Com atuação abaixo do esperado, Papão perde para o Brusque na Ressacada

Em jogo atípico, que teve três expulsões, o PSC perdeu para o Brusque por 1 a 0, na noite desta segunda-feira (25), em Florianópolis. A equipe paraense estava invicta há sete partidas, mas foi surpreendida com uma penalidade marcada aos 8 minutos, que resultou na expulsão do zagueiro Lucas Maia e no gol do Brusque – Rodolfo Potiguar cobrou o pênalti e fez 1 a 0, aos 11 minutos. Apesar de ter a posse da bola, o Papão foi tímido nas finalizações e criou poucas chances.

Antes do gol, o jogo era equilibrado. O Brusque havia tido uma boa chance com Paulino Mocelin e o PSC ameaçou com Paulinho Boia, que chutou fraco. O lance da penalidade gerou dúvidas. Olávio foi lançado por Marcos Serrato após erro de Leandro Vilela no meio-campo. Pressionado por Lucas Maia, o centroavante caiu na área, o pênalti foi marcado e o zagueiro expulso.

Com o centro da defesa reduzido a Wanderson, o técnico Hélio dos Anjos optou por deslocar o lateral Kevin para a zaga e deixou Paulinho Boia fechando o lado esquerdo, tarefa que acabou esgotando fisicamente o atacante ainda no 1º tempo.

Por seu turno, o Brusque aproveitou a vantagem numérica para se impor, criando duas oportunidades. Nicolas sentiu contusão no quadril e foi substituído pelo meia Biel, que não conseguiu dar ao ataque a força necessária.

A opção do técnico por Biel – que ainda não havia estreado na Série B – causou surpresa, levando em conta ainda que havia um atacante de ofício no banco de reservas, o argentino Benjamín Borasi. Ainda no primeiro tempo, o VAR denunciou falta violenta de Serrato sobre Jean Dias. O árbitro então aplicou o cartão vermelho contra o volante do Brusque e o jogo voltou a ter equilíbrio numérico: 10 contra 10.

Na segunda etapa, o PSC ameaçou logo de cara, com um belo chute do lateral Edilson, que passou à direita do gol de Mateus Nogueira. Aos 16 minutos, outra boa oportunidade: livre na área, Edinho encobriu o goleiro, mas Rodolfo Potiguar afastou em cima da linha.

No meio da segunda etapa, com Cazares e Jean Dias cansados, entraram Netinho e Edinho. Esli García só seria lançado, no lugar de Paulinho Boia, a 15 minutos do fim. Na marcação, Val Soares e Leandro Vilela não funcionaram bem e o setor sentiu muito a ausência (de última hora) de João Vieira. A demora nas substituições comprometeu bastante o esforço do time em busca do empate.

Nos contra-ataques, o Brusque criou duas grandes chances, mas falhou nas finalizações. A melhor foi com Diego Tavares, lançado por Potiguar. Na hora de definir, o ex-azulino chutou contra a zaga. A 5 minutos do final, o atacante Osman, do Brusque, que havia acabado de entrar, tomou dois amarelos e foi expulso de campo.

Atuação decepcionante do PSC, que não mostrou em nenhum momento a contundência ofensiva que o jogo exigia. É verdade que as perdas de Lucas Maia, Nicolas e João Vieira (que retornou a Belém por conta de um problema familiar) enfraqueceram a estrutura do time nos três setores, mas situações desafiadoras exigem medidas rápidas e certeiras.

Com o elenco que possui, o Papão não poderia ter substituído Nicolas por um meio-campista e nem permanecer o jogo inteiro com a defesa improvisada.

A próxima partida do Papão será na segunda-feira, 29, às 18h30, contra o Novorizontino, na Curuzu. Mesmo com a derrota, o time segue na 11ª posição, com 23 pontos.

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