
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (9), em Santa Catarina, por suposta interferência no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A prisão preventiva aconteceu na capital Florianópolis, por meio da autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Silvinei está sendo levado para Brasília.
Depoente na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas no último dia 20 de junho, Silvinei negou qualquer interferência no pleito presidencial ou irregularidades nas blitze realizadas pela PRF no Nordeste, reduto de eleitores do presidente eleito Lula (PT), no dia da votação.
Vale ressaltar, que na véspera do pleito, o ex-PRF publicou em suas redes sociais uma imagem em apoio ao ex-presidente e então candidato, Jair Bolsonaro.
De acordo com a PF, os fatos investigados na operação “configuram, em tese, os crimes de prevaricação e violência política, previstos no Código Penal Brasileiro, e os crimes de impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio e ocultar, sonegar, açambarcar ou recusar no dia da eleição o fornecimento, normalmente a todos, de utilidades, alimentação e meios de transporte, ou conceder exclusividade dos mesmos a determinado partido ou candidato, do Código Eleitoral Brasileiro”.