Banda inovadora que conseguiu destaque na rica safra do rock dos anos 70, The Modern Lovers nasceu em Boston (EUA) e mergulhou desde cedo no circuito independente. O vocalista Jonathan Richman virou ícone alternativo com seu estilo declamatório que remete a Bob Dylan, Ray Davies (Kinks) e David Bowie, um declarado fã do grupo – regravou o hit “Pablo Picasso” nos anos 80.
Ao lado de Ernie Brooks (baixo), Jerry Harrison (guitarra) e David Robinson (bateria), Richman lançou um álbum forte em 1972, com músicas que foram direto para as paradas, casos de “Roadrunner”, “Modern World” e “Pablo Picasso”. Mesmo depois do fim do grupo, o som se mantém incrivelmente moderno e atual.
Agressivo desde os primeiros movimentos, o Remo atropelou o Canaã ontem à tarde, no Mangueirão lotado, na partida de estreia de ambos no Campeonato Paraense. Pela insistência nas ações ofensivas, os azulinos poderiam ter chegado ao gol logo nos minutos iniciais.
Echaporã foi o mais avançado dos atacantes, explorando os dois lados e buscando sempre o drible. Foi dele a jogada que resultou no primeiro gol, aos 9 minutos. Driblou o marcador e bateu cruzado, mas o zagueiro Pietro interceptou e a bola morreu no fundo das redes.
O mesmo Echaporã marcou o segundo gol, aos 22’. A bola foi cruzada na área pelo meia Camilo e o atacante se meteu entre os zagueiros para ficar com a bola e bater rasteiro na saída do goleiro Matheus Poletine.
O Remo controlava as ações e não permitia ao Canaã sair de seu campo. O único problema era a articulação de meio-campo, onde Camilo e Pavani custaram a aparecer para o jogo; em certo sentido, Camilo era muito vigiado pela marcação.
Aos poucos, a situação foi se tornando mais tranquila para os homens de criação e Camilo teve a oportunidade de trabalhar mais a bola, despontando também naquela que é sua especialidade: a cobrança de faltas e escanteios.
Nos instantes finais do 1º tempo, o Remo voltou a acelerar pelos lados e a trocar passes curtos. Aos 42’, Camilo deu um passe perfeito para Ytalo e este invadiu a área. Diante do goleiro, tocou rasteiro no canto, ampliando para 3 a 0.
Dois minutos depois, Echaporã fez um corta-luz para Camilo receber sem marcação e disparar um tiro à meia altura, indefensável. Remo 4 a 0.
Depois do intervalo, o Remo voltou modificado. Ricardo Catalá resolveu poupar Camilo e Ytalo, lançando Jaderson e Kanu. O time voltou sem a mesma pegada do primeiro tempo, errando mais passes e pouco efetivo nas finalizações. Outra mudança dupla viria aos 23 minutos: Pavani e Echaporã foram substituídos por Henrique e Marco Antônio.
Uma boa chance ocorreria já com Felipinho em campo – ele substituiu Ronald. Aos 28’, ele foi à linha de fundo e cruzou com muito perigo, mas Kanu chegou atrasado. O Canaã quase aproveitou um descuido de Ícaro. Marudá ficou com a bola, mas foi desarmado.
Aos 42’, Kanu foi lançado, driblou dois, mas foi derrubado junto à linha da grande área. Marco Antônio cobrou a falta e colocou no ângulo direito da trave de Matheus, para fechar a goleada em 5 a 0.
Não foi uma exibição primorosa do Remo, mas dentro do nível de expectativa da torcida para uma estreia. Melhores do Leão: Echaporã, Camilo e Pavani.
Faltou respeito: ídolo azulino barrado na escalação
Um suposto acordo com a diretoria teria condicionado Vinícius a ficar como terceiro goleiro neste começo de temporada. Ontem, para surpresa geral, pela primeira vez desde que chegou ao Remo, foi barrado de uma escalação de estreia. Está claro que não faz parte dos planos do técnico Ricardo Catalá.
É uma situação esdrúxula porque Vinícius terminou bem a Série C 2023 e não está em situação de inferioridade em relação aos novos contratados, Marcelo Rangel e Léo Lang. Ídolo da torcida azulina, o veterano guardião merecia pelo menos um fim de contrato com dignidade.
O Campeonato Paraense não é a principal competição do ano para o Remo. Por essa razão, ter Vinícius como titular na competição seria uma forma de homenagear o jogador. E, mesmo que não entrasse como titular, merecia a chance de ser relacionado como o goleiro reserva.
Alguém parece realmente não gostar de Vinícius no Baenão.
Com susto no final, Papão supera o Santa Rosa
Ficou um pouco abaixo do que a torcida esperava, mas a vitória por 1 a 0 garantiu a comemoração do bom público (23 mil presentes) que foi ao Mangueirão no sábado à noite. Marcou também o retorno em grande estilo do ídolo Nicolas, que marcou logo nos segundos iniciais da etapa final.
No 1º tempo, o Papão foi amplamente superior, teve posse de bola e iniciativa, mas esbarrou em problemas de pontaria. Nicolas teve chance para marcar, Val Soares e Edinho também.
O Santa Rosa saía jogando sempre errado e não dava sequência às tentativas de ataque. O PSC era firme na marcação à entrada da área e chegava ao ataque com relativa facilidade.
As dificuldades surgiam no momento de definir os lances. Muita precipitação e pouco apuro nas finalizações. Ao mesmo tempo, faltou qualidade às iniciativas do meio-de-campo.
Com o gol logo no recomeço da partida, o jogo ficou mais favorável à pressão bicolor. Mudanças na equipe, com João Vieira, Netinho, Biel e Hyuri, tornaram a movimentação mais qualificada.
Só que, aos 10 minutos, Flávio quase conseguiu empatar num erro de marcação dos zagueiros do Papão. A bola, chutada sem muita força, bateu no poste direito de Mateus Nogueira e saiu pelo fundo.
Aos 26’, Jean Dias bateu em cima do goleiro e a bola ainda tocou na trave, dando a impressão de ter entrado. No rebote, Biel isolou. Logo em seguida, Edilson arrematou de longe e Nicolas desperdiçou o rebote do goleiro.
Jean Dias quase deixou o dele aos 38’, experimentando da entrada da área. A sequência de desperdícios se completou aos 40’, com João Vieira finalizando duas vezes em cima do goleiro.
Aos 42’, a vitória foi seriamente ameaçada, apesar do domínio do PSC: Pedro Sena cruza dentro da para Rony, que manda na trave com o goleiro batido no lance. Aos 51’, Tiago cabeceia para o gol, mas acerta a bola e o goleiro Matheus Nogueira, o que invalida a jogada.
O triunfo logo na estreia tranquiliza a equipe, mas problemas de posicionamento precisam ser corrigidos. No plano individual, destaques para Bryan, Jean Dias e Nicolas (pelo gol). No Santa Rosa, Pedro Sena foi o melhor.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 22)
O ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, fez uma declaração contundente sobre a inércia do governo de Jair Bolsonaro na investigação do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Cappelli, em sua publicação no X (antigo Twitter) em 21 de janeiro de 2024, salientou a falta de “vontade política” do governo anterior como principal obstáculo para solucionar o caso que se tornou um marco na luta pelos direitos humanos e contra a impunidade no Brasil.
Cappelli destacou a competência e o comprometimento da Polícia Federal sob a nova gestão, enfatizando que, com o apoio técnico e resoluto do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o crime que abalou o país está próximo de ser esclarecido. Ele afirmou que, em pouco mais de um ano, o “inaceitável” assassinato de Marielle e Anderson será solucionado.
A declaração de Cappelli levanta sérios questionamentos sobre a postura do governo Bolsonaro diante de um crime tão significativo. O contraste entre a abordagem do atual governo e do anterior evidência um compromisso renovado com a justiça e os direitos humanos.
A resolução desse caso emblemático, sob a nova administração, marca um avanço significativo na luta contra a impunidade e reforça a importância de uma gestão governamental comprometida com a verdade e a justiça. O caso Marielle, que por anos permaneceu envolto em mistérios e negligências, agora encontra um caminho para a verdade sob a gestão de Lula.
Com esta nova era de transparência e justiça, o governo Lula demonstra uma clara ruptura com as falhas do governo Bolsonaro, reafirmando seu compromisso com os direitos humanos e a dignidade da justiça brasileira. (Do Plantão Brasil)
Uma falta cobrada por Marco Antônio aos 43 minutos do 2º tempo deu números finais à goleada (5 a 0) do Remo sobre o Canaã, na tarde deste domingo (21), no estádio Jornalista Edgar Proença. O primeiro tempo foi o mais movimentado, com o Remo dominando por completo a partida e marcando quatro gols.
Aos 9 minutos, Echaporã cruzou rasteiro e o zagueiro Pietro marcou contra, abrindo o placar. Aos 22′, o próprio Echaporã aproveitou cruzamento de Camilo na área para marcar o segundo gol. No final desta etapa, mais dois gols: aos 42′, o centroavante Ytalo foi lançado por Camilo e marcou 3 a 0. E, logo a seguir, Camilo recebeu livre e fuzilou para o fundo do barbante.
Na etapa final, o Remo fez várias mudanças e o time caiu de rendimento. Camilo, Echaporã e Ytalo foram substituídos, deixando o time menos presente no campo ofensivo. Só nos minutos finais, já com Marco Antônio em campo, a equipe voltou a rondar a área do Canaã.
Aos 43′, Kanu driblou dois adversários e sofreu falta junto à linha da grande área. Marco Antônio cobrou com categoria, longe do alcance do goleiro Mateus Poletine. Um golaço para fechar a vitória remista.
Números do Parazão
Jogos realizados – 6 Gols Marcados – 11
Artilheiros Echaporã, Ytalo, Camilo e Marco Antônio (Remo), Nícolas (Paysandu), Raylson (Caeté), Pedrão e Balotelli (Cametá), Gedoz e Matheus (Castanhal) e Pietro-contra (Canaã) – 1 gol cada
Classificação Remo, Paysandu e Caeté – 3 Cametá, Castanhal, Bragantino, Tapajós, Águia e Tuna – 1 Santa Rosa, São Francisco e Canaã – 0
O técnico é o mesmo, mas os jogadores são outros, em sua grande maioria. A história de que ano novo pede vida nova não funciona bem junto ao torcedor. Entre os azulinos pouco continua viva a lembrança da improdutiva temporada remista em 2023. Isso gera desconfianças em relação ao novo time, que estreia hoje no Parazão contra o Canaã, às 16h, no estádio Jornalista Edgar Proença.
Este é o primeiro grande desafio do Remo em 2024. Precisa convencer sua torcida de que é um digno de crédito logo na competição inicial. Para tanto, investiu alto na composição do elenco, hoje integrado por jogadores bem conhecidos, como Camilo, Ytalo e Marco Antônio.
Candidato natural ao título, juntamente com o PSC – que estreou neste sábado contra o Santa Rosa –, o Remo tem a missão de refazer a ponte afetiva com sua torcida e lutar para impedir que o rival conquiste o 50º título de sua história.
Sob o comando de Ricardo Catalá, que evitou um fiasco maior na temporada passada ao reerguer o time na Série C, o Remo tem ambições maiores do que a conquista do Estadual. Busca o título da Copa Verde, ir o mais longe possível na Copa do Brasil e, acima de tudo, garantir o acesso à Série B.
Para cumprir satisfatoriamente essa agenda é fundamental começar de forma positiva e indiscutível. Vencer o Canaã é obrigação natural. Por isso, a torcida que vai lotar o Mangueirão espera uma atuação convincente, com foco nos novatos e também na prata da casa – Kanu, Felipinho, Paulinho Curuá e Ronald.
O adversário, egresso da Série B1, não tem o mesmo investimento e nem as mesmas pretensões, mas é um franco-atirador, joga sem responsabilidades maiores, o que sempre favorece boas atuações. O Remo, portanto, não pode entrar convencido de que terá vida fácil.
A torcida não verá ainda as duas novas contratações, anunciadas na sexta-feira (19): o centroavante Ribamar e o atacante Kelvin. Dois nomes que geram expectativas distintas. Aos 26 anos, Ribamar tem uma carreira inconsistente. Revelado pelo Botafogo, teve passagem fraca pelo Vasco e só mostrou bom rendimento no Náutico, no ano passado.
Experiente, Kelvin tem um currículo mais alentado, com atuações elogiadas no FC Porto, no São Paulo e no Palmeiras, onde conquistou a Copa do Brasil 2013. Aos 30 anos, é um atacante que explora os lados. Foi assim que conseguiu destaque. Defendeu São Paulo, Vasco, Fluminense, Coritiba, Botafogo e Vila Nova. Estava atualmente no Ryukyu, do Japão.
O anúncio dos dois jogadores fecha a atual etapa de contratações do Remo, que já tem 19 importados. Novos reforços agora, provavelmente, somente após o Campeonato Paraense e a Copa Verde. (Foto: Crystian Jatene/Remo TV)
Uma denúncia de homofobia que exige esclarecimento
Em nota oficial, nesta semana, o Remo se posicionou sobre denúncias de homofobia veiculadas nas redes sociais. “Na averiguação dos fatos, o professor citado já foi convocado para uma reunião que ainda não aconteceu. Tanto a diretoria, na figura do presidente Antônio Carlos Teixeira, como o departamento jurídico irão tomar as medidas legais necessárias para esclarecimento dos fatos”, diz a nota.
Enfatiza, ainda, “o orgulho do nosso quadro de atletas, colaboradores, assim como da nossa torcida que é a maior do Estado e sua pluralidade em todos os sentidos”.
A situação veio à tona nas redes sociais envolvendo uma suposta discriminação contra manifestações afetivas entre nadadores do clube. A repercussão foi extremamente negativa, levando a direção do Leão a abrir nesta semana uma investigação interna para apurar os fatos. O mínimo que se espera é que tudo seja devidamente esclarecido.
Bola na Torre
O programa terá o comando de Guilherme Guerreiro, na RBATV, a partir das 22h, abordando a rodada inaugural do Campeonato Paraense. Participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. A edição é de Lino Machado.
Candidatos a astros pontificam no Pré-Olímpico
Thiago Almada (Atlanta United) e Ezequiel Fernández (Boca Juniors) são dois destaques da seleção argentina que estreia neste fim de semana no Pré-Olímpico da Venezuela. O Brasil escapa inicialmente de um confronto direto com o time treinado por Javier Mascherano. Os dois rivais estão em chaves separadas.
O torneio vai definir duas vagas para o torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. O escrete canarinho, treinado por Ramon Menezes, tem duas estrelas também: Endrick, de 17 anos, negociado pelo Palmeiras com o Real Madrid, e John Kennedy, herói do Fluminense na Copa Libertadores.
Atual bicampeã olímpica (Rio 2016 e Tóquio 2020), a Seleção Brasileira estreia na terça-feira (23) contra a Bolívia, às 17h, em Caracas.
Além da capital, as cidades de Valência e Barquisimeto também serão as sedes do Pré-Olímpico. O Brasil está no grupo 1, ao lado de Venezuela, Colômbia, Bolívia e Equador. Um grupo menos complicado do que o da Argentina, que tem como adversários Uruguai, Paraguai, Peru e Chile.
As seleções se dividem em dois grupos de cinco equipes cada. A fase de grupos vai até 2 de fevereiro. Os jogos serão disputados por pontos, num sistema de todos contra todos na primeira fase. Classificam-se para a fase final as seleções que ocuparem as duas primeiras posições em cada grupo.
Historicamente, a seleção mais bem-sucedida da competição é a verde-amarela, que ganhou o torneio sete vezes, seguida pela ‘Albiceleste’, com cinco.
(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 21)
Petardo do álbum Música para beber e brigar (2003), “Bom é Quando Faz Mal” tem uma letra anárquica e insolente, representativa de tudo que o Matanza fez ao longo da carreira. “Consequência qualquer coisa traz Quando é bom nunca é demais E se faz bem ou mal tanto faz, tanto faz, tanto faz”, vocifera o cantor Jimmy London no refrão. A banda mais inconformista do rock brasileiro não estourou nas paradas, mas dominou a cena independente, com shows sempre lotados. Formado em 1996, no Rio de Janeiro, o Matanza explorou um rock pós-punk, misturado com heavy metal e hardcore, que a mídia nominou de “countrycore”.
Cametá e Castanhal empataram em 2 a 2, na tarde deste sábado, no estádio Parque do Bacurau. Foi um jogo equilibrado nos dois tempos, com direito a um golaço de Felipe Gedoz, que estreava no Japiim. O zagueiro Pedrão abriu o placar para o Cametá aos 37 minutos do primeiro tempo. Menos de 5 min depois, o atacante Balotelli marcou 2 a 0. No segundo tempo, o Castanhal reagiu e buscou o empate.
Aos 13 minutos, Felipe Gedoz acertou um belíssimo chute de fora da área, mandando no ângulo. Curiosamente, o meia se lesionou na jogada e foi substituído em seguida. O gol de empate foi do volante Paulinho, de cabeça, aproveitando uma cobrança de escanteio.
Na quarta-feira (24), o Cametá enfrentará o Canaã no estádio Benezão, em Canaã dos Carajás. Já o Castanhal jogará contra o Remo, no Mangueirão, às 20h, na condição de mandante.
Nos outros jogos da primeira rodada, realizados no sábado, o Caeté derrotou o São Francisco, no Souza, por 1 a 0, gol de Railson. Em Marabá, Águia e Tuna ficaram no 0 a 0, mesmo placar de Bragantino e Tapajós.
NÚMEROS DO PARAZÃO
Jogos realizados – 5 Gols Marcados – 6
Artilheiros Nícolas(Paysandu), Raylson(Caeté), Pedrão e Balotelli(Cametá), Gedoz e Matheus(Castanhal) – 1 gol cada
Classificação Paysandu e Caeté – 3 Cametá, Castanhal, Bragantino, Tapajós, Águia e Tuna – 1 Santa Rosa e São Francisco – 0