora e identificado com um projeto nacional de desenvolvimento. No primeiro turno, lutamos pela reeleição de Edmilson Rodrigues. A cidade que foi palco da Cabanagem não pode ficar à mercê das milícias e de seus defensores”.
A nota do PCdoB acrescenta que: “No segundo turno, o PCdoB lutará pelo futuro de Belém, pela democracia, por regularização fundiária e pela política de habitação popular, fortalecendo o Minha Casa, Minha Vida. O PCdoB apoia e se dedicará pela vitória de Igor Normando para prefeito. Igor é uma liderança jovem e com experiência, demonstrou em sua atividade política desde sua juventude, no movimento estudantil, compromisso com o povo”.
REDE SUSTENTABILIDADE
Em mensagem divulgada na noite de terça-feira, 8, o partido Rede Sustentabilidade manifestou apoio à candidatura de Igor Normando no segundo turno da eleição em Belém. “A escolha do próximo prefeito transcende a uma mera eleição local, refletindo um debate de fundo sobre o futuro que desejamos para nossa cidade, para nosso Estado e para o nosso país. Diante da ameaça que a extrema-direita representa, do perigo à democracia, aos direitos humanos, ao meio ambiente e à moralidade pública, o partido REDE Sustentabilidade declara seu apoio à candidatura de Igor Normando (MDB)”.
“Nosso apoio é estratégico e programático, pois reconhecemos a importância de colocar nossa cidade em sintonia com o governo federal, liderado pelo presidente Lula, que tem se dedicado a combater a fome, a desigualdade e a marginalização dos mais vulneráveis. O partido REDE Sustentabilidade se compromete a contribuir afirmativamente para que a administração de Igor Normando assuma um compromisso claro com o meio ambiente, com a sustentabilidade e com o combate à crise climática. Estamos dispostos a contribuir com ideias e com nossa força militante para garantir que as promessas de inclusão e atenção ao meio ambiente sejam cumpridas”.
Parece estranho, mas o Paysandu, quem diria, agora é Robinho e mais 10. São incontestáveis as conhecidas habilidades do meia com a bola nos pés, a qualidade na bola parada e a liderança advinda dos anos de estrada. O problema é que neste momento o time precisa de um gás extra: é fundamental ter categoria, velocidade e força em todos os setores.
Juninho, aquele jovem e promissor meia surgido na Desportiva e que brilhou na Tuna, parece esquecido e fora dos planos para a reta final da Série B. Mais ou menos como ocorreu no período de Hélio dos Anjos no comando. Por duas vezes, desde que Márcio Fernandes assumiu, Juninho não foi sequer relacionado para o banco de suplentes.
Em seu tradicional estilo de argumentar, Hélio justificava o não aproveitamento de Juninho por ele ser mirrado, franzino e sem massa muscular suficiente para ser um meia do PSC. Quando a situação apertou, recorreu ao atleta, mas o deixou de lado assim que Cazares foi contratado.
O experiente Robinho não consegue atuar por 90 minutos, nem com a intensidade que a Série B exige. Atua por meio tempo, quando dá. Márcio Fernandes parece ter se inspirado nos ensinamentos e filosofias do antecessor. Escalou Robinho nos jogos recentes, contra Ituano e CRB.
Juninho foi escanteado na primeira oportunidade, sem explicações – Hélio, pelo menos, explicava. Se o novo sistema não se aplica ao meia, nada mais coerente do que deixá-lo de fora, desde que o elenco tenha alternativas melhores para fazer o jogo pretendido. Não é o caso.
Pelo que entregam hoje, Juan Cazares e Robinho não são propriamente opções diferenciadas para cuidar do setor de criação, na comparação direta com Juninho. Pela agilidade e recursos técnicos, o atleta paraense merecia pelo menos estar na disputa pela posição.
O Papão ocupa hoje a 16ª posição na tabela, com 33 pontos, somente um a mais que o Botafogo-SP, 17º e primeiro time do Z4. O desafio desta noite é superar a Chapecoense, que vem na 14ª colocação, com 34 pontos. É, portanto, uma briga direta na batalha pela permanência.
No primeiro turno, o PSC venceu a Chape fora de casa por 2 a 1, com golaços de Leandro Vilela e Netinho. Que o confronto desta noite (21h), na Curuzu, traga de volta aquele time mais desenvolvo e confiante, cujos jogadores não tinham medo de arriscar chutes de fora da área.
Esta partida estava inicialmente programada para o estádio Jornalista Edgar Proença, mas, a pedido do PSC, foi transferida para a Curuzu. Uma escolha que sempre divide opiniões.
A pressão sobre os adversários é de fato maior no estádio bicolor, mas, em contrapartida, os jogadores da casa também se sentem mais pressionados. A partida vai esclarecer também essa dúvida quanto ao melhor local para os jogos decisivos da Série B. (Foto: Matheus Vieira/Ascom PSC)
Série C acabou e Ronald não jogou um tempo inteiro
O jovem Ronald perdeu espaço até no banco de reservas do Remo. Aparentemente, as opções disponíveis para a escolha dos titulares pelo técnico Rodrigo Santana eram fartas e generosas. As três viagens do time durante o quadrangular não incluíram o atacante entre os relacionados.
Em seu lugar, o treinador preferiu levar os incríveis Cachoeira e Johnny Roberts, atacantes de lado, como Ronald. O caso de Johnny é igualmente estranho. Algum gênio no Evandro Almeida recomendou a contratação no prazo final da janela e ele só atuou (mal) por 15 minutos na Série C.
Ronald entrou, ainda, contra o Volta Redonda em Belém já quase nos acréscimos. Não jogou bem, nem poderia, pois não integra o processo de estruturação do time e não tem uma sequência de jogos.
Nos últimos dias, as emissoras de TV têm relembrado o célebre “jogo da neblina” contra o Caxias, lá na Serra Gaúcha. A vitória, por 4 a 2, só foi possível pela habilidade e oportunismo de Ronald, que entrou como sempre nos instantes finais e foi decisivo.
Nem isso fez com que tivesse merecido mais oportunidades na equipe. Cachoeira, porém, jogou até como titular em duas partidas importantes da reta final da fase de classificação. Não fez rigorosamente nada contra o Figueirense, em Florianópolis, e o CSA, em Belém.
O campeonato terminou, o Remo conquistou com méritos o acesso, em função do bom trabalho do técnico Rodrigo Santana, mas pelo visto ficaremos sem explicação para o impressionante prestígio de Cachoeira e a já tradicional falta de atenção para com a ex-joia da base remista.
Aliás, o Leão perdeu anteontem um outro garoto das divisões de base. Ricardinho, de 22 anos, morreu executado a tiros em Marituba. Triste fim para um atleta que chegou a ter algumas chances quando Marcelo Cabo montou uma espécie de Remo B para o Parazão 2023.
FPF comemora o investimento no futebol feminino
O trabalho apresentado pela Federação Paraense de Futebol durante reunião realizada com a comissão da Fifa, que veio a Belém inspecionar o estádio Mangueirão e as instalações da cidade candidata à sede da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, foi destacado ontem pelo presidente da entidade paraense, Ricardo Gluck Paul.
Ele ressaltou a evolução da modalidade feminina no Pará: “Não se trata apenas da impressionante expansão de competições e partidas, mas de um trabalho profundo e sério em todas as frentes. Nos últimos três anos, saltamos de uma para oito competições femininas, resultando em mais de 200 partidas, estruturas e custeadas pela FPF”.
“Com muito orgulho, apresentamos à Fifa um crescimento extraordinário de 700% na modalidade feminina no Pará! Isso é mais que um número, é uma transformação real, fruto de uma gestão comprometida, que acredita no potencial do futebol feminino paraense e trabalha para colocá-lo onde ele merece estar: no topo! O Pará está em ascensão!”.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 09)
Em São Paulo não deu a lógica. A lógica seria um segundo turno entre Boulos e Marçal. Nunes fez uma gestão medíocre e os paulistanos queriam mudança. Mas tudo indica que o próprio Marçal se tirou do segundo turno ao publicar um laudo falso a respeito de Boulos. Recebeu uma saraivada de ataques vinda de todos os lados. A grande imprensa se engajou ativamente nessa ofensiva. A diferença entre Nunes e Marçal ficou em torno de 80 mil votos. De tanta esperteza, Marçal morreu pela sua burrice.
A tarefa de Boulos no segundo turno não será fácil. Não basta atrair os votos de Tábata. Terá que ganhar votos de Marçal e/ou tirar votos de Nunes. A campanha de Boulos cometeu alguns erros significativos no primeiro turno. Construiu-se um candidato ambíguo, com propostas genéricas. A falta de uma identidade de perfil e de programa gerou uma adesão pouco empolgante.
Uma campanha eleitoral tem três grandes elementos: defesa, ataque e projeção de reputação. No início, Boulos ficou numa posição defensiva, que quase nunca é confortável. Depois passou para o ataque. O elemento importante para construir o segundo turno – projeção de reputação – ficou negligenciado. Essa projeção se compõe de dois elementos: 1) ênfase nos valores e virtudes do candidato e, 2) ênfase em propostas persuasivas e resolutivas das demandas dos eleitores.
Ao longo dos anos, as esquerdas deram mais importância ao marketing e menos às estratégias. Isto tem produzido campanhas insossas e resultados ruins. Se quiser mudar este quadro, Boulos terá que fazer uma campanha mais incisiva, mais combativa, mais confrontatória e mais mobilizadora.
No quadro geral do país, os grandes vencedores foram os partidos de centro-direita. O PSD conquistou 867 prefeituras, contra 656 em 2020. O MDB aparece com 832, contra 793 há quatro anos. Em terceiro surge o PP com 734 prefeitos eleitos no primeiro turno. Em 2020 tinha eleito 682. O partido Republicanos foi de 213 prefeituras para 419. O PL cresceu, elegendo cerca de 500 prefeitos, mas ficou longe da meta de 1500 prefeituras. Já o PT passou de 182 prefeituras conquistadas em 2020 para 238 no primeiro turno.
Nas capitais, 11 prefeitos foram eleitos no primeiro turno, sendo 10 reeleitos. Desses, somente João Campos (PSB) é do campo progressista. O segundo turno será disputado em 15 capitais, sendo que em nove delas terão candidatos do PL. O PT estará presente em quatro.
Das 103 cidades que poderiam ter segundo turno, 50 já elegeram os prefeitos no primeiro turno. O PT conseguiu conquistar duas prefeituras, com duas candidatas, – em Contagem e em Juiz de Fora. No ABC conseguiu passar para o segundo turno também em apenas duas cidades: Diadema e Mauá. Em Osasco, mesmo com a candidatura do ex-prefeito Emidio de Souza, o partido foi derrotado no primeiro turno por Gerson Pessoa (Podemos). Em Guarulhos, depois de fechar as portas para o petista histórico, Elói Pietá, o PT amargou um quarto lugar com Alencar Almeida. Já Pietá, agora no Solidariedade, está no segundo turno. Quer dizer: o cinturão vermelho das origens do petismo não se refez.
Em Belém, o prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), que buscava a reeleição, sequer foi para o segundo turno. O partido estará no segundo turno em São Paulo e em Petrópolis. A Rede elegeu quatro prefeitos e o PSOL nenhum no primeiro turno. Somente uma vitória de Boulos poderá tirar o PSOL de um desempenho desastroso.
Todo esse quadro revela uma dolorosa e medíocre situação das esquerdas no Brasil. As esquerdas estão sem estratégia. Apresentam propostas quase sempre como receituários formalísticos e vazios de conteúdo. Já não são detentoras da paternidade dos programas sociais compensatórios. Qualquer partido os adota e os implementa em suas administrações
As esquerdas não têm alternativas programáticas para a teologia da prosperidade dos evangélicos e para o discurso do empreendedorismo nas periferias a la Marçal. Perderam o voto cativo dos pobres.
As esquerdas não perceberam os impactos das mudanças tecnológicas sobre o mundo do trabalho. Eles produziram novas subjetividades e novas demandas nos trabalhadores uberizados, que não são atendidas pelos discursos receituários dos candidatos de esquerda.
As esquerdas também não captaram as potencialidades que as tecnologias digitais podem proporcionar em ternos de inovações de serviços públicos, de articulação de economias locais nos bairros e periferias, na articulação de uma economia colaborativa e de bem comum, na estruturação de novos serviços de saúde descentralizados, na nova abordagem da saúde pública articulando a vida urbana com ecologia, na viabilização de espaços comuns destinados à múltiplas atividades e de conexões na oferta de produtos e serviços locais, na oferta de espaços culturais destinados a atividades criativas, na necessidade de políticas públicas de letramentos digitais visando impedir a exclusão das populações periféricas.
Enfim, a necessidade de fazer convergir as transições ecológica e digital suscita uma série de possibilidades inovadoras e transformadoras que são ignoradas pelas esquerdas. Antigamente, o PT se preocupava com a inovação da gestão municipal com o chamado “Modo Petista de Governar”. Hoje em dia, o partido parece tomado pelo espírito da burocracia.
As esquerdas passam ao largo também da noção de tecnopolitica, entendida como um conjunto de atividades que projetam novas formas de fazer política através das tecnologias digitais, envolvendo estratégias persuasivas com a utilização da psicologia política e da neurociência, de novas formas e linguagens discursivas visando otimizar a persuasão e a construção de narrativas que considerem os impactos da política dos afetos.
A tecnopolítica permite projetar novas lideranças e novos atores políticos e sociais pelos meios digitais. Não é mais apenas no território ou no movimento social ou sindical específico que se projetam liderança e poder. A direita percebeu os potenciais de projeção das tecnologias digitais há tempo.
As esquerdas perderam também a capacidade de produzir novas lideranças coadunadas com o nosso tempo. Da mesma forma que ignoram os impactos da transição digital, foram poucas as candidaturas que conferiram centralidade à crise climática e à transição ecológica, temas que afetam a universalidade das pessoas.
É certo que não existe uma relação direta entre os resultados das eleições municipais e a questão das eleições gerais e da sucessão presidencial de 2026. Mas é preocupante a perda de substância programática e de narrativa das esquerdas. É preocupante a incapacidade de se comunicar. O governo federal sequer consegue tirar proveito do bom momento econômico que o país vive. O governo Lula não tem um projeto de futuro para o país. Há uma dissonância entre o que o governo e as esquerdas pensam e como agem com o espírito do nosso tempo.
Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política e autor de Liderança e Poder.
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O Remo entrou com determinação e vontade de vencer. Atacou muito, perdeu três oportunidades claras (duas com Ytalo, uma com Raimar), mas se acomodou à medida que o jogo avançava, em João Pessoa. Os planos começaram a ruir quando João Afonso foi expulso, ainda no 1º tempo, forçando mudanças no sistema de jogo. Depois disso, o Botafogo prevaleceu e cravou um resultado fora da realidade da partida.
Sem impor pressão, o Remo foi dominando os primeiros minutos com ações que envolviam os alas Diogo Batista e Raimar, fazendo Pedro Vítor e Jaderson surgirem sempre com perigo nos flancos defensivos do Botafogo. Foi assim que Ytalo teve a grande chance, chapando um cruzamento de Jaderson para defesa milagrosa de Wallace.
Raimar também teve a sua chance, depois de um rebote do goleiro. O Remo era superior, trocava passes sem dificuldades e o Botafogo se resumia a um início agressivo, quando Silas quase abriu o placar. O problema azulino foi a falta de apuro nas finalizações.
O placar de 3 a 0, exagerado para a maneira como o jogo começou, foi construído no 2º tempo, menos por mérito do Botafogo e mais pelas dificuldades que o Remo teve para se estruturar com um homem a menos. Pedro Vítor e Ytalo saíram, entraram Bruno Bispo (para recompor a zaga) e Rodrigo Alves, mas isso não fez o time retomar o ritmo da etapa inicial.
Apesar dos problemas apresentados pelo Remo na defesa e da perda de força ofensiva, o Botafogo não conseguia agredir e criar chances de gol. A situação começou a mudar num erro da defesa do Remo, que não acompanhou o passe de Henrique Dourado para Joãozinho. Além da lambança dos zagueiros, o confuso árbitro Rodrigo Fonseca da Silva (MT) e o VAR comeram mosca.
Dourado admitiu depois para jogadores do Remo que deu o passe com a mão para Joãozinho fazer o gol, aproveitando a confusão dentro da área. O VAR revisou, mas validou o gol. Com a desvantagem, o Leão se desconcentrou ainda mais e passou a errar muitos passes.
No melhor momento do ataque azulino, Pavani finalizou em direção ao gol e a bola bateu no braço de um zagueiro. O VAR não chamou o árbitro para revisar o lance, usando critério diferente do que foi usado na expulsão de João Afonso, que tocou na bola com o braço.
Na metade do 2º tempo, Gabriel Lima atacou pela direita e cruzou a bola para Dudu, que finalizou no canto esquerdo de Marcelo Rangel. Na origem do lance, o zagueiro Bruno Bispo sofreu falta não assinalada pelo árbitro.
Depois, quase ao final, um erro de Paulinho Curuá permitiu ao Botafogo ampliar para 3 a 0. A bola chegou a Joãozinho dentro da área e ele foi derrubado quando tentava chutar. Henrique Dourado cobrou e marcou.
Apesar dos erros da arbitragem, o Remo mostrou pouca combatividade no 2º tempo e se entregou por completo depois de sofrer o gol. A derrota não seria uma surpresa, mas o placar frustrou a torcida, que esperava mais luta pela chance de chegar à final do campeonato.
Desempenho do time pode antecipar escolhas
Alguns jogadores ficaram abaixo das expectativas no jogo com o Botafogo. Pavani, Ytalo, Diogo Batista e João Afonso poderiam ter feito um jogo de mais intensidade e sem erros tão óbvios, como o de João Afonso, que se descuidou ao matar a bola no lance em que acabou expulso.
Apesar de ter cumprido a missão principal que era a conquista do acesso, o time perdeu uma chance preciosa de fechar a temporada de maneira impecável. A vitória sobre o eliminado Botafogo era necessária para terminar em 1º lugar no Grupo B e se habilitar a decidir o título.
Na outra partida, o Volta Redonda estava perdendo para o São Bernardo até a metade do 2º tempo, mas conseguiu a virada, mostrando capacidade de superação. O Remo, que teve apenas dois treinos antes de viajar, deveria ter feito o mesmo, em respeito a um sonho antigo da torcida.
O lado positivo disso tudo é que a comissão técnica e a própria diretoria do Remo certamente aproveitaram a partida para iniciar a avaliação de desempenho. Pelo nível de irritação do técnico Rodrigo Santana, alguns jogadores podem ter se despedido do Baenão após a atuação no sábado.
A projeção de aproveitamento de atletas do elenco para a temporada de 2025 gira em torno de 15% a 20%. Nomes quase certos: Marcelo Rangel (depende de acordo), Ligger, Sávio, Pavani, Jaderson, Ytalo (renovação automática), Thalys e Pedro Vítor. Apesar do interesse do clube, os alas Diogo Batista e Raimar dificilmente ficarão.
Márcio precisa assumir o comando de verdade
Ao PSC restam oito decisões para garantir a permanência na Série B. Não é missão impossível, mas existem muitas dificuldades pelo caminho. A maior delas diz respeito à definição de um modelo de jogo, que ainda não ficou claro desde que Márcio Fernandes substituiu Hélio dos Anjos.
Márcio assumiu o cargo, mas não tem exercido o comando de maneira firme. Essa autoridade não é disciplinar, mas técnica. O time não consegue se estabilizar e oscila muito dentro de uma mesma partida. Foi o que aconteceu contra o CRB, em Maceió, na sexta-feira (4).
Sem Nicolas (suspenso), o time entrou com Yony González centralizado, Jean Dias e Borasi pelos lados. Os pontas foram muito bem na partida, principalmente o argentino, mas Yony teve atuação pífia. O mesmo pode-se dizer de Robinho, tímido na missão de criar jogadas.
O setor de marcação afrouxou diante da pressão exercida pelo CRB no final do 1º tempo e início do segundo período. Em função disso, o PSC permitiu que o adversário marcasse três gols e virasse o placar.
Ainda houve tempo para o segundo gol, com Borasi, mas logo em seguida ele foi substituído, deixando o ataque menos agressivo. A lamentar o fato de que o CRB venceu muito mais pelos descuidos propiciados pelo PSC.
Técnicos não gostam de comentar sobre jogadores que não são escalados, mas soou esquisita a barração do meia Juninho, que nem viajou a Maceió. Lembrou algumas das encrencas de Hélio dos Anjos com o próprio Juninho e com Esli García (que entrou só no final, de novo).
Dá para se manter na Série B, mas o PSC tem que considerar os jogos fora de casa também para conquistar a pontuação mínima necessária (10 a 13 pontos). Até nisso há um equívoco: o técnico insiste em considerar apenas os quatro confrontos que serão realizados na Curuzu.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 07)
Os candidatos Igor Normando (MDB) e Delegado Eder Mauro (PL) vão disputar a prefeitura da cidade de Belém no segundo turno das eleições de 2024. O novo pleito acontece no último domingo de outubro, dia 27. O candidato do MDB teve 44,88% (359.904) dos votos, enquanto o do PL teve 31,48% (252.455), com 98,69% das urnas apuradas. Normando — favorito nas pesquisas do primeiro turno — tem Cássio Andrade como vice. Ele foi eleito deputado estadual nos anos de 2020 e 2022.
Já Eder Mauro tem Dra. Tatiane, sua nora, também do mesmo partido, como vice. Ele é deputado federal desde 2015 e pertence à base bolsonarista no Congresso Nacional. Posicionou-se sempre contra a COP30, que será realizada em Belém no próximo ano. Normando liderava as intenções de voto, com 43%, seguido por Eder Mauro, com 26%, segundo a Pesquisa Quaest.
O prefeito Edmilson Rodrigues (Psol), que buscava a reeleição, ficou na terceira colocação, com 9,78% (78.401). Em quarto lugar, Tiago Araújo (Republicanos), com 7,77% (62.271). Em quinto lugar, aparece Jefferson Lima (Podemos), recebeu 4,53% (36.354).
Em relação aos vereadores, Belém também elegeu 35 nomes neste domingo (6). Entre eles estão: Silvane Ferraz (MDB), John Wayne (MDB), Neném Albuquerque (MDB), Tulio Neves (PSD) e Pablo Farah (MDB), Marinor Brito (Psol) e Alfredo Costa (PT).
Pela primeira vez na história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o movimento se organiza em nível nacional para disputar as eleições municipais. Com candidaturas próprias e de aliados, as campanhas comprometidas com a Reforma Agrária somam 600 candidatos e candidatas, disputando a vereança e prefeituras em 367 municípios, distribuídos em 22 estados brasileiros. Na disputa, estão 73 candidaturas para os cargos de prefeito e vice-prefeito.
Entre as propostas assumidas por tais candidaturas, enquanto compromissos de campanha, estão o apoio à democratização do acesso à terra, incentivo à produção e cooperação agroecológica na produção de alimentos saudáveis e combate à fome, iniciativas de sustentabilidade e cuidado permanente com o meio ambiente, defesa da educação, saúde, cultura e diversidade.
As candidaturas Sem Terra disputam o eleitorado de cerca de 34 milhões de pessoas, principalmente em pequenas cidades do interior. Dos 367 municípios onde estão distribuídas as candidaturas, 269 são de cidades com até 50 mil habitantes; 95 cidades são de municípios que possuem população entre 100 a 500 mil habitantes e apenas 3 delas possuem população maior que 500 mil habitantes.
Entre a distribuição nacional das candidaturas do MST, 58% estão na região nordeste, 19% no sudeste, 15% no sul, 5% no norte e 3% no centro-oeste.
Com relação à representatividade de gênero das candidaturas Sem Terra de 2024 organizadas em nível nacional, 38% se referem ao gênero feminino e 62% ao masculino. Tais dados refletem a divisão de gênero da participação política em nível nacional, considerando o levantamento feito pela OXFAM Brasil, sobre a participação política de gênero entre as candidaturas submetidas às eleições de 2018, que registram os mesmos percentuais em uma análise com base em dados nacionais. O que mostra que existe um longo desafio na construção da equidade de gênero na política regional e nacional.
Já em relação à identidade étnico-racial, há um registro superior de candidatos e candidatas pretos e pardos, que somam 375 candidaturas, brancos representam 211 candidatos e 14 são indígenas. Entre a comunidade LGBTQI+, há 28 candidaturas, sendo 7 de pessoas transgênero.
Alinhar as políticas federais às municipais é uma preocupação comum, compartilhada por todas as candidaturas Sem Terra. O que demonstra um cuidado sobre como tornar tornar diretrizes da política nacional, em realidade nos territórios.
“A nossa principal bandeira é o combate à fome, o governo Lula vem fazendo um imenso trabalho em todo o nosso território nacional. E a gente entende que o compromisso maior de nossas candidaturas, caso sejam eleitas as nossas, é atuar junto com o governo federal, fazer essa ponte também nos municípios para trazer essas políticas públicas, que de fato, combatam a fome, geram emprego, renda e melhorem a vida da classe trabalhadora.” – menciona Luana Carvalho, integrante da coordenação nacional do MST.
A primeira parte da missão já foi cumprida, com louvor. Falta a cereja do bolo: a conquista do título brasileiro da Série C. Com méritos, o Remo assegurou presença na Série B 2025 com um jogo de antecipação no quadrangular final. A espetacular festa de domingo no Mangueirão ainda está viva na memória do torcedor e repercute nacionalmente.
Para cumprir a segunda parte do roteiro, o Remo entra em campo neste sábado (5), em João Pessoa, para enfrentar o eliminado Botafogo paraibano. O problema é que, apesar de não ter mais qualquer chance, não se pode dizer que o Belo não tenha interesse no jogo.
Uma rivalidade cultivada há três anos, a partir da contratação do técnico Gerson Gusmão pelo Remo, pode entrar em campo no confronto de hoje. Da parte do Leão nunca houve problema em relação ao Botafogo, mas dirigentes alvinegros alimentaram a rixa e isso passou a contagiar os torcedores.
Nesta Série C, a situação veio à tona depois da classificação do Remo em oitavo lugar na 1ª fase. Na internet, parte da torcida do Botafogo – que foi o líder disparado da etapa de classificação – menosprezou o feito azulino, reabrindo a troca de zoações e desaforos.
Será nesse clima que o Remo vai brigar pela vitória para superar o Volta Redonda na classificação do quadrangular, habilitando-se a disputar a decisão da Série C, para tentar o sonhado bicampeonato e repetir 2005.
Em 2021, quando conquistou o acesso, o Remo também disputou a final, mas foi derrotado pelo Vila Nova. Na ocasião, o Leão entrou com um time misto, após ficar sem a maioria dos titulares, que foram contaminados pela covid-19 na comemoração pelo acesso.
Desta vez, caso chegue à decisão, o Remo terá todos os titulares. Neste sábado, Ligger é a baixa de última hora. Principal defensor do time, ele se lesionou no último treino. Deverá ser substituído por Bruno Bispo.
Em compensação, o atacante Pedro Vítor está de volta, após ficar de fora da partida contra o S. Bernardo, domingo. É uma peça de destaque na engrenagem ofensiva, entrosado com Ytalo e Jaderson.
Pela habilidade para romper a marcação com dribles em velocidade, Pedro Vítor é hoje o principal atacante do Remo. Tem a virtude e a capacidade de surpreender, trunfo precioso no equilibrado futebol da Série C.
Na linha de meio-campo, nenhuma alteração. Diogo Batista, Pavani, Paulinho Curuá e Raimar confirmados. O setor é um dos pilares do sistema 3-4-3 implantado pelo técnico Rodrigo Santana e responsável pela campanha que levou o Remo ao acesso. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
Papão vacila e volta à zona de risco
Com um ataque diferente, improvisando Yony González no comando, o PSC fez um bom começo diante do CRB, no estádio Rei Pelé, sexta-feira à noite. Sustentou uma boa intensidade de marcação e não permitiu ao CRB ultrapassar suas linhas defensivas. Além de defender bem, o time chegava com perigo pelos lados. Foi assim que abriu o placar aos 20 minutos, em jogada rápida de Borasi, dando passe primoroso para Jean Dias marcar.
Até aí o PSC foi muito bem na partida. Cabe dizer que, aos 15 minutos, Borasi já havia balançado as redes, aproveitando um rebote do goleiro Mateus Albino. Pena que o lance foi anulado pelo VAR sob alegação de impedimento na origem da jogada.
As coisas mudariam de figura a partir dos 20 minutos finais do 1º tempo, quando o recuo excessivo permitiu o empate e depois a virada do CRB de Hélio dos Anjos. O mau desempenho dos zagueiros e a pífia marcação dos volantes ajudaram a complicar um jogo que até então era favorável ao PSC.
Quando Anselmo Ramon empatou, aos 38 minutos, aproveitando uma bola que veio de um escanteio, o confronto ficou equilibrado também quanto à atitude das equipes. O PSC tentou se reorganizar, saindo pelos lados, com Jean Dias e Borasi, ambos muito bem na partida, mas sentindo falta de um trabalho consistente de criação no meio.
Aos poucos, o CRB conquistou espaço na intermediária do PSC e passou a impor um volume de ações que quase levaram ao segundo gol ainda na primeira etapa. A zaga bicolor cometia erros seguidos. Anselmo Ramon e Léo Pereira perderam boas oportunidades.
Para a etapa final, o Galo veio mais afoito, buscando o ataque e arriscando chutes de média distância. A virada aconteceu logo aos 9 minutos. Hereda foi lançado pela direita, entrou na área e disparou um chute forte, que ainda desviou no zagueiro Carlão.
Aos 14 minutos, quando o PSC ainda buscava se recompor do gol sofrido, a zaga vacilou outra vez e o CRB ampliou. Carlão rebateu mal e a bola caiu nos pés do meia Gegê, que lançou Labandeira. Este bateu colocado e rasteiro no canto direito da trave de Matheus Nogueira.
Com Val Soares no lugar de Netinho e Cazares substituindo Robinho, o PSC ganhou mobilidade no meio e passou a forçar o jogo entre as linhas do CRB. A 15 minutos do final, Val descolou um passe perfeito para Ruan Ribeiro, que tocou para Borasi só desviar para as redes.
Por alguns instantes, o jogo ficou aberto, com o PSC investindo em busca do empate. Ainda houve uma chance para o empate, mas o goleiro se antecipou e cortou. Por reclamação, o técnico Márcio Fernandes foi expulso. A nova derrota empurra o Papão de novo para as proximidades do Z4, na 15ª colocação.
Bola na Torre
O programa começa às 22h, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba baionense. Em pauta, as análises dos jogos de PSC e Remo nas Séries B e C, respectivamente. A edição é de Lino Machado.
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 05/06)
Depois de abrir o placar logo nos primeiros minutos, o PSC cedeu espaço e acabou sofrendo a virada do CRB, na noite desta sexta-feira, em Maceió. O placar final de 3 a 2 deu bem medida do equilíbrio da partida, que teve momentos de predomínio dos donos da casa no segundo tempo, mas com o PSC pressionando em busca do empate no final.
Anselmo Ramon, Hereda e Facundo Labandeira marcaram para o Galo alagoano. Jean Dias e Borasi descontaram para o Papão. Com o bom resultado, o CRB subiu três posições na tabela e saiu do Z4.
A partida, válida pela 30ª rodada do Brasileiro da Série B, fez o Papão perder uma posição. Com 33 pontos, volta a ocupar a 15ª colocação, a um ponto do primeiro time da zona de rebaixamento (Botafogo-SP, com 32 pontos), e ainda pode ser ultrapassado na rodada.
O próximo compromisso será contra a Chapecoense, na Curuzu, na próxima semana.
Segundo levantamento do Médico Sem Fronteiras (MSF), em quase um ano de ataques incessantes, mais de 40 mil pessoas foram mortas e 96 mil ficaram feridas no território
Há um quase ano, Israel pratica, sem qualquer contenção, um massacre na Faixa de Gaza, na Palestina. Desde as atrocidades cometidas pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que mataram cerca de 1.200 pessoas e fizeram aproximadamente 250 reféns, as forças israelenses têm travado uma guerra total contra a população da Faixa de Gaza, matando mais de 41.500 pessoas e ferindo mais de 96 mil, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Civis têm sido repetidamente deslocados e forçados a ficar em áreas progressivamente menores, sob bombardeios e condições cada vez mais desumanas.
Durante um ano, Israel, Hamas e seus respectivos aliados falharam catastroficamente em chegar a um acordo de cessar-fogo sustentado em Gaza, enquanto o risco de um conflito regional total aumenta. Israel precisa parar imediatamente o assassinato indiscriminado de civis em Gaza e facilitar urgentemente a entrega de ajuda para aliviar o sofrimento da população, inclusive por meio da reabertura de passagens de fronteira, em conformidade com as medidas solicitadas pela Corte Internacional de Justiça.
Diariamente, as equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) têm tratado pessoas com ferimentos causados por bombardeios massivos. Os pacientes apresentam queimaduras extensas, fraturas graves e amputações. Desde o início da guerra, profissionais de MSF prestaram assistência a mais de 27.500 pacientes com ferimentos relacionados à violência, sendo mais de 80% das lesões ligadas aos bombardeios.
“Os bombardeios israelenses em áreas densamente povoadas causaram ferimentos em grande escala repetidamente. Nossas equipes foram forçadas a realizar cirurgias sem anestesia, a testemunhar crianças morrerem no chão dos hospitais devido à falta de recursos, e até mesmo a tratar seus próprios colegas e familiares”, relata Amber Alayyan, coordenadora médica de MSF. “Enquanto isso, o sistema de saúde em Gaza foi sistematicamente devastado pelas forças israelenses.”
Profissionais de MSF já estavam trabalhando para responder aos impactos do bloqueio de 17 anos de Israel e dos ataques recorrentes contra as pessoas em Gaza, incluindo o tratamento de pacientes com lesões duradouras, problemas de saúde mental e queimaduras graves, infligidas antes de 7 de outubro de 2023. Desde essa data, embora as necessidades tenham aumentado como consequência do ataque de Israel à Faixa de Gaza, o acesso aos cuidados de saúde foi reduzido drasticamente.
Hoje, apenas 17 dos 36 hospitais funcionam parcialmente, segundo o OCHA. As partes em conflito conduziram hostilidades perto de instalações médicas, colocando em risco pacientes, seus acompanhantes, cuidadores e equipes médicas. Seis profissionais de MSF foram mortos.
Desde outubro de 2023, equipes e pacientes de MSF tiveram que deixar 14 estruturas de saúde diferentes, devido a incidentes graves e conflitos contínuos. Cada vez que uma instalação médica é evacuada, milhares de pessoas perdem o acesso a cuidados médicos essenciais. Isso gera consequências na saúde, não apenas imediatamente, mas nas semanas e meses seguintes.
A falta de acesso a cuidados de saúde é agravada pela escassez de suprimentos humanitários em Gaza. As autoridades israelenses impuseram rotineiramente critérios pouco claros e imprevisíveis para autorizar a entrada de suprimentos. Uma vez que os suprimentos entram na Faixa de Gaza, muitas vezes eles não chegam ao seu destino, devido à ausência de estradas seguras e acessíveis, aos conflitos contínuos e aos saques de alimentos e itens básicos de abastecimento.
“À medida em que as necessidades médicas na Faixa de Gaza aumentam, nossa capacidade de resposta continua a ser limitada. Simplesmente não conseguimos obter suprimentos médicos e humanitários suficientes em Gaza”, explica Alayyan.
“Os hospitais de campanha que montamos como último recurso são simplesmente um ‘curativo’ para consertar a devastação causada pela guerra e pela destruição do sistema de saúde. Até mesmo sua configuração foi prejudicada e atrasada, restringindo nossa capacidade de adquirir materiais e equipamentos. Atualmente, as instalações médicas que permanecem em funcionamento não conseguem lidar com as vastas necessidades”, completa Alayyan.
Como a disponibilidade de atendimento médico foi reduzida, também diminuíram as opções para as pessoas buscarem atendimento médico urgentemente necessário em Gaza. Repetidas ordens de evacuação deslocaram 90% das pessoas para as chamadas “zonas mais seguras” que Israel, no entanto, bombardeou repetidas vezes. As pessoas agora são forçadas a ficar dentro de um pequeno trecho de 41 km², segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), com abrigo, comida e água limitados.
Existe um risco crescente do surgimento de doenças devido à superlotação. De cerca de 2 milhões de pessoas que estão na Faixa de Gaza, pelo menos 12 mil necessitam ser evacuadas urgentemente do ponto de vista médico. A saída de pessoas que necessitam de evacuação médica e o direito dos palestinos de simplesmente buscar segurança para si e suas famílias fora da Faixa de Gaza devem ser facilitados imediatamente, sem prejuízo da permissão de retorno.
Embora os últimos 12 meses tenham sido marcados por ações destrutivas, eles também foram definidos por uma inação vergonhosa.
“Por um ano, aliados de Israel continuaram a fornecer seu apoio militar, enquanto crianças são mortas em massa, tanques disparam contra abrigos fora das zonas de conflito e caças bombardeiam as chamadas zonas humanitárias”, denuncia Chris Lockyear, secretário-geral de MSF. “Isso foi acompanhado por uma narrativa pública consistente que desumanizou as pessoas em Gaza e falhou em distinguir alvos militares de vidas civis. A única maneira de parar as mortes é com um cessar-fogo imediato e sustentado.”
Repetidas vezes, as lealdades políticas foram colocadas acima da vida humana. Embora os aliados de Israel falem publicamente sobre a importância de um cessar-fogo e a necessidade de facilitar a ajuda humanitária em Gaza, eles continuam a fornecer armas a Israel. Os Estados Unidos, em particular, embora tenham defendido recentemente pedidos de cessar-fogo, têm frequentemente trabalhado para ofuscar, bloquear e minar os esforços por um cessar-fogo por meio de sua postura no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Enquanto isso, a guerra em Gaza está alimentando as tensões regionais, que estão atingindo níveis desastrosos. Os ataques israelenses aumentaram na Cisjordânia e agora no Líbano, com consequências já devastadoras para os civis.
Apelos de MSF:
Um cessar-fogo sustentado precisa ser implementado imediatamente.
A morte em massa de civis precisa parar imediatamente.
A destruição do sistema de saúde e da infraestrutura civil precisa parar.
O bloqueio a Gaza deve terminar.
Israel deve abrir fronteiras terrestres essenciais, incluindo a passagem de Rafah, para garantir que a ajuda médico-humanitária em grande escala possa chegar às pessoas que necessitam urgentemente de assistência.
Israel deve garantir a evacuação médica para aqueles que precisam de cuidados médicos especializados, incluindo seus acompanhantes e cuidadores, e permitir que aqueles que desejam buscar segurança no exterior possam sair do enclave, garantindo que todos tenham o direito de um retorno seguro, voluntário e digno a Gaza.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve tomar medidas para assegurar um cessar-fogo como garantidor da paz e da segurança internacionais e acabar com sua complacência com a destruição contínua da Faixa de Gaza.
O PSC joga hoje contra o CRB, em Maceió, com a responsabilidade de pontuar para evitar perder posição na tabela de classificação da Série B. Depois desta partida restarão oito jogos para o fim do campeonato, o que torna a disputa contra o rebaixamento ainda mais dramática.
Desde a rodada passada, quando derrotou o Ituano na Curuzu, o PSC resolveu encarar as partidas restantes como verdadeiras decisões. E esse espírito é o que deve prevalecer de fato, a fim de preparar o time para os obstáculos a serem superados, a começar pelo confronto desta noite.
A partida com o CRB adquire importância maior porque é contra um adversário direto na luta para permanecer na Série B. Além disso, há um fato que aumenta o grau de dificuldade. O time alagoano é dirigido por Hélio dos Anjos, ex-técnico do PSC, que montou o atual time do Papão.
Por uma questão lógica, é possível avaliar que Hélio conhece mais a potencialidade e as fragilidades do elenco bicolor do que o próprio Márcio Fernandes, que está no cargo há cerca de um mês apenas.
Márcio, por seu turno, demonstra que ainda tateia em busca da melhor formação e do sistema de jogo a ser utilizado. É verdade que o PSC deixou de jogar naquele modelo de linhas altas que tantos problemas provocavam no setor defensivo, mas ainda não encontrou novos caminhos para enfrentar os adversários.
Hoje, por exemplo, o time não terá Nicolas no centro do ataque e o mais cotado para ocupar a função é Yony González, que ainda não disse a que veio, após entrar em quatro partidas. A lógica indica que, como será um time reativo contra o CRB, o PSC deveria entrar com jogadores de velocidade pelas pontas.
Dois atacantes poderiam cuidar disso muito bem, à frente de um setor de meio-de-campo com preocupações de bloqueio e municiamento do ataque. João Vieira, Matheus Trindade, Netinho e Robinho poderiam ser os homens de meio, com Esli García e Jean Dias avançados.
Ocorre que, pelo que ficou esboçado nos últimos, o Papão deverá entrar com três atacantes – Jean Dias, Yony e Borasi. E o meio-campo deve ter João Vieira e Trindade na marcação e Robinho na criação.
Não precisa ser mãe Dinah para perceber que jogar com dois volantes e um meia que não marca deixam a linha de defesa excessivamente exposta. O esforço de movimentação de saída para o ataque precisará ser eficiente para evitar que o adversário domine o setor.
Apesar das dificuldades que o jogo oferece, o PSC tem boas chances de inverter a situação, explorando os espaços que o CRB terá que ceder na estratégia para se lançar ao ataque. (Foto: Matheus Vieira/Ascom PSC)
Presidente da FPF lança manifesto pela ascensão
“O futebol paraense, em especial em Belém, sofre fortes influências de dois tons de azul – o do Paysandu e o do Remo – em uma rivalidade secular que molda nossa identidade ou, até mais, agrega ao nosso DNA. Essa rivalidade, que faz de PSC e Remo potências nacionais, é saudável e necessária, e jamais poderá ser diminuída por ninguém. Mas nós, que lideramos o futebol paraense, temos a responsabilidade de ir além das arquibancadas. Devemos ter uma visão de Estado, deixando o ‘eu’ em favor do ‘nós’, unindo todas as forças para fazer do nosso futebol algo ainda maior”.
Este é o trecho de abertura do manifesto “O Pará está em ascensão!”, do presidente da FPF, Ricardo Gluck Paul. “O recente acesso do Remo à Série B simboliza o extraordinário momento do futebol do Pará. Nos últimos dois anos, conquistamos quatro acessos no masculino e feminino, levando Paysandu e Remo à Série B em ambas as categorias. Esse feito acontece na mesma semana em que recebemos a comissão da Fifa para avaliar nosso estádio como sede da Copa do Mundo Feminina de 2027 e no dia da estreia da árbitra paraense Gleika Pinheiro na Série A”, acrescenta o texto.
“Tenho orgulho de ter contribuído para o acesso do Remo, assim como me empenhei pelo acesso do PSC em 2023 e por todos os clubes do Estado. O sucesso de um é o sucesso de todos, e a união das forças dessas duas locomotivas é uma estratégica e potente mola propulsora de fortalecimento do nosso futebol”.
Ricardo defende que o momento é de unir as forças do futebol paraense: “E o que me enche de maior orgulho não é apenas o acesso do Remo ou ascensão do Paysandu, mas a oportunidade que tenho de liderar este movimento estratégico no ano em que Belém será o centro das atenções com a COP30”.
“A cultura do ‘nós’ certamente levará o futebol paraense a novos patamares. Essa é a minha maior missão: ajustar o caminho, apontar a direção e garantir que o Pará siga em ascensão rumo à grandeza que sempre lhe pertenceu. O Pará está em ascensão. Vamos em frente!”.
Mídia trepidante já bate tambores para Filipe Luís
O Flamengo venceu o Corinthians pelo placar de 1 a 0, anteontem, no Maracanã, abrindo estreita vantagem na disputa da semifinal da Copa do Brasil. Quem viu o jogo com atenção percebeu que a correria desenfreada foi a principal característica da partida.
É óbvio que a mídia que se acachapa para qualquer brilhareco do Flamengo já faz rufar os tambores por Filipe Luís, o novo comandante rubro-negro, alçado por alguns apressados à condição de legítimo sucessor de Jorge Jesus, o mister português que operou milagres na temporada de 2019.
Mais um pouquinho e teríamos em ação defensores da escolha de Filipe para treinar a Seleção Brasileira. Chegou perto, mas não houve tempo ainda para ensaiar o discurso de entronização do novo milagreiro do futebol.
Na verdade, o Flamengo se lançou ao ataque correndo para cima de um Corinthians tímido e recuado. Quando saiu para o jogo, no 2º tempo, o time paulista esteve muito perto de empatar a partida, com bola na trave e várias chances perdidas. Por pouco, o show de Filipe não foi para o vinagre.
(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 04)
Caso faça o dever de casa, o PSC não será reprovado na Série B. Só leva bomba se descumprir a regra básica dos campeonatos de pontos corridos: vencer os jogos como mandante. Pela maneira como se lançou ao jogo contra o Ituano, é óbvio que o time encara a competição de maneira extremamente comprometida, ciente da responsabilidade de conquistar os pontos necessários para se manter na segunda divisão brasileira.
Nos últimos dias, o site Chance de Gol tem sido visitado nervosamente pela torcida bicolor, preocupada com as projeções matemáticas para as nove últimas rodadas da competição. E o levantamento atualizado mostra que o Papão tem (ainda) todas as chances de permanecer na Série B.
Em comparação com os demais times da parte inferior da tabela de classificação, o PSC é o menos cotado para cair. Na 14ª posição, tem 18% de chance de queda. À frente de Chapecoense (13º colocado, 35,1% de chance de queda), Ponte Preta (15º, 29,8% de chances), Botafogo-SP (16º, 31,2%) e CRB (17º, 53,1% de possibilidades de queda).
O CRB é justamente o próximo adversário do Papão. Na sexta-feira, em Maceió, os dois times farão um confronto de seis pontos. Comandado hoje pelo ex-técnico bicolor Hélio dos Anjos, o CRB chega a essa partida já em modo desespero.
Para o Chance de Gol, os times mais próximos da degola são o Brusque (18º, com 64,7% de chance de queda), o Ituano (19%, 81,1% de queda) e o Guarani (lanterna, com cruéis 85,7% de chances de rebaixamento).
Um aspecto curioso é que a Chapecoense, que hoje ocupa a 13ª colocação, está mais ameaçada de queda que PSC, Ponte Preta e Botafogo, que estão posicionados abaixo na classificação. E os motivos estão no nível de dificuldades na caminhada e porque Bota e Ponte têm um jogo a menos.
Ao PSC, cabe focar nos próximos compromissos, principalmente as partidas dentro de casa. Terá pela frente na Curuzu três adversários que também estão na briga para não cair: Chapecoense, Coritiba e Brusque. O último a visitar Belém será o Vila Nova, que hoje ocupa a 5ª posição.
Um cenário bastante favorável. Caso se imponha a esses adversários, o PSC estará garantido, mesmo que não consiga ganhar nenhum ponto nas partidas fora de casa, o que é pouco provável. Tudo é uma questão de gestão da caminhada, papel que cabe essencialmente ao comando técnico, na figura de Márcio Fernandes e seus auxiliares. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)
Presidente da FPF saúda acesso e elogia gestor azulino
Através de seu perfil no Instagram, o presidente da Federação Paraense de Futebol, Ricardo Gluck Paul, se dirigiu a Antônio Carlos Teixeira, gestor do Remo, parabenizando-o pelo acesso e se solidarizando pelas lutas travadas desde o difícil início de trabalho, com os insucessos de campo travando as ações administrativas.
Em tom direto, Ricardo fala em nome da FPF, saudando um filiado por uma conquista que não é benéfica apenas ao clube, mas a todo o futebol paraense. Abaixo, na íntegra, a carta aberta.
“O acesso do Clube do Remo à Série B é a prova definitiva da tua liderança firme e da resiliência à frente de uma das maiores instituições do futebol brasileiro. Acompanhei de perto os desafios que enfrentaste no início deste ano e, naquele momento, te disse: por mais que tenhas uma vasta experiência no futebol, só ao sentar na cadeira de presidente de um clube de massa sentirias o peso real dessa responsabilidade. E foi exatamente isso. Enfrentaste uma das provas mais difíceis que um homem pode viver.
Foi um começo árduo, cercado de pressões e obstáculos, mas tu resististe. Não te deixaste abater. Seguiste em frente, com determinação e foco, sempre acreditando na força do Remo e no poder de superação que o clube e sua torcida têm. Ontem (domingo), esse trabalho culminou em um feito histórico: um acesso que transcende as quatro linhas, um marco que eterniza tua gestão no clube.
Esse acesso, pelas circunstâncias desafiadoras em que foi conquistado, será lembrado como um símbolo de superação, força e liderança. Estou imensamente feliz por ti, e orgulhoso por ter podido, de alguma forma, contribuir para essa vitória. Transmite a todos da tua equipe, atletas e funcionários, o quanto a Federação Paraense de Futebol se orgulha deste feito. O Pará está, mais do que nunca, em ascensão!
Forte abraço! Vamos em frente!”.
Filipe Luís e a sofrida saga dos interinos no Flamengo
De olho, ontem, no noticiário trepidante da mídia carioca sobre a apresentação de Filipe Luís como técnico do Flamengo, com profusão de salamaleques, foi inevitável lembrar do destino de Andrade, que também assumiu o comando do time profissional, conquistou um título brasileiro e acabou descartado de forma absolutamente desrespeitosa.
Filipe parece mais atento aos riscos de um revertério, mas o futebol nem sempre permite que alguém se proteja das pancadas ruins e dos efeitos devastadores de maus resultados. Significa que ele, como qualquer outro técnico, terá que garantir o cargo com vitórias e conquistas, principalmente depois do período tumultuado de Tite no clube.
Muita gente que conviveu com Filipe Luís no clube, desde os tempos de jogador, assevera que ele sempre teve planos de assumir o comando técnico após se aposentar dos gramados. Chegou a ser cogitado para trabalhar como auxiliar de Jorge Jesus, em 2019, mas teria recusado a oferta.
Desta vez, após comandar o time sub-20 (e ganhar até um título mundial), sentiu-se suficientemente seguro para assumir a missão, contratado como técnico efetivo até dezembro de 2025.
Qualquer semelhança com Andrade não é mera coincidência. Ídolo da torcida como jogador e técnico campeão do Brasileiro de 2009, Andrade foi demitido em 2010 pela então presidente Patrícia Amorim, quando tinha 70% de aproveitamento como comandante do time.
Entre outras causas alegadas, ele caiu após perder o título estadual para o Botafogo e por não ter conseguido domar as feras do elenco – Adriano Imperador, Vagner Love e o goleiro Bruno. Filipe que se cuide.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 02)