Apagão em São Paulo chega a 4º dia, deixando ainda sem luz 250 mil imóveis e prejuízo de, ao menos, R$ 1,65 bilhão
Por Patrícia Faermann, no Jornal GGN
O apagão na grande São Paulo chegou ao seu 4º dia sem soluções, nesta quarta-feira (15), mantendo sem luz 250 mil residências e imóveis, e levando a um prejuízo calculado de R$ 1,65 bilhão. Ainda na manhã de hoje, a Enel informou em boletim que 250 mil imóveis estavam ainda sem luz, e que o serviço tinha sido normalizado para outros 1,8 milhão de clientes.
Enquanto o atual prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi cobrado de tomar iniciativas mais rápidas e resolver o problema, com receio de a inação prejudicar sua campanha à reeleição, o próprio prefeito responsabilizou a empresa e entrou na Justiça, pedindo informações.
Além de ter afetado milhões de residências e estabelecimentos, e ainda continuar prejudicando milhares, a falta de luz prejudicou trânsito e a economia da cidade. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), na manhã de hoje, 48 semáforos ainda estavam sem funcionar.
E os setores de varejo e serviços geraram uma perda de aproximadamente R$ 1,65 bilhão, calculou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Os números são referentes às perdas brutas, ou seja, a falta de vendas ou de faturamento dos serviços que ficaram sem luz nestes dias. Mas as consequências indiretas e a continuidade do apagão devem ter gerado danos maiores à economia da cidade.
Foi o que apontou a Federação: “Esse valor deverá ser maior, porque a empresa responsável pela distribuição de energia, a Enel, ainda não forneceu respostas concretas sobre o retorno do serviço à totalidade dos imóveis que dependem da rede.”
Enquanto isso, na esfera política, o prefeito Ricardo Nunes chegou a responsabilizar a Enel e o governo federal de Lula sobre a empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica para a cidade da qual comanda, e que foi privatizada.
Sem conseguir solucionar o problema em São Paulo, Nunes replicou a responsabilidade à Enel, ao governo federal e à ANEEL:
“Olha a irresponsabilidade dessa empresa que tem a concessão do governo federal. Eu já tô pedindo desde o ano passado para cancelar esse contrato com a Enel. Isso depende do governo federal, do ministro irresponsável de Minas e Energia. Depende da Agência Nacional de Energia Elétrica, que é do governo federal.”
Além do próprio fornecimento, o planejamento da área de concessão da Enel-SP é de responsabilidade do município. “Município que não cuida da questão urbanística tem que deixar distribuidora cuidar. O prefeito precisa compreender que até dezembro tem muita árvore para cortar”, criticou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que relatou que a principal causa do apagão foi a queda de árvores que afetaram o sistema.
Ainda nesta segunda-feira (14), o ministro de Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, chegou a anunciar que o governo queria propor uma ação de dano moral coletivo contra a Enel SP por conta do apagão em São Paulo, judicializando o tema.
Ainda, na manhã desta terça (15), a pasta Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do governo Lula, expediu ofícios contra Nunes e a Enel cobrando explicações, em um prazo de 24 para o atual prefeito e 48 para a Enel.
Ao tomar conhecimento da atuação do governo federal, Nunes tentou se antecipar e entrou, ele próprio, com uma ação na Justiça paulista contra a Enel, pedindo a restauração da energia elétrica, sob pena de multa diária de R$ 200 mil.
A celebração de uma parceria de sucesso. Na manhã desta terça-feira, 08, a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Associação Circular Campina Cidade Velha (Projeto Circular) formalizaram uma parceria já em andamento, por meio da assinatura do Protocolo de Cooperação voltado à colaboração técnica, acadêmica, cultural e institucional.
Compareceram à cerimônia o então reitor da UFPA, Emmanuel Zagury Tourinho; o então Vice-Reitor e atual Reitor, Gilmar Pereira da Silva; a Presidente do Projeto Circular, Adelaide Oliveira Pontes; a idealizadora do Circular, Makiko Akao; a Diretora do Mercedários UFPA, Thais Sanjad; além de membros das duas instituições, entusiastas e ativistas de diferentes segmentos das artes da capital paraense.
“A Universidade Federal do Pará tem procurado estabelecer relações mais próximas com setores organizados da sociedade responsáveis por iniciativas alinhadas com as aspirações da população. O projeto Circular é uma dessas organizações e nos honra muito ter essa interação e parceria. O fortalecimento de nossa cooperação com o Projeto representa, entre outros, o compromisso da UFPA com a valorização e conservação do patrimônio cultural do Pará, em especial do centro histórico de Belém”, destacou Emmanuel Zagury Tourinho, durante a cerimônia realizada no Mercedários UFPA, prédio centenário localizado na avenida Boulevard Castilhos França, no bairro da Campina, um dos berços do centro histórico da capital paraense.
“As iniciativas desenvolvidas tanto pelo Mercedários UFPA quanto pelo Projeto Circular são valorosas para a manutenção do nosso patrimônio. Essa é uma parceria que já nasce grande, porque vem sendo amadurecida ao longo de todos esses anos”, avaliou o atual reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva.
Criado em 2013 por iniciativa de um grupo de agentes culturais independentes, o Projeto Circular é um circuito cultural de revalorização da área histórica da capital paraense, com o objetivo de incentivar a melhor apropriação e utilização das estruturas e edificações existentes nos bairros Campina e Cidade Velha, marcos inaugurais de Belém. O Circular promove eventos regulares, abertos ao público e gratuitos, com vasta programação científica, cultural e artística, além de oficinas, rodas de conversa e visitas guiadas aos prédios históricos da capital.
“Completamos recentemente dez anos e os números não mentem. São 53 edições do circuito cultural, em média quatro mil pessoas a cada edição, e 40 parceiros de portas abertas, quatro documentários, 11 edições do circuitinho e temos fôlego para muito mais ações. Uma caminhada que será muito mais assertiva, comprometida e prazerosa ao lado, agora oficialmente, da UFPA”, comemorou a presidente do Projeto Circular, Adelaide Oliveira Pontes.
As primeiras edições e a presença amiga da UFPA – O friso da presidente deve-se ao fato de mesmo informalmente, a UFPA manter parceria com o Circular desde 2014, por meio do Fórum Landi, espaço de extensão, ensino e pesquisa da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA (FAU/UFPA) dedicado à revitalização do centro histórico de Belém, com foco na pesquisa da obra arquitetônica de Antonio Landi, no bairro da Cidade Velha. As primeiras edições do projeto contaram com exposições artísticas e mostras fotográficas, além da presença da Editora da UFPA (ed.ufpa), que disponibilizou estande no Fórum Landi e a distribuição de vale-livros nos espaços participantes.
Em 2015, o projeto de extensão Roteiros Geo-Turísticos, organizado pelo Grupo de Pesquisa de Geografia do Turismo (Geotur) e pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia (GGeoTur) da UFPA, atuante desde 2011, passou a integrar a programação do Circular. A iniciativa, criada e coordenada pela professora Maria Goretti Tavares, leva a comunidade às ruas e bairros de Belém em roteiros guiados, apresentando o patrimônio material e imaterial, cultural e ambiental da cidade em caminhadas ao ar livre orientadas por educadores e educandos da universidade.
O I Fórum Circular buscou refletir sobre propostas de requalificação da área central que integra o patrimônio histórico de Belém. Na ocasião, houve debates e palestras em grupos de trabalho, além da elaboração de um relatório com indicativos para a criação de um plano de reabilitação do centro histórico da capital. O evento trouxe, ainda, apresentações musicais de alunos e professores da Escola de Música da UFPA.
O Centro de Memória da Amazônia da UFPA (CMA) também participou da programação do Projeto Circular em 2019, disponibilizando um vasto acervo de documentos jurídicos históricos para consulta e pesquisa. O CMA auxilia pesquisas e iniciativas educacionais em seu acervo, que possibilitam novas leituras sobre o passado da região e instigam discussões sobre o processo de construção social e histórica da Amazônia.
No mesmo ano, o Laboratório de Historiografia da Arquitetura e Cultura Arquitetônica (Lahca), vinculado à FAU/UFPA, juntou-se à programação do projeto em um ciclo de visitas aos espaços da modernidade arquitetônica do bairro Campina. O evento apresentou à comunidade o processo de transformação e modernização da arquitetura no bairro desde a década de 1940 até meados dos anos 1970.
Agora, com o novo protocolo assinado, as instituições comprometem-se a realizar ações conjuntas de promoção das artes, da memória, da sustentabilidade e da conservação e valorização do patrimônio histórico-cultural da cidade de Belém. No espaço Mercedários UFPA, o projeto circular também ganhou uma sala para execução de atividades próprias.
“Eu estou emocionada! A parceria que começou lá atrás em troca de e-mails tão informais, hoje se solidifica. Que o Circular possa seguir, cada vez mais forte, com o apoio da Universidade”, disse sem esconder o sorriso Makiko Akao, idealizadora do projeto. “Que possamos seguir sempre juntos nessa caminhada enfrentando os muitos desafios do Centro Histórico de Belém, e contribuindo para melhorar a realidade de quem vive e faz esse espaço ao nosso redor, porque, sim, eu sigo acreditando, que ações como a do Projeto Circular fazem a diferença”, destacou.
“Eu estou emocionada! A parceria que começou lá atrás em troca de e-mails tão informais, hoje se solidifica. Que o Circular possa seguir, cada vez mais forte, com o apoio da Universidade”, disse sem esconder o sorriso Makiko Akao, idealizadora do projeto. “Que possamos seguir sempre juntos nessa caminhada enfrentando os muitos desafios do Centro Histórico de Belém, e contribuindo para melhorar a realidade de quem vive e faz esse espaço ao nosso redor, porque, sim, eu sigo acreditando, que ações como a do Projeto Circular fazem a diferença”, destacou.
O Protocolo de Cooperação foi assinado pelo então Reitor da Universidade Federal do Pará, Emmanuel Zagury Tourinho, e pela Presidente do Projeto Circular, Adelaide Oliveira Pontes. Assinaram como testemunhas a idealizadora do Circular, Makiko Akao; Simone Neno, coordenadora editorial da Editora da UFPA; a professora Roberta Rodrigues, diretora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA e Coordenadora do Fórum Landi; a professora Maria Goretti Tavares, coordenadora do projeto Roteiros Geo-Turísticos; e a Diretora do Mercedários UFPA, professora Thais Sanjad.
Após a assinatura do Protocolo de Cooperação entre as partes, os presentes foram convidados a conhecer espaço dedicado ao Projeto Circular nas dependências do Mercedários UFPA.
Novos espaços – Novo órgão suplementar da UFPA, aprovado pelo Conselho Universitário (CONSUN), o Mercedários UFPA ganhou ainda um espaço vinculado diretamente à reitoria. Além de se configurar como um local alternativo para o despacho administrativo do reitor da instituição, o espaço, inspirado pela vocação do prédio, também funcionará como mais um refúgio de memória institucional.
Para o então reitor da UFPA, Emmanuel Zagury Tourinho, “o Mercedários UFPA, agora formalizado pelo Consun, fortalece a presença da UFPA no centro histórico de Belém como um polo de Arte, Cultura e promoção da conservação do patrimônio cultural. Além de acolher o ensino, a pesquisa e a extensão, o Mercedários UFPA é também uma plataforma de interação com a população e com organizações da sociedade paraense, como o Projeto Circular, que se ocupam de promover o conhecimento e a valorização de nosso patrimônio cultural. O novo espaço administrativo do reitor integra essa proposta, na medida em que será também um lugar para receber a comunidade interna e externa, onde estarão exibidos itens que integram o patrimônio artístico e histórico da UFPA”.
No espaço, há uma exposição de peças pertencentes ao acervo do gabinete da reitoria selecionadas nos últimos oito anos, período que compreendeu a gestão de Emmanuel Zagury Tourinho. Entre os itens, todos presenteados, estão um broche celta, oferta do Embaixador da Irlanda no Brasil, Séan Hoy; uma árvore de oliva, em prata, com detalhes em âmbar, oferecimento do IT Business School (ITBS); uma escultura de Ruy Barata, em bronze, assinada por Toco Dias; um cocar indígena, da etnia Waiwai; e outros vinte e dois itens. Soma-se à coleção, obras de arte pertencentes ao acervo do Museu da UFPA e da Coleção Amazoniana.
A iniciativa busca incentivar a cultura organizacional de transparência e valorização do patrimônio institucional. A expectativa é que as coleções sejam renovadas a cada novo quadriênio.
TEXTO: Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA
André Barcinski lembra no vídeo acima quando armou pro Joey Ramone ir discotecar ao vivo na rádio Brasil 2000. Fomos junto.
Foi outro dia mesmo, 33 anos atrás. Dois de maio de mil novecentos e noventa e um. Caramba, a gente é amigo faz muito tempo. Uma vida.
O Barça sempre cheio de iniciativa. E sempre levando a gente junto. Agora tá trazendo o Sleaford Mods. Já comprou ingresso, né? E depois tem Mudhoney.
Hei, você acompanha o canal de YouTube e você já assina o site de jornalismo cultural dele, certo? André acaba de relançar com novidades. Mais de 600 textos no arquivo, mais de 200 horas de cursos e palestras, só pra apoiadores.
Um detalhe legal que ele lembrou: depois do show no Dama Xoc, fomos Barça, minha mulher, eu e nosso amigo Baia, Ronaldo Masciarelli, pegar o Joey no hotel, centrão de São Paulo.
Chegamos no Hilton, fomos lá na recepção perguntar dele. Telefone toca e toca, ninguém atende. Pensamos ih, miou a discotecagem, não é hoje que conheceremos nosso ídolo.
Joey tava ali sentadinho no sofá ao lado da entrada esperando a gente. Sozinho, disponível, só um cara pronto para ir pra madrugada paulistana com uns caras que nunca tinha visto na vida. E depois de fazer um puta de um show.
Foi emocionante e relax. Ele tocou trocentas músicas e contou causos sem fim. Selecionou canções acervo da rádio e de discos que nós mesmo levamos, o camarada Renato Yada também. E assim fomos, madrugada afora até umas cinco da matina, tomando cerveja, ele café velho da tarde anterior.
Escrevi na época uma matéria sobre essa aventura pra “Bizz”. Amanhã posto aqui, junto com a lista das músicas que ele tocou e uma playlist pra você ouvir.
Não temos uma foto daquela noite. A desculpa é que na época a gente não tava nem aí com foto. Mas o Barcinski tinha sido fotógrafo e não tem essa desculpa não.
Melhor assim, melhor sem celular, ficamos só ali ouvindo Joey. Jogando conversa fora e ouvindo rock. Como Barça e eu continuamos fazendo no nosso podcast ABFP, com o Paulão e o Djeff e um novo amigo a cada quinzena.
É pra isso que a gente reencontra velhos amigos, bons sons, belas memórias – pra rejuvenescer.
O Opta Power Rankings, site especializado em estatísticas esportivas, divulgou nesta segunda-feira a lista com as melhores ligas do futebol masculino do mundo. O destaque ficou por conta do Brasileirão, que apareceu em sexto lugar, com 80,8 pontos.
A liga do Brasil ficou atrás apenas da Premier League (Inglaterra), Série A (Itália), Bundesliga (Alemanha), La Liga (Espanha) e Ligue 1 (França). Assim, o Brasileirão é a competição não europeia mais forte do mundo, superando ligas como da Arábia Saudita e Estados Unidos.
Além disso, a competição brasileira ficou à frente de outras grandes ligas europeias, como o Campeonato Português e Holandês. Do top-10, apenas duas não são europeias: o Brasileirão e a MLS.
O último ranking divulgado pela Opta Power Rankings, em março, a classificação da liga brasileira estava abaixo pois as equipes estavam disputando apenas os campeonatos estaduais. Para poder elaborar a lista, o site selecionou milhares de clubes ao redor do mundo e analisou o desempenho deles nas ligas.
Veja como ficou o top-10 das melhores ligas do mundo
O Flamengo segue no topo do ranking de média de público em 2024. O Rubro-Negro ultrapassou a marca de 1,5 milhão de ingressos vendidos nos jogos como mandante na temporada e tem uma média de 50.440 pagantes por partida. Em comparação com o último levantamento, o Flamengo aumentou a distância para o São Paulo, segundo colocado, que atraiu 46.058 pagantes por jogo em 2024. O Corinthians continua em terceiro, mas agora com mais de 42 mil torcedores de média. A novidade no ranking é o Remo, que garantiu o acesso à Série B e fecha o top 20, com 14.030 pagantes por jogo.
O Bahia melhorou ainda mais os seus números nas arquibancadas e segue como o melhor time do Nordeste na lista. Tem média de 34.158 pagantes por jogo, passou o Atlético-MG e está em quarto lugar. O Galo, por sua vez, também perdeu posição para o rival Cruzeiro e agora ocupa a sexta colocação. O Fluminense está com 30.282 pagantes por jogo e subiu da 11ª para a sétima colocação.
MAIORES MÉDIAS DE PÚBLICO EM 2024
Time
Jogos com público como mandante
Média de público pagante
1º Flamengo
31
50.440
2º São Paulo
30
46.058
3º Corinthians
28
42.012
4º Bahia
31
34.158
5º Cruzeiro
25
33.412
6º Atlético-MG
30
31.528
7º Fluminense
29
30.282
8º Palmeiras
31
30.123
9º Fortaleza
33
28.612
10º Internacional
24
26.602
11º Athletico-PR
28
25.882
12º Ceará
25
23.136
13º Vasco
25
22.740
14º Grêmio
30
19.641
15º Botafogo
31
19.497
16º Vitória
25
18.860
17º Sport
26
15.828
18º Santos
22
14.724
19º Coritiba
23
14.260
20º Remo
22
14.030
O critério para entrar no ranking é ter no mínimo 40% dos jogos do time que mais atuou no ano: o Fortaleza, com 33. Sendo assim, uma equipe precisa ter 14 partidas para figurar na lista. O Santa Cruz, por exemplo, tem média de 17.770 pagantes, mas não figura no levantamento porque jogou apenas sete vezes na temporada.
O cálculo para chegarmos ao número de pagantes é feito da seguinte forma: somamos a quantidade de ingressos utilizados disponíveis no borderô do jogo que geraram renda ou subtraímos o público total pelos ingressos utilizados que estão zerados na arrecadação.
Ribamar foi contratado pelo Remo no início da temporada, sob desconfianças generalizadas. Ao longo da carreira, ficou conhecido pela baixa quantidade de gols marcados. Na hora de sua dispensa, não se pode dizer que decepcionou fãs ou detratores com a camisa do Leão: confirmou todas as expectativas, marcando somente dois gols em 10 meses de contrato. Ninguém pode dizer que foi enganado.
Quando a contratação foi anunciada, comentei no Cartaz Esportivo da Rádio Clube que era uma aposta de risco, pois Ribamar havia mostrado por A + B que tinha um problema sério com a própria ideia de fazer gols.
Outras torcidas já tinham experimentado a irritação que o Fenômeno Azul foi obrigado a passar com as atuações de Ribamar. Desde que surgiu no Botafogo, especializou-se no papel de perdedor de gols. Repetiu isso no Vasco, no Atlético-PR, Ponte Preta, Chapecoense e Náutico.
Nunca teve uma temporada rica em gols. A melhor de todas foi a de 2015, ainda no Glorioso, quando fez 6 gols em 15 jogos. Depois disso, bateu sempre no teto de 4 gols/ano. No Remo, caiu um pouco: balançou a rede três vezes (2 na Copa Verde e uma na Série C) em 36 jogos.
Conseguiu a façanha de passar em branco no Parazão, mesmo diante de defesas pavorosas, que normalmente fazem a alegria dos centroavantes. Ribamar tem 27 anos, é um jogador esforçado, não desiste em campo, mas padece de uma vocação para o erro nas finalizações.
Para os azulinos, ficarão marcantes as atuações em dois Re-Pa deste ano, quando perdeu uma carrada de gols, e também contra o Bota-PB na Série C. Era só ele, o goleiro e o gol, mas o chute sempre insistia em sair torto. Coisas da vida. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
O adeus do gênio corintiano das boas ideias
Washington Olivetto era um dos raros publicitários brasileiros que sempre tinha algo a dizer, além das questões técnicas de sua profissão. Escreveu livros interessantíssimos, que leio sempre com renovado prazer. Desfilava inteligência e objetividade no que fazia. Um gênio.
A explicação para o fato de não fazer campanhas políticas é hilária: Olivetto disse que preferia trabalhar com “produtos que o consumidor possa devolver se não gostar”. Ele também não fazia trabalhos para empresas estatais. Tinha 73 anos, morava em Londres, mas morreu no Rio.
Até ao fazer sua única declaração de voto por um candidato a presidente, ele foi diferente. Para manifestar apoio a Luiz Inácio, em 2022, postou nas redes sociais a foto de um prato de lula com chuchu e escreveu que era urgente para o Brasil e o mundo “tirar gente como Bolsonaro do poder”.
Comecei a prestar atenção em Olivetto lá nos anos 80 com as propagandas espetaculares que fazia sobre produtos sem glamour e de uso rotineiro, como sandálias, sutiãs e palha de aço. Cansou de ganhar prêmios internacionais, como os 50 Leões de Ouro em Cannes.
Era um dos cinco brasileiros mais influentes do mundo, segundo o jornal Financial Times. E estava ainda entre as 100 cabeças mais criativas do mundo dos negócios, por escolha da revista especializada Fast Company.
Foi a cabeça pensante por trás da Democracia Corinthiana, um movimento que também foi gesto de tremenda ousadia em plena ditadura militar, ao lado de Sócrates e Casagrande, ídolos e amigos seus. Resgatou astros da MPB e do pop para emoldurar peças brilhantes. Jorge Benjor fez até música, o hit “W/Brasil”, para homenagear a agência criada pelo gênio criativo.
Olivetto era uma metralhadora de boas ideias, definiu bem Nizan Guanaes, que rivaliza com ele em termos de importância no universo publicitário. Perder um brasileiro desse porte e talento é sempre motivo de tristeza.
Paquetá, suspenso e contestado, segue como aposta
O meia Lucas Paquetá está suspenso e não joga pela Seleção Brasileira nesta terça-feira (15), contra o Peru, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Apesar disso, pediu para ficar com a delegação e foi atendido. Dorival Júnior deu uma explicação preocupante: manter juntos jogadores da base que ele pretende levar até a Copa de 2026.
Com um dos piores rendimentos da Seleção, alvejado por críticas pela falta de criatividade, Paquetá é um caso raro de sobrevivência no grupo de atletas convocados desde 2019. Aos 27 anos, ele é um dos mais experientes da Seleção, tendo uma Copa (a de 2022, no Qatar) no currículo.
Do atual grupo, chamado para a data-Fifa de outubro, o jogador do West Ham só fica abaixo de Marquinhos (92) e Danilo (62) quanto ao número de partidas pelo escrete. Paquetá tem 53.
Diante do Chile, Paquetá foi experimentado na função de segundo volante, num desenho tático idealizado por Dorival. O desempenho foi horroroso e a Seleção sofreu muito, principalmente no primeiro tempo. Gerson deve substituir Paquetá contra o Peru, amanhã.
Além do questionado futebol que apresenta na Seleção, Paquetá corre o risco de banimento do futebol. A Federação Inglesa marcou para março de 2025 o julgamento do meia, que foi denunciado por envolvimento com a máfia de apostas esportivas.
Em termos de qualidade técnica, Paquetá é um típico exemplo da carência numa posição em que o Brasil sempre desfrutou de grande fartura. Foi-se o tempo em que os treinadores ficavam na dúvida entre Alex, Djalminha e Ricardinho, como Luís Felipe Scolari em 2002, por exemplo.
Dorival quebra a cabeça para montar uma meia cancha onde só tem Paquetá e Bruno Guimarães como opções. O cenário, de fato, é assustador.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 14)
Maurinho era daqueles sujeitos que a gente encontra na esquina do bar, com o copo de cerveja na mão e a boca cheia de frases feitas sobre o Flamengo. Carioca da gema, morador da cidade maravilhosa, era um jornalista com opinião forte, do tipo que fazia questão de dividir as mesas-redondas da rádio com uma palavra só: Flamengo. De olho arregalado e gestos nervosos, sempre tinha uma teoria para justificar qualquer tropeço do time. Mas havia algo em Maurinho que o consumia por dentro, uma sombra que pairava sobre seu olhar sempre que ouvia falar do Botafogo.
Tudo começou quando ainda era criança, nos idos dos anos 70. Maurinho era um moleque franzino, de joelhos ralados e alma rubro-negra. Todo domingo, seu pai o levava ao Maracanã, e era sempre o mesmo espetáculo: o Botafogo ganhava do Flamengo. Maurinho via Jairzinho, Paulo Cézar Caju, Gérson, uma seleção toda vestida de alvinegro, massacrar seu time do coração. E, semana após semana, o Flamengo perdia. Eram quatro, cinco gols na sacola. E o menino Maurinho, com o radinho colado no ouvido, ouvia as gozações dos primos botafoguenses, que eram tantos como formiga em doce.
Com o tempo, o trauma criou raízes. Quando Maurinho cresceu e virou jornalista esportivo, não falava do Botafogo sem azedar o tom de voz. Qualquer vitória do alvinegro era, segundo ele, sorte, roubo ou pura incompetência do adversário. Quando o Botafogo virou SAF, desdenhou. Quando ficou com a Taça Rio, chamou de torneio de segunda. Era uma obsessão doentia. Maurinho via o Botafogo como a encarnação de sua infância humilhada. Escrevia colunas com títulos ácidos como “Botafogo: um time de passado”, “A última estrela já apagou” e “O fantasma de General Severiano”.
Mas o destino, esse gozador de primeira, pregou sua peça final.
Final de campeonato, Flamengo contra Botafogo. O Rio parou. Era o jogo dos sonhos de qualquer flamenguista ou botafoguense. Maurinho, claro, estava na tribuna de imprensa, ansioso para ver o Flamengo esmagar o rival e, enfim, enterrar aquele fantasma de infância. O primeiro tempo foi tenso, nervoso. O Flamengo jogava bem, tinha posse, chances. Mas o Botafogo, teimoso, havia mudado. Era um time forte e com espírito de Garrincha e Nilton Santos. O gol não saía, e Maurinho já suava frio.
Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, aconteceu. O Botafogo arranjou um contra-ataque de Canal 100. O atacante alvinegro, num misto de ginga e sorte, driblou dois zagueiros do Flamengo e enfiou a bola no ângulo. Gol do Botafogo. A torcida rubro-negra silenciou – a alvinegra explodiu. Maurinho, atônito, caiu duro na cadeira. Era como se a infância lhe desse o golpe final.
O coração de Maurinho não aguentou. No instante em que o juiz apitou o fim do jogo, seu peito, que já estava carregado de ódio por tantos anos, explodiu. Foi levado às pressas para o hospital, mas não houve jeito. Morreu como viveu: tentando vencer o Botafogo, sem sucesso.
Na redação, seus colegas, que conheciam bem a alma atormentada do jornalista, fizeram uma última piada: “Maurinho finalmente se foi… mas levou o Flamengo com ele.”
Grandes denominações evangélicas perderam representantes nas eleições da capital do Rio de janeiro. Silas Malafaia sofre primeiro revés depois de 12 anos
O fato inesperado por muitos, diante dos últimos debates políticos, chamou a atenção nas eleições da capital fluminense: a cidade conhecida por geralmente ter uma bancada evangélica numerosa e potente viu esse número diminuir consideravelmente no pleito do último dia 06.
A Igreja Internacional da Graça de Deus, que já havia garantido três mandatos a Jorge Manaia, enfrentou a segunda derrota consecutiva nas urnas, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo. Na capital paulista, André Soares, quinto filho do fundador da denominação, R.R. Soares, foi derrotado pela segunda vez. No Rio, o estreante Pastor Josias Cruz também não conseguiu se eleger.
Durante a atual legislatura, a Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, só conquistou uma cadeira na Câmara com Matheus Gabriel, após a cassação de Gabriel Monteiro. Desta vez, no entanto, a denominação optou por não lançar Matheus à reeleição, apostando em Sandro Alves, ex-diretor de TV e atual responsável pelo braço político da igreja. Mesmo assim, o novo candidato não foi eleito.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), sofreu uma derrota significativa ao não conseguir eleger seu candidato nas últimas eleições. Além disso, focado na candidatura de Pablo Marçal em São Paulo, Malafaia não conseguiu manter um representante de sua denominação no legislativo carioca, encerrando uma sequência de três mandatos consecutivos de Alexandre Isquierdo.
Apesar de manter uma relação próxima com o prefeito Eduardo Paes (PSD), Malafaia concentrou seus esforços na campanha do ex-pagodeiro Waguinho Cantor (PL) para a vaga de vereador no Rio de Janeiro. O pastor, que adota uma estratégia recorrente de priorizar a eleição de vereadores no Rio e em outros estados, afirmou: “Nas últimas três ou quatro eleições para prefeito no Rio, sempre me dedico a eleger vereador. Não apoio nenhum candidato.” Contudo, com apenas 9.523 votos, Waguinho terminou na quarta suplência do PL, frustrando os planos de Malafaia de conquistar uma cadeira na Câmara Municipal.
A Assembleia de Deus de Madureira, a maior denominação do Rio, apostou na reeleição de Eliseu Kessler pelo MDB, mas não obteve sucesso. O apoio de Otoni de Paula, deputado federal e cabo eleitoral de Kessler, não foi suficiente para garantir a vitória nem dele, nem do irmão do deputado, Renato de Paula, que também fracassou na tentativa de se eleger.
Na Igreja Universal do Reino de Deus, que já chegou a ter cinco vereadores durante a gestão do Bispo Rodrigues, a situação também foi desfavorável. Apesar de tentar ampliar sua bancada com Deangelis Percy, ex-coordenador do grupo Arimateia, a igreja só reelegeu dois nomes: Tânia Bastos e Inaldo Silva, ambos pelo Republicanos, com apoio da prefeitura. Percy, com 17.802 votos, ficou apenas como suplente pelo PSD.
O resultado geral foi uma expressiva redução da bancada evangélica no cenário político municipal. Denominações poderosas, como a Assembleia de Deus e a Igreja Universal, não conseguiram alcançar os resultados esperados, comprometendo a influência política que essas lideranças religiosas vinham mantendo na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Essa mudança reflete uma queda no poder de transferência de votos dos líderes religiosos para seus candidatos, trazendo questionamentos sobre o futuro da presença evangélica nas instâncias legislativas.
Neste sábado, 12, o povo paraense vai viver momentos de muita emoção e fé na segunda maior procissão do Círio de Nazaré, em relação ao público presente, a Trasladação, que leva a Imagem do Colégio Gentil Bittencourt até a Catedral Metropolitana de Belém. A procissão de luz começa às 17h30, com expectativa de superar a estimativa de 2023, de 1,9 milhão fiéis. Antes da saída da romaria, às 16h30, haverá missa celebrada por D. Alberto Taveira, arcebispo metropolitano de Belém, no altar instalado sobre um tablado em frente ao Colégio Gentil Bittencourt.
Com percurso de 3,700 Km, a Trasladação faz o sentido inverso do Círio, com chegada prevista para às 23h30. Diferente do que ocorre no Círio, o único carro que sai em procissão na Trasladação é a Berlinda – que conduz a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré. Este ano a decoração do andor é de Vando Nascimento.
A procissão terá como percurso a avenida Nazaré, avenida Presidente Vargas, Boulevard Castilho França, avenida Portugal, rua Padre Champagnat e término na Sé.
História – A primeira Trasladação foi conduzida pelo próprio governador Francisco de Souza Coutinho, junto com o Capelão do Palácio, padre José Roiz de Moura, que levaram a Imagem de Nossa Senhora de Nazaré em uma breve procissão da Matriz até o palácio. Não há uma data precisa e não há registro se houve ou não acompanhamento de populares.
Em 1887, o traslado saía do Colégio Amparo, em fevereiro deste ano, através do decreto de nº 414 do Governador Dr. Augusto Montenegro, o Colégio Amparo mudou sua denominação para Instituto Gentil, permanecendo no antigo endereço, na Rua do Açougue). Em 26 de junho de 1906 foi inaugurado o novo Colégio Gentil Bittencourt, onde permanece até hoje. Neste mesmo ano, a Trasladação passou a sair do colégio, no novo endereço, na avenida que atualmente é denominada Avenida Magalhães Barata.
Nos anos 70, por ser uma procissão noturna, com clima ameno, as senhoras de mais idade reuniam-se em grupos e seguiam a procissão na corda. A partir de 1985, com o aumento de promesseiros na corda, a participação das senhoras começou a ficar problemática. Atualmente, a corda da Trasladação é tão disputada quanto a do Círio. Em ambas as procissões é utilizada uma corda com 400 metros.
Só em 1988 a Trasladação passou a ter o mesmo trajeto do Círio, mas em sentido inverso, pois antes disso, ela ainda seguia até a Sé tendo a avenida Governador José Malcher como rua central do percurso. Em 2005, a Trasladação foi uma das mais longas dos últimos anos, demorou cerca de 6h com a Berlinda chegando à Sé por volta da 00h, já na madrugada do sábado para o domingo.
Presume-se que a primeira missa celebrada por ocasião da Trasladação tenha sido em 1887, na capela do Colégio Amparo. Em 1992, no Círio de número 200, passou-se a colocar um tablado sobre as escadarias do Colégio para celebração da missa, a fim de permitir uma melhor visibilidade da liturgia. Até o ano de 1996, a missa era realizada às 18h, com saída da procissão às 19h, mas, a partir de 1997, foi antecipada em uma hora, para agilizar a chegada da Imagem Peregrina. Com o crescimento da romaria em número de participantes a cada ano, em 2009, a missa foi antecipada para às 16h30.
“Queremos isentar do Imposto de Renda as pessoas que ganham até R$ 5 mil, e depois ampliar. Defendo que quem vive de salário é diferente de quem vive de renda, pois os ricos pagam proporcionalmente menos que os trabalhadores neste país. Isso está errado.”