CPI do fim do mundo: investigação contra Padre Júlio faz bondade virar crime

A possível abertura de uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo para investigar a atuação do padre Júlio Lancellotti significaria uma inversão de valores ao fazer da bondade um crime. A CPI das ONGs terá como pano de fundo a eleição para a prefeitura da capital. O motivo é a proximidade entre Padre Júlio e o pré-candidato Guilherme Boulos (PSOL). O autor da proposta da CPI é o vereador Rubinho Nunes, do União Brasil, partido que apoia a reeleição de Ricardo Nunes (MDB) e ainda tem Kim Kataguiri, filiado à sigla, como pré-candidato.

A expectativa da direita paulistana é instalar a CPI em fevereiro. O principal alvo da comissão é a atuação do Padre Júlio na região da “Cracolândia”, no centro de São Paulo, e a relação dele com entidades assistenciais. A notícia estourou como uma bomba nos meios políticos paulistas, por representar um ataque direto ao trabalho desenvolvido por padre Júlio.

“Essa gente continua usando esses símbolos para impedir que haja uma maior distribuição de renda no país e na humanidade. Isso é gente que quer que os pobres sejam mortos junto com os bandidos. Já que ‘bandido bom é bandido morto’, por eles, morreriam todos os pobres”, comentou o jornalista Tales Faria, do UOL.

Abaixo, a nota divulgada por Padre Júlio a respeito da CPI:

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