ONG da Ilha do Marajó aponta mentiras e deturpações em campanha de Damares

Por Marcos Moreira – Diário do Nordeste

Entidade alerta contra campanha liga a região à exploração e abuso sexual

Entidade faz alerta contra campanha impulsionada por Damares
Entidade faz alerta contra campanha impulsionada por Damares. Foto: Divulgação/Agência Senado

O Observatório do Marajó, entidade voltada à viabilização de políticas públicas no arquipélago paraense, manifestou um alerta contra a campanha que liga a região à exploração e à violação sexual de crianças e adolescentes. Em nota pública divulgada na tarde desta quinta-feira (22), a ONG explica que há redes criminosas em todo o país, não sendo exclusividade da ilha. 

“A população marajoara não normaliza violências contra crianças e adolescentes. Insiste nessa narrativa quem quer propagá-la e desonrar o povo marajoara. Para proteger as crianças da violência, o caminho é o fortalecimento do sistema de proteção e garantia de direitos das crianças e dos adolescentes”, aponta o comunicado intitulado de “Não acredite em tudo o que vês na internet”.

Inicialmente, a campanha ganhou repercussão com a senadora Damares Alves (Republicanos), então titular do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Em 2022, a parlamentar disse que ouviu “nas ruas” relatos sobre estupro e tráfico de crianças no Marajó. A ex-ministra, no entanto, não apresentou provas das denúncias.

O movimento voltou a receber o apoio de famosos depois que a cantora gospel paraense Aymeê lançou a música “Evangelho de Fariseus”, que cita diretamente o arquipélago paraense e supostas violações de direitos humanos. 

Nomes como Rafa Kalimann, Thaila Ayala, Gkay, Luisa Sonza, Ludmilla, Gabi Martins, MC Daniel fizeram publicações cobrando autoridades locais sobre o combate aos crimes. As postagens não detalham um caso ou apresentam dados oficiais. 

“Enquanto ministra de Estado, Damares Alves não destinou os recursos milionários que por diversas vezes prometeu para a região, para fortalecer comunidades escolares. Ao invés disso, atentou contra a honra da população diversas vezes, espalhando mentiras, e abriu tais políticas públicas para grupos privados de São Paulo que defendem a privatização da educação pública”, relata o texto do Observatório do Marajó.

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