O radialista e jornalista Luiz Eduardo Anaice morreu na manhã desta terça-feira, vítima de infarto. Tinha 69 anos e uma carreira marcante, de grande sucesso no rádio e na TV paraense. De estilo irreverente, criou um jargão próprio para se dirigir ao público. Conquistou audiência e ajudou o programa Barra Pesada a se consolidar durante a década de 90. Virou lenda, uma celebridade, transformando-se na cara do programa. Nas internas, era um homem tímido diante de estranhos, embora sempre brincalhão com os amigos e colegas de trabalho.
Amapaense de nascimento, veio para Belém trabalhar na Rádio Clube e construiu uma carreira de sucesso na Rádio Marajoara nas ondas do icônico “A Patrulha da Cidade” e chegou à TV meio por acaso. O programa Barra Pesada já estava no ar, abrindo espaço com a combinação de jornalismo comunitário e temas policiais, além de grandes reportagens, quando Anaice chegou para fazer uma simples experiência.
Quem o trouxe para reunir comigo – que era, à época, o diretor do Barra Pesada e gerente de Jornalismo da TV RBA – foi o repórter Paulo Baía, que trabalhava com ele na Marajoara e era da equipe de esportes da TV. Todo encabulado, Anaice disse de cara que não se sentia preparado para trabalhar em televisão, mas acabou convencido a sair com uma equipe de externa para fazer uma espécie de teste.
Voltou desanimado, cabisbaixo, achando que o material havia ficado ruim. Ledo engano. O teste ficou tão bom que optei por usar como matéria, que exibimos no Barra Pesada do dia seguinte. Estava ali naquele primeiro VT todo o arcabouço de jargões e chistes que ele depois iria celebrizar no Barra e nos programas que passou a estrelar posteriormente dentro da RBA, entre os quais o Metendo Bronca.
“Não vem forte que sou do Norte”, “não te mete senão o pau te acha” e muitas outras expressões foram lançadas por ele e imediatamente acolhidas pelo público, virando termo corrente nas ruas. Quando ficou mais familiarizado com a linguagem televisiva, inventou a escrachada Escolinha do Tio Anaice, entrevistando com graça e leveza tipos humanos curiosos que encontrava nas delegacias. Honrou como poucos o slogan do Barra Pesada, “o programa que vai aonde o povo está” (expressão roubada de uma canção de Milton Nascimento).
Autodenominado “chicote do povo”, foi dele o impulso maior para que o Barra se consolidasse e alcançasse a liderança na audiência na faixa de 13h às 15h, consagrando a pioneira experiência de jornalismo-raiz na TV paraense, copiada exaustivamente depois. Anaice era um talento natural e intuitivo, uma figura humana humilde e simplória. Fazia tanto sucesso no Barra que acabou enveredando pela política, conseguindo se eleger vereador e deputado federal, mandato a que renunciaria por razões pessoais.
Depois da explosão inicial no Barra Pesada, Anaice ganhou a oportunidade de estrelar programas próprios na grade da RBA, sempre com grande repercussão. Sua morte precoce consternou todos os que – como eu – privavam de sua amizade e carinho.
Foi uma honra trabalhar com o Anaice durante os tempos áureos do Barra Pesada. Pela amizade e companheirismo, além da humildade para aceitar eventuais orientações. Um sujeito sensacional do tipo que faz falta quando se ausenta. Que Deus o receba em paz.
Banda formada em 1978, em Birmingham, Reino Unido, por John Taylor e Nick Rhodes. A história do grupo começou de forma inusitada. Taylor era segurança e Rhodes trabalhava como DJ num clube noturno. Fãs de música, decidiram começar a tocar lá mesmo. Depois, o trabalho ganhou corpo com a chegada de Andy Taylor e Simon LeBon, que assumiu o vocal do Duran Duran, função que mantém até hoje. “Ordinary World”, um dos sucessos mundiais do grupo, é de 1993. A letra fala da rotina das amizades que vão e vêm num mundo marcada por batalhas diárias de sobrevivência.
O PSC foi aguerrido, soube conter o ímpeto inicial do adversário e chegou ao gol através de um pênalti inexistente – o Remo também teria um penal fantasioso em seu favor. O lance, aos 34 minutos, foi o primeiro ataque da equipe de Hélio dos Anjos no jogo, o que dá bem a medida de seu encolhimento ao longo do 1º tempo. Apesar dos muitos erros, alguns do próprio técnico, a vitória sorriu para o Papão, que chega à 10ª posição.
Justiça em futebol é item inexistente e irrelevante. O Remo começou melhor, arriscando mais e buscando o ataque, aparentemente tentando resolver o jogo nos primeiros minutos. Algo surpreendente, visto que Ricardo Catalá lançou um meio-campo lento e pouco criativo, com Claudinei, Marcelo e Rodriguinho. No 2º tempo, o Leão foi superior e botou pressão até o fim, mas a zaga bicolor foi bem e o goleiro Matheus Nogueira, não por acaso escolhido o melhor em campo.
Apesar dessa limitação natural, o Remo ocupou com mais consistência os espaços e teve ímpeto para ir à frente, embora se atrapalhando nos erros de passe. Algumas tomadas de decisão, principalmente do lateral Lucas Marques, também atrapalhavam, mas os homens de frente – Elton, Muriqui e Pedro Vítor – tiveram aproximação e chances para finalizar.
Já o PSC se mantinha atrás, pouco agressivo e dependendo muito de uma meia-cancha com um a menos. Robinho voltou a ser peça nula e João Vieira se desdobrava para fazer o time sair do campo defensivo, mas a lentidão prevalecia.
Na frente, as bolas chegavam com extrema dificuldade a Nicolas Careca e Mário Sérgio. Vinícius Leite apareceu no lance do penal. Sofreu um leve toque de Claudinei e desabou. O árbitro foi no embalo e assinalou a infração.
Mário Sérgio cobrou e abriu o placar. Abalado, o Remo saiu jogando de maneira atabalhoada e quase entregou a rapadura no minuto seguinte. Nicolas Careca quase fez o segundo, a defesa afastou e no rebote o PSC teve nova oportunidade de ampliar.
Depois do intervalo, como era de prever, Catalá mexeu na equipe, substituindo Marcelo e Rodriguinho. Com isso, lançou o Remo todo ao ataque, abrindo deliberadamente o meio e a defesa. Terminou com cinco atacantes – Vítor Leque, Fabinho, Elton e Ronald.
Aos 8 minutos, um lance de bate-rebate na área, resultou em pênalti marcado sobre Elton. Outra interpretação equivocada do árbitro, pois a falta não existiu. Muriqui cobrou, “telegrafando” onde iria mandar a bola e Matheus saltou no canto certo, evitando o gol.
Foi possivelmente a bola do jogo para o Remo, que, no caso de empate, partiria em busca da vitória, até pela formação que teve na etapa final. O volume imposto à partida também foi superior, que parecia excessivamente preocupado em segurar o placar. Sem Pedro Vitor, lesionado, o Remo passou a depender das subidas de Evandro pela esquerda. E o lateral foi novamente um dos melhores do time.
A partir dos 15 minutos, o Remo partiu para tentar o empate de qualquer maneira, com os problemas que esse tipo de estratégia carrega. Ronald, que demorou a entrar, partiu para as jogadas pelos lados e Richard Franco tomou conta da saída de bola, com bom desempenho.
Pablo Roberto teve duas boas chances, a melhor delas quando teve a bola nos pés e poderia encobrir o goleiro, que saiu do gol para cortar o lance. O meia, porém, mandou pela linha de fundo. Do lado bicolor, em jogada quase parecida, Mário Sérgio também desperdiçou.
O clássico terminou em ritmo eletrizante, mas não o suficiente para apagar a impressão de um confronto entre equipes limitadas, com problemas que começam no comando e se estendem à performance dos jogadores.
Um clássico rico em falhas de técnicos e jogadores
Hélio dos Anjos, invicto nos clássicos (11 jogos, 8 vitórias e 3 empates), comemorou intensamente o resultado na entrevista pós-jogo. Tem méritos e motivos para isso. O PSC atual é melhor do que o de três rodadas atrás. É mais confiante e organizado, mas segue com problemas. Ele e Ricardo Catalá cometeram deslizes que deixaram o jogo menos qualificado.
No Papão, espanta o posicionamento de Mário Sérgio, que fica a maior parte do jogo longe da área. Atacante de boa técnica e em fase positiva, ele não pode ser utilizado pelos lados. É um pecado que Marquinhos começou e Hélio tem mantido teimosamente.
Na meia-cancha, outra teimosia só encontra explicação pela pressão natural dos gastos com o jogador. Robinho, que passou por vários clubes da Série A, maior salário do PSC, cumpre tabela. Não corre, não marca, pouco participa das jogadas e deixa o time mais frágil no meio-campo.
Do lado remista, Catalá ficou quase 60 minutos com o improdutivo Marcelo em campo, contribuindo para as dificuldades de fluência e velocidade que o Remo tinha no meio. Claudinei jogou por ele e pelo companheiro. No banco, esquecidos, Richard Franco e Curuá.
Vitor Leque até entrou bem, jogando mais que os 25 minutos habituais, mas Ronald demorou a ser lançado. Muriqui, mesmo perdendo o penal, deveria ter sido preservado até o final, pois jogava bem.
Mestre Kfouri se rende à esplêndida campanha do Fogão
Sob o título “A fenomenal campanha do Botafogo”, Juca Kfouri escreve coluna tecendo loas à campanha botafoguense na Série A. “Jamais, em 15 rodadas, na história do Campeonato Brasileiro, um time atingiu 39 pontos como o Botafogo, aproveitamento de espantosos 86%. Se o Glorioso fizer os mesmos 39 pontos, não em 15, mas nas 23 rodadas restantes, vai fazer 78 pontos, o que praticamente garante o título”.
É mais um nome de respeito e credibilidade, conseguindo enxergar o que os céticos ainda sustentam que é pura sorte ou mero acaso.
(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 18)
O cantor João Donato morreu aos 88 anos, nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro. A causa não foi divulgada. A informação foi confirmada por meio de um comunicado oficial. “Hoje o céu dos compositores amanheceu mais feliz: João Donato foi para lá tocar suas lindas melodias. Agora, sua alegria e seus acordes permanecem eternos por todo o universo”, informou a equipe do músico, por meio do Instagram.
O artista enfrentava uma série de problemas de saúde e, recentemente, tratou uma infecção nos pulmões. Em junho, conforme publicado pelo filho Donatinho, ele esteve internado. “Vim passar uns dias para mimar o Big Donato, agora que ele teve alta do hospital. Ele pediu para eu cozinhar um dos pratos preferidos dele, o Spagabola (mais conhecido como Spaguetti a Bolognesa)”, publicou Donatinho, filho do compositor, no dia 30 de junho.
João Donato de Oliveira Neto, mais conhecido como João Donato, nasceu em 1934 em Rio Branco, no Acre. A paixão pela música começou ainda na infância. Anos depois, em 1945, a família se mudou para o Rio de Janeiro. À época, as primeiras apresentações no palco aconteceram em festas de colégio.
Já a primeira gravação profissional foi como integrante da banda do flautista Altamiro Carrilho. Tempos depois, porém, ele passa a trabalhar com o violinista Fafá Lemos, como suplente de Chiquinho do Acordeom. O artista frequentou o Sinatra-Farney Fã Clube, na Tijuca, por 17 meses. O local é considerado por críticos uma das principais escolas para a geração que anos depois criaria a Bossa Nova.
Com apenas 17 anos, ele namorou Dolores Duran – que tinha 21 anos. À época, no entanto, o relacionamento dividiu opiniões e despertou preconceitos por causa da diferença de idade. O compositor colocou um ponto final no namoro por causa de brigas familiares.
João Donato criou o próprio grupo, Donato e Seu Conjunto, em 1953, e também integrou o grupo Os Namorados. Um ano depois, ele decidiu montar o Trio Donato. O artista mudou-se para São Paulo em 1956, quando atuou como pianista no conjunto Os Copacabanas e na Orquestra de Luís Cesar. O primeiro LP da carreira, “Chá dançante”, foi produzido por Tom Jobim e lançado na mesma época.
Ele retornou ao Rio de Janeiro anos depois, em 1958, e passou a dedicar-se ao piano. Um ano depois, o músico viajou para o México com Nanai e Elizeth Cardoso. A mudança para os Estados Unidos aconteceu logo em seguida, país em que viveu durante três anos. Donato trabalhou ao lado de nomes como Carl Tjader, Johnny Martinez, Mongo Santa Maria e Tito Puente no período em que morou no país norte-americano. Ele acompanhou João Gilberto durante uma turnê pela Europa.
A volta para o Brasil aconteceu em 1962, já casado com a atriz norte-americana Patricia del Sasser, mas acabou retornando para os EUA – onde viveu por mais dez anos. Donato foi amigo dos principais nomes da bossa bova, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, João Gilberto e Johnny Alf.
De volta ao Brasil, nos anos 1970, o músico atuou como arranjador de diversos álbuns. Ele também trabalhou com nomes como Caetano Veloso, Daniela Mercury e Gal Costa.
LONGE DOS HOLOFOTES
Donato ajudou a moldar a MPB nos anos 1960 e 1970 com a elegância do seu piano e contribuiu com grandes clássicos, muitos com colaborações de peso na letra — como “A Rã” (Caetano Veloso), “Bananeira”, “A Paz (Leila IV)” e “Emoriô” (Gilberto Gil) —, mas não foi um medalhão midiático. Ele soube disso quando gravou “Quem é Quem” em 1973, no Brasil, após uma temporada nos Estados Unidos.
Com som próprio, meio bossa nova, meio jazz (mas sempre temperado com molho latino) foi cultuado por músicos, e o álbum, listado entre os 100 melhores discos brasileiros da revista “Rolling Stone”. Na hora de lançá-lo, ouviu do dono da gravadora que o trabalho não entraria no “esquemão” de outros artistas.
“Então não vai ter nenhum esquema”, pensou Donato. “Um amigo meu me disse: ‘Se eu fosse você, pegava uma caixa de discos na divulgação, ia ao Outeiro da Glória [morro do Rio de Janeiro], jogava os discos lá de cima e pedia para a televisão filmar'”. Ele obedeceu. Com as câmeras apontadas, jogou cópias de “Quem é Quem” para o alto. “Lancei a meu modo”, relembrou, gargalhando, em entrevista ao UOL em 2016.
“Serotonina”. O músico lançou o último álbum em 2022, o primeiro solo de canções inéditas em 20 anos. O projeto marcou a estreia de parcerias com compositores como Céu e Rodrigo Amarante. O disco foi inspirado pela ideia da música como cura.
“Serotonina é a substância do prazer, do bem-estar. E uma boa música pode trazer tanto prazer que é como uma dose de serotonina pura, 10ml, na veia, de manhã e em jejum! Então, o importante é tocar músicas que trazem essa serotonização, para ouvir e se encharcar de prazer”, disse Donato, em texto enviado à imprensa, à época. (Com informações do UOL)
Acima, clipe de “Nasci para Bailar”, composição de Donato com o paraense Paulo André Barata.
Os destinos de PSC e Remo se cruzam hoje à noite, no estádio Jornalista Edgar Proença, no clássico que pode definir quem vai continuar na luta pela classificação e quem passa a lutar contra o rebaixamento – nesse sentido, adquire um caráter eliminatório. Pela classificação atual, remistas e bicolores, distantes do G8, precisam com urgência de recuperação dentro do campeonato.
No Re-Pa, que pode ser o último da temporada, não há rigorosamente favorito. Os times se equiparam até nas campanhas tortuosas. O PSC tem dois pontos à frente do rival, mas (ao lado do Confiança) tem a pior defesa, com 20 gols sofridos.
O vencedor do clássico pode se aproximar mais da zona de classificação. O PSC iria a 18 pontos, ficando no 10º lugar. Já o Remo, com 16 pontos, poderá ultrapassar o Figueirense e ficar com a 11ª colocação, se vencer por dois gols de diferença.
O fato é que o clássico será um divisor de águas e, ao mesmo tempo, pode representar a redenção, pois o vencedor sairá indiscutivelmente fortalecido para brigar com mais força e fé pela classificação. Neste momento, pelo bom resultado obtido contra o Amazonas, o Papão parece mais confiante na possibilidade de alcançar um bom resultado.
Os azulinos, abalados pela derrota em casa frente ao Operário, vivem a pressão natural de quem precisa dar respostas imediatas. Ricardo Catalá é um técnico conhecido por trabalhar o lado motivacional, o que deve contribuir para que o Leão esteja fortalecido para o confronto de hoje.
Acima das expectativas, porém, vem o aspecto técnico. Nesse sentido, os dois times apresentam problemas sérios, principalmente nos setores de meio-campo e ataque. O PSC venceu quatro jogos na competição, com um ataque que só conseguiu marcar 11 gols nos 12 disputados. E Mário Sérgio, seu goleador, está cada vez mais afastado da área.
Desde que o técnico Hélio dos Anjos chegou, o astral da equipe mudou e o condicionamento também. Sujeito a constantes apagões na competição, o PSC passou a ser mais guerreiro e forte na marcação desde a vitória sobre o Amazonas, segunda partida sob o comando de Hélio.
Consciente das fragilidades que o time apresentava, Hélio tem insistido em treinos em dois períodos e reforço da parte física. Com isso, busca extrair mais qualidade de um grupo de jogadores que vive em constante mutação.
Só na semana passada, chegaram dois jogadores – o lateral Kevin e o atacante Gustavo Custódio. Nos próximos dias, será anunciado um lateral direito, fazendo com que o número de contratações atinja a marca recorde de 42 atletas desde janeiro.
Do lado azulino, os problemas do Remo não diferem muito dos do PSC. O Leão tem apenas 13 gols anotados e três vitórias, todas conquistadas já na gestão de Catalá. De um time montado inicialmente com Uchoa de referência no meio-campo e Pedro Vitor no ataque, lesões e suspensões dificultaram a repetição de uma mesma formação.
Para agravar ainda mais as coisas, o Remo tem uma equipe titular repleta de veteranos – Vinícius (38), Muriqui (37 anos), Elton (37), Diego Ivo (34), Rodriguinho (35), Claudinei (34) e Marcelo (34) –, o que naturalmente se reflete na baixa intensidade do time.
Todas as imperfeições e incertezas entram em campo hoje, dando ao jogo a condição de tira-teima eliminatório e prestação de contas antecipada. O torcedor vai saber, ao cabo dos 90 minutos, qual dos times errou menos e pode acreditar mais. Em caso de empate, tudo seguirá rigorosamente na mesma.
No tênis, o jovem Alcaraz triunfa sobre Djokovic
O espanhol Carlos Alcaraz conquistou seu primeiro título de Wimbledon, derrotando ninguém menos que Novak Djokovic. Resultado esperado para um atleta em ascensão. A questão é que ele encarou na decisão um dos melhores tenistas do mundo, que nos últimos anos, principalmente em 2020 e 2021, ficou mais conhecido pelo negacionismo em relação à vacina em plena pandemia de covid-19.
Nesse aspecto, acabou dando um péssimo exemplo para os fãs em meio a uma tragédia sanitária que vitimou milhões de pessoas no mundo inteiro. Detalhe: nunca se desculpou pelo passo em falso.
Tuna perde invencibilidade e Águia dispara goleada
Com 6 a 1 no placar, após levar um susto no primeiro tempo, o Águia aplicou uma convincente goleada sobre o São Raimundo, no estádio Zinho Oliveira, na estreia do técnico Rafael Jaques na direção do time. Uma vitória que teve como destaque o atacante Vander, autor de dois gols.
O triunfo, além do efeito revigorante após a saída do técnico Mathaus Sodré, trouxe a classificação antecipada à segunda fase (mata-mata) do Brasileiro da Série D.
A Tuna foi a Manaus e perdeu a invencibilidade de 11 jogos dentro da competição, sendo derrotada pelo Nacional por 2 a 1. A Águia Guerreira foi hesitante no primeiro tempo, mas teve um bom rendimento na etapa final, alcançando o empate. Um descuido nos minutos finais permitiu a vitória do Naça, que assumiu a liderança do grupo.
Futebol de muro baixo vira o paraíso dos veteranos
Alexandre Pato, que muitos já consideravam aposentado, com passagem apagada pela liga norte-americana de futebol, ressurgiu ontem pelo São Paulo e fez até gol. Além de colaborar com a goleada sobre o Santos, aplicou uns dois dribles que fizeram o torcedor se empolgar.
A idade (33 anos) não é o ponto mais complicado na trajetória do atacante. A inconstância técnica e as muitas lesões são os problemas mais preocupantes. Promessa de grande craque que nunca se concretizou, Pato ganha outra generosa chance de encerrar a carreira em nível digno.
(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 17)
Questionado pelo repórter Jorge Talmonse se houve agressão ou injúria contra o ministro do STF, Alex Zanatta respondeu: ‘Não. De forma alguma’. Afirmação foi feita logo após o depoimento.
O empresário Alex Zanatta, um dos acusados de agressão ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre Moraes, e ao filho dele, prestou depoimento neste domingo (16) à Polícia Federal (PF), em Piracicaba (SP). A defesa de outros dois acusados — Roberto Mantovani Filho, e a mulher, Andreia Mantovani — divulgou uma nota negando que eles tenham começado as ofensas, mas admitindo que houve um desentendimento verbal entre Andreia e duas pessoas que acompanhavam o ministro.
Ainda na nota, os acusados lamentam o ocorrido, dizem que houve um mal-entendido e pedem desculpas ao ministro. O caso ocorreu na sexta-feira (14), no aeroporto de Roma, na Itália. Também neste domingo, outras autoridades brasileiras manifestaram apoio ao ministro Alexandre de Moraes e à família dele.
A Polícia Federal intimou quatro pessoas pelo caso. Um deles é o Alex Zanatta, que aparece em uma foto tirada no aeroporto de Roma, onde o ministro Alexandre de Moraes e sua família foram hostilizados e agredidos.
O depoimento de Zanatta à PF ocorreu pela manhã. Na saída, em entrevista ao repórter Jorge Talmon, ele e o advogado negaram as acusações. “Ele nega em absoluto que fez qualquer ofensa ao ministro. Mas nós estaremos esclarecendo isso nos autos e tudo será muito bem esclarecido no curso das investigações”, afirmou o advogado Ralph Tortima.
Questionado se houve agressão ou injúria, Zanatta respondeu: “Não. De forma alguma”.
Os outros três intimados a depor (Roberto Mantovani Filho, a esposa Andreia Mantovani e o filho) não compareceram, alegando que já tinham viagem marcada para Santa Catarina. Eles apresentaram à PF as passagens compradas com antecedência. Os depoimentos foram remarcados para próxima terça-feira (18).
A defesa da família divulgou a seguinte nota:
Roberto Mantovani Filho e sua esposa lamentam, sinceramente, todo o acontecido, estando convictos da existência de equívoco interpretativo em torno dos fatos. Esclarecem que as ofensas atribuídas como se fossem de Andréa ao Ministro Alexandre de Moraes foram, provavelmente, proferidas por outra pessoa, não por ela. Que dessa confusão interpretativa nasceu desentendimento verbal entre ela e duas pessoas que acompanhavam o Ministro. Que diante dessa discussão, que ficou acalorada diante das graves ofensas direcionadas a Andréa, Roberto, que tem mais de 70 anos, precisou conter os ânimos do jovem ofensor. Dessa forma, reiteram que em nenhum momento ocorreram ofensas, muito menos ameaças ao Min. Alexandre, que casualmente passou por eles nesse infeliz episódio. Mesmo assim, se desculpam pelo mal entendido havido, externando o veemente respeito que nutrem pelas autoridades públicas, extensivo aos seu familiares.
Esclarecem, ainda, que aguardarão a divulgação da íntegra das imagens eventualmente captadas no aeroporto, acreditando que serão esclarecedoras do mal entendido havido. Por fim, manifestam acreditar numa apuração isenta, técnica e equilibrada. Inclusive, já assumiram o compromisso de comparecer perante às autoridades investigantes, o que se dará muito em breve, em data já agendada.
Sobre o filho do casal, Giovani Mantovani, a defesa disse que ele presenciou o ocorrido e não teve qualquer participação. O ministro Alexandre de Moraes estava na Itália para fazer uma palestra na Universidade de Siena. Na noite de sexta-feira, ele foi vítima de ataques no aeroporto de Roma.
O filho de Alexandre de Moraes, que o acompanhava na viagem, chegou a ser agredido por um dos envolvidos. A ação começou quando Andreia Mantovani teria chamado Moraes de “bandido, comunista e comprado”.
Logo depois, o marido dela, Roberto Mantovani Filho, gritou e agrediu fisicamente o filho do ministro. Mantovani Filho chegou a acertar o rosto do rapaz. Com o impacto, os óculos do filho do ministro caíram no chão. Após a agressão, Roberto, Andreia e Alex Zanatta teriam prosseguido com os xingamentos.
A Polícia Federal já instaurou inquérito para apurar o caso. E pediu ajuda da polícia Italiana, inclusive acesso às imagens das câmeras do aeroporto. Segundo o código penal, os crimes praticados por brasileiros no exterior também podem ficar sujeitos à lei brasileira. Os envolvidos podem responder por agressão, ameaça, injúria e difamação. (Com informações de O Globo e Folha de SP)
Cover histórico dos Byrds para esta obra-prima de Bob Dylan. Batida básica e encorpada, harmonia perfeita e o vocal inconfundível da banda liderada por Roger McGuinn. Uma preciosidade que está entre as melhores canções dos anos 60 e é lembrada pela conexão com Woodstock e os grandes festivais da época. A produção é de Gary Usher e dos Byrds, que ainda contavam com David Crosby nos vocais. A banda foi fundada em 1964, sob forte influência do som dos Beatles e do country rock sofisticado de Dylan.
Artista britânica ganhou na fama na França nos anos 1960; segundo a mídia local, ela foi encontrada morta em sua casa
A atriz e cantora britânica Jane Birkin, que ganhou fama nos anos 1960 e se tornou uma figura amada na França, morreu em Paris aos 76 anos, informou o Ministério da Cultura da França neste domingo (16).O jornal Le Parisien e a televisão BFM relataram que ela foi encontrada morta em sua casa, citando pessoas próximas a ela. Em 2021, a artista teve um leve derrame após sofrer problemas cardíacos em anos anteriores.
Jane Mallory Birkin nasceu em Londres em dezembro de 1946, filha da atriz britânica Judy Campbell e do comandante da Marinha Real David Birkin. Ela subiu ao palco pela primeira vez aos 17 anos e apareceu no musical “Passion Flower Hotel”, de 1965, do maestro e compositor John Barry, com quem se casou pouco depois. O casamento terminou no final dos anos 1960.
Antes de se aventurar pelo Canal da Mancha aos 22 anos, ela alcançou notoriedade no polêmico filme de Michelangelo Antonioni de 1966 “Blow-Up: Depois Daquele Beijo”, aparecendo nua em uma cena de sexo a três.
Mas foi na França que ela realmente alcançou a fama, tanto por seu caso de amor com a atormentada estrela nacional Serge Gainsbourg, quanto por seu estilo moleca e cativante sotaque britânico ao falar francês, que alguns dizem que ela cultivou deliberadamente.
Além de cantar e atuar em dezenas de filmes, ela era uma figura popular na França por sua natureza calorosa e luta firme pelos direitos das mulheres e LGBT.
Foi no set do filme “Slogan” em 1969 que Birkin conheceu Gainsbourg, que estava se recuperando de um rompimento com Brigitte Bardot, e os dois rapidamente começaram um caso de amor que cativou a nação.
Nesse mesmo ano, eles lançaram “Je T’Aime … Moi Non Plus”, uma canção icônica sobre o amor físico originalmente escrita para Bardot, na qual as letras explícitas de Gainsbourg são pontuadas por gemidos ofegantes e gritos de Birkin.
A bebida de Gainsbourg acabou levando a melhor sobre o relacionamento, e Birkin o deixou em 1981 para morar com o diretor de cinema Jacques Doillon.
Após o fim desse relacionamento, ela continuou sua carreira como cantora e atriz, apresentando-se no palco e lançando álbuns como “Baby Alone in Babylone” em 1983 e “Amour des Feintes” em 1990, ambos com letra e música de Gainsbourg. Ela escreveu seu próprio álbum “Arabesque” em 2002, e em 2009 lançou uma coleção de gravações ao vivo, “Jane at the Palace”.
Além da carreira nos palcos e nas telonas, a artista tem uma peça de luxo com o seu nome: a Birkin, da Hermès, que é um símbolo de riqueza rarefeita. Ela conheceu o presidente-executivo Jean-Louis Dumas da empresa durante um voo em que ela reclarou que não havia um bolsa no mercado que coubessem todos os itens necessários.
Ela deixa duas filhas, a cantora e atriz Charlotte, nascida em 1971, e Lou Doillon, também atriz, nascida em 1982. Ela também teve uma filha, Kate, que nasceu em 1967 e morreu em 2013.
“Woodstock” foi composta por Joni Mitchell, que ironicamente não compareceu ao festival de Woodstock (1969), mas ficou marcante na interpretação do CSNY, que caprichou na harmonização e no arranjo de guitarras. Nenhuma outra canção tem mais a ver com a aura do gigantesco evento musical que fechou a era hippie. A música foi incluída pelo grupo no álbum “Déjà Vu”, de 1970.
Na véspera do clássico mais importante do futebol da Amazônia poderíamos estar falando animadamente das possibilidades de classificação à próxima fase da Série C. A realidade, porém, é inteiramente outra. O Re-Pa só importa para definir a sobrevivência de um dos times na luta desesperada para se manter vivo na competição.
Um tremendo desperdício de paixão popular e oportunidade de faturamento. Nenhum outro jogo da Terceira Divisão chega aos pés do apelo que a dupla Re-Pa pode proporcionar. Nenhum outro time consegue arrastar um terço do público que vai ao Mangueirão amanhã à noite.
Apesar dessa pujança, os dois clubes paraenses patinam no Brasileiro. Para quem às vezes se arvora a dizer que o lugar do futebol paraense é a Série B ou até a Série A, as gestões de PSC e Remo se acomodam com muito pouco. Acostumaram-se a aceitar a Série C como princípio e fim.
Mesmo na terceira competição nacional, desvalorizada pela pouca visibilidade, ambos não conseguem se firmar entre os primeiros. Clubes que subiram da Série D estão em posições superiores, com maiores possibilidades de classificação aos quadrangulares.
Amanhã, no estádio Jornalista Edgar Proença, teremos mais uma apoteose do desperdício. Duas imensas torcidas reunidas para apoiar times ruins, que proporcionaram mais vexames que alegrias nesta Série C. Como o futebol é movido pela paixão, quando a bola rolar as emoções irão dominar o duelo, principalmente nas arquibancadas e nas ruas.
Dentro de campo, poucos jogadores se mostram tocados pelas tradições do clássico. Não por desinteresse, mas por falta de tempo para fixar uma conexão com os clubes que defendem. São tantas contratações, com idas e vindas, que não há como solidificar sentimentos.
Os técnicos, de gerações e trajetórias diferentes, personificam essa realidade meio caótica e podem ser a redenção da dupla. Hélio dos Anjos, 65 anos, 35 anos de profissão, já comandou os dois lados, sem nunca ter perdido. Ricardo Catalá, 41 anos, tem seis anos de carreira e uma respeitável experiência anterior como teórico e assistente técnico.
Os comandantes, indiscutivelmente capazes, podem ajudar a tirar seus times do atoleiro em que se encontram. A ironia é que, depois do choque-rei, um deles só terá como missão juntar os cacos para tentar fugir do rebaixamento iminente.
Bola na Torre
Guilherme Guerreiro comanda o programa, a partir das 22h, na RBATV, com a participação de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em análise, a Série D e as projeções para o Re-Pa de segunda-feira. A edição é de Lourdes Cezar.
Marketing excessivo não ajuda o projeto feminino
A quatro dias da abertura da Copa do Mundo de Futebol Feminino, sediada na Austrália e na Nova Zelândia, há uma situação nova quanto à expectativa criada. Pela primeira vez, a principal emissora de TV do país, detentora dos direitos de transmissão, dá às mulheres da Seleção o mesmo tratamento dedicado aos homens, o que representa um inegável avanço.
O problema está nos excessos. Como ocorre às vésperas de toda Copa do Mundo de futebol masculino, a emissora arma um circo midiático tão espalhafatoso que termina por criar um efeito contrário ao desejado. Ao invés de empolgar a torcida, cria um clima de antipatia no torcedor.
É o que ora acontece, perigosamente à beira de um esgotamento de papagaiadas em relação às jogadoras do escrete feminino. No afã de badalar o Mundial, a Globo apela para matérias lacrimosas, de descarado cunho emocional.
Uma forçada de barra que mais atrapalha do que ajuda uma modalidade ainda dependente de estrutura e força própria para cair de fato no gosto do torcedor. É um longo processo, que não pode ser abreviado com ações sustentadas exclusivamente no marketing.
Ancelotti pode estar saindo do radar da CBF
Uma notícia de O Globo, na tarde de sexta-feira, estabelece uma nova fronteira nas negociações entre a CBF e o italiano Carlo Ancelotti, técnico preferido do presidente Ednaldo Rodrigues para dirigir a Seleção Brasileira. Com contrato em vigor com o Real Madrid, Ancelotti não anda muito contente com a tagarelice do cartola da CBF, que diz aos quatro cantos que o treinador já está fechado com a Seleção.
Segundo o jornal esportivo Marca, de Madri, emissários do treinador avisaram Ednaldo para “baixar o tom das declarações e o tom de pressão em relação à figura de Ancelotti”. É provável que o Real esteja cobrando de Ancelotti uma renovação contratual. Significa também que um eventual pré-contrato entre as partes pode estar sob risco. E Fernando Diniz, meio por acaso, pode virar o comandante titular da Seleção.
Aliás, a estreia de Diniz deve ocorrer em Belém, no dia 7 de setembro, contra a Bolívia na abertura das Eliminatórias Sul-Americanas. Está prevista para quarta-feira a chegada de dois funcionários da CBF para inspeção a hotéis e outras providências típicas de preparação para jogos da Seleção Brasileira, o que praticamente confirma o Mangueirão como sede da partida inaugural.
(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 16)
Todos nós enfrentamos desafios, dilemas, medos e insatisfações, contudo, mais do que isso, todos nós temos sonhos, desejos de realização e de consumo, plano de carreira, necessidades específicas e sentimentos. E é justamente por este motivo que se faz tão importante o planejamento dos próprios passos.
Vivemos fases, sejam elas boas ou ruins, assim como andamos na “montanha russa” dos altos e baixos da vida. Citarei alguns momentos e cenários que com certeza você se enquadra em algum!
EMPREGADO E SATISFEITO
Se você está nesta fase da vida, meu conselho é que ‘vista a camisa’ da sua empresa cada vez mais! Provavelmente está tomado de energia, empolgação, motivação e reconhecimento. Este é o estado mais próximo para atingir a satisfação profissional. Aproveite esta fase para continuar se qualificando, investindo na carreira e formação.
Contudo, vale lembrar:
Mantenha-se ativo no mercado e valorize o seu ‘passe’! Amanhã, você pode não fazer parte dos planos da empresa, mesmo estando satisfeito!
EMPREGADO E INSATISFEITO
Se identificou? Responda: Já está se mexendo para mudar o cenário?
Você tem três opções:
1- Deixar como está, não tomar ações e permitir que o tempo te roube a saúde, e o próprio “tempo lhe consuma tempo”. Pense nisso;
2- Abrir o jogo com sua liderança, sem medos ou receios, para “arrumar a casa”. O diálogo é essencial para colocar os “pingos nos is e nos jotas”;
3- Procurar outra oportunidade, nova empresa, novos ares, nova equipe.
Importante! Só saia da empresa se estiver comprometendo sua saúde, de verdade, ou se tiver uma boa ‘cama’ para se manter por meses. Não jogue tudo para o alto, você não sabe o quanto pode demorar a se recolocar.
Esteja ativo no mercado, planeje a sua saída com Estratégia e Segurança, de preferência, direto para outra empresa. Esta lacuna pode te comprometer muito mais do que o atual estado de insatisfação na empresa.
EMPREGADO E ACOMODADO
Talvez, este seja o pior entre todos os casos. Normalmente, o profissional que se encontra neste estado, não tem nada planejado, não sabe o que quer e nem para onde ir. Aliás, nem sabe se é para ir para algum lugar. Ele não está insatisfeito, mas também, não está satisfeito. Confuso, né?
Provavelmente, detesta as segundas-feiras, reclama da empresa, do chefe, fofoca da equipe, chega lá, faz o básico e o que pedem, não se expõe e aguarda ansiosamente o término do dia, muitas vezes sob pressão. O famoso “arroz com feijão”.
Sim, há o lado bom nisso em não se desmotivar, já que não tem planos de crescimento ou de carreira, aparentemente. O grande X neste caso é que este profissional tem grandes chances de estacionar na carreira, não ser promovido, até por falta de ação e interesse, e ficar “cozinhando” durante anos no mesmo lugar. Além disso, são alvos fáceis de sobrecarga de atividades e grosserias de seus superiores.
Vale a pena manter-se estacionado?
SATISFEITO COM A EMPRESA, INSATISFEITO COM O CHEFE
Resolvi dar um destaque aos profissionais neste estado, pois é um ponto delicado.
Muitos de nós desejamos mudar de chefe, não de empresa! É tão comum isso! Os péssimos chefes causam este sentimento, acabam com a motivação e saúde mental (e física!) de muitos profissionais. O significado de resiliência é posto à prova, e muitas vezes é confundido! Não! Você não precisa ser resiliente sempre! Resiliência tem outro significado, muito longe do abuso de poder que chefes aplicam, onde até são enquadrados em assédio moral.
Todavia, vale lembrar:
Não é por estar nesta situação, que a resolução é simplesmente sair da empresa. Claro, é uma opção. Porém, a chance de chefes ruins é sempre presente, infelizmente. Avalie se realmente vale a pena sair de uma empresa (que seja boa), para correr o risco de até piorar. Administre seu chefe. Não se cale, seja fino e elegante ao se reportar, não se exalte, mesmo que ele venha com “pedradas” e argumentações falhas/injustas. Sentem para conversar e estreitar o relacionamento, abra o jogo do que se passa, mas também sugira soluções. Faça a sua parte. Seja o seu melhor. Em paralelo, monitore o mercado, quem sabe venha uma boa oportunidade?
A situação pode ser um tremendo incômodo, sim. Mas já pensou se você pede para sair por conta do chefe, abandona uma grande empresa e benefícios, e dias depois o seu chefe é quem sai da área ou da empresa? Não permita que um mau chefe te tire do trilho/rota/objetivo. Mas saiba a hora de sair, se preciso.
INICIANTES OU CURSANDO FACULDADE
Direto e sem delongas:
Pegue estágio! Não deixe de fazer isso.
O estágio te fará uma falta imensa na carreira, se não o fizer. Não se preocupe tanto com dinheiro (enquanto pode!), abra mão de futilidades e foque no seu desenvolvimento. O estágio é que te dará a experiência que será tão cobrada de você durante toda a vida. Muitas vezes, achamos que um estágio que pegue um salário mínimo (até menos!), é pior do que um emprego que pague o dobro. Porém, se deseja atuar em sua área, feche os olhos e vá fazer estágio. Afunile seu conhecimento na área que tanto deseja seguir.
Sim, pegue outro trabalho, se der, enquanto não consegue o estágio!
E digo mais: Se conseguir entrar em sua área em CLT, esqueça o estágio! Ele é a porta mais fácil de entrada, porém, se conseguir entrar direto, valerá muito mais, pois no final do estágio você desejará a efetivação.
EM TRANSIÇÃO DE CARREIRA
Se você está em transição, desejando atuar em uma área em que não tem experiência, saiba que provavelmente precisará começar de um nível baixo. É comum encontrar pessoas buscando “fazer o que ama”, e isso é ótimo! Contudo, pode acontecer de ter um cargo de gestão e precisar reiniciar a carreira aos 30, 35, 40 anos, de um primeiro degrau novamente, como auxiliar/assistente, o que não vejo problema algum, desde que seja válido ao seu momento. Nessa transição, o retorno financeiro é menor, entretanto, a satisfação profissional pode compensar.
Planeje sua transição. Saiba se é realmente o que quer, avalie sua situação financeira e, se puder, faça! Busque o que ama.
Se a transição for para empreender, planeje mais ainda. É muito comum pessoas perderem dinheiro tentando abrir o próprio negócio. Faça um planejamento mais completo, desenhe tudo. Empreender não é só alegrias, pelo contrário, pode ser muito mais desafiador do que ser assalariado.
EM BUSCA DE RECOLOCAÇÃO/DESEMPREGADO
Deixei este estado para citar por último por um motivo especial. Primeiramente quero que entenda:
Não importa quanto tempo você está.
Não importa o porquê você está.
Não importa o que pensam de você mesmo.
O que importa, de verdade, é o que você pensa sobre você, e o que você faz para mudar o estado.
Não há motivo de vergonha em estar em busca de recolocação. Eu já passei por isso durante longo período, e sei bem quais são os sentimentos que nos diminuem, castigam, machucam e tiram todo nosso valor. Porém, isso tudo é o que nós fazemos com nós mesmos! Não é culpa da vida. Não é culpa de terceiros. Não é culpa de ninguém! Nem sua!
É fase! Todos estamos sujeitos!
Aliás, pessoas criaram o termo “em busca de recolocação” ou “disponível no mercado” apenas para minimizar o impacto da palavra “desempregado”.
Estar desempregado, pode exigir muito mais trabalho do que estar empregado. Você precisa cuidar da sua busca, e mais ainda de sua mente. Se deixar ser influenciado, cairá. Se deixar o emocional pesar, este se tornará uma âncora, que não permitirá que navegue.
Cuide de seu emocional. E tome suas ações necessárias! Em estado de desemprego, existem ações essenciais. Estas ações são aquelas que temos que realizar diariamente, como a busca de vagas, o envio de currículo, o relacionamento com pessoas/networking, etc. Tudo que for essencial deve ser feito diariamente.
Porém, costumamos associar muito o essencial com “acumulo de fracassos”.
“Envio currículo todos todo dia e não vem!”
Há mais chances de não do que de sim! Calma! Virá! Apenas faça a sua parte, fique em dia!
Não acumule fracassos, pois não é! Replaneje e analise o que pode estar fazendo de errado. Mas não deixe de fazer o que se deve fazer diariamente! Uma pausa por chateação, pode te fazer perder a oportunidade que viria. Continue.
Não se diminua, você é tão bom quanto qualquer pessoa que esteja empregado! Até mais que muitas! Mas não pense no outro! Pense em você!
A busca por recolocação é como um todo, dividido em suas metades, onde 50% são elementos externos, que não controlamos (surgimento da vaga, visão do recrutador, escolha de seleção, mercado, etc).
Os outros 50% são a SUA PARTE. Foque nisso! Esqueça a outra metade!
Se você fizer todos os dias a sua parte, você está em dia, pronto para a oportunidade gerada pelos elementos externos!
Sua parte consiste em:
Ter um bom currículo. Este é essencial!;
Estar confiante, pensando grande e positivo;
Ter autoconhecimento;
Estudar o próprio currículo e a empresa que o convidar;
Preparar-se para entrevistas individuais e em grupo;
Saber onde e como aplicar esforços;
Equilíbrio emocional;
Posicionamento;
Saber o que realmente quer da carreira;
Tomar suas ações essenciais.
Se você estiver em dia com a sua parte, você tem os seus 50% em dia e, consequentemente, melhor aproveitamento.
Foque em si! Não olhe para os outros, motive-se quando vir alguém se recolocar, seu maior adversário é você mesmo!
E então? Em qual você se enquadra?
Todos eles tem algo em comum:
1- Você em primeiro lugar!
2- Todos exigem a tomada de ações.
3- Valorize-se. Priorize-se!
Estratégia, ação e muita, mas muita fé!
(*) Mentor de Carreiras | Orientação Profissional e Desenvolvimento Pessoal