A SELVAGERIA NO FUTEBOL
Aquele que movido pela paixão do futebol certamente já se deparou com torcidas uniformizadas, organizadas impregnadas de catarse, as exteriorizando no mais alto sentido de voltagem, via de regra, descambando para a violência sem limites. Lamentavelmente se tornaram parte indissociável do espetáculo futebolístico, mesmo após longa paralisação.
O que testemunhamos, na realidade são verdadeiras bestas humanas, portando paus, pedras, instrumentos pontiagudos e até de fogo, com os quais buscam “acerto de contas” não só com eventuais rivais como também “ilustres desconhecidos”, integrados ao pacote violento, desencadeados nos estádios e suas cercanias, expondo pessoas, dentre as quais, crianças, idosos e mulheres, expostas a perigo direto ou iminente, tipo penal que, embora reprimido pela legislação pátria em vigor pode ser considerado de menor potencial ofensivo, de pouca ou quase nula previsão repressora.
Ínclito jornalista, estamos, em verdade diante de uma malta de marginais, travestidos de torcedores que se deslocam aos estádios com o propósito deliberado de desfraldar a bandeira da violência desmedida, cólera má, assim como demonstrar com perfeição sua inclinação no sentido do crime, conduta, lamentavelmente não reprimida como deveria, capaz de ofertar ao torcedor o desejo mórbido de prestigiar grandes eventos futebolísticos, o que, hoje, em sã consciência não ocorre.
Diante de tanta impunidade patrocinada pela justiça brasileira que a tudo assiste de forma impávida, roga-se por providências profiláticas, quiçá saneadoras, à medida que se confia na providência divina, aliada ao grito da imprensa setorizada, de modo a tentar impedir o advento de novas medidas violentas, quem sabe com prejuízos fatais como, alias já ocorreu anteriormente.
O futebol precisa ser passado a limpo, que se destitua gestores incapazes, inconfiáveis, oportunistas e aproveitadores. O futebol, penhoradamente agradece.
Del. Armando Mourão
Eis a razão do meu afastamento dos estádios de futebol há muitos anos.
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