Rock na madrugada – Paul McCartney, “Get On The Right Thing”

Inspirada canção do discaço “Red Rose Speedway” (1973), onde Paul alterna leveza lírica com pegada roqueira, dentro do estilo dos Winggs. Segundo álbum de estúdio da banda e quarto trabalho de Macca após a separação dos Beatles, “Red Rose…” completou 50 anos em abril. Foi lançado ainda pela gravadora álbum foi lançado pela gravadora Apple, precedido pelo megahit “My Love”, que saiu primeiro como single. Subestimado inicialmente pela crítica, é considerado hoje uma joia da carreira solo de Paul, oferecendo uma mescla de sucessos comerciais e canções marcadas pelo refinamento.

As muitas histórias de José Lessa, no podcast da Aclep

José Lessa é um dos mais experientes repórteres do rádio esportivo paraense, com extensa folha de serviços prestados à Rádio Clube do Pará. Marcou época com um estilo contundente, mordaz e às vezes engraçado também. No podcast da Aclep, entrevistado por Gesiel Lopes, ele faz um balanço da carreira vitoriosa, que se confunde com a história do rádio contemporâneo no Pará. Vale a pena acompanhar.

Lula, Sílvio Santos e o recalque

Por Brasilino Assaid Sfair da Costa (*)

Sábado passado, a convite do amigo, o médico Manoel Paixão, fui ao Bar The Beatles, do João, bater um papo com uma turma da saúde. Lá havia outras pessoas que, como eu, não eram da área. Mas todos bem politizados e comprometidos socialmente. Com alguns que estavam perto de mim, e conheci ali mesmo, comentei que iria escrever sobre o recalque da classe média brasileira, tão visível em relação a Lula, mas não a Silvio Santos. Porém, bar, sabe como é, uma conversa emenda na outra, sem que nenhuma chegue à conclusão da narrativa engendrada.

Pois bem, há mais de um ano queria escrever sobre o tema. Trabalho, cansaço, ansiedade, ainda decorrente da Covid-19, sempre adiavam meu plano. Na terça-feira, porém, vi e ouvi o humorista Carlos Alberto de Nóbrega descarregando todo o preconceito e ignorância que caracterizam a quase totalidade dos bolsonaristas, em relação ao Lula. O vídeo viralizou e se transformou no impulso definitivo para meu texto.

Pois bem, quem estudou minimamente História, sabe que um dos cenários que favoreceram a ascensão dos Fascismos, na Europa, foi o medo que grande parte da classe média tinha de perder seu sonho de se tornar elite, ameaçado pela vitória da Revolução Bolchevique, ocorrida em 1917 e pelo crescimento dos movimentos operários. Por aqui, hoje, a classe média, que enfeita sua cozinha com um Air Fryer, comprado em dez vezes, no cartão, vibra e inveja o sucesso de Sílvio Santos, pensa que é rica, e é absolutamente recalcada com Lula.

Ignorantes e burros por opção, se imaginam como o exemplo da meritocracia. Já vi gente dona de empresa pequena, mas que lhe dá uma vida confortável, se gabando de ter vindo do nada, sendo que estudou, no ensino particular, da alfabetização à faculdade. Parodiando Suassuna, se essas pessoas que viveram no ar condicionado, com comida à mesa todos os dias e em escolas particulares definem sua situação com o substantivo nada, que substantivo eu vou usar para expressar o quadro material de quem passa fome, num barraco sem saneamento e energia elétrica?

Aí está o ponto crucial. Essa gente não está nem aí para a miséria. Tem horror, medo! Não se comove em ver crianças famintas perambulando pelas ruas. Mas são capazes de ir às lágrimas com a narrativa da vida de Sílvio Santos. Um simples camelô que se tornou um dos maiores empresários do Brasil. Mas, pera aí, a trajetória do Lula é ainda mais exemplar. Um operário, um metalúrgico, que se tornou, não apenas Presidente do Brasil, mas o Presidente do Brasil mais respeitado e popular no mundo todo. Ah, mas eu não gosto do Lula porque ele é ladrão. Mentira! Conheço bem essa gente. Nunca gostaram do Lula. Sempre carregaram o mesmo preconceito exposto vergonhosamente por Carlos Alberto da Nóbrega. O acusavam de analfabeto, mal educado, sem instrução, desde a década de 1980. Ora, nem Silvio Santos nem Lula têm diplomas universitários. Ocorre que, quando o operário ousou ser candidato, então, o preconceito se multiplicou. E, recentemente, as elites econômicas, apoiadas pelos EUA, num Congresso vergonhoso, valeu-se de uma Justiça promíscua, de um juiz e um promotor criminosos, para derrubar Dilma e jogar Lula na cadeia, num processo de centenas de páginas e nenhuma prova.

Mas esse ódio da classe média ao Lula não tem a ver com corrupção. Nem com comunismo. Nem com grau de instrução. Se for por falta de diploma, Lula recebeu títulos de Doutor Honoris Causa de várias Universidades, no Brasil e no exterior. Não tem a ver, também, com Ditadura. O Silvio Santos, que também não tem diploma superior, apoiou a Ditadura, ora. O problema com Lula é outro. É que ele se importa com os pobres e miseráveis. E eles não aceitam que um cara que veio “de baixo” e virou uma estrela mundial, continue ligado às suas raízes sociais, mesmo sem pertencer mais a elas. É a luta de Lula por justiça social que incomoda essa gente escrota, ignorante e subserviente aos seus exploradores. É o medo de proletarização que as acompanha, como um pesadelo interminável, alimentado, desde o século passado, cinicamente, por extremistas de direita e ultraliberais. Criam fantasmas e os estúpidos acreditam.

Se Lula chegasse à Presidência da República e não se incomodasse com os mais pobres, com a Justiça, com doentes, com indígenas, com o público LGBTQIAP+, com mulheres, com afrodescententes, nem com a Educação e a Ciência. Se o Lula fosse desumano, burro e mau caráter, talvez ele fosse o ídolo dessa gente cretina.
Quem quer dinheiroooo???!!!

(*) Professor de História da rede particular, formado pela UFPA; pesquisador do Departamento de Patrimônio Histórico da Fumbel.

Não há razão prática ou teórica para pôr militares nas escolas

Instituições funcionam melhor com disciplina, mas ela não deve ser imposta a ferro e fogo

Por Hélio Schwartsman, na Folha de S. Paulo

Foram as escolas cívico-militares que me puseram a favor da possibilidade de ensino domiciliar. A perspectiva de um futuro sombrio, em que seríamos governados por Eduardo Bolsonaro e no qual todas as escolas seriam militarizadas, me fez ver com bons olhos a existência de uma saída legal para que os netos que ainda não tenho jamais fossem obrigados a pisar numa instituição dessas.

É certo que escolas funcionam melhor quando há um pouco de disciplina, mas daí não decorre que ela deva ser imposta a ferro e fogo e acompanhada de continências, fardas, ordens unidas e exibições deprimentes de nacionalismo. Um bom diretor civil é em tese capaz de manter as rotinas necessárias ao aprendizado. No mais, jovens precisam ter algum espaço para experimentar e até transgredir. Faz parte do crescimento.

Já a tão propalada excelência das escolas cívico-militares deve ser vista com boa dose de ceticismo. Os entusiastas dessas instituições não apresentam estudos que amparem suas afirmações e nem sequer detalham as estatísticas. De todo modo, não é difícil melhorar o desempenho de escolas isoladas quando elas recebem mais verbas que as outras e têm a oportunidade de direta ou indiretamente livrar-se de alunos com mau desempenho acadêmico ou disciplinar. O desafio para os sistemas de ensino é melhorar com o nível de recursos de que já dispõem e sem excluir ninguém.

Aplaudo com vigor, portanto, a decisão do governo Lula de descontinuar o programa federal de escolas cívico-militares. Governadores dizem que vão mantê-las em âmbito estadual. Não gosto, mas, desde que observadas certas garantias, como a de que sempre haverá alternativas civis para quem preferir, não creio que haja inconstitucionalidade. Está dentro de suas prerrogativas fazê-lo.

O fato concreto é que não há razão prática ou teórica para colocar militares nas escolas. Eles foram há pouco postos na saúde e tivemos um morticínio.

Desenrola: 1,5 milhão de pessoas com dívidas até R$ 100 vão ter nome limpo a partir de 2ª feira

O programa “Desenrola”, criado pelo governo federal para a renegociação de dívidas, começará a operar já na próxima segunda-feira (17). A data foi antecipada pelo Ministério da Fazenda em uma portaria, publicada nesta sexta (14). Por enquanto, a renegociação vale apenas para a faixa 2 do programa, para pessoas com renda mensal de até R$ 20 mil.

Segundo o governo, também a partir de segunda-feira, os maiores bancos do país terão que “limpar o nome” de até 1,5 milhão de correntistas que têm dívidas inferiores a R$ 100. Esse processo tem que ser concluído até o próximo dia 28.

A medida não é um perdão de dívidas. O débito inferior a R$ 100 continuará existindo, mas os bancos se comprometem, pelo programa, a não usar essa dívida para inserir os correntistas no cadastro negativo.

Na prática, se a pessoa não tiver outras dívidas inscritas no cadastro negativo, fica com o “nome limpo” – e pode voltar a comprar a prazo, contrair empréstimo ou fechar contrato de aluguel, por exemplo.

Esse compromisso foi um pré-requisito estabelecido pelo governo para que os grandes bancos pudessem participar do Desenrola. O prazo original iria até o fim de julho, mas foi antecipado junto com a nova data do programa.

A faixa 1 do programa Desenrola, para quem tem renda de até R$ 2.640 (dois salários mínimos) ou está inscrito no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico), deve começar a operar em setembro. (Com informações do g1)

A missão dos artilheiros

POR GERSON NOGUEIRA

O clássico da próxima segunda-feira, 17, vai colocar em xeque a qualidade e a competência dos ataques, com ênfase nos jogadores que têm como responsabilidade maior fazer gols. No PSC, Nicolas Careca é hoje o atacante centralizado e mais avançado, fazendo dupla com Mário Sérgio. No Remo, o veterano Elton surge como opção para a camisa 9, depois de fazer o único gol remista contra o Operário.

Há consenso quanto à importância do Re-Pa para a sequência da Série C. Será, mais uma vez, uma espécie de final para os representantes paraenses. Quem sair derrotado provavelmente sepultará de vez qualquer possibilidade de classificação à fase de grupos. O vencedor, ao contrário, ganha força e entusiasmo para uma arrancada final em busca da vaga no G8.

O PSC, que ocupa a 12ª colocação com 15 pontos, parece mais próximo de um projeto de recuperação depois de uma trajetória confusa e repleta de problemas. A chegada do técnico Hélio dos Anjos representa um sopro de esperança, no sentido de que pode liderar uma reação que parecia quase impossível há três rodadas.

Na partida contra o Amazonas, Nicolas Careca teve um papel importante ao longo dos primeiros 45 minutos, lutando quase sozinho contra a zaga num papel de pivô e de atacante de referência. Fez o primeiro gol e saiu na etapa final, para a entrada de Dalberto.

É quase certo que será titular contra o Remo. Os times de Hélio dos Anjos jogam sempre com atacantes fortes, capazes de executar o jogo aéreo e de brigar dentro da área. Nesse sentido, Nicolas acaba ocupando o espaço central, deixando o artilheiro Mário Sérgio como segundo atacante ou correndo pelos lados.

O Remo de Ricardo Catalá perdeu a formatação inicial, que tinha Pedro Vítor como atacante mais avançado, ligeiramente à frente de Fabinho. Deu certo nas vitórias sobre Aparecidense e Pouso Alegre, melhores momentos da equipe sob o novo comando.

Apesar disso, Muriqui ficou restrito a uma faixa entre os meias e os atacantes, sem fazer um papel bem definido. Contra o Operário, sem Pedro Vítor, Muriqui jogou mais à frente, primeiro com Fabinho e depois com Elton. Não deu muito certo, o ataque errou muito e o veterano atacante fez sua pior apresentação desde que chegou ao Remo.

Para o Re-Pa, o ataque volta a contar com Pedro Vítor, mais Elton (Fabinho) e Muriqui. É uma linha ofensiva interessante, principalmente pela movimentação que Pedro Vítor executa, mas todo o balanço ofensivo dependerá de uma meia-cancha que decepcionou contra o Operário.

Como é o jogo decisivo e os mínimos erros podem influir no resultado, é possível que Catalá monte um meio-campo diferente, talvez até com o retorno de Uchoa ou a presença de Richard Franco, que deixou de ser titular desde a saída de Marcelo Cabo.

No PSC, Hélio busca manter o ritmo imposto na etapa final em Manaus, mas o meio-campo é um setor sujeito a mudanças. João Vieira e Robinho são titulares, mas Jacy Maranhão é dúvida, o que abre a possibilidade da entrada de Artur. Geovani e Nenê Bonilha estão suspensos. (Foto: Jorge Luis Totti/Ascom PSC)

Vitória do S. Paulo expõe derrocada palmeirense

A classificação do São Paulo para a semifinal da Copa do Brasil foi surpreendente apenas para quem não vem observando os jogos do time de Abel Ferreira no Campeonato Brasileiro. Desde que foi derrotado pelo Bahia, em Salvador, o Palmeiras entrou num processo de desorganização e perda de confiança.

Nos sete últimos jogos, foram quatro derrotas, dois empates e apenas uma vitória. É o pior período de toda a gestão do português desde que chegou ao Verdão na temporada de 2021.

Quando foi derrotado pelo Botafogo, dentro de seu estádio, o esquadrão palmeirense escancarou fragilidades que não estavam visíveis até então. A mídia esportiva era unânime em louvar o sistema quase imbatível montado por Abel. A atual sequência revela que algo precisa ser feito para restabelecer a trajetória vitoriosa da equipe.

No confronto de ontem, o São Paulo de Dorival Júnior mostrou-se mais firme e letal no segundo tempo, depois de sofrer um gol espírita na etapa inicial. Conseguiu se impor e cresceu a ponto de obter a virada, com sobras, tendo chances de anotar mais gols – teve um, de Calleri, mal anulado. No placar agregado, São Paulo 3 a 1. Resultado indiscutível.

Divertido foi ver nas mesas-redondas paulistanas o ar desolado de analistas que sempre consideraram quase imbatível o Palmeiras de Abel. Pior foi a reação do clube, sempre buscando atribuir a supostos erros da arbitragem a infelicidade no placar.

Fanatismo da torcida turca invade o Twitter

Para quem está habituado a ver o Real Madrid, Barcelona e Liverpool com mais interações somadas em determinado período, o primeiro semestre de 2023 foi dominado no Twitter por um “penetra”: o Galatasaray. Com mais de 57 milhões de interações, o clube turco foi o que mais somou interações no período, à frente dos gigantes ingleses e espanhóis.

A conta do Galatasaray, em turco, teve performance 13% maior do que a conta original do Manchester United, que acumulou 49,6 milhões de interações entre 1 de janeiro e 2 de julho.

Com alguns jogadores conhecidos, mas sem um super craque no elenco, o Galatasaray se sustenta em nomes como Mauro Icardi, Fernando Muslera, Dries Mertens e Nicolo Zaniolo, mas arrasta aos estádios uma multidão de fanáticos a cada jogo. E agora invade o Twitter, falando em turco, diretamente com seus torcedores.

No Top 10, o Flamengo é o único brasileiro presente. Quanto ao engajamento, o Botafogo aparece em 5º lugar. Na competição entre brasileiros, o Fluminense é o primeiro em número de postagens.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 14)

Rock na madrugada – Neil Young, “Rockin’ In The Free World”

Apresentação de gala do bardo canadense no festival de Glastonbury, em 2009. Registro pesadíssimo e impecável do clássico “Rockin’ In The Free World”. Aliás, Neil Young é um dos maiores criadores de hinos do rock, como “Hey Hey, My My”, “Ohio” e “Heart of Gold”.

Um problema resolvido

POR GERSON NOGUEIRA

O PSC vinha sofrendo com a má fase de seus goleiros. Gabriel Bernard tomou dois frangos contra o Botafogo paraibano. Thiago Coelho deu dois rebotes que causaram a derrota para o Brusque. Hélio dos Anjos, que não é de mandar recado, agiu botando o dedo no suspiro. Mandou os dois goleiros para recondicionamento técnico e promoveu a titular o recém-contratado Matheus Nogueira. Acertou em cheio.

Matheus pegou tudo na estreia contra o líder Amazonas, sábado, em Manaus. Logo nos dois primeiros lances da partida, ele disse a que veio. Suas intervenções evitaram o gol do time amazonense. Depois, ao longo dos 90 minutos, Matheus foi confirmando o bom posicionamento e teve papel fundamental na dramática vitória.

Nos acréscimos, quando o PSC atuava com apenas nove jogadores – Edilson e Wellington foram expulsos –, Matheus contribuiu para dar mais segurança à última linha defensiva da equipe, com defesas importantes.

Fazia muito tempo que o Papão não saía de campo com um goleiro como principal destaque. Matheus foi o melhor em campo. Indicação de Hélio dos Anjos, o goleiro de 25 anos não disputava uma partida oficial desde outubro de 2022, quando jogou pelo ABC na Série C do Brasileiro.

Hélio, que prometeu mudar a cara do time e conseguiu isso com uma vitória surpreendente fora de casa, tem o mérito adicional de não hesitar diante da necessidade de medidas drásticas. Com o estilo forte de sempre, a troca de goleiro foi um acerto que tem jeito de providência definitiva.

Um time ajustado começa por um goleiro que passe segurança ao sistema de defesa. Matheus, de forma até inesperada, chegou e foi logo assumindo protagonismo. Existem muitos outros pontos a corrigir no time bicolor. Hélio terá ainda muito trabalho pela frente, mas o primeiro problema aparentemente já foi solucionado.

Os próximos sete jogos irão testar as convicções do treinador, que desembarcou prometendo classificar e obter o acesso. Para isso, será necessário vencer pelo menos cinco, o que não é uma tarefa fácil. Um aspecto, porém, já é visível: os próprios jogadores demonstram confiar mais no potencial do time.

Antes da chegada de Hélio, o PSC se comportava de maneira caótica na maioria dos jogos, alternando alguns bons momentos e longos períodos de desarrumação em campo. Não por acaso, colecionou recordes negativos – pior defesa e time que levou mais cartões (59 no total, sendo 52 amarelos e sete vermelhos) em 12 rodadas. A partir da subida na tabela, do 16º para o 11º lugar, o momento é propício para acalmar espíritos e ajustar a rota.

Mangueirão deve ser palco da estreia de Diniz na Seleção

Belém segue favorita para receber a primeira partida das Eliminatórias Sul-Americanas, com chances de sediar o jogo contra a Bolívia, a 7 de setembro, no estádio Jornalista Edgar Proença (Mangueirão). A Fifa comunicou a extensão do prazo para indicação de cidades e estádios até 31 de julho para as rodadas 1 e 2 das eliminatórias.

As 10 associações nacionais filiadas à Conmebol foram informadas na segunda-feira, 10. No Brasil, houve vistorias em Belém e Manaus por indicação da CBF. Cabe à entidade definir agora o local que marcará a estreia de Fernando Diniz como técnico da Seleção.

É de supor que a CBF cumprirá o que foi um compromisso assumido publicamente pelo presidente Ednaldo Rodrigues em evento realizado em Doha, durante a Copa do Qatar. Garantiu que Belém receberia a Seleção ainda neste ano de 2023.

Uma das exigências da Conmebol diz respeito às condições do gramado e da estrutura do estádio. O novo Mangueirão tem hoje um dos melhores campos de jogo do país e dependências modernas, no mesmo padrão das arenas Fifa espalhadas pelo mundo.

Em fase iluminada, Botafogo recebe novo comandante

O lusitano Bruno Lage chegou ao Rio de Janeiro ontem para assumir o Botafogo, em substituição ao seu compatriota Luís Castro. Nos últimos dois jogos, o time foi comandado por Cláudio Caçapa e Lúcio Flávio. A vitória sobre o Patronato por 2 a 0, ontem, pela Sul-Americana, teve ainda a assinatura de Caçapa.

“Faremos de tudo, eu e minha comissão técnica, para continuar essa temporada fantástica. Já comandei um glorioso em Portugal e, hoje, estou comandando um glorioso no Brasil. Estou feliz por ser o escolhido para levar essa tarefa até o fim”, garantiu o técnico.

As palavras iniciais ajudam a desfazer uma preocupação do torcedor do Botafogo, que temia algum tipo de intervenção drástica de Bruno Lage num time que está encaixado e cada vez mais confiante de sua própria força. Mexer o mínimo possível é o que todo botafoguense espera de Lage.

Com Castro o novo técnico tem muitos pontos em comum. Quando o antecessor coordenava o futebol do Porto, Lage era treinador da base do Benfica. “Nos cruzamos várias vezes. Quando assumiu a equipe B do Porto e a equipe A, eu fiz o mesmo percurso”, diz Lage.

Famosa pelo apego à superstição, a torcida botafoguense tem bons motivos para acreditar no êxito do novo treinador. É que, por incrível coincidência, ele foi apresentado no mesmo 12 de julho em que Paulo Autuori chegou ao Brasil para assumir o time em 1995, ano da graça do segundo título brasileiro do Glorioso. Que assim seja. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 13)

Lula homenageia Cancellier: “Nunca mais essa insanidade”

Durante solenidade no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, o presidente Lula homenageou o reitor Cancellier, da Universidade de Santa Catarina: “Nunca mais essa insanidade”, afirmou Lula durante o discurso aos conselheiros, referindo-se à tragédia pessoal de Cancellier, que se suicidou após ser alvo de perseguição e denúncias da Lava Jato – sem provas, para variar.