Julho é o mês de aniversário dos Stones. Eles completam 62 anos de estrada. Foi em 12 de julho de 1962 que oficialmente tudo começou, no palco do 100 Club, na Oxford Street, em Londres. “Eu não escolhi os Stones, eles me escolheram. Eu estava em algumas bandas e a que ficava me pedindo para fazer shows era os Stones”, contou certa vez Charlie Watts, que não participou da primeira apresentação – entrou para a banda seis meses depois.
Naquela noite, Charlie foi testemunha ocular do nascimento da banda. Ele era baterista do grupo Blues Incorporated, de Alexis Korner, que deveria tocar no 100 Club. Alexis optou em cima da hora por tocar no programa “Jazz Club” da BBC Radio, deixando o dono do clube lutando para encontrar uma banda substituta.
Felizmente, ele tinha o número de telefone de Brian Jones, que ainda era o líder dos Stones. A história do rock’n’roll nunca mais seria a mesma desde aquela noite em Londres.
Route 66 é uma das primeiras músicas dos Stones a alcançarem as paradas. Tudo o que faziam era inspirado nos grandes blueseiros americanos. A música é de Bobby Troup (escrita em 1946), celebrizada na voz de Nat King Cole em ritmo mais lento. Os Stones gravaram e reinventaram a canção, transformando-a num rock poderoso, destaque do álbum de 1964.
“A fome tem o rosto de uma mulher e a voz de uma criança”, disse Lula no lançamento da iniciativa global para combater a desigualdade social
Com o Brasil na presidência do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quarta-feira (24) a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa global para implementação de ações e políticas públicas para o combate à desigualdade social. “Participar da reunião ministerial da Força-Tarefa, que lança as bases para a Aliança contra a Fome e a Pobreza, é um dos momentos mais relevantes dos 18 meses do meu terceiro mandato”, disse Lula na reunião ministerial do G20, que acontece no Rio de Janeiro.
No longo discurso, Lula ressaltou dados da FAO – Agência das Nações Unidas para alimentação e agricultura – para sustentar o problema que atingiu em 2023 29% da população mundial em graus moderados ou severos de restrição alimentar.
“A fome tem o rosto de uma mulher e a voz de uma criança. A discriminação étnica, racial e geográfica também amplifica a fome e a pobreza entre populações afrodescendentes, indígenas e comunidades tradicionais”, disse o brasileiro.
Segundo Lula, a iniciativa nasce da vontade política e do espírito de solidariedade, e um dos principais resultados da presidência brasileira no G20.
“O objetivo é proporcionar um impulso às iniciativas existentes, alinhando esforços nos planos doméstico e internacional. O mundo precisa de soluções duradouras, e devemos pensar e agir juntos. É gratificante ver ministros de 30 países membros e convidados ao lado de organizações internacionais e bancos de desenvolvimento”, afirmou.
“Eu queria reafirmar uma frase que eu sempre digo aos dirigentes políticos: muito dinheiro nas mãos de poucos simboliza miséria, prostituição e fome. Pouco dinheiro nas mãos de muitos é o contrário; significa decência e dignidade para todas as pessoas”, concluiu Lula.
O Comitê Olímpico Palestino (COP) pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a “imediata exclusão de Israel das Olimpíadas de Paris 2024“. Os palestinos querem que a entidade aplique a Tel Aviv a mesma regra que foi utilizada para suspender a Rússia dos Jogos, a figura jurídica da “violação da trégua olímpica”.
A trégua olímpica prevê a suspensão de conflitos armados durante os sete dias anteriores ao início dos Jogos Olímpicos e sete dias após o final dos Jogos Paralímpicos. A tradição iniciada nos Jogos da Grécia antiga prossegue até hoje e nas Olimpíadas de Paris, a trégua acontece de 19 de julho a 15 de setembro de 2024.
A violação da trégua olímpica em 2022 foi justificativa para o COI suspender Rússia e Belarus. Naquele ano, a pausa vigorou entre 4 de fevereiro e 20 de março para as Olimpíadas de Inverno de Pequim e, neste período, teve início o conflito na Ucrânia.
Como resultado, atletas dos dois países foram proibidos de atuar com seus símbolos nacionais. Apenas 15 esportistas russos vão competir em Paris, com uniformes, bandeira e hino neutros, definidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
Os palestinos argumentam que a violação israelense da trégua pode ser atestada pelo massacre em curso na Faixa de Gaza, que já deixou mais de 39 mil palestinos mortos, além de “assentamentos coloniais ilegais, ocupação e anexação”. O pedido do COP foi feito também para a Fifa.
Recentemente, no entanto, o chefe do Comitê Olímpico Internacional e o presidente francês, Emmanuel Macron, rejeitaram a exigência palestina de que Israel fosse impedido de participar dos Jogos de Paris por causa do genocídio em Gaza. O pedido para isso foi feito pelo Irã, por causa do genocídio em Gaza.
Os esportistas de Israel “não merecem estar presentes nos Jogos Olímpicos de Paris devido à guerra contra os inocentes de Gaza”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã.
Em jogo atípico, que teve três expulsões, o PSC perdeu para o Brusque por 1 a 0, na noite desta segunda-feira (25), em Florianópolis. A equipe paraense estava invicta há sete partidas, mas foi surpreendida com uma penalidade marcada aos 8 minutos, que resultou na expulsão do zagueiro Lucas Maia e no gol do Brusque – Rodolfo Potiguar cobrou o pênalti e fez 1 a 0, aos 11 minutos. Apesar de ter a posse da bola, o Papão foi tímido nas finalizações e criou poucas chances.
Antes do gol, o jogo era equilibrado. O Brusque havia tido uma boa chance com Paulino Mocelin e o PSC ameaçou com Paulinho Boia, que chutou fraco. O lance da penalidade gerou dúvidas. Olávio foi lançado por Marcos Serrato após erro de Leandro Vilela no meio-campo. Pressionado por Lucas Maia, o centroavante caiu na área, o pênalti foi marcado e o zagueiro expulso.
Com o centro da defesa reduzido a Wanderson, o técnico Hélio dos Anjos optou por deslocar o lateral Kevin para a zaga e deixou Paulinho Boia fechando o lado esquerdo, tarefa que acabou esgotando fisicamente o atacante ainda no 1º tempo.
Por seu turno, o Brusque aproveitou a vantagem numérica para se impor, criando duas oportunidades. Nicolas sentiu contusão no quadril e foi substituído pelo meia Biel, que não conseguiu dar ao ataque a força necessária.
A opção do técnico por Biel – que ainda não havia estreado na Série B – causou surpresa, levando em conta ainda que havia um atacante de ofício no banco de reservas, o argentino Benjamín Borasi. Ainda no primeiro tempo, o VAR denunciou falta violenta de Serrato sobre Jean Dias. O árbitro então aplicou o cartão vermelho contra o volante do Brusque e o jogo voltou a ter equilíbrio numérico: 10 contra 10.
Na segunda etapa, o PSC ameaçou logo de cara, com um belo chute do lateral Edilson, que passou à direita do gol de Mateus Nogueira. Aos 16 minutos, outra boa oportunidade: livre na área, Edinho encobriu o goleiro, mas Rodolfo Potiguar afastou em cima da linha.
No meio da segunda etapa, com Cazares e Jean Dias cansados, entraram Netinho e Edinho. Esli García só seria lançado, no lugar de Paulinho Boia, a 15 minutos do fim. Na marcação, Val Soares e Leandro Vilela não funcionaram bem e o setor sentiu muito a ausência (de última hora) de João Vieira. A demora nas substituições comprometeu bastante o esforço do time em busca do empate.
Nos contra-ataques, o Brusque criou duas grandes chances, mas falhou nas finalizações. A melhor foi com Diego Tavares, lançado por Potiguar. Na hora de definir, o ex-azulino chutou contra a zaga. A 5 minutos do final, o atacante Osman, do Brusque, que havia acabado de entrar, tomou dois amarelos e foi expulso de campo.
Atuação decepcionante do PSC, que não mostrou em nenhum momento a contundência ofensiva que o jogo exigia. É verdade que as perdas de Lucas Maia, Nicolas e João Vieira (que retornou a Belém por conta de um problema familiar) enfraqueceram a estrutura do time nos três setores, mas situações desafiadoras exigem medidas rápidas e certeiras.
Com o elenco que possui, o Papão não poderia ter substituído Nicolas por um meio-campista e nem permanecer o jogo inteiro com a defesa improvisada.
A próxima partida do Papão será na segunda-feira, 29, às 18h30, contra o Novorizontino, na Curuzu. Mesmo com a derrota, o time segue na 11ª posição, com 23 pontos.
Ribamar passou a campanha do Remo na Série C sob críticas da torcida e alvo de todo tipo de zoação. Não é para menos: até a noite desta segunda-feira (22), ele havia marcado apenas um gol desde que chegou ao Baenão no começo do ano. Chegou a ser titular no começo do Brasileiro, mas nada de acertar o caminho das redes. Diante do CSA, finalmente desencantou.
É a chance de dar a volta por cima após tantas frustrações. Ribamar quase foi dispensado ainda no período de gestão de Gustavo Morínigo. Ficou porque compensa a falta de gols com muita entrega em campo, fato reconhecido pela exigente torcida azulina.
Ocorre que atacantes vivem da produção de gols. Faltava um gol pelo menos para Ribamar passar a ser melhor avaliado e merecer novas chances no time titular. Na partida contra o CSA, quase marcou de bicicleta. O goleiro Yuri fez uma grande defesa e evitou o gol.
Nos instantes finais, porém, brilhou pela primeira vez a estrela do camisa 9. Após o cruzamento de Marco Antônio e o cabeceio de Pedro Vítor, ele estava posicionado no lugar certo para escorar a bola para o fundo das redes. A explosão da torcida veio acompanhada de uma comemoração particular dos jogadores em torno de Ribamar.
Nos próximos cinco jogos do Remo, decisivos para a classificação, Ribamar é uma alternativa para a busca de três vitórias e um empate, resultados necessários para alcançar os 29 pontos que garantem um lugar no G8. A expectativa geral é de que o gol salvador traga confiança e sorte ao centroavante. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)
Papão entra como favorito contra o Brusque
Com 23 pontos, a apenas quatro do último time do G4 (Novorizontino, 27 pontos), o PSC se aproxima cada vez mais da zona de acesso. Como a Série B mostra-se acirrada, a distância para cima é a mesma em relação à parte inferior da classificação. A diferença para o primeiro do Z4 é de cinco pontos – Botafogo-SP, 18 pontos.
O dado mais importante é que o adversário desta noite, no estádio da Ressacada, em Florianópolis, é o 18º colocado, com 15 pontos. Em má fase, o Brusque só empatou nas últimas cinco rodadas, ultrapassando o PSC em número de empates – 9 a 8.
Time por time, o Papão é superior e tem mostrado desempenho do bloco de cima da competição. Dentro e fora de casa, a equipe se apresenta com a mesma desenvoltura, adiantando blocos de pressão e controlando a marcação no meio-de-campo.
A volta do lateral-esquerdo Kevyn é outro detalhe positivo, pois recompõe o time considerado titular. Limitado ofensivamente, Kevyn funciona bem na marcação e torna ainda mais forte o setor defensivo.
No ataque, o trio Jean Dias-Nicolas-Paulinho Boia atuou bem contra a Ponte Preta e deverá ser mantido. No meio, João Vieira e Leandro Vilela como volantes e Juan Cazares como meia-armador.
Santarém conquista terceira etapa do Joapa
A torcida santarena festeja as conquistas de seus atletas na terceira etapa da 13ª edição dos Jogos Abertos do Pará (Joapa), destacando-se modalidades futsal, handebol, voleibol, futebol de areia e tênis de mesa. Levaram, ainda, o Troféu Eficiência, com 69 pontos somados na competição, realizada na cidade de Alenquer, no oeste paraense.
Promovidos pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer (Seel), em parceria com a Federação Paraense de Futsal (Fefuspa), os Jogos Abertos foram encerrados no domingo (21).
A terceira etapa regional reuniu mais de 500 atletas, representantes de cinco municípios: Santarém, Monte Alegre, Curuá, Itaituba e Alenquer.
Craque argentino lidera lista dos mais valiosos
O futebol é uma das atrações dos Jogos Olímpicos de Paris, com a participação de jovens atletas em ascensão e de alguns craques já respeitados na cena internacional. Julián Álvarez, principal candidato a substituir Messi como referência do futebol argentino, recebeu sinal verde do Manchester City para tentar a medalha de ouro. Será também o jogador de maior valor de mercado nos gramados parisienses.
Segundo levantamento da agência Bolavip Brasil, Julián vale hoje 90 milhões de euros. Chega aos Jogos Olímpicos como campeão da Copa América. Antes, conquistou a Copa do Mundo de 2022. Pelo City, coleciona títulos, como da Champions League, do Mundial de Clubes e da Premier League.
O segundo atleta mais valioso é Achraf Hakimi (Marrocos e PSG), cotado em 60 milhões de euros. Foi convocado na cota de três jogadores acima dos 23 anos que cada seleção pode ter. O lateral-direito é o principal nome do futebol marroquino, titular da seleção que ficou em 4º lugar no Qatar.
Michael Olise, do Bayern de Munique, vale 55 milhões de euros. É o jogador com idade olímpica mais valorizado no torneio de Paris. Ex-Crystal Palace, ele foi contratado pelo Bayern na atual janela de transferências.
O quarto mais valioso é Castello Lukeba, do Red Bull Leipzig, avaliado em 40 milhões de euros. Zagueiro de 21 anos, ele tem a missão de fazer a alegria da torcida francesa na Olimpíada.
A lista de cinco mais caros é completada pelo espanhol Alex Baena, do Villarreal, cotado em 40 milhões de euros. Aos 23 anos, tem a oportunidade de brilhar nos Jogos de Paris e compensar a frustração por não ter sido convocado para a seleção que conquistou o título europeu.
(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 24)
Morreu nesta segunda-feira, 22, aos 90 anos, o guitarrista britânico John Mayall, na Califórnia, nos Estados Unidos. Lenda do blues, Mayall foi responsável por revelar nomes como Eric Clapton, Mick Taylor e Peter Green, entre outros. “É com pesar que compartilhamos a notícia de que John Mayall faleceu pacificamente em sua casa na Califórnia, cercado por uma família amorosa”, informou a nota sobre sua morte.
Nascido em 29 de novembro de 1933, em Macclesfield, na Inglaterra, Mayall começou a se interessar pela guitarra por influência de seu pai, que fez do jazz um hobby. Mayall formou sua primeira banda em 1956, em Manchester e em 1961, em uma viagem a Londres, conheceu Alexis Korner, com quem formou o Bluesbreakers.
Pela banda de Mayall passaram músicos como os já citados Clapton, Green e Taylor, além de Larry Taylor e outros. Foi no Bluesbreakers que Jack Burce conheceria Clapton e que anos mais tarde fundaria o Cream. Mesmo no fim da vida, aos 90 anos, pouco antes de morrer, Mayall conseguiu atingir mais um marco, ele foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll.
Os erros foram gigantes, a começar pela escalação, mas a vontade de vencer prevaleceu. O Remo derrotou o CSA em jogo de fortes emoções, ontem à noite, no Mangueirão. Saiu na frente, viu o adversário perder um jogador por expulsão, mas fraquejou na etapa final e cedeu o empate. O gol da vitória viria nos minutos finais, pelos pés de um improvável herói: Ribamar deu o toque final para fazer a galera explodir em festa.
Para quem acompanha a caminhada do Remo na Série C, o time que Rodrigo Santana escalou tinha tudo para enfrentar problemas na partida. A começar pela inacreditável opção por Guilherme Cachoeira, sendo que no banco estavam Ronald e Pedro Vítor.
A movimentação inicial beneficiou o Remo, que tinha praticamente alugado espaço no campo de defesa do CSA. O problema é que faltava investir em jogadas mais agudas, para romper as linhas de marcação.
Kelvin se aproximava, mas estava muito encaixotado pelo lado direito. Na esquerda, Cachoeira não conseguia jogar, trombando a todo instante com a marcação. Ainda assim, pelos pés de Ytalo, Diogo Batista e Pavani, o Remo quase abriu o placar ao longo dos 20 primeiros minutos.
O primeiro gol saiu de um escanteio. Ligger testou para o fundo do barbante, aos 32 minutos, abrindo o que parecia as portas da esperança para o Remo. Logo em seguida, outra excelente notícia para os azulinos: o zagueiro Matheus Santos foi expulso ao tomar o segundo cartão amarelo.
Veio a etapa final e o Remo continuou com Cachoeira na esquerda. E, logo aos 3 minutos, ele desperdiçou grande oportunidade. Lançado na área por Raimar, demorou a se decidir e permitiu a defesa do goleiro Yuri.
De repente, o susto. Aos 4 minutos, Tiago Marques desviou de cabeça um cruzamento da direita e acertou o canto esquerdo de Marcelo Rangel, empatando a partida. A torcida silenciou diante da jogada fulminante. O Remo sentiu o impacto e levou alguns minutos para se recompor.
Santana decidiu mexer no ataque. Substituiu Ytalo, Cachoeira e Kelvin por Ribamar, Pedro Vítor e o estreante Rodrigo Alves. Deu certo. A lentidão de Ytalo e a inoperância de Cachoeira deram lugar a um trio mais brigador.
Apesar de lançar bolas na área, o Remo não construía lances de perigo. Mas, com o recuo do CSA, as chances começaram a aparecer. Pedro Vítor tenta entrar na área, controla a bola, mas o chute sai muito descalibrado. A impaciência começa a atrapalhar o Leão.
Marco Antônio entra no lugar de Rafael Castro. Curuá é substituído por Matheus Anjos. O Remo fica apenas com Ligger na zaga e vai à frente em busca do gol salvador. Ribamar quase marcou, de bicicleta. Yuri atento defende bem. Rodrigo dispara da pequena área, o goleiro salva de novo.
Pedro Vítor cabeceou de peixinho no canto para intervenção de Yuri. De repente, numa arrancada de Marco Antônio, o gol aconteceu. Ele cruzou na área, Pedro Vítor pulou rente ao chão para cabecear e Ribamar desviou para as redes. Quase ninguém acreditou que o gol era do camisa 9. Quando a ficha caiu, veio a comemoração em torno do herói da noite.
O CSA ainda ameaçou em cobrança de falta de Dudu Miraíma bem defendida por Marcelo Rangel, com participação de Jaderson ajudando a afastar o perigo, no minuto final do jogo.
Uma vitória fundamental para as pretensões azulinas. Com 19 pontos, o Leão agora ocupa a 9ª colocação. Ainda depende exclusivamente de seu próprio esforço para chegar ao G8.
Paulinho Boia desbanca Esli e deixa sua marca
Nome inesperado na escalação do PSC contra a Ponte Preta, no sábado, o atacante Paulinho Boia respondeu bem à confiança que o técnico bicolor depositou nele. Substituiu simplesmente o artilheiro da equipe na Série B e saiu-se muito bem, aprovado com louvor.
Fez investidas pelo lado esquerdo, incomodou o setor defensivo da Ponte e estava bem posicionado para aproveitar a chance que apareceu. Na reta final do primeiro tempo, recebeu passe de Cazares e disparou um chute seco, no canto esquerdo do gol, abrindo o placar na Curuzu.
Uma prova da personalidade do atacante, que não se intimidou com a responsabilidade que lhe foi imposta. É verdade que já havia atuado bem ao entrar na segunda etapa contra o Ceará. Além dos dribles e escapadas, colaborou com a marcação, fato que o diferencia de Esli García.
Não significa que virou titular absoluto, mas é notório que está sabendo aproveitar o momento. O atacante venezuelano vinha em baixa, rendendo pouco após o começo de grande sucesso na competição.
Arbitragens ameaçam manchar o Brasileiro
“Se querem dar a taça para Flamengo e Palmeiras, que o façam logo, pois o torcedor não é palhaço”. Este é o alerta que o colunista Jaeci Carvalho, do jornal “Estado de Minas”, fez ontem, após mais uma rodada com polêmicas de arbitragem. Ele citou o gol anulado do Cruzeiro quando o Palmeiras vencia por 1 a 0, no Allianz Parque, após intervenção do VAR.
“O que a gente tem visto no Brasileiro é de uma vergonha sem tamanho. A intervenção do VAR no jogo Palmeiras x Cruzeiro foi de uma indecência, de uma desfaçatez sem tamanho. (…) No mundo inteiro, prevalece a decisão de campo, mas, pelo jeito, os gritos do técnico Abel Ferreira ecoaram e o assoprador de apito preferiu anular, por medo de alguma represália”, escreveu Jaeci sobre o jogo em SP.
Sobre o pênalti inusitado marcado em favor do Flamengo contra o Criciúma, Jaeci considera que o árbitro Maguielson Barbosa podia ter tomado outra decisão. “Ninguém contesta que foi pênalti claro, pois a regra determina assim, mas a regra também determina que com duas bolas em jogo, o árbitro é obrigado a parar a partida, imediatamente”.
Acrescenta: “Se fosse para o Criciúma, será que o árbitro não teria anulado a jogada e mandado parar o jogo?”, questionou.
Jaeci Carvalho afirma que o Campeonato Brasileiro de 2024 já está manchado por “erros crassos” e lembrou que, apesar de tudo, o Botafogo segue líder do Campeonato Brasileiro, mesmo sem ser ajudado.
“Peço apenas cuidado com o Botafogo, que faz campanha brilhante, lidera a competição e sem nenhum auxílio dos árbitros. Pelo jeito, o dono da SAF, John Textor, tem razão em suas denúncias contra a arbitragem e a CBF”.
(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 23)
Depois do jogo, no sábado à noite, o técnico do PSC atribuiu a vitória sobre a Ponte Preta aos treinamentos da semana. Parece até óbvio, mas é assim que deve funcionar. No estilo grandiloquente de sempre, Hélio dos Anjos saudou o fato de seu time estar pronto e preparado para o jogo. Não exagerou. A vitória nasceu em consequência desse esforço de preparação.
O objetivo foi plenamente alcançado, mas não sem alguma dificuldade, causada pelos erros de passe nos primeiros minutos. Apesar desse embaraço, o PSC rondou a área da Ponte Preta, mas só criou problemas em bolas aéreas, recurso que o time sempre utilizou bem. Wanderson quase marcou de cabeça aos 14 minutos e no 2º tempo mandou uma na trave.
Na parte final da primeira etapa, o gol finalmente saiu. Lance de puro talento de Paulinho Bóia, que recebeu passe de Juan Cazares, caminhou com a bola até o centro do ataque e disparou de fora da área. Um chute certeiro e indefensável, no canto esquerdo da trave de Pedro Paulo.
A essa altura, o PSC já tinha superioridade numérica. Zé Mário, da Ponte, havia sido expulso – com incrível atraso de 15 minutos – por ter recebido dois amarelos em consequência de uma mesma falta, violentíssima, que merecia o vermelho direto.
Assim como tinha perdido chances com Wanderson antes de fazer 1 a 0, o PSC seguiu buscando mais gols. O problema é que a pontaria não estava suficientemente ajustada, o que levou Nicolas, João Vieira e Netinho – que entrou no segundo tempo – a desperdiçar boas chances.
A mais clara de todas foi nos minutos finais da partida, quando Nicolas ficou cara a cara com o goleiro e errou o chute. A bola bateu de raspão em Pedro Paulo e saiu para escanteio.
Pode-se dizer que o placar foi enganoso. O PSC, conforme palavras de seu técnico, produziu o suficiente para vencer por diferença maior. As circunstâncias deixaram o marcador passar a ideia de um jogo mais difícil do que realmente foi.
Boas atuações de Cazares, Paulinho Bóia, Wanderson e João Vieira. O Papão mostrou que segue cada vez mais calibrado na proposta de se impor aos adversários. Os 23 pontos conquistados representam a metade da meta estabelecida – 46 pontos, o limite mínimo para escapar do rebaixamento.
O próximo jogo será em Florianópolis contra o Brusque, um adversário em má fase. Esperança de mais um bom resultado, para consolidar presença no G10 da Série B. (Foto: Jorge Luís Totti/Ascom PSC)
Leão tem missão decisiva no Mangueirão
Diante do CSA, hoje à noite, no Mangueirão, o Remo abre a última tentativa de chegar à zona de classificação da Série C. Uma vitória pode colocar o time na 9ª posição, grudado ao G8.
Para superar o visitante, o Leão terá que jogar de maneira mais segura e focada do que na última apresentação. A derrota para a Ferroviária deixou marcas. Com 1 a 0 no placar, o time recuou e permitiu a virada.
Esse cenário não pode se repetir na partida com o CSA. É bem verdade que o Remo de Rodrigo Santana tem apresentado um defeito grave: acomoda-se perigosamente sempre que abre vantagem no placar.
Foi assim contra o Sampaio Corrêa e diante do Ferroviário. A preocupação em segurar o resultado se manifesta muito cedo, quando as partidas estão longe de serem decididas. Esse risco dominou as conversas da semana no Baenão, na tentativa de corrigir a falha.
O time terá o retorno do goleiro Marcelo Rangel e do ala esquerdo Raimar. Dois titulares importantes que estiveram ausentes do jogo contra a Ferroviária, e fizeram falta, principalmente Raimar.
Com a volta do ala, o ataque recupera poder de fogo pelo lado esquerdo, com participação nas ações junto à área adversária. Helder, que substituiu Raimar, não tem características de apoio ao ataque, o que enfraqueceu o potencial ofensivo da equipe.
A escolha do Mangueirão para a partida fazia parte de uma projeção de vitória ou empate contra a Ferroviária. A derrota não diminui as pretensões da diretoria, que acredita em bom público diante do CSA, algo em torno de 13 mil pagantes.
Apoio da torcida é o que o Remo mais precisa neste momento. A luta é por uma vitória que alavanque as esperanças de classificação.
Regras que servem para castigar ou ajudar
Os episódios deste fim de semana no Campeonato Brasileiro reforçam a desconfiança generalizada em relação à arbitragem. No confronto entre Flamengo e Criciúma, realizado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, um pênalti inusitado abriu um amplo debate nas redes sociais.
De início, o árbitro foi alvejado duramente, mas a análise mais cuidadosa mostra que ele acertou em assinalar pênalti após o zagueiro do Criciúma chutar uma bola estranha ao jogo, desviando a bola que estava em posse do ataque do Flamengo.
É claro que, apesar do acerto, cabem algumas observações. Em primeiro lugar, como opinou o ex-árbitro Arnaldo Cézar Coelho, o jogo deveria ter sido paralisado antes que as duas bolas chegassem à área do Criciúma. Houve tempo suficiente para que a situação fosse notada.
Distraído ou não, o árbitro deixou que as duas bolas continuassem em jogo, o que resultou na infração cometida pelo jogador do Criciúma.
Ao mesmo tempo, fica a dúvida irrespondível: o árbitro teria agido da mesma forma caso o lance ocorresse dentro da área do Flamengo?
Uma outra jogada que gerou críticas foi o gol anulado do Cruzeiro na partida com o Palmeiras, em São Paulo. O VAR recomendou a anulação considerando suposta falta na origem do lance.
De maneira geral, os protestos têm a ver com os clubes beneficiados. Palmeiras e Flamengo são campeões em lances de interpretação duvidosa e de reversão no VAR.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 22)
Usar a influência de banqueiros judeus em teses conspiratórias é antissemitismo, sim. Mencionar a influência dos banqueiros de origem judaica, não.
Por Luís Nassif
Na biografia da família Safra, O Globo caiu na maldição da Inteligência Artificial. Montou uma biografia detalhada, informando que: “Em 1967, os três fundaram a financeira Safra. Depois, compraram o Banco Nacional Transatlântico e a instituição passou a se chamar Banco de Santos. Em seguida, adquiriram o Banco das Indústrias, que, em 1972, ganhou oficialmente o nome de Banco Safra S.A. Três anos depois, foi criado o Safra Asset Management, de investimentos, e em 1987, a Safra Corretora”.
Ora, o Banco Safra foi fundado em 1955. Em 1964 já tinha algum porte. Além do Banco Safra de Investimentos já possuiam o Republic Bank.
Com receio de uma nacionalização por parte do governo Goulart, os Safra venderam 90% das ações do banco para Walther Moreira Salles, conforme relato em meu livro, de biografia do banqueiro (“Walther Moreira Salles: O banqueiro-embaixador e a construção do Brasil”).
Depois do golpe, os Safra, protegidos de Roberto Campos, também se tornaram muito próximos a Golbery do Couto e Silva, que pressionou para Walther revender o banco para a família Safra. Este decidiu pela venda depois que Edmond Rothschild o alertou sobre as relações europeias dos Safra, muito influentes junto à comunidade judaica.
O banqueiro sempre fez questão de cultivar essas relações, sabendo da influência dos banqueiros judeus, a partir da rede de relações criada pela família Rothschild.
O mercado paralelo de dólares, criado a partir do Acordo de Bretton Woods, era dominado por húngaros judeus, egressos de bancos dos Rothschild, que operavam na praça de Zurique.
Foi através de um deles, Emeric Kann, que Walther se aproximou de Sigmund Warburg, notável banqueiro inglês, também judeu, mas de origem alemã, intelectual de peso que, com a guerra, fugiu para Londres. Banqueiros de origem veneziana, os Warburg rivalizavam com os Rocthschil no mercado financeiro. Seu primeiro banco, o Banco de Veneza, foi fundado no século 14, por Anselmo Warburg. A familia se dividiu entre alguns bancos que, depois, se fundiram dando origem à União de Bancos Suiços.
Aliás, o relacionamento de Walther com os banqueiros judeus se deu através de Andrés Rueff, judeu francês, que lhe passou os contatos para operar na praça de Zurique.
Foi lá que Walther conseguiu assumir o controle da Brazil Warrant, empresa de capital inglês vendida para pagar as dívidas de guerra do país. E também reciclou os títulos da dívida paulista, emitidos por Ademar de Barros, a famosa caixinha de Ademar.
A relevância dos banqueiros judeus era tão ampla que Walther se tornou próximo de Edmon Rothschild depois de adquirir o Banco do Comércio de sua propriedade. Edmond Rothschild, depois, se tornaria o mais influente da família. Ainda em início de carreira, a incursão brasileira foi a primeira dele. E a quebra do banco poderia comprometer sua carreira futura. Edmond já criara a Compagnie Financiére, que se tornaria gigantesca nas décadas seguintes. Tinha apenas 30 anos, mas de cara perdeu US$ 2 milhões, cometendo a imprudência de emprestar dinheiro para a campanha de Ademar de Barros.
ANTISSIONISMO E HISTÓRIA
Fiz toda essa digressão para entrar em um tema que me incomoda muito.
Tempos atrás, a comunidade empresarial judaica, reunida em torno da Conib (Confederação Israelita do Brasil) e da Federação Israelita, deflagrou uma enorme campanha de cancelamento contra Paulo Nogueira Baptista Junior, por ter se referido, entre outras coisas, à influência dos banqueiros judeus nos bancos multilaterais.
Sobrou para mim. Houve uma enxurrada de ataques no X – similares aos haters de ultradireita – dizendo que meu papel foi pior, por não ter rebatido Paulo Nogueira. Surpeendi-me com o ataque, até constatar que foi insuflado por Milton Selligman, um sionista que, ainda como Secretário de Comunicação de Fernando Henrique Cardoso tornou-se lobista da Ambev, no polêmico processo do CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) que autorizou a compra da Antárctica pela Brahma.
Fui malhado durante dias, como um judeu em Varsóvia. Todos que tinham alguma mágoa passada – como Caio Blinder, Alexandre Schwartsman e o próprio Seligman – aproveitaram para tirar sua casquinha.
Ficamos entendidos assim:
Usar a influência de banqueiros judeus em teses conspiratórias – como foi o caso do livro “Protocolos dos Sábios de Sião” -, ou associar genericamente judeus a banqueiros é antissemitismo, sim.
Admitir a influência dos banqueiros judeus no sistema financeiro internacional e nos bancos multilaterais é fato.
Pretender transformar essa constatação em antissemitismo é oportunismo puro, por parte daqueles que cultivam a indústria do holocausto.
Autor do gol da vitória, Luiz Henrique foi eleito o craque Paritmach de Botafogo 1 x 0 Internacional, neste sábado, peno Estádio Nilton Santos, pelo Campeonato Brasileiro. O atacante estava cheio de moral e teve grande atuação.
– Estava muito confiante, porque no jogo passado (contra o Palmeiras) fiz bela partida, dei bela assistência para o gol do Tiquinho. Estava pedindo a bola para encarar o lateral, porque é a minha característica – destacou Luiz Henrique, à Botafogo TV.
– Já estou entrosado com a equipe. Eles vêm me ajudando a cada jogo, a cada treino. Agora é seguir assim porque daqui a pouco tem mais partidas – adicionou.
O ponta alvinegro destacou a evolução na parte física.
– Eu me sinto muito bem. Já estou muito bem fisicamente, graças a Deus trabalho todo dia firme dentro do clube e com meu preparador físico fora, sempre pensando que não pode fazer muita coisa, porque são muitas partidas. Venho trabalhando para estar bem nas partidas – contou.
A diminuição do ritmo do Botafogo na etapa final foi encarada de forma normal por Luiz Henrique.
– No segundo tempo o jogo foi mais truncado mesmo, porque estávamos tentando ficar com a bola e eles tentando o empate. Soubemos segurar, controlar, e quando pegávamos a bola atácavamos. Graças a Deus conseguimos segurar e sair com essa vitória – finalizou.
Clássico do rock setentista, “Hotel California” virou hit obrigatório em bares e pubs do mundo inteiro. É claro que não é qualquer guitarrista que consegue reproduzir os solos sensacionais embutidos na canção que é símbolo da carreira do Eagles.
O vídeo acima é de uma apresentação impecável no Capital Center em Landover, Maryland, em 1977, parte da monumental turnê de 11 meses que a banda fez na temporada. A formação quase original está presente, com Don Henley nos vocais e na bateria, Randy Meisner (baixo), Glenn Frey (harmônica), Don Felder (guitarra) e Joe Walsh (guitarra solo).
Grupo sustentado no peso das guitarras, o Eagles mesclava elementos do blues e do country americano para fazer hard rock da melhor qualidade. Tudo começou em 1971, quando Henley e Frey, músicos de apoio de Linda Ronstad, resolveram fundar uma banda. Juntaram-se a Leadon e Meisner.
O álbum de estreia, Eagles (1972), emplacou logo três hits: “Take Easy”, “Witchy Woman” e “Peaceful Easy Feeling”. A partir do segundo disco, o grupo se distanciou do country e direcionar suas canções para o rock clássico, tendência que veio se completar com “On the Border” (1974), que teve a primeira participação do guitarrista Don Felder.
O salto de qualidade veio com o quarto álbum, “One of These Nights”, que deu prestígio internacional à banda, a partir de sucessos como “Lyin’ Eyes”. Por discordar do som mais pesado, Bernie Leadon pediu as contas e foi substituído por Joe Walsh.
Por ironia, “Hotel California” (1976), marca definitiva da banda, não foi a faixa de trabalho do quinto álbum. “New Kid in Town” foi a música escolhida para puxar o disco, mas não teve a mesma longevidade e importância de “Hotel California”.
O desgaste causado pelas muitas divergências internas levou ao fim do Eagles em 1980. O grupo ficou inativo por 14 anos, ressurgindo em 1994 com o disco “Hell Freezes Over”. Seria o primeiro de muitos retornos sem relevância, sempre com formações diferentes, ao longo das últimas décadas.
Ao longo da carreira, o Eagles vendeu mais de 150 milhões de discos ao redor do mundo.