DO BRASIL247
O ex-ministro da Fazenda durante o governo José Sarney, Luiz Carlos Bresser-Pereira, postou em sua página pessoal no Facebook uma dura crítica ao PSDB comparando as aspirações golpistas do PSDB com as que a UDN tentou fazer valer suas ambições entre os anos de 1946 e 1964. Segundo ele, a UDN conseguiu o golpe vitorioso em 1964, “mas com uma diferença: enquanto a UDN nunca se associou a políticos evidentemente corruptos, é isto que o PSDB está fazendo neste momento: aliou-se ao deputado Eduardo Cunha”, escreveu.
Na postagem, Bresser cita matéria do jornal Folha de São Paulo do dia 22 de agosto, do agendamento de uma reunião para o próximo dia 25 onde “PSDB, DEM, PPS, SD aproveitarão a piora na relação do Palácio do Planalto com o peemedebista, que acusa o governo federal ] de ter agido para retaliar sua atuação, para unificar o discurso e passar a mensagem de que apoiam o afastamento imediato da petista. A estratégia, esboçada há algumas semanas por aliados do peemedebistas, é de que ele, a quem cabe monocraticamente a decisão, rejeitaria dar prosseguimento a um pedido de impeachment”, observou.
“Dessa maneira, os guardiões da ética na política procuram derrubar uma presidente cuja honestidade é evidente aliando-se ao que é evidentemente corrupto. A UDN era melhor…”, finaliza a postagem do ex-ministro.
Veja abaixo a postagem de Luiz Carlos Bresser-Pereira em seu Facebook:
A UDN foi um partido liberal, sempre na oposição, que, entre 1946 e 1964, tentou promover golpe contra governos legítimos. Afinal seu golpismo foi “vitorioso” em 1964… O PSDB revela-se um seu legítimo sucessor. Mas com uma diferença: enquanto a UDN nunca se associou a políticos evidentemente corruptos, é isto o que o PSDB está fazendo neste momento: aliou-se ao deputado Eduardo Cunha. Conforme informa a Folha de hoje (22.5.15):
“Em reunião marcada para a próxima terça-feira (25), PSDB, DEM, PPS, SD aproveitarão a piora na relação do Palácio do Planalto com o peemedebista, que acusa o governo federal ] de ter agido para retaliar sua atuação, para unificar o discurso e passar a mensagem de que apoiam o afastamento imediato da petista. A estratégia, esboçada há algumas semanas por aliados do peemedebistas, é de que ele, a quem cabe monocraticamente a decisão, rejeitaria dar prosseguimento a um pedido de impeachment. Com a iniciativa, seria possível recorrer da decisão ao plenário da Casa Legislativa, que precisaria do voto de pelo menos 257 dos 513 deputados federais para reverter o despacho e dar seguimento ao caso.”
Dessa maneira, os guardiões da ética na política procuram derrubar uma presidente cuja honestidade é evidente aliando-se ao que é evidentemente corrupto. A UDN era melhor…

As alianças no Brasil vão de mal a pior: pt, lulla e dilma com collor, sarney maluf e outros tão deletérios quanto. aécio, psdb com dem, com cunha etc. É triste!
CurtirCurtir
A atuação da grande mídia brasileira no caso tem sido vergonhosa, sendo nítida a posição de defesa de Cunha frente às câmeras. Digo, e digo bem, atuação, e não cobertura. Cunha foi denunciado e já pululavam as possibilidades via imprensa das possibilidades para o prosseguimento do processo de impeachment, assim como aconselhamentos de colunistas neoliberais sobre como proceder daqui por diante. Isso é um absurdo, não isenção jornalística. Não que os políticos não soubessem dessa via, é só que a ventilação do assunto na mídia antes mesmo de qualquer manifestação pública do deputado soa, e muito mal, a um grande entrosamento entre os interesses da mídia e os interesses da oposição. Isso é corporativismo, e não um interesse comum de “salvar o país” das “garras do comunismo”. Isso é golpe. O cinismo vem tomando conta do discurso oposicionista, cada dia mais evidentemente golpista.
CurtirCurtir
Dilma reconhece que errou. Agora Inês é morta.
CurtirCurtir
Não me espanta mais o comportamento da mídia brasileira. A defesa que aqui e acolá se verifica relativamente ao C u n h a é só mais um caso.
A mídia brasileira, seja qual for a tendência, não tem se pautado pelo cumprimento da simples tarefa de cobrir, informar, reportar, opinar, analisar. Antes, nitidamente tem assumido posição de defender aqueles a que estão vinculados. Chegando ao cúmulo, em alguns casos, de defender até aqueles contra os quais já exista sentença condenatória definitiva os colocando desenganadamente na figura de corruptos, como acontece com o D i r c e u, o D e l u b i o, dentre outros.
Mas, enfim, amigo Lopes, SE o nome disso é cinismo, temos de convir há cinismo midiático, de parte a parte, i.e, tanto da mídia situacionista, quanto da mídia oposicionista.
CurtirCurtir