“Desde que assumiu a presidência do BC Campos Neto teve 52 encontros com bolsonaro e apenas 1 com Lula, mas a Globonews jura que é um técnico e não um bolsonarista no comando do BC”.
Ricardo Pereira, jornalista e professor
“Desde que assumiu a presidência do BC Campos Neto teve 52 encontros com bolsonaro e apenas 1 com Lula, mas a Globonews jura que é um técnico e não um bolsonarista no comando do BC”.
Ricardo Pereira, jornalista e professor
O PSC derrotou a Ponte Preta por 1 a 0, na noite deste sábado, no estádio da Curuzu, pulando para a 9ª colocação na Série B, com 23 pontos. A vitória se desenhou logo no primeiro tempo, com um belo gol marcado por Paulinho Bóia em chute de fora da área. O jogo começou com a Macaca pressionando mais. O Papão, porém, controlou as ações e cresceu em campo partir da expulsão de Zé Mario na metade da etapa inicial.
A primeira investida coube à Ponte, logo aos três minutos. Dodô entrou na área e chutou com perigo, mas Diogo Silva defendeu. A resposta bicolor veio com o zagueiro Wanderson, aos 10 minutos. Ele cabeceou após escanteio, desviando a bola perto do gol pontepretano.
Em seguida, veio o polêmico episódio da expulsão de Zé Mário. Ele havia cometido uma falta violenta – que merecia até o cartão vermelho – e foi advertido com o amarelo. Em meio à confusão provocada por jogadores da Ponte, ele tomou o segundo cartão, mas o árbitro não percebeu que era o mesmo jogador e deixou o jogo seguir.
Só 15 minutos, chamado pelo VAR, o árbitro revisou a imagem e fez a correção, expulsando o jogador. Com a vantagem numérica, o Papão aumentou a pressão e, aos 37 minutos, o atacante Paulinho Bóia recebeu a bola pelo lado esquerdo, avançou até o centro do ataque e bateu forte no canto esquerdo, abrindo o placar na Curuzu.
No 2º tempo, o PSC continuou dominante e apostando em chutes de fora da área para superar a marcação da Ponte. Aos 10 minutos, João Vieira disparou da intermediária e deu um susto no goleiro Pedro Rocha. O visitante pouco incomodava, mas, aos 23′, Igor Inocêncio arriscou de média distância e quase venceu Diogo Silva, que espalmou. No rebote, Jeh não aproveitou, mas o lance já havia sido interrompido pela arbitragem.
Aos 32′, Wanderson quase marcou o segundo gol, com um cabeceio que desviou no travessão. Nicolas teve uma grande chance para ampliar, após entrar livre na área. Diante de Pedro Rocha, ele finalizou mal, desperdiçando a chance.

O próximo compromisso do Papão será contra o Brusque, na quarta-feira (24), às 21h, no estádio Gigantão das Avenidas, em Florianópolis.

A Adidas retirou imagens da modelo Bella Hadid de anúncios promovendo um tênis esportivo lançado pela primeira vez para coincidir com os Jogos Olímpicos de Munique de 1972. A empresa alemã de roupas esportivas disse que estava “revisando” sua campanha após críticas de Israel sobre a participação de Hadid, informa o The Guardian.
Os tênis SL72, descritos pela Adidas como um clássico atemporal, foram promovidos por Hadid, uma americana cuja família tem raízes na Palestina. A modelo, que anteriormente atraiu a ira do governo israelense por supostamente entoar o slogan “Do rio ao mar, a Palestina será livre”, foi acusada de antissemitismo.
A conta oficial de Israel no X disse que se opunha a Hadid como “o rosto da [campanha da Adidas]” em um post que notou que “onze israelenses foram assassinados por terroristas palestinos durante as Olimpíadas de Munique”.
Hadid criticou repetidamente o governo israelense e apoiou os palestinos ao longo dos anos e, em 23 de outubro, fez uma declaração no Instagram lamentando a perda de vidas inocentes enquanto convocava seus seguidores a pressionar seus líderes para proteger os civis em Gaza.
A Adidas disse em um comunicado que a campanha para o tênis SL72 “une uma ampla gama de parceiros”. Disse: “estamos conscientes de que conexões foram feitas a eventos históricos trágicos – embora estas sejam completamente não intencionais – e pedimos desculpas por qualquer aborrecimento ou angústia causados. Como resultado, estamos revisando o restante da campanha”.
A decisão da Adidas gerou uma onda de críticas nas redes sociais, com muitos internautas pedindo um boicote à marca. Usuários expressam indignação com o que consideram apoio da empresa ao genocídio promovido por Israel contra o povo palestino. Bella Hadid, por sua vez, continua a usar suas plataformas para advogar pela paz e justiça na região.
(Com informações do Brasil247)

POR GERSON NOGUEIRA
O PSC pisa o gramado da Curuzu neste sábado à noite com a confiança em alta e números que demonstram evolução na disputa da Série B. O time está invicto no campeonato e defende também uma longa invencibilidade em seu estádio. O adversário merece atenção, pois tem a mesma pontuação – 20 pontos – e está uma colocação acima.
Promessa de um grande jogo, com a maciça presença do torcedor bicolor, empolgado com o crescimento técnico da equipe. A chegada de reforços, como o equatoriano Juan Cazares, jogador de nível internacional, trouxe ainda mais esperança de uma arrancada na competição.
A boa estreia contra o Ceará Sporting ajudou a reforçar a receptividade positiva a Cazares. Se existiam dúvidas quanto ao condicionamento, isso foi desfeito de cara com a movimentação que apresentou na partida, posicionando-se na função em que sempre atuou.
O lance do primeiro gol do Papão revelou também o desprendimento de Cazares, desgarrando-se da marcação para ir à linha de fundo e cruzar com precisão milimétrica para a finalização de Nicolas, que estava dentro da área. Um gol que trouxe a marca de qualidade que o time há muito esperava.

E o PSC vem empolgando seu torcedor não apenas pela presença de Cazares. Muito antes disso, desde a partida com o América-MG na Curuzu, primeira vitória na competição, a equipe já emitia sinais de evolução.
O sistema consolidado, baseado na construção de jogadas no meio e no avanço dos laterais, é indiscutivelmente o ponto alto do time na Série B. Funciona porque o PSC joga assim há quase um ano. Os jogadores estão bem entrosados e os que chegam rapidamente assimilam a maneira de se organizar em campo.
Para este sábado, o time terá o retorno de Bryan Borges à lateral-esquerda em função da suspensão de Kevyn. Isso é uma boa notícia, pois Bryan ofensivamente tem qualidade para contribuir com Esli García, que nas últimas partidas tem demonstrado um certo travamento.
O lado que preocupa na entrada de Bryan é a limitação defensiva. Não se pode esquecer que ele deixou a equipe titular depois da má atuação diante do Botafogo-SP, quando terminou expulso. Desde então, não foi mais aproveitado na competição.
A outra mudança é apenas de reposição, com a volta de Wanderson para o miolo da zaga no lugar de Carlão, que jogou contra o Ceará.
Por todos os aspectos visíveis, o PSC entra na condição de favorito, principalmente pela força emocional que demonstra em seus domínios. Além disso, vive um viés de alta, para encarar um adversário que fora de casa não demonstra a mesma força.
Bola na Torre
O programa tem o comando de Guilherme Guerreiro, a partir das 22h, na RBATV. Participações de Valmir Rodrigues e deste escriba de Baião. Em debate, os jogos das Séries B, C e D do Brasileiro. A edição é de Lourdes Cezar.
Remo anuncia novidades e um plano preocupante
Os clubes têm o direito natural ao erro, mas alguns abusam dessa condição. É presentemente o caso do Remo, que anunciou na sexta-feira as contratações do atacante Rodrigo Alves e do lateral esquerdo Sávio. Escolhas normais para setores carentes.
Ao mesmo tempo, o técnico Rodrigo Santana recomendou a contratação do volante Bruno Silva, 37 anos, com rodagem por dezenas de clubes brasileiros e em fase crepuscular de carreira. Nada contra a questão etária, afinal existem veteranos dando conta do recado por aí.
O problema é o rendimento nas últimas equipes em que atuou. Está no Paraná há um mês, depois de uma inatividade de cinco meses. O último bom momento foi no Internacional, há cinco anos. Sempre foi marcador, mas o Remo precisa de um volante de perfil técnico e condutor de bola.
É quase inacreditável que o clube não tenha buscado uma alternativa mais adequada para a função. Junior Dindê, descartado pela comissão técnica, tem características mais ajustáveis às necessidades da equipe.
A contratação de Bruno não foi fechada, mas a simples pretensão é um sinal de que nem todos parecem conscientes da realidade do Remo na Série C. Faltam 6 rodadas para fechar a fase de classificação e o time precisa de peças que cheguem para fazer a diferença – no bom sentido, é claro.
Ao mestre, com carinho e admiração
Carlos Castilho faz 85 anos neste domingo (21). Será reverenciado em Salinas, cercado do carinho de seus familiares. É bem verdade que os festejos já começaram durante a semana e, justificadamente, não têm data para acabar. É o início também dos eventos pelos 66 anos de jornalismo esportivo, comemorado em 15 de novembro.
Cacá, como todos o chamam, é um dos últimos ícones do jornalismo esportivo no Pará, orgulho e referência ética para colegas e discípulos. Catedrático na análise de futebol, colecionou prêmios ao longo da brilhante e múltipla carreira – é também professor e publicitário. Além de tudo isso, é um exemplar companheiro de trabalho.
Peço licença aos baluartes que prestigiam a coluna para prestar este modesto tributo a ele. Generoso, acolheu-me em sua tribuna especial no microfone da Rádio Clube lá nos idos de 2006, em plena final da Copa do Mundo na Alemanha, ao lado de Guilherme Guerreiro.
Parabéns, Mestre!
(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 20/21)
Fernando Moraes conta que o presidente Lula, que estava preso injustamente em Curitiba, assinou “16 folhas em branco” para requerer os dados ao governo dos EUA

Em posse de pelo menos 819 documentos, que somam 3,3 mil páginas de registros comprovando o monitoramento do presidente Lula (PT) pelo governo dos Estados Unidos por mais de meio século, o jornalista e escritor Fernando Morais detalhou sua pesquisa ao jornal O Globo. Ele revela que a ideia de solicitar o conteúdo às autoridades norte-americanas surgiu durante uma conversa com Julian Assange, criador do site WikiLeaks.
Morais relembra sua visita a Londres em 2017 para entrevistar Assange. Durante o encontro, que discutiu diversos documentos sigilosos revelados pela equipe do ativista, o jornalista passou a suspeitar da existência de material substancial sobre o ex-líder sindical. Foi então que ele descobriu a possibilidade de requerer esses documentos por meio da Lei de Acesso à Informação dos EUA.
Com a ajuda de seus advogados, Morais solicitou relatórios, levantamentos, e-mails, cartas, minutas de reuniões, registros telefônicos e outros documentos produzidos por todos os órgãos de inteligência americanos. “Precisava de uma procuração, e Lula estava preso à época. Fui a Curitiba e o convenci a assinar 16 folhas em branco (número total de agências). Arrisquei esperar mais tempo, o que de fato aconteceu, mas quis me certificar de que não escondessem nada”, narra Fernando Morais.
A CIA produziu a maior parte dos levantamentos sobre Lula. Os documentos incluem planos militares brasileiros, informações sobre a produção da Petrobras e detalhes sobre as relações de Lula com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e com autoridades do Oriente Médio e da China.
Os dados obtidos por Morais serão utilizados na segunda parte da biografia de Lula, ainda sem data de lançamento. O primeiro volume, lançado em 2021 pela Companhia das Letras, já foi traduzido para o chinês, inglês e espanhol. Morais planeja divulgar o material obtido na íntegra.
Morais contou que o final do novo livro já está montado. Pessoas próximas a ele asseguram que seus escritos sobre Lula já foram vendidos para o cinema e em breve ganharão as telonas. “O mote deste segundo volume começa com a derrota de Lula para o Montoro e vai até a eleição dele contra Bolsonaro, passando pelo golpe contra Dilma e a prisão.
A cena final é dele abraçando a Janja na sala do hotel de São Paulo, quando o Bonner diz: “atenção, senhoras e senhores, o Tribunal Superior Eleitoral acaba de anunciar que Luiz Inácio Lula da Silva é o novo presidente do Brasil”, revela o biógrafo, que testemunhou o momento.
Informação foi divulgada por Luís Costa Pinto, que desnuda o conluio da mídia neoliberal. “BTG, Empiricus, XP, C6 Bank, Ágora etc, têm sites, blogs e outros veículos por meio dos quais impactam diretamente o mercado”

Demitida da Record por especular com o dólar distorcendo trechos da entrevista que fez com Lula, a jornalista Renata Varandas tem como analista em sua empresa, a Capital Advice – uma consultoria que presta serviços a investidores -, a também jornalista Mariana Londres, que atua como analista de “economia/energia/legislação” no portal Uol, do grupo Folha.
A informação foi revelada na rede X pelo jornalista Luis Costa Pinto e confirmada pela Fórum por meio das redes sociais. Na plataforma profissional LinkedIn, Mariana se descreve como “analista político sênior, mapeando riscos e oportunidades para investidores e gestores de ativos no Brasil”.
No portal, a jornalista direciona suas análises em consonância com o “mercado”, como no caso das contas pública com um artigo de 20 de junho que diz que “Lula vai ter que escolher onde dói menos cortar”. A analista ainda aposta na defesa de Roberto Campos Neto e na “autonomia” do Banco Central no embate contra Lula.
“A Comissão de Valores Mobiliários não teria de regular e vigiar as ações, as colunas e a vida financeira dos sócios dessas consultorias e dos jornalistas que escrevem sobre temas sensíveis ao mercado? Nos EUA a SEC fica responsável pelas aplicações de colunistas como elas”, diz Costa Pinto. Em sua publicação na rede X, Costa Pinto revela ainda o conluio da mídia liberal com consultorias, bancos e atores do sistema financeiro.
“Aqui, BTG, Empiricus, XP, C6 Bank, Ágora etc, têm sites, revistas eletrônicas, blogs e outros veículos por meio dos quais impactam diretamente o mercado. Usados por esses “advisors”, pagos ou não por eles, sócios ou não deles, jornalistas ajudam a manipular o mercado. Escândalo”, emenda.
Sócia da Capital Advice, Renata Varandas foi demitida nesta quinta-feira (18) pela direção da TV Record por antecipar ao mercado trechos descontextualizados da entrevista com Lula, que foi ao ar no Jornal da Record, na noite de terça-feira (16).
A Fórum apurou que o caso provocou irritação extrema na direção da emissora porque encobriu o que seria a principal pauta jornalística da emissora na semana.
ESPECULAÇÃO
No final da manhã, a informação de que Lula havia afirmado na entrevista que “ainda precisava ser convencido sobre a necessidade de cortes de gastos” já circulava entre especuladores do mercado financeiro, sendo que a Record TV só começou a divulgar trechos da entrevista no início da tarde e a íntegra foi veiculada na parte da noite.
A especulação gerou forte alta no dólar e fez com que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se pronunciasse, revelando a forma descontextualizada como foi feita a divulgação da fala de Lula. Em documento, a Capital Advice, que tem Renata como sócia e fornece “informação e análise política para investidores” antecipou um trecho da entrevista.
“Em entrevista à Record TV, que será veiculada hoje ao longo dia, o presidente Lula disse que é preciso convencê-lo de que será mesmo preciso cortar entre R$ 15 bi e [R$] 20 bi no relatório de 22 de julho. Disse ainda que se precisar modificar a meta, ele não se opõe”, diz o relatório, gerando a especulação.
Haddad, então, afirmou que a frase foi descontextualizada e que Lula referia-se à margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal para a meta de resultado primário, com 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), para cima ou para baixo.
“Ele falou que pode ser -0,1% do PIB, que pode ser 0%, que pode ser 0,1%, entendeu? Isso está inclusive dentro da banda do arcabouço fiscal”, pontuou o ministro. Além disso, o Ministério da Fazenda, logo na sequência, divulgou um trecho da fala de Lula à Record TV em que o presidente se compromete com o cumprimento do arcabouço fiscal
“Vamos fazer o que for necessário para cumprir o arcabouço fiscal. Eu dizia na campanha que íamos criar um país com estabilidade política, jurídica, fiscal, econômica e social. Essa responsabilidade, esse compromisso – posso dizer para você como se tivesse dizendo para um filho meu, para a minha mulher – responsabilidade fiscal eu não aprendi na faculdade, eu trago do berço”, disse o presidente.
Em nota, a Record informou que não sabia da ligação de sua repórter com o mercado financeiro e que vai “apurar os fatos” para tomar “medidas cabíveis”.
“A Record esclarece que soube da ligação da repórter Renata Varandas com a Capital Advice somente após a divulgação do release pela agência. A emissora deixa claro que condena qualquer vazamento de informações, principalmente com recorte parcial do que é apurado em entrevistas feitas por nossas equipes. Medidas cabíveis serão tomadas com a apuração dos fatos”, diz o comunicado da emissora.
(Com informações da Revista Fórum)

Por Leonardo Fernandes
Nos últimos dias, a extrema direita tem inundado as redes sociais com conteúdos para colar a imagem de “taxador dos pobres” ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Taxad”, “Margareth Taxxer” e “Zé do Taxão”, são alguns dos memes que têm viralizado na internet com críticas ao titular da Fazenda e a medidas econômicas do governo federal.
Uma das medidas mais atacadas é a chamada “taxa das blusinhas”, uma emenda ao relatório do Programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover) que estabeleceu uma alíquota de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas de pagamento de imposto sobre importação.
A proposta, entretanto, era objeto de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas foi aprovada por ampla maioria no Congresso Nacional pois era defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) e setores da direita, em favor de grandes varejistas brasileiras que pressionaram pela medida.
O cientista político João Feres, pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj), afirma que essa é uma estratégia recorrente da extrema direita nas redes sociais para colocar na conta do governo atual os efeitos de medidas impopulares defendidas por eles próprios.
Feres, que é coordenador do Laboratório de Estudos da Mídia e Esfera Pública (Lemep), afirma que essas ações coordenadas buscam, muitas vezes, explorar as contradições do próprio governo, como ter cedido às pressões da Câmara para a inclusão da chamada “taxa das blusinhas” no texto que criou o Mover, mesmo sob a oposição do presidente da República.
“A capacidade da esquerda enfrentar a direita nas redes sociais varia de assunto a assunto. Particularmente nesse caso, os perfis mais influentes da esquerda não vão entrar [no debate] defendendo, porque o tópico em si é impopular”, avalia Feres.
A ação coordenada desses grupos tem conquistado aderência de setores progressistas, inclusive entre grupos que apoiaram o atual governo nas últimas eleições. Para a cientista política Camila Rocha, pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e autora do livro As Direitas nas redes e nas ruas, isso é produto da própria realidade das pessoas e da incapacidade do Estado em responder às necessidades da população com serviços públicos de qualidade.
“Isso se dissemina para além da direita ou para além dos antipetistas. De fato, as pessoas, sobretudo as pessoas mais pobres, não sentem que esses serviços públicos estão chegando de forma eficaz, eficiente. Boa parte delas tem algum tipo de frustração em relação à entrega de serviços públicos”, afirma.
Papel da mídia comercial
Para Rocha, além de aproveitar eventuais vacilos da gestão de governo e da ineficiência do Estado, a extrema direita joga com a opinião pública a partir de estigmas criados sobre governos de esquerda, sempre os associando, ainda que inveridicamente, a uma suposta defesa do aumento de impostos. “Esses grupos podem fazer diversas ações coordenadas, mas se não tiver crenças anteriores que sustentem a adesão aos conteúdos, esses conteúdos não vão pegar”, afirma.
É o que Feres chama de “retroalimentação” entre a mídia comercial e os grupos da extrema direita que atuam nas redes sociais. “A imprensa tradicional também faz uma campanha acusando o governo de gastador e tudo mais, então [a extrema direita] entra numa narrativa que se retroalimenta da mídia tradicional”, avalia o professor.
A relação da imprensa comercial com o discurso liberal é patente. Nesta quinta-feira (17), o jornal Folha de S. Paulo revelou que trechos de uma entrevista exclusiva do presidente Lula à TV Record, gravada na terça-feira (16), foram antecipados a agentes do mercado financeiro. Segundo a reportagem, o texto foi atribuído à empresa Capital Advice, que tem como uma das sócias, a jornalista Renata Varandas, que conduziu a entrevista com o presidente da República.
A Record divulgou a íntegra da entrevista com o presidente na noite de terça, mas os mercados já haviam reagido à informação recebida. A emissora divulgou nota em que afirma que condena qualquer vazamento de informações e que tomará medidas cabíveis para a apuração dos fatos.
Ministro comenta estratégia
Durante o 19º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que ocorreu entre 11 e 14 de julho em São Paulo, o ministro da Fazenda comentou o que chamou de campanha de “desinformação” e apontou os grupos de extrema direita como responsáveis por essas ações coordenadas.
“O que eu vejo em rede social é um negócio avassalador, de desinformação. E isso não está partindo dos meios de comunicação, não está partindo dos jornais, não está partindo das TVs, não está partindo das rádios”, afirmou.
Haddad afirmou ainda que existe no Brasil uma “oposição de tipo novo” que “atua para minar a credibilidade das instituições, dos dados oficiais e do Estado brasileiro”.
“Eles atuam diuturnamente nas redes sociais, eu nunca vi um negócio desses. É uma prática protofascista mesmo, não tem outra palavra”, disse o ministro. “As últimas investigações dão testemunho de que tipo de quadrilha que estava no poder, e nós temos que lidar hoje com essa bandidagem”, declarou.
O que fazer?
Para João Feres, a comunicação do governo ainda não encontrou uma estratégia efetiva para fazer o enfrentamento à disseminação de desinformação e às ofensivas da extrema direita contra as medidas do governo. Ele defende que é preciso mais investimento em pessoal qualificado e recursos, além de uma estratégia que dê conta da complexidade da atuação desses grupos.
“Ele [o governo] precisa ter uma estratégia de comunicação complexa porque o mundo da comunicação hoje em dia é muito complexo. Tem as mídias tradicionais, que ainda formam muita opinião; tem agora os influenciadores, as redes sociais, o debate propriamente entre usuários no Facebook e no Instagram. Esse ecossistema da comunicação é bem complexo. Isso demanda do governo uma política também complexa e eu acho que até agora ele não se mostrou muito efetivo em fazer esse enfrentamento”, critica.
Respostas
Diante da campanha de desinformação, a presidenta do Partido dos Trabalhadores e deputada federal Gleisi Hoffmann saiu em defesa do ministro da Fazenda.
“A verdade é que a carga tributária no Governo Lula não aumentou. Em 2023, a carga tributária bruta foi 32,4% do PIB. Até 2022 ela era 33,7%. Ou seja, a carga tributária não só não aumentou como também diminuiu”, disse a deputada, em nota.
Gleisi ainda afirmou que, com a reforma tributária aprovada no Congresso, o governo cortou “pela metade a carga tributária dos mais pobres” e aumentou “em 20% a taxa de impostos dos mais ricos”.
O Brasil de Fato também enviou questionamentos à Secretaria de Comunicação Social do governo federal (Secom) sobre a estratégia da pasta para o enfrentamento à desinformação, especialmente no caso mencionado nesta reportagem, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para posicionamentos.
Edição: Felipe Mendes

POR GERSON NOGUEIRA
Não há muito o que contestar no sistema adotado pelo técnico Rodrigo Santana desde sua chegada ao Remo, na 5ª rodada da Série C. Em termos de resultados, foram conquistados 12 pontos, afastando o time das últimas posições. Ocorre que a ambição vai além disso. Pelos investimentos feitos, a meta é a classificação, a essa altura extremamente difícil.
Para ingressar no G8 e passar à próxima fase, o Remo precisa conquistar 13 pontos nos seis jogos que serão disputados até o final desta etapa a fim de alcançar 29 pontos. Sob a gestão de Santana, a equipe mostrou em várias ocasiões potencial para ir além do que foi mostrado. Terá que jogar muito mais para obter os pontos necessários para classificar.
Três jogos serão em Belém – contra CSA, Aparecidense e Londrina – e o Leão tem a obrigação de ganhar todos. Os quatro pontos que ficam faltando para a classificação terão que ser obtidos em confrontos fora de casa.
O ajuste do time em torno do 3-4-3 só revelou fragilidades quando o Remo precisou sustentar resultados, como na segunda-feira, contra a Ferroviária. Vencia por 1 a 0 até os minutos finais do 2º tempo, mas se mostrou pouco resistente à pressão imposta pelo adversário.
A defesa saiu como vilã, mas o fato é que o time todo contribuiu para a reação da Ferroviária ao recuar excessivamente, permanecendo no campo de defesa e abrindo mão de tentativas ofensivas.
Para somar os pontos necessários à classificação, o Remo não pode incorrer nos mesmos erros. É verdade que o 3-4-3 fortaleceu o ataque, através do avanço dos alas, mas deve ser executado de forma mais eficiente e segura. Erros bobos na troca de passes comprometem a segurança defensiva e enfraquecem a movimentação ofensiva.
A concentração em torno do resultado deve ser permanente. Momentos de distração tornam qualquer jogo perigoso. Disciplinar esse processo muitas vezes tem mais a ver com a questão anímica do que com condicionamento físico. O lado mental pode compensar eventuais quedas de intensidade.
Por fim, Rodrigo Santana deveria atentar para as demais peças do limitado elenco azulino. Jogadores velocistas, que exploram o drible para superar as linhas de marcação, devem ser priorizados. Nesse sentido, Ronald e Felipinho deveriam estar sempre entre as opções preferenciais.
Nos últimos jogos, eles foram deixados de lado enquanto o time ganhava a presença de Cachoeira, um atacante que não se firmou ao longo de toda a campanha – e não por falta de oportunidades.
A necessidade de reforçar o elenco tem esbarrado na previsível falta de jogadores disponíveis no mercado. Para o ataque, o clube tenta buscar Rodrigo Alves, que disputa a Série D pelo Cascavel (PR).
Como o risco sempre ronda a pressa, surgem preocupantes especulações em torno de Bruno Silva, veterano (37 anos) volante que se tornou um andarilho do futebol. Não é reforço para o Remo atual.
Afinal, Romário ganhou o tetra sozinho?
A Seleção Brasileira treinada por Carlos Alberto Parreira conquistou, em 1994, o pentacampeonato mundial na Copa do Mundo dos Estados Unidos. Sempre foi um time olhado meio de soslaio pelos fãs do futebol-espetáculo, e talvez por isso mesmo seus heróis costumam reagir com azedume aos críticos de sempre.
A verdade é que a conquista merece aplausos pela importância e pelo rendimento do time montado por Parreira. Centrado na dupla Romário-Bebeto, o esquema se sustentava na forte marcação a partir do meio-de-campo, onde Mazinho e Dunga se destacavam.
Por conta do sucesso e dos gols decisivos, Romário virou o grande protagonista daquele time. É inegável que carrega boa parte do mérito pela conquista, mas é injusto não perceber que a grandeza daquela seleção estava na força coletiva.
Ao mesmo tempo, é legítimo duvidar se o time chegaria ao título mundial sem a genial presença de área do camisa 11. Cinco gols marcados, dois deles contra Holanda e Suécia; e uma assistência espetacular para Bebeto nas oitavas de final contra os norte-americanos.
O documentário “O Tetra pelo Tetra”, disponível no canal Disney+, traz depoimentos interessantes dos principais jogadores do escrete. Romário admite que foi “o cara” ao longo da campanha e que estava no auge da forma, mas reconhece que o êxito só foi possível pelo trabalho de todos.
Segundo ele, o grupo assimilou que, para levantar a taça, era preciso correr mais para permitir que Romário e Bebeto ficassem livres para decidir os jogos, dispensados da missão de marcar.
“Eu fui o cara daquela Copa? Fui. Foi o meu melhor momento. Mas tudo aquilo aconteceu porque o grupo estava disposto a se sacrificar. Cada um por si e um pouco por cada um”, afirma Romário.
Copa do Brasil: boas chances para as zebras
A definição dos confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil reserva pelo menos um clássico de alto quilate – Palmeiras x Flamengo – e dois jogos muito parelhos, Botafogo x Bahia e Grêmio x Corinthians. Como de costume, há espaço para surpresas.
Enquanto Flamengo e Palmeiras irão protagonizar o duelo mais esperado desta fase, o Atlético-MG vai enfrentar o modesto CRB, o campeão São Paulo pega o Goiás e o Fluminense encara o Juventude.
É justamente nesses três confrontos que estão as melhores oportunidades para que as zebras da competição possam brilhar.
O Juventude vive um momento muito positivo na Série A e o Flu amarga a lanterna da competição. O Galo, recheado de jogadores caros, terá que passar pelo CRB, vice-campeão da Copa do Nordeste. E o São Paulo, atual detentor do título do torneio, enfrenta o Goiás, que é apenas o 9º colocado na Série B.
Arrisco dizer que um dos três azarões passa à próxima fase.
(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 19)
Repórter do ICL Notícias vem sendo atacada pelo criminoso e foragido da Justiça Allan dos Santos

O coletivo Mulheres Jornalistas pela Democracia soltou manifesto em solidariedade à repórter do ICL, Juliana Dal Piva, que vem sendo atacada pelo bolsonarista Allan do Santos e seus seguidores. Criminoso e foragido da Justiça brasileira, Allan do Santos afirmou nas suas redes sociais que a jornalista forjou imagens com ofensas de cunho misógino, com o intuito de difamá-la como profissional.
O trabalho investigativo de Juliana Dal Piva revelou os esquemas de enriquecimento de Jair e de toda família Bolsonaro. Abaixo, a íntegra do manifesto:
“Nós, do Coletivo Mulheres Jornalistas pela Democracia, manifestamos total solidariedade à jornalista Juliana Dal Piva, do ICL Notícias, que vem sendo alvo de uma onda de ataques e ameaças em redes digitais da extrema direita.
Juliana faz um notável trabalho jornalístico ao investigar e mostrar como a família Bolsonaro enriqueceu depois de entrar na política. Seu excelente livro, ‘O Negócio do Jair’, foi finalista do Prêmio Jabuti, em 2023.
A onda de ataques começou com o extremista Alan dos Santos, foragido da justiça brasileira nos Estados Unidos. Cobramos das autoridades que os perpetradores dessas agressões sejam punidos e que sejam tomadas as devidas providências para que cessem as ameaças à Juliana Dal Piva.
O assédio contra ela é também um ataque ao ICL Notícias e visa intimidar o trabalho da imprensa brasileira comprometida com a democracia e com o jornalismo de qualidade. Não podemos aceitar tal nível de agressão contra jornalistas, especialmente mulheres, alvo preferencial da direita extremista e violenta representada, no Brasil, pelo bolsonarismo.”
Coletivo Mulheres Jornalistas pela Democracia:
Andrea Penna
Cláudia Noronha
Conceição Lemes
Cristina Serra
Denise Assis
Eliara Santana
Fátima Belchior
Graça Caldas
Inês Castilho
Kátia Brasil
Letícia Nunes
Lívia Ferrari
Lourdes Nassif
Lucila Soares
Marcelle Chagas
Nina Valente
Simone Romero
Teresa Garcia
Vera Durão
Vera Perfeito

POR GERSON NOGUEIRA
Quando um time está devidamente organizado, cada nova peça que chega pode significar sempre um incremento em qualidade. É o que ocorre com o PSC nesta Série B. Reforços recém-contratados mostraram qualidade logo na primeira oportunidade, casos de Juan Cazares e Paulinho Boia, que estrearam contra o Ceará Sporting na rodada passada.
Resta aguardar ainda por Benjamín Borasi e Keffel (foto), que já foram apresentados, mas não puderam estrear ainda. O PSC busca ainda por outros jogadores, principalmente para o meio-campo, mas quem já está no elenco é suficiente para fazer do Papão um time renovado, principalmente no terreno das ideias ofensivas.
A qualificação do grupo eleva de maneira geral o nível de todos. Os reservas Netinho e Val Soares, aos poucos, passaram a mostrar sua importância para o sistema coletivo a partir de suas características individuais. O chute de média e longa distância, raridade no futebol brasileiro, tem no PSC dois expoentes decisivos.
Com Borasi e Paulinho Boia, o ataque ganha em possibilidade de variações. Ao invés de ficar dependendo sempre dos extremas Jean Dias e Esli García, o time passa a ter alternativas interessantes para alterar a forma de jogar em meio a eventuais dificuldades.
A chegada de Keffel pode tornar a lateral-esquerda bem mais fortalecida. Kevyn é o atual titular, mas carrega limitações ofensivas, embora seja um defensor eficiente. Keffel reúne qualidades para dar suporte ao ataque, juntando-se a Esli naquela faixa do campo.
Ao mesmo tempo, é necessário valorizar a base já existente, principalmente no bloco de construção no meio-de-campo. João Vieira e Leandro Vilela, que aprenderam a jogar juntos desde o Campeonato Paraense, formam hoje uma dupla afinada, que contribui imensamente para a regularidade do time.
João, em particular, cresceu tanto que se tornou peça exponencial na maneira como o PSC se porta em campo. Os avanços do bloco intermediário começam por ele, tanto pelo centro como pelos lados. Bem escoltado por Vilela, é o motor do time. Será fundamental no processo de aclimatação dos jogadores que estão chegando. (Foto: Márcio Melo/Ascom PSC)
Leão ganha reforços importantes para encarar CSA
No processo de preparação para o jogo decisivo de segunda-feira, no Mangueirão, contra o CSA, o Remo recebeu a boa notícia do retorno do zagueiro Ligger e do ala esquerdo Raimar. A segurança do sistema 3-4-3 foi testada diante da Ferroviária e não se saiu bem.
Um time que pretende chegar a algum lugar não pode tomar dois gols em descuidos gigantes da defesa, e em tão curto espaço de tempo. Ligger é o melhor defensor do elenco azulino, embora a evolução tenha sido prejudicada por lesões seguidas.
Caso Rodrigo Santana deseje tornar sua última linha mais firme, terá que lançar Ligger. A tese, defendida por muitos, de que João Afonso qualifica o passe não se sustenta de pé. É um dos jogadores que mais frequentemente erram passes. E numa zona perigosa, de alto risco.
Rafael Castro cobre o lado direito e no confronto com a Ferroviária foi responsável direto pelo segundo gol. Falhou na subida para tentar cortar e foi infeliz na tentativa de correr atrás do atacante.
Já Raimar é indiscutivelmente o titular da ala esquerda. Ofensivo por característica, adaptou-se muito bem ao 3-4-3. Helder, que o substituiu na segunda-feira, não tem nem cacoete para exercer a função. Foi peça decorativa no jogo. Raimar volta e é um reforço importante para o projeto azulino de conquistar a vitória.
Fogão passa pelo Palmeiras em grande jogo
No melhor jogo da temporada, o Botafogo derrotou o Palmeiras e se isolou na liderança do Campeonato Brasileiro. Um confronto aberto, disputado em alta intensidade e sem arapucas defensivas. A busca pelo gol foi a tônica dos dois lados, embora o ataque alvinegro tenha sido mais incisivo.

O gol de Tiquinho Soares, após uma investida de Luís Henrique pela direita, honrou a qualidade geral da partida. Antes disso, Marlon, Junior Santos e Savarino já tinham desperdiçado boas chances. O Palmeiras perdeu com Flaco e Rony.
A vitória tem uma importância especial para o Botafogo. Foi uma espécie de descarrego emocional, depois da fatídica derrota do ano passado, por 4 a 3, até hoje lamentada pelos alvinegros como início da derrocada que levou à perda do título brasileiro.
Em meio à festa da torcida no estádio Nilton Santos não se pode deixar passar o lamentável episódio dos bonecos expostos em outras áreas do Rio de Janeiro tendo a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, e o presidente da CBF, Edinaldo Rodrigues, como alvos. Uma manifestação racista e de cunho fascista, que nada tem a ver com o Botafogo e sua história.
Abel Ferreira, após o jogo, questionado pelos repórteres, deu a resposta mais emblemática: o verdadeiro torcedor do Botafogo é aquele que foi fazer a festa belíssima nas arquibancadas do Niltão.
E que os racistas sejam identificados e punidos.
Direto do blog campeão
“O presidente do PSC parecia estar delirando quando disse que o clube valeria R$ 30 milhões. Em 2010, o Amaro Klautau tentou vender o Baenão por R$ 33,2 milhões. Maurício desqualifica e deprecia o clube com um valor falacioso e fora de qualquer contexto. Se somarmos os valores do estádio, sede social e náutica, além da área do CT, o valor alcançaria facilmente ao menos R$ 100 milhões. Ainda precisaria contabilizar a marca Paysandu, que eu não saberia avaliar, mas que vale uma fortuna.
A pergunta que não quer calar, mas precisa urgentemente de respostas é: a quem interessa aludir este preço bizarro do PSC, o maior detentor de títulos da região? Como o presidente do clube, que deveria ser o maior defensor e valorizador do clube, atribuiu estes números tão ridículos.
Como diria Cláudio Guimarães, são essas coisas que eu não entendo. Mas gostaria que o presidente discutisse com especialistas como chegou a este valor”.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 18)
POR GERSON NOGUEIRA
O Remo esteve perto de obter a vitória contra a invicta Ferroviária de Araraquara, anteontem, em Mirassol (SP). Controlou o jogo no primeiro tempo, fez o gol com Paulinho Curuá e parecia melhor estruturado que o adversário. Bastou, porém, um apagão de 5 minutos para a casa azulina cair novamente. Mais ou menos como havia ocorrido contra o ABC, em Natal.
Dois erros primários permitiram à Ferroviária virar o placar quase na reta final do jogo. No primeiro lance, cinco defensores azulinos estavam na área e não conseguiram marcar a bola cruzada e depois cabeceada para a finalização do centroavante Carlão, livre no segundo pau.

No segundo gol, a bola lançada para Fernandinho não foi interceptada pelo zagueiro Rafael Castro. Ele tentou dominar e recuar para o goleiro, mas acabou deixando passar para o avanço do atacante e a finalização certeira. Um corte de cabeça seria suficiente para desfazer o perigo.
Falhas irrecuperáveis porque o jogo era decisivo para as pretensões do Remo na classificação. Em caso de vitória, o time alcançaria a 7ª colocação, posicionando-se pela primeira vez no G8. Com a derrota, o 10 lugar foi mantido, mas sob perseguição de outros concorrentes (Náutico e ABC, ambos com 16 pontos também).
O fato é que o setor defensivo do Remo tem oscilado muito na competição. São 20 gols sofridos, 13 deles no 2º tempo das partidas. Nem a boa fase iniciada com Rodrigo Santana deteve esse índice negativo. E não se pode dizer que a origem da deficiência está no sistema 3-4-3 ou nos jogadores que ocupam a última linha.
A movimentação da segunda linha, com quatro jogadores, tem se mostrado falha, principalmente na etapa final, quando o desgaste físico é maior. A queda de rendimento era flagrante nos primeiros compromissos do Remo na Série C. O problema foi atacado e o time parecia ter vencido essa etapa.
As derrotas para ABC e Ferroviária mostram que a situação compromete o desempenho da equipe. Junte-se a isso as más escolhas do técnico Rodrigo Santana nas substituições. Na segunda-feira, ele demorou a mexer num time visivelmente acuado, aceitando a pressão contínua do adversário.
Ronald entrou e passou a correr pelo lado esquerdo, o que podia vir a ser um escape interessante nos contra-ataques. O problema é que, logo depois, com o placar já desfavorável, ele lançou Cachoeira também na esquerda, embolando as coisas com Ronald.
Demorou a mexer no ataque, onde Ytalo pouco produzia e não segurava os zagueiros. Segurou Helder por muito tempo e não percebeu que Jaderson estava esgotado, correndo pelo meio e pela direita. O melhor jogador do time deve ser preservado a partir do posicionamento em campo.
Restam agora seis rodadas e o Remo, caso ambicione a classificação, precisa vencer os três confrontos em casa e pelo menos um fora, nesse caso torcendo para que o limite de 28 pontos permita avançar na competição. Ficou muito mais difícil, mas ainda é possível.
Racismo argentino será denunciado à Fifa
A Federação Francesa de Futebol decidiu recorrer à Fifa e à Associação de Futebol da Argentina para punir os jogadores argentinos que cantaram músicas com versos racistas dirigidos a atletas da seleção francesa, em live realizada na madrugada de festejos pelo título da Copa América, na última segunda-feira (15).
O vídeo, feito dentro do ônibus da seleção argentina, foi transmitido no perfil do Instagram do meia Enzo Fernandes, e logo foi replicado nas demais redes sociais. “Jogam pela França, mas vêm de Angola (…), seu pai é cambojano, mas seu passaporte é francês”, cantaram festivamente os campeões da América.
A música foi criada pela torcida argentina durante a Copa do Mundo de 2022, no Qatar, com insultos aos atletas negros da seleção francesa. Nas ruas de Doha, as hordas de torcedores entoaram a música sem nenhum pudor. Nos estádios, principalmente na final com a França, a cantoria foi maior ainda. A Fifa, como sempre, fingiu não ver.
A gravidade da letra vai motivar uma queixa judicial da França à Fifa, segundo comunicado oficial da federação. Philippe Diallo, presidente da FFF, condenou “os inaceitáveis comentários racistas e discriminatórios” proferidos pelos atletas argentinos. O dirigente considerou as letras “insultuosas, de natureza racista e discriminatória”.
Não é a primeira vez que os argentinos demonstram orgulhosamente sua inclinação racista. Os brasileiros são agredidos sistematicamente, inclusive na mídia esportiva de Buenos Aires, como naquele dia em que a manchete do Diário Olé se referiu a jogadores da seleção canarinha como “macaquitos”.
Paraenses brilham no campeonato nacional de karatê
Oito atletas conquistaram 22 medalhas, em diversas categorias, no IX Campeonato Nacional de Karatê, realizado na cidade de Cascavel (PR), de 9 a 13 de julho. Um desempenho que garantiu a classificação para o Campeonato Mundial, previsto para novembro, no Peru. A delegação teve o apoio da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer (Seel).
“Para os meus filhos, a participação nesse campeonato foi uma experiência maravilhosa, agregando muito aprendizado na vida deles. Eles treinaram e se preparam muito para garantir esses resultados, que foram muito gratificantes”, contou Raphaela Vilarinho, mãe dos atletas Matheus e Milena Vilarinho de Oliveira.
A mãe dos medalhistas disse ainda que a participação na competição foi um desafio, porque os atletas sofreram muito com as baixas temperaturas.
Outro atleta que subiu ao pódio na competição de Karatê Tradicional foi Tarso Arruda Chaves, na categoria Faixa Marrom, conquistando seis medalhas. Atletas e pais destacaram a importância do trabalho desenvolvido pela Seel no incentivo aos atletas.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 17)
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