
Mês: agosto 2023
PF realiza reunião de Altos Dirigentes de Polícia sobre crimes na Amazônia
O evento ocorreu nesta segunda-feira (07/08), em Belém/PA, com a presença de representantes de nove países

A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira (7/8) a reunião de Altos Dirigentes de Polícia Sobre Crimes na Amazônia, em Belém, com o objetivo de discutir a problemática dos crimes contra o meio ambiente e prospectar as ações relativas ao tema dentro do contexto policial. Na reunião, os países participantes assinaram uma declaração conjunta de compromisso com a finalidade de intensificar o compartilhamento de experiências e boas práticas no combate aos crimes ambientais, em especial na Amazônia.
Do lado brasileiro, discursou sobre a experiência nacional o Diretor da Amazônia e Meio Ambiente da Polícia Federal, Humberto Freire, e os trabalhos foram conduzidos pelo Diretor de Cooperação Internacional, Valdecy Urquiza.
O diretor-geral da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues, participou da abertura do evento e destacou a importância da cooperação entre as nações no enfrentamento aos ilícitos ambientais: “A implementação de mecanismos de cooperação internacional fortes é o que fará com que estejamos preparados para enfrentar o crime organizado em território amazônico de forma assertiva”.
O diretor-geral anunciou ainda a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) da Amazônia, uma valiosa plataforma a ser estabelecida na região para o compartilhamento de informações e inteligência e para a troca de conhecimento, boas práticas e tecnologia entre as forças policiais e de segurança que o irão compor.
Participaram do evento 17 convidados estrangeiros, representantes de oito países (Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, França (Guiana Francesa)), da Ameripol e da Interpol, mais o Brasil, anfitrião do encontro, que ratificou sua posição de destaque nesse cenário de prevenção e combate aos crimes ambientais no hemisfério sul. O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, também discursou durante a reunião
Um jegue separatista à solta
Resultado e performance
POR GERSON NOGUEIRA
É raro ver na disputa da Série C times que aliem numa mesma partida resultado e performance. Parece algo inconciliável. Pois o Remo conseguiu, no sábado à noite, chegar muito perto da apresentação ideal, justamente aquela que reúne objetividade para fazer gols e qualidade técnica para desenvolver o jogo.
De início, parecia improvável que isso ocorresse neste campeonato. O Remo está, desde o Re-Pa, desfalcado de seu principal atacante, Pedro Vítor. Ficou também sem o melhor meia-armador do elenco, Pablo Roberto, negociado com o futebol português.
Contra o Volta Redonda, um outro fator conspirava contra os planos de uma grande exibição: a situação de quase desespero na tabela de classificação, ocupando posição próxima à zona de rebaixamento, com 17 pontos.
Pela primeira vez na temporada, o time de Ricardo Catalá entrou botando pressão, sufocando mesmo o adversário. Insistiu tanto que nos primeiros 20 minutos chegou a ter mais de 70% de posse de bola. Tocava a bola com rapidez, mas sem pressa excessiva. Envolvia o adversário ganhando espaço pelos lados e investindo, de vez em quando, pelo meio.
As tentativas de finalização se repetiam, mas não em direção ao gol, até que Jean Silva deu um passe de fino trato para Muriqui dentro da área. O atacante dominou para finalizar quando recebeu um pontapé. Pênalti assinalado, o próprio Muriqui bateu e abriu o marcador.
Vitória justíssima, que poderia ter sido ampliada tamanha a superioridade azulina em campo. O único deslize veio quase ao final da primeira etapa. Uma bola perdida no meio-campo acabou chegando aos pés do atacante Ítalo Carvalho, artilheiro do Voltaço. Em curto espaço, ele dominou e bateu forte no canto esquerdo da meta de Vinícius, que não deteve a bola.

Sofrer o empate no primeiro chute a gol do adversário reativou na torcida traumas recentes, como contra o Figueirense e o Operário. Por essa razão, na saída de campo, o time recebeu vaias, mesmo tendo atuado em altíssimo nível. Uma torcida (16 mil espectadores) que também foi fundamental para a conquista dos três pontos.
Veio o 2º tempo e o Remo adotou uma postura exatamente igual à do início da partida. Atacava com os laterais Lucas Marques e Evandro, tendo em Richard Franco o homem encarregado de avançar com a bola e ajudar na aproximação com Muriqui e Jean Silva.
Apesar de uma evolução do Volta Redonda, que saiu um pouco mais de seu campo, animado com o bom resultado, o Remo não alterou o ritmo. Seguiu forçando. Richard Franco, Jean e Muriqui tiveram boas chances, mas o gol da vitória viria de um cabeceio firme de Diego Ivo, aos 22 minutos.

Ainda haveria tempo para que Vinícius se redimisse da falha no gol de Ítalo. Já nos acréscimos, ele defendeu um chute à queima-roupa disparado pelo atacante Henrique. Uma defesa arrojada e perfeita. À altura de um grande goleiro. O futebol por vezes consegue ser generoso.
Com a vitória, o Remo vai a 20 pontos e praticamente afasta a possibilidade de rebaixamento. Mais que isso: passa a olhar para o alto da tabela. Mas, para se classificar, terá que vencer os três jogos que restam. (Fotos: Crystian Jatene/RemoTV e Samara Miranda/Ascom Remo)
Empate importante, com direito a alguns sustos
O resultado não foi o esperado. O técnico Hélio dos Anjos não escondeu o desapontamento com o tropeço em Teresina. Esperava passar pelo Altos para solidificar presença no G8. Esteve perto de conseguir isso, levando em conta o desempenho inicial do time, muito mais agudo que o adversário.
De um escanteio cobrado por Robinho surgiu o gol. Uma jogada cada vez mais eficiente do Papão de Hélio dos Anjos. Vânderson subiu mais que a zaga do Altos e testou para o fundo do barbante.
Como o confronto foi ficando cada vez mais aberto, o PSC segurou um pouco mais o meio e o ataque, resguardando o setor defensivo. Apesar desse cuidado, o Altos conseguiu empatar ainda na primeira etapa.
Marcelo, zagueiro como Vânderson, desviou de cabeça uma cobrança de escanteio e devolveu o entusiasmo ao time do Altos. Essa esperança de conseguir três pontos impulsionou a equipe, que voltou para o 2º tempo com mais velocidade nas tentativas de contra-ataque.
Ameaçou chegar em alguns momentos, com chutes de fora da área que Matheus Nogueira defendeu com arrojo. Com a entrada de Dalberto, Giovani e Vinícius Leite, o PSC passou a atacar com mais consistência, principalmente em cruzamentos vindos do lado direito, primeiro com Anilson e depois com Edilson.
Graças a essa pegada ofensiva, os lances agudos foram se repetindo. Vânderson e João Vieira acertaram a trave. O PSC chegou a fazer o segundo gol, mas a jogada foi invalidada. Aí, nos minutos finais, com a partida totalmente aberta, o Altos quase desempatou, mas a bola passou rente à trave esquerda.
Nas circunstâncias, um bom resultado, mas era o tipo de jogo que podia ter garantido três importantes pontos na luta pela classificação.
Lusa e Águia perdem e estão fora da Série D
A Tuna entrou em campo como favoritaça diante do Maranhão. Havia vencido em São Luís, com méritos, e podia até empatar jogando no Souza. Foi surpreendida por um MAC audacioso nos contra-ataques. Sofreu um gol, perdeu por 1 a 0 no tempo normal e teve que decidir nas penalidades.
Na série extra, triunfo maranhense por 5 a 4. Um duro golpe para os cruzmaltinos, donos de uma belíssima campanha na fase classificatória.
O Águia tinha uma missão mais difícil, enfrentando o Atlético Cearense fora de casa. Caiu por 3 a 0, sendo amplamente dominado durante a partida. Um fracasso inesperado para os campeões paraenses.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 07)
Rock na madrugada – Blur, “Song 2”
Com o britpop e o indie rock como bandeiras, o Blur se impôs na cena londrina a partir de 1989. Damon Albarn, líder e vocalista, chegou a cultivar uma polêmica com o Oasis, a partir de desafios sobre quem vendia mais discos. A “rivalidade” divertiu e mobilizou os fãs das bandas, mas o fato é que o Blur tem características bem diferentes da extinta banda dos irmãos Noel e Liam Gallagher, a começar pelas influências óbvias. O Blur bebeu na fonte de Iggy Pop e Pixies. Já o Oasis sempre fez questão de enaltecer os Beatles como referência. “Song 2” foi lançada em 1997, estourando nas paradas do mundo todo.
Ainda sobre a Batalha do Britpop, vale dizer que o rock britânico dos anos 90 se amparou no sucesso de Oasis e Blur como uma espécie de resposta ao êxito do grunge americano. Precursor do britpop, o Blur surgiu primeiro e já estava na estrada quando o Oasis estreou em 1994.
A rixa entre as duas bandas expunha as diferenças sociais entre elas. O Blur veio da classe média alta londrina, enquanto o Oasis é originário de Manchester, uma cidade industrial de forte influência operária. O deboche e o jeito desbocado dos irmãos Gallagher tinha muito a ver com isso.
Além disso, o Blur sempre teve grande conexão com a moda e o mundo das artes. Já o Oasis, mais simplista nas composições, caprichava na postura marginal, sem se importar com a estética e as mensagens mais elaboradas intelectualmente. No fim das contas, em termos comerciais, o Oasis levou a melhor nas paradas, mas saiu de cena. O Blur, ao contrário, segue vivo e acaba de lançar o álbum The Ballad of Darren, o primeiro em oito anos.
A imagem do dia
Papão empata com o Altos e se mantém no G8
Em partida movimentada, disputada em ritmo forte, Altos e PSC empataram em 1 a 1 neste domingo, em Teresina (PI). O placar foi construído na etapa inicial e o primeiro gol coube ao Papão: Robinho cobrou escanteio e o zagueiro Vanderson cabeceou para o fundo do barbante. Mário Sérgio e Bruno Alves desperdiçaram duas oportunidades de ampliar. O Altos tentou reagir com bolas aéreas. Em lance parecido com o que gerou o gol bicolor, Marcelo empatou para o time piauiense, escorando um cruzamento cobrado do lado esquerdo.
Na segunda etapa, os times mantiveram a correria e o PSC esteve próximo de marcar, colocando duas bolas na trave e até fazendo um gol, anulado por impedimento do ataque. O Altos, mesmo atacando em menor intensidade, também teve chances e o goleiro Matheus Nogueira voltou a pontificar como grande destaque bicolor no jogo. Nos acréscimos, um susto para a defesa do Papão: em cruzamento da esquerda, a bola passou pelo goleiro Matheus Nogueira e quase entrou no gol.
Com o empate, o PSC chegou aos 23 pontos, continuando no G8. O próximo compromisso será contra o Náutico, em Belém.
Ricardo Catalá destaca resultado e boa performance do Leão
A atuação foi extremamente satisfatória, a melhor do time no campeonato. Além de boa performace, o Remo apresentou um jogo consistente e objetivo contra o Volta Redonda, conseguindo à certa altura do 1º tempo 74% de posse de bola. A pressão alta no início da partida deu resultado logo aos 11 minutos, com o pênalti sofrido por Muriqui, convertido pelo próprio. Ele estava há 11 jogos sem marcar. Atuou mais centralizado na frente e teve bom desempenho nos dois tempos.
Na entrevista pós-jogo, o técnico Ricardo Catalá valorizou o resultado, destacando as boas atuações de Jean Silva, que ficou marcado pela torcida após o empate com o Figueirense, e do goleiro Vinícius, que falhou no gol do Volta Redonda e se redimiu espetacularmente nos minutos finais com uma defesa de almanaque.
Catalá, no habitual estilo comedido, defendeu que a torcida tem o direito de criticar – vaiou os jogadores no final do 1º tempo, apesar da excelente atuação -, mas deve evitar fomentar o ódio. Justificou a opção pelo Mangueirão, negando que tirar os jogos do Baenão tenha a ver com a pressão da torcida. Segundo ele, a razão da mudança foi a qualidade do gramado, pois o Remo é um time que se caracteriza por gostar de trocar passes.
De olho na classificação

POR GERSON NOGUEIRA
Na fronteira entre o G8 e o bloco intermediário, ocupando o 8º lugar com 22 pontos, o PSC tem hoje à tarde novo confronto com um time situado na zona do rebaixamento. Contra o lanterna Altos, o time de Hélio dos Anjos busca consolidar a boa campanha dos últimos cinco jogos – 10 pontos em 15 possíveis – para manter o sonho do acesso.
Hélio prometeu na chegada ao Papão que o time iria conquistar o acesso. Esse compromisso tem sido cumprido à risca. O time melhorou tecnicamente a partir da evolução no aspecto físico. Antes de Hélio, o PSC corria menos e parecia inferiorizado aos adversários.
Com o veterano treinador, o time recuperou a competitividade e a confiança nas próprias forças. Mesmo em situações adversas, a equipe reage e alcança bons resultados. Foi assim contra o Amazonas e o Remo. No atual giro pelo Nordeste, os embates são contra times em situação de desespero na tabela.
Na rodada passada, o América demonstrou o quanto pode ser difícil superar times aparentemente inferiores. A Série C é um campeonato democrático quanto à qualidade dos times. Todos têm nível insatisfatórios. Os jogos são disputados na base da valentia e da força. Não há técnica, nem talento.
Nesse aspecto, os times que privilegiam a objetividade tendem a se sair melhor. O PSC é um exemplo disso. Ganhou três jogos seguidos com imensas dificuldades, mas avançou na tabela. É o que importa na competição. Performance não conta, o que vale é o resultado.
Para o confronto deste domingo, Hélio altera um pouco sua filosofia de repetir sempre a mesma equipe. As atuações claudicantes de Vinícius Leite devem garantir a efetivação de Gustavo Custódio no ataque, ao lado de Mário Sérgio e Bruno Alves.
Outra “novidade” é a escalação de Mário Sérgio no comando do ataque, depois de cinco partidas entrando pelos lados do ataque enquanto Nicolas Careca atuava centralizado. O golaço que garantiu o empate em Natal talvez tenha influenciado a decisão de Hélio.
O meio-campo segue com Jacy Maranhão, João Vieira e Robinho. A criatividade passa longe, mas é a formação que Hélio tem mantido desde sua chegada. A construção de jogadas não acontece na meia-cancha, mas tende a ficar nos passes alongados para o ataque. Deu certo diante do América e certamente se repetirá contra o Altos.
A quatro rodadas do fim da etapa de classificação, uma vitória deixaria o PSC muito próximo de assegurar presença na fase de grupos. Item obrigatório para quem pretende chegar a algum lugar, confiança é o que não falta ao Papão, principalmente depois que Hélio dos Anjos colocou em prática sua conhecida linha motivacional.
O valor da experiência na campanha tunante na Série D
Paulo Rangel voltou à Tuna e tem justificado plenamente a nova oportunidade. Além de marcar gols fundamentais, tem sido útil atuando na criação de jogadas. A experiência também conta pontos. Diante do Maranhão, no primeiro confronto eliminatório, o atacante foi decisivo na conquista da vitória dentro de São Luís.
A volta será hoje, no Souza, com amplas possibilidades de um resultado satisfatório para a Lusa, que tem a vantagem do empate. Afinal, o time dirigido pelo técnico Júlio César ostenta trajetória brilhante na competição, firmando-se no pelotão dos times cotados para subir.
É grande a contribuição dos veteranos Paulo Rangel e Marlon para a tranquila caminhada da Tuna até aqui. Obviamente, a fase de mata-mata traz sempre o risco de surpresas, mas pelo que exigiu na ida a equipe é favorita para seguir em frente.
Bola na Torre
Com apresentação de Guilherme Guerreiro, o programa começa às 22h, na RBATV, analisando a participação dos times paraenses nas séries C e D. Participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. A edição é de Lourdes Cezar.
Mudança na lei pode tirar jogador “de graça” dos clubes
Uma nova de recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) deve impactar fortemente o mercado do futebol profissional. Trata-se do FGTS Digital, que passará a vigorar a partir de janeiro de 2024. Os clubes correm o risco de perder atletas e de enfrentar sanções trabalhistas.
O modelo digital acarretará uma alteração no recolhimento do FGTS, que passará a ser feito pelo sistema PIX. Um dos efeitos da nova norma é a liberação (sem ônus) de atletas, caso não seja feito o recolhimento do fundo de garantia corretamente.
A partir deste ano, o tempo máximo de atraso para o recolhimento diminuiu de três para dois meses. A inadimplência do empregador quanto ao FGTS do atleta permite ao profissional o direito de receber todas as verbas rescisórias, inclusive a “cláusula compensatória esportiva”.
Prevista no art. 28 da Lei Pelé e no artigo 86 da nova Lei Geral do Esporte, sancionada pelo presidente Lula em junho, a cláusula compensatória tem dois limites: o máximo, de até 400 vezes o salário mensal no momento da rescisão; e o mínimo, equivalente ao total de salários mensais a que teria direito o atleta até o fim do contrato.
Dessa forma, a rescisão indireta de um jogador permite sua saída “de graça” e o recebimento de todas verbas rescisórias, além da cláusula de compensação. Por isso, além de se adaptar ao sistema PIX, os clubes terão que ficar atentos à data-limite de recolhimento – até o dia 20 de cada mês.
(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 06)
Direto do Twitter
“Uma estimativa da CIA é de que Zelensky e sua turma desviaram U$ 400 milhões em diesel no ano passado de suas próprias forças armadas. Quem escreve é o Seymour Hersh, repórter premiadíssimo. Quem sou eu para duvidar?”.
Luiz Carlos Azenha, jornalista
O recado de sempre
Com boa atuação, Leão supera o Volta Redonda e fica a 2 pontos do G8
O Remo venceu o Volta Redonda por 2 a 1, na noite deste sábado, no estádio Jornalista Edgar Proença, alcançou 20 pontos e subiu para a 12ª posição na tabela de classificação. Foi a melhor atuação do Remo jogando em casa. O Voltaço é o quarto colocado e estava invicto há oito rodadas. A pressão inicial imposta pelo Leão desnorteou o time visitante, que não conseguia sair de seu campo. O sufoco azulino resultou em pênalti sobre Muriqui. O próprio atacante cobrou e abriu o placar, aos 11 minutos.
A atuação do Remo não permitia reação ao Volta Redonda. Renanzinho, Muriqui e Richard Franco perderam boas oportunidades para ampliar. No minuto final do 1º tempo, um castigo: o centroavante Ítalo Carvalho dominou a bola na entrada da área e chutou no canto. Vinícius ainda tocou na bola, mas ela escapou de suas mãos. Uma falha que garantiu o empate ao Voltaço.
Depois do intervalo, o Remo voltou com a mesma postura agressiva e criou seguidas chances, com Jean Silva, Richard Franco e Ronald. O gol da vitória veio aos 22 minutos, após cobrança de escanteio executada pelo lateral Evandro. Diego Ivo subiu mais que os defensores e cabeceou de cima para baixo, vencendo o goleiro Jean.
Aos 46′, Vinícius operou um verdadeiro milagre. Defendeu à queima-roupa um chute forte do atacante Henrique, que recebeu a bola livre na área após a cobrança de uma falta. O guardião azulino, que havia falhado no gol do Voltaço, se redimiu plenamente e saiu de campo aplaudido pela torcida.
Foi a melhor atuação do Remo em Belém nesta Série C. Além de praticamente afastar o risco de rebaixamento, o Leão volta a sonhar com a classificação. O próximo jogo será contra o Manaus, na capital amazonense, no próximo fim de semana.



