Craque da ‘era de ouro’ do basquete paraense, Pelé morre aos 79 anos

Pelé (Roberto Estevam Lobato) morreu hoje, aos 79 anos. As gerações mais novas talvez não lembrem dele, mas foi um dos maiores atletas paraenses, destacando-se no atletismo, na natação e no basquete, onde firmou seu nome em definitivo. Na foto acima, o time do Paysandu que conquistou o título paraense de 1966. Pelé é o primeiro à esquerda segurando a bola (de pé, no centro, Nelson Maués). O técnico era Chico Cunha.

Bicolor de coração, Pelé foi um atleta polivalente, com atuações destacadas no atletismo, na natação e no basquete, seu esporte preferido e onde fez história. Defendeu ao longo da carreira a Feij, o Remo, a Tuna, o Nacional (AM) e o PSC, onde foi multicampeão. Em 1971, em partida amistosa entre o Papão e a seleção de Roraima, assinalou 125 pontos, um recorde imortalizado em placa comemorativa outorgada pela Federação Paraense de Basquete.

Criado no bairro da Cidade Velha, Pelé começou na natação, praticando na baía do Guajará. Despertou o interesse da Feij, onde conquistou várias competições. Em seguida, passou a praticar atletismo, correndo nos 100 metros, salto em distância, salto em altura e revezamento 4×100. Foi levado para o Clube do Remo, onde ficou cinco temporadas. Depois disso, migrou para o basquete, atuando com a camisa do PSC, com curta passagem pelo Nacional de Manaus.

Pelé integrou o timaço paraense de basquete, formado para participar do 30º Campeonato Brasileiro, em 1972, ao lado de Haroldo Maués, Sérgio Cabeça Braz, Nelson Maués, Jorge Seráfico, Euclides Góes, Bené Cearense, João Carlos Maneschy, Antônio Marçal, Dizé e Maneca, sob o comando de Chico Cunha.

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