“Assim como Hitler encontrou seu fim, o genocida Netanyahu também encontrará”, diz chancelaria turca

Ministério das Relações Exteriores da Turquia acrescentou que “a humanidade estará com os palestinos”

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia comparou nesta segunda-feira (29) o primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, com o ditador da Alemanha nazista, Adolf Hitler. “Assim como o genocida Hitler encontrou seu fim, o genocida Netanyahu também encontrará. Assim como os genocidas nazistas tiveram que prestar contas, também prestarão contas aqueles que pretendem destruir os palestinos”, declarou em um comunicado.

Desde o Ministério das Relações Exteriores da Turquia acrescentaram que “a humanidade estará com os palestinos” e que não se poderá “destruir os palestinos”.

O comunicado foi publicado horas após as declarações do ministro israelense das Relações Exteriores, Yisrael Katz, de que o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, poderia ter um destino similar ao do ex-presidente iraquiano Sadam Hussein, que morreu executado em 2006 após ser derrubado por uma invasão liderada pelos EUA.

“Erdogan segue os passos de Sadam Hussein e ameaça atacar Israel. Deveria lembrar o que aconteceu lá e como terminou”, escreveu Katz em sua conta no X. Anteriormente, Erdogan expressou que Hitler teria inveja das políticas do mandatário israelense. “Netanyahu chegou a um nível que Hitler invejaria com seus métodos genocidas”, afirmou.

O número de vítimas causadas pela guerra israelense na Faixa de Gaza desde 7 de outubro eleva-se a mais de 39.000 mortos, em sua maioria crianças e mulheres. Além disso, há mais de 90.000 feridos. (Com informações do Brasil247)

A sentença eterna

“Os Estados Unidos também são um regime de partido único, mas por uma típica extravagância americana, é um partido único com duas facções.”

Julius Nyerere, presidente da Tanzânia (1964-1985).

Palavra de Presidente

“Toda mãe e todo pai sabem a dificuldade que é cuidar de uma família. Garantir que os filhos tenham uma boa alimentação, saúde, educação, segurança e um futuro melhor. Para mim, governar é cuidar de milhões de famílias e é o que venho fazendo desde o início do meu governo. Hoje o que falta ao mundo é paz, solidariedade e humanismo. E estamos prontos para dar o exemplo de que aqui, no Brasil, a inclusão social, a fraternidade, o respeito e o amor são capazes de vencer o ódio”.

Luiz Inácio LULA da Silva, presidente do Brasil

A frase do dia

“Avançamos tanto em 1 ano e meio porque voltamos a ter governo. É disso que tratou o pronunciamento do presidente Lula. Aumento do emprego, salário com poder de compra, redução da fome, são consequências de um governo que prioriza quem mais precisa. Pra isso fizemos o L”.

Ricardo Pereira, jornalista e professor

Só o Remo atrapalha o Remo

POR GERSON NOGUEIRA

A derrota para o Figueirense, fora de casa, não é um resultado anormal. Os times se equivalem e os catarinenses tinham a mesma pontuação do Remo. O jogo mostrou que era possível vencer ou empatar. Quando teve em campo a formação correta, a partir dos 15 minutos da etapa final, o Leão tomou conta da partida e esteve perto do empate.

É possível concluir que o Remo desperdiçou 60 minutos com a escalação errada. Ytalo e Cachoeira foram peças improdutivas no ataque. O centroavante precisava ser municiado, e não foi. O ponta não tem conexão com o time. Esquecido por várias rodadas, Cachoeira foi ressuscitado contra o CSA.

Como é um ponteiro rápido, sua presença poderia contribuir para o balanço ofensivo. Nada mais ilusório. Velocidade nem sempre é sinônimo de produtividade. No caso específico, trata-se de correria inútil, sem objetivos ou resultados. Nos duelos diretos com a marcação, os tombos se repetem a todo instante – contra o Figueira, foram cinco quedas.

Rodrigo Alves poderia ter sido melhor aproveitado. Foi o mais participativo do ataque durante o 1º tempo. Inexplicavelmente, foi sacado no intervalo por “razões técnicas” para a entrada de Marco Antônio.

Quando Pedro Vítor e Ribamar entraram, aos 14 minutos do 2º tempo, o Remo começou verdadeiramente a pressionar o Figueirense. Sem criatividade, mas com ímpeto e disposição. O gol quase saiu, embora os atacantes não tenham contado com ações criativas do meio-campo.

O cenário melhorou com a presença de Kelvin, que se infiltra bem pelo meio e pelos lados, conduzindo ou sendo lançado. Teria sido mais útil se tivesse sido escalado desde o início, junto com Pedro Vítor e Ribamar.

Jaderson foi, outra vez, o destaque individual, dividindo-se entre defesa, meio e ataque. Acontece que, por correr o campo inteiro, fica fisicamente esgotado para ocupar a faixa onde é mais decisivo.

Quando uma competição se afunila, com vários times disputando uma vaga, é obrigatório minimizar erros. O período da experimentação não pode acontecer nos momentos decisivos. O Remo age no sentido contrário, atrapalhando-se quando entra para um confronto-chave como o de sábado com uma escalação equivocada.

Parece autossabotagem, mas é apenas irresponsabilidade. Em clubes de gestão mais atenta, a escalação inicial de sábado deveria ser motivo de cobrança enérgica sobre a comissão técnica – e nem estamos falando da barbeiragem na definição do banco de reservas.

Quando o técnico avalia que o pior do time (Cachoeira) “é o jogador que mais se entrega em campo”, o problema não está no atleta, mas em quem o escala. 

Com chances de classificação, o Remo faz um esforço tremendo para complicar a caminhada. Precisa de 10 pontos em quatro rodadas, meta difícil que se torna improvável com as invencionices dos últimos jogos.

Papão joga com Novorizontino para retomar vitórias 

Ao perder a invencibilidade (sete jogos sem derrota) contra o Brusque, o PSC viu-se obrigado a uma revisão de conceitos para retomar a caminhada de ascensão na Série B. O primeiro desafio desta nova fase é o Grêmio Novorizontino, hoje (29), no estádio da Curuzu.

O revés fez o time cair novamente na tabela de classificação, caindo do 10º para o 14º lugar, com 23 pontos. A distância para o G4 está em cinco pontos, daí a necessidade de um triunfo sobre o Novorizontino, que também perdeu posições – que deixou o 4º lugar e agora está em 6º.

Contra um time que joga fechado, com marcação forte no meio e explorando o contra-ataque, o PSC terá que mostrar disposição para se impor. Em Florianópolis, na quarta-feira, o time nem parecia o mesmo de outros bons momentos no campeonato.

Tímido em excesso, confuso na exploração das ações ofensivas, o Papão sentiu muito a ausência de João Vieira e Nicolas (que saiu lesionado). Ficou óbvia a dependência desses dois jogadores, que devem retornar ao time diante do Novorizontino de Eduardo Baptista.

A presença de Nicolas é incerta. A comissão técnica não confirma sua escalação, embora ele tenha sido submetido a tratamento intensivo nos últimos dias. Caso não possa contar com ele, o Papão tem o argentino Benjamín Borasi como alternativa. Biel, que não rendeu no jogo com o Brusque, não deve ser escalado novamente.

Time cascudo, que consegue bons resultados fora de casa, o Novorizontino joga no sistema de três zagueiros e explora o contra-ataque como arma.   

É preciso prestar mais atenção no Cruzeiro

Foi um jogo quase perfeito. Uma das melhores atuações de um time no Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro atropelou o Botafogo dentro do estádio Nilton Santos, abrindo vantagem ainda no 1º tempo e controlando a partida na etapa final. Além disso, teve em Cássio uma segurança absoluta no gol, com pelo menos quatro defesas estupendas.

Nada foi acidental. Com um meio-campo ágil e criativo, centrado na figura de Matheus Pereira, o Cruzeiro parecia voar diante de um Botafogo desplugado, quase de ressaca. Desfalques importantes, como o de Junior Santos e Marlon Freitas, abalaram ainda mais o Alvinegro.

A velocidade nos contragolpes foi o principal ponto a destacar diante do Botafogo, que provou do seu próprio veneno. Enquanto o Cruzeiro saía rápido quando tinha a bola, o Fogão se enrolava na transição diante da eficiente marcação imposta pelos mineiros.

Ainda assim, o time de Artur Jorge criou várias situações perigosas, com Luiz Henrique, Tiquinho e Savarino, mas o veterano Cássio estava em noite simplesmente perfeita. 

Uma vitória categórica que insere o Cruzeiro entre os times cotados para brigar pelo título, junto com Flamengo, Palmeiras e o próprio Botafogo.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 29)

Dia histórico: 8 anos depois do golpe, Dilma retorna ao Palácio da Alvorada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta sexta-feira (26), Dilma Rousseff, ex-presidenta da República e atual presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como Banco do BRICS, no Palácio da Alvorada. Este é o primeiro retorno dela à residência oficial da presidência em Brasília (DF) desde 2016, ano em que a petista sofreu um golpe de Estado. 

“Sempre bem-vinda”, postou o presidente Lula em suas redes sociais. A postagem acompanha uma foto dos dois caminhando sorridentes do lado de fora do Palácio. 

Foi no governo Dilma que o Brasil saiu oficialmente do mapa da fome das Nações Unidas. Ela também concedeu direitos trabalhistas às empregadas domésticas. Revoltadas, as elites do atraso começaram a articular a derrubada inconstitucional de Dilma.

Em abril de 2016, o relatório favorável à derrubada ilegal da presidenta foi aprovado pela Câmara dos Deputados, com 367 votos a favor e 137 contra. O processo seguiu para o Senado, onde também foi aprovado, levando à remoção da presidenta. O então vice-presidente, Michel Temer, assumiu o cargo e passou a implementar uma agenda neoliberal. Em 31 de agosto de 2016, o Senado finalizou o processo, cassando o mandato de Dilma com 61 votos a 20. 

No entanto, o Ministério Público Federal arquivou o caso em fevereiro 2022, citando falta de provas. Ainda em 2016, a presidenta foi inocentada por uma perícia do Senado. O laudo técnico mostrou que, “pela análise dos dados, dos documentos e das informações relativos ao Plano Safra, não foi identificado ato comissivo da Exma. Sra. Presidente da República que tenha contribuído direta ou imediatamente para que ocorressem os atrasos nos pagamentos”, referente ao caso das supostas “pedaladas fiscais”. (Com informações do Brasil247)

Tretas e intrigas marcaram o fim da maior banda punk de todos os tempos

Em seu canal no YouTube, o jornalista, crítico musical e escritor André Barcinski conta como deu o furo sobre o fim dos Ramones, em 1995. Barcinski tem sempre coisas interessantes a dizer.

Erros de escalação e posicionamento derrotam o Leão em Floripa

POR GERSON NOGUEIRA

Não há mistério no futebol. O Remo entrou com uma zaga desprotegida, tomou sufoco e levou o gol num lance de completa desorganização defensiva, depois de ter sido bombardeado por quase 20 minutos. A jogada fatal surgiu com um ataque pela direita, seguido de cruzamento de Léo Baiano para o centro da área, onde o atacante Jefinho só teve o trabalho de tocar para as redes. A derrota se desenhou nesse lance, aos 20 minutos, punindo um Leão mal escalado e sem cobertura à frente da defesa.

Àquela altura, o resultado era inteiramente justo. Só o Figueirense pressionava e buscava o gol. Marcelo Rangel já tinha feito uma grande defesa e Alisson acertou um chute no travessão do Remo. Exposta, a defesa se safava com chutões. Ninguém marcava corretamente e havia um buraco na entrada da área. O técnico Rodrigo Santana a tudo assistia, passivamente.

As coisas só acalmaram por volta dos 25 minutos, quando Pavani ficou mais fixo à frente dos três zagueiros e o Figueirense arrefeceu a pressão. Foi então que o Remo passou a atacar, principalmente pela esquerda, com Rodrigo Alves. O melhor momento foi um chute rasteiro que o goleiro desviou para escanteio.

Ytalo não aparecia e, na direita, Guilherme Cachoeira corria, corria e nunca chegava. Jaderson se dividia entre cobrir o lado direito e investir pelo meio tentando acionar os atacantes. Obviamente, apesar do imenso esforço físico, a movimentação não funcionou.

Mesmo a descoberto atrás, o Remo terminou a primeira etapa ocupando o campo de ataque, mas falhando no penúltimo passe e não conseguindo acertar a direção do gol. A ligeira superioridade do Leão expôs o recuo excessivo do Figueirense, que parecia preocupado em segurar o resultado.

Na etapa final, esse panorama se acentuou. O Remo passou a dominar as ações, mas Rodrigo Santana ainda cometeu um equívoco inexplicável: Rodrigo Alves, o mais agudo dos atacantes, foi substituído por Marco Antônio. Cachoeira, estranhamente, continuou em campo.

Quando o técnico finalmente acordou para a realidade do jogo, aos 13 minutos, botou em campo Ribamar e Pedro Vítor, substituindo Ytalo e Cachoeira. Mudanças necessárias, mas tardias. A zaga seguiu sem proteção, mas o Figueira nem passava mais do meio-de-campo.

Logo nos primeiros 3 minutos, Pedro Vítor produziu mais do que Cachoeira em 65 minutos. Deu arrancadas, aplicou dribles e finalizou a gol – é bem verdade que os chutes saíram sem direção. Ribamar brigou com a zaga, ganhou o duelo aéreo e garantiu dois escanteios.

Aos 31′, Kevin entrou na vaga de Diogo Batista e o Remo passou a criar situações na área catarinense, embora sem lances claros de perigo, a não ser um disparo forte de Raimar que obrigou o goleiro Ruan a se esticar para evitar o gol. Aos 39′, Guty substituiu João Afonso, a típica mexida para fazer média com a base, embora sem sentido lógico.

Antes do final, Marcelo Rangel ainda fez uma defesa espetacular na única chegada do Figueirense na segunda etapa. O Remo ainda forçou cruzamentos na área, sem resultado prático. Um jogo que poderia ter um outro roteiro, caso a escalação e a escolha de jogadores tivesse sido mais coerente.

Com o resultado, o Figueira volta ao G8 e o Remo fica na 10ª colocação. Para o Leão, a situação ficou dramática, pois depende agora de três vitórias e um empate nos quatro confrontos que restam. O próximo compromisso será na segunda-feira, 5, no Mangueirão, contra a Aparecidense.

Leão ativa o projeto G8

POR GERSON NOGUEIRA

A cinco rodadas do fim da fase de classificação da Série C, a disputa fica mais acirrada e o grau de dificuldades aumenta, principalmente para quem ainda busca entrar no G8. É esta a situação do Remo, cujos tropeços no início do campeonato cobram seu preço agora.

Neste sábado à tarde, em Florianópolis, o Remo prossegue na série de decisões na briga pela classificação. O adversário é o Figueirense, equipe que tem o mesmo número de pontos (19) e está uma posição abaixo – o Leão está em 9º e o Figueira ocupa o 10º lugar.

Um duelo direto. Quem vencer entra no G8 e dá um passo importante para ficar entre os finalistas da competição. Como ambos têm o mesmo objetivo, o jogo deve ser dos mais equilibrados. Pressionado pelos maus resultados, pois não vence há quatro rodadas, o Figueirense deve optar por uma estratégia de pressão.

Já o Remo, vitorioso diante do CSA na 14ª rodada, não pode fazer muito diferente. Caso prefira a cautela, corre o risco de ser sufocado o jogo todo. A lógica diz que o mais aconselhável é não abrir mão do ataque.

Até porque a conquista da vitória daria ao time uma condição privilegiada no esforço para chegar aos 29 pontos – terá mais duas partidas em Belém e duas fora e o último compromisso é contra o São José, lanterna da Série C com 5 pontos e virtualmente eliminado.

Acontece que ganhar fora de casa, contra qualquer adversário, exige planejamento adequado e execução correta. Nas últimas partidas como visitante, o Remo atuou mal, abusando dos erros de passe e desconcentrado quando teve a vantagem nas mãos, como na partida contra a Ferroviária.

Com o setor de criação entregue a Jaderson e Pavani, a única dúvida está no ataque, onde Rodrigo Alves pode aparecer ao lado de Kelvin e Ytalo. Seria uma alternativa interessante pela boa movimentação que Rodrigo mostrou contra o CSA. Ele substituiria Cachoeira, de baixo rendimento naquela partida.

Cabe considerar que o empate em Florianópolis é um resultado ainda interessante para o Leão. Com 20 pontos, o time poderia entrar no G8, caso a Tombense não pontue. (Foto: Samara Miranda/Ascom Remo)

Papão reforçado para duelo com o Novorizontino

A principal novidade do PSC para o jogo de segunda-feira com o Novorizontino, na Curuzu, é o retorno do zagueiro Quintana à equipe. Ele esteve fora do time na derrota para o Brusque. Sem Lucas Maia, suspenso, a zaga deve ser composta por Wanderson e Quintana.

Outra presença confirmada é a do volante João Vieira, que não atuou em Florianópolis por conta de um problema de saúde na família. Sem ele, o meio-campo do PSC sofreu mais do que o normal diante de um adversário limitado ofensivamente.

Nicolas, que deixou o campo contundido no primeiro tempo, se recupera para voltar ao comando de ataque. Foi outro desfalque muito sentido pela equipe. Biel, seu substituto improvisado, não encaixou e deixou o ataque fragilizado.

O Papão tenta retomar a arrancada para se aproximar do G4, após cair para a 13ª colocação, com 23 pontos. O Novorizontino é o quarto colocado, com 27 pontos. Invicto há sete rodadas, o time é dirigido por Eduardo Baptista e faz uma campanha estável, com bom aproveitamento fora de casa.

Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa a partir das 22h, na RBATV, com as participações de Liane Coelho e deste escriba baionense. Em debate, a movimentação dos clubes paraenses nas Séries B e C do Campeonato Brasileiro. A edição é de Lino Machado.

Com investimento de R$ 400 milhões, Fogão bate recorde

O torcedor botafoguense nem acredita em tanta fartura na contratação de reforços. Para quem brigava até pouco tempo atrás para ter refugos de outros times, a onda atual chega a ser assustadora. Na janela de contratações para o segundo turno do Campeonato Brasileiro, o clube já contabiliza algo em torno de R$ 340 milhões na aquisição de jogadores, quase todos para o setor ofensivo.

Não por acaso, o time fecha o turno em primeiro lugar e atuando num sistema de quatro atacantes fixos, algo raro no retrancado futebol brasileiro. Matheus Martins é o mais recente nome anunciado pela SAF Botafogo, cujo comandante é John Textor.

É bom considerar que nem sempre a presença de atletas caros funciona como garantia de sucesso. Sobram exemplos de grandes times que sucumbiram ao mau rendimento, simplesmente por não dar liga.

Matheus Martins, que custou R$ 62 milhões, vem se juntar a astros como Thiago Almada, adquirido por R$ 123 milhões. Almada defende a Argentina no torneio de futebol da Olimpíada. Além do meia-armador, o Botafogo já tinha gasto R$ 106 milhões com Luiz Henrique, destaque do time na Série A.

O zagueiro Tuta, avaliado em R$ 60 milhões, pode ser o próximo reforço. Se for adquirido junto ao Frankfurt, o Botafogo fechará a janela com gastos de R$ 400 milhões, quantia inédita para o Campeonato Brasileiro.

Obviamente, com um elenco que inclui ainda Gregore (R$ 13,4 milhões) e Savarino (R$ 13,2 milhões), o time passa a ter a obrigação de brigar por todos os títulos em disputa – Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.

(Coluna publicada na edição do Bola de sábado/domingo, 27/28)

Como autor de ‘Lavoura Arcaica’ ajudou Lula a fundar uma universidade em região antes dominada por nazistas

Presidente celebrou os dez anos do campus Lagoa do Sino da UFSCar ao lado do consagrado escritor Raduan Nassar

Desde seu primeiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou 14 novas universidades federais no Brasil. Todas elas têm sua importância, mas a expansão de uma instituição em específico carrega uma história especial: a criação do campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em Buri, no interior de São Paulo. 

Nesta terça-feira (23), Lula participou da cerimônia de comemoração dos dez anos do campus Lagoa do Sino da UFSCar ao lado do consagrado escritor Raduan Nassar, autor de obras célebres como “Lavoura Arcaica” “Um Copo de Cólera”. Durante o evento, o presidente anunciou um investimento de R$ 79,3 milhões para a UFSCar, sendo que R$ 13 milhões serão destinados a melhorias no campus Lagoa do Sino. 

Hoje com 88 anos, Raduan Nassar doou sua fazenda de 643 hectares em 2011 para que o campus fosse construído. Em 2014, então, durante o governo de Dilma Rousseff, a expansão da universidade foi inaugurada com cursos para atender às demandas da população local, focados em agricultura familiar, segurança alimentar e desenvolvimento territorial.

“Numa tarde, tive o prazer de receber uma ligação do Raduan Nassar, que queria fazer a doação do terreno que, anos depois, se tornaria o Campus Lagoa do Sino da UFSCar. Uma fazenda de 640 hectares que receberia cursos da área agrícola. E estou aqui em homenagem a este importante homem do nosso país”, afirmou Lula durante a cerimônia. 

“Quando aparece um homem que, aos 75 anos de idade, naquela época, assume a vontade e a responsabilidade de se desfazer de um patrimônio dele, como esse aqui, para que a gente pudesse formar milhares e milhares de meninas e meninos nesse país, para ajudar o país a se transformar num país grande, num país importante, num país competitivo, a gente só tem que dizer graças a Deus, Raduan, Deus te pôs no mundo e você está colocando essa dádiva que Deus te deu para o futuro desse país”, prosseguiu o presidente. 

Raduan Nassar nasceu em Pindorama, no interior paulista, e estreou na literatura em 1975 com seu famoso livro “Lavoura Arcaica”. Depois, emplacou outra obra-prima, “Um Copo de Cólera”, em 1978. Ambos foram adaptados para a TV e o cinema e, apesar de ter publicado apenas três romances, o escritor possui reconhecimento internacional e, em 2016, recebeu o Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário da língua portuguesa.

Mais de 600 estudantes se formaram ao longo dos dez anos do campus Lagoa do Sino da UFSCar. Os três primeiros cursos de graduação no local foram engenharias agronômica, ambiental e de alimentos. Em 2016, foram inaugurados os cursos de administração e de ciências biológicas, sendo que hoje o campus oferece também programas de pós-graduação em conservação da fauna e conservação e sustentabilidade.

“O sonho concretizado pode ser visto nas transformações que já identificamos a partir de cada estudante que passa por aqui, se forma, tem a sua vida transformada, muda o curso da história da sua família, e segue assim mudando o mundo”, disse a reitora da UFSCar Ana Beatriz de Oliveira. 

EDUCAÇÃO ONDE ANTES HAVIA NAZISMO E TRABALHO ESCRAVO

Outro aspecto que traz ainda mais significado para o campus Lagoa do Sino da UFSCar é o fato de que as fazendas da região, no passado, já pertenceram a empresários ligados ao nazismo e ao integralismo. Além disso, em uma dessas áreas rurais, entre 1932 e 1941, 50 meninos negros, órfãos do Rio de Janeiro, foram submetidos a trabalho escravo. 

Esse passado foi rememorado pelo estudante de engenharia agrônoma da UFSCar Murilo Piccoli durante a cerimônia desta terça-feira (23) em Buri. 

“É com orgulho que eu digo que um lugar que já foi senzala, hoje é uma universidade pública. As políticas de ações afirmativas pintaram a universidade de povo, permitindo que hoje possamos dialogar e aprender com estudantes negros, indígenas, LGBTQIA+, PCDs, quilombolas, estrangeiros e advindos do ensino básico público”, declarou. 

O historiador Sidney Aguilar Filho, autor de uma pesquisa sobre a história dos nazistas e dos meninos escravizados na região e que deu origem ao livro “Entre Integralistas e Nazistas: Racismo, Educação e Autoritarismo no Sertão de São Paulo”, também esteve presente na cerimônia e presenteou Lula com um exemplar da obra. 

(Com informações da Revista Fórum)

Sobre os enjeitados de sempre

POR GERSON NOGUEIRA

O futebol paraense tem se especializado em situações de submissão dos gestores aos caprichos dos técnicos sobre a escolha de jogadores. É um tema de suma importância, com consequências no rendimento dos times em campo, mas muitas vezes o problema escapa à percepção dos torcedores ou vem disfarçado por suposta decisão de natureza técnica.

Dois jogadores nativos, vindos das divisões de base, têm simbolizado a sem-cerimônia com que os técnicos agem, preferindo atletas mais experientes e caros – refiro-me a salários –, mesmo que não estejam no melhor momento. Por ironia, jogadores desse perfil ganham a titularidade para justificar o investimento do clube.

Em tese, quem deveria ser escalado sempre é o atleta melhor preparado, fisicamente apto e em condições de contribuir para o sucesso da equipe. No mundo ideal, as decisões seguiriam esse critério. No futebol do Pará, não funciona assim.

Vejamos os casos de Juninho, meia do PSC, e Ronald, atacante do Remo. Jovens, ambos vivem um momento especial na carreira. Juninho era o titular indiscutível do Papão, a partir de atuações seguras e convincentes. Isso até a chegada do equatoriano Juan Cazares, contratado para dar mais consistência ao setor de meio-de-campo.

Com a vinda de Cazares, credenciado pela carreira vitoriosa e experiência em grandes clubes, Juninho passou à condição de reserva, fato absolutamente normal levando em conta o tempo de estrada do meia paraense. Ocorre que, para espanto geral, de um momento para outro, Juninho foi rebaixado à condição de terceiro reserva.  

Na segunda-feira, o PSC jogou contra o Brusque em Florianópolis e o banco de suplentes não contava com Juninho. No 2º tempo, quando o Papão lutava para conseguir o empate, o jovem meia-atacante seria a opção ideal para entrar em lugar de Cazares, que não atuava bem.

A comissão técnica optou por levar o veterano Robinho, que passa hoje mais tempo no DM do que jogando. Obviamente, Robinho não iria entrar no jogo, como não entrou. Ao contrário de Juninho, ele não era uma alternativa para a estratégia de pressão que o PSC precisava fazer.

Juninho ficou em Belém, quando poderia ter contribuído para mudar a configuração do PSC em campo. É óbvio que a presença dele não seria garantia de vitória, mas representaria um recurso a mais para um time desprovido de ideias em campo.

Situação até mais antiga envolve Ronald no Remo. A temporada começou com boa participação dele, recuperado de uma lesão séria. Nos quatro clássicos Re-Pa antes do Campeonato Brasileiro, Ronald foi o mais produtivo atacante do Remo, marcando gol na final do Parazão.

Apesar disso, Gustavo Morínigo barrou Ronald do time que estreou (e perdeu) na Série C contra o Volta Redonda, no Baenão. O técnico preferiu escalar Guilherme Cachoeira, trazido do Fortaleza pelo executivo Sérgio Papellin. Ronald continuou fora da equipe nos jogos seguintes.

O paraguaio caiu e o Remo contratou Rodrigo Santana. Ronald seguiu esquecido. Só entrava, quando entrava, nos 10 minutos finais das partidas. Isso se repetiu contra o Caxias, mas Ronald aproveitou bem o pouco tempo em campo: deu o passe para o terceiro gol, de Jaderson, e fez o quarto gol.

Foi sua sentença fatal. Nas partidas posteriores, voltou a ser ignorado e viu do banco o Cachoeira entrar contra o CSA. Como titular, condição que Ronald nunca teve, o ponta indicado por Papellin fez o de sempre, correu muito e não produziu nada. 

Ronald, além de atacante agudo pela esquerda, sabe driblar e cruzar. Disciplinado taticamente, quando deslocado para ajudar na marcação contribui para a equipe. Mesmo com essas qualidades, ficou de fora novamente da relação de atletas para o jogo com o Figueirense, amanhã.

É claro que não é responsabilidade exclusiva das comissões técnicas ou de seus intermediários nos clubes. A omissão aqui é da gestão, que aparentemente teme confrontar os técnicos, por comodismo, ou não tem o conhecimento necessário para cobrar, o que é mais triste ainda. Enquanto isso, o interesse dos clubes é deixado de lado. Até quando?     

VAR na berlinda, como sempre

“Não foi pênalti, o Grêmio vai reclamar com razão. Primeira análise é se o segurar gera impacto, pois nem todo segurar é falta. Segundo ponto, o jogador do Corinthians cai para frente em um puxão. A bola sobra para o companheiro de equipe do atacante que cabeceia livre. O VAR no Brasil segue sendo uma vergonha, é o tipo de lance que só por aqui há interferência e a arbitragem marca.”

Renata Ruel, comentarista de arbitragem da ESPN, sobre o pênalti marcado para o Corinthians no jogo contra o Grêmio

Um primor de lambança no futebol da Olimpíada

O resultado só saiu 2 horas depois do chamado tempo normal. A Argentina perdeu para Marrocos por 2 a 1, mas a demora para definir o placar deveu-se à lentidão do VAR no torneio de futebol da Olimpíada, em St. Etienne, na quarta-feira (24).

A seleção marroquina vencia por 2 a 1 até o fim do segundo tempo, mas o árbitro sueco Glenn Nyberg decidiu brincar com a emoção e deu impressionantes 15 minutos de acréscimos.

Tempo suficiente para o empate da Argentina, que revoltou a vibrante torcida de Marrocos. Muitos objetos foram atirados no gramado, os atletas correram para os vestiários e torcedores invadiram o campo.

A partida foi interrompida e o VAR, por segurança, só divulgou o resultado da análise do gol 2 horas depois. As equipes voltaram a campo para jogar por três minutos. Marrocos, merecidamente, venceu.

O VAR, porém, perdeu. Nada surpreendente para o torcedor brasileiro, acostumado com as patacoadas do árbitro de vídeo. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 26)