Por Luiz Carlos Azenha, na Revista Fórum

O grupo Anistia Nunca Mais publicou manifesto afirmando que, apesar das ações da Polícia Federal e de outros órgãos que apuram eventuais crimes cometidos por Jair Bolsonaro durante seu mandato, não vai desistir de promover um Tribunal Popular para julgar o ex-presidente. “A possível prisão do cidadão Bolsonaro não pode, em hipótese alguma, servir de ponto final. Ela será apenas o ponto de partida”, diz o texto.
O grupo enfatiza que não se pode esquecer a ação de Bolsonaro, empresários e outros aliados durante a pandemia da Covid 19, quando o Brasil registrou 10% das mortes globais com apenas 2,7% da população mundial.
Bolsonaro e a ex-primeira dama Michelle têm frequentado o noticiário com intensidade por conta do desvio de joias do patrimônio público que, segundo a Polícia Federal, teriam sido vendidas nos Estados Unidos, auferindo lucros pessoais.
Para o Anistia Nunca Mais, no entanto, não se pode esquecer as mais de 600 mil mortes da pandemia. “Todos esses atores sociais devem ser julgados”, diz o manifesto em relação a Bolsonaro e àqueles que promoveram desinformação ou lucraram durante a pandemia atacando o isolamento social e promovendo “política de extermínio indígena”.
O texto do manifesto diz também que, se não houver punição exemplar, a política bolsonarista poderá “voltar em tempos de crise”. “A memória é a arma mais forte das populações contra a repetição de catástrofes”, enfatiza o grupo que está preparando um Tribunal Popular para julgar o ex-presidente.