POR GERSON NOGUEIRA
O Remo está invicto e se posiciona em primeiro lugar no grupo 1 da Série D. Apesar da boa campanha, vai continuar sofrendo mudanças na escalação. O técnico Cacaio é adepto da tese de que em time que está ganhando também se mexe. As modificações atendem a questões pontuais, como a condição do campo para o jogo contra o Náutico de Roraima.
Pela necessidade de ter um time forte, capaz de resistir bem ao gramado pesado, Cacaio tende a usar três volantes – Ilaílson, Leandro e Chicão – e mais Eduardo Ramos no meio-campo. No ataque, a dupla Rafael Paty/Aleílson é a mais cotada. Ambos são jogadores acostumados a campos de várzea, daí a opção preferencial feita pelo treinador.
Nos últimos treinos da semana, a formação titular foi bastante alterada, com a entrada de Levy na lateral-direita, reabilitado depois do gol marcado contra o Nacional na Arena Amazônia.
O grande destaque e alma do time nesta Série D tem sido Eduardo Ramos, que voltou a jogar bem e a assumir o papel de condutor do meio-campo, além de aparecer frequentemente para finalizar. Pela boa fase, a estrutura gira em torno do camisa 10, permitindo que Cacaio possa eventualmente revezar outras peças na própria meia-cancha.
Contra o franco-atirador Náutico, lanterna da chave, Leandro Santos, que entrou como titular contra o Nacional, deverá se ocupar da proteção à zaga, ao lado de Ilaílson, que pela versatilidade também pode aparecer na lateral-direita. Bom no passe e nas assistências ao ataque, Chicão terá contra o Náutico uma função mais adiantada, devendo atuar próximo de Ramos e dos atacantes.
O Remo encara o jogo como decisivo para garantir o primeiro lugar na classificação no grupo e, se possível, a primeira colocação geral na competição. Nas participações anteriores, por não conseguir terminar na liderança, sofreu nos confrontos de mata-mata. Em função disso, a comissão técnica elegeu como prioridade lutar pela primeira posição, condição que permitirá encarar adversários menos credenciados e com direito a fazer o segundo jogo sempre em Belém.
Os incidentes de vestiário do pós-jogo em Manaus parecem definitivamente superados, embora sirvam de lição para a continuidade da disputa. Ficou claro, pelo firme posicionamento de atletas e comissão técnica, que destemperos verbais de dirigentes não serão mais tolerados.
Em conversas internas, tudo ficou esclarecido, mas é grande a preocupação da direção do clube em evitar que barbeiragens do gênero possam vir a comprometer o projeto de acesso à Série C. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
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Talento para driblar as dificuldades
Segundo o amigo Jorge Anderson, Neymar é tão bom nos dribles que consegue se esquivar de todas as roubadas que surgem pelo caminho. De fato, o habilidoso atacante do Barcelona tem sido poupado de dissabores em sua ainda curta carreira.
Lesionado na partida contra a Colômbia, acabou escapando do fiasco histórico contra a Alemanha na Copa. Na recente Copa América, foi suspenso pela Conmebol e não participou da vexatória eliminação diante da seleção paraguaia.
Finalmente, na sexta-feira, o craque confirmou a boa estrela: acometido de papeira, foi poupado da surra de 4 a 0 que o Barça tomou do Athletic Bilbao na Supercopa da Espanha. O detalhe é que os outros dois astros do time, Messi e Luiz Suárez, estavam em campo.
Craque de verdade sabe jogar com e sem bola – é o que eu digo sempre.
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A saga do maior clássico do mundo
O confrade Ferreira da Costa convida para o lançamento de seu novo livro, “Remo x Paysandu – Uma Guerra Centenária”, no próximo dia 24 de agosto, das 17h às 21h, na Livraria Leitura (Shopping Pátio Belém).
A obra traz fotografias históricas e estatísticas do grande clássico, o mais disputado do futebol mundial, com 733 jogos (256 triunfos remistas, 248 empates e 229 vitórias bicolores). Quarentinha é o recordista de participações no choque-rei, com 145 jogos.
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Direto do Twitter
“Consta que os árbitros ameaçam entrar em greve por conta dos direitos de imagem. O Corinthians, em solidariedade, não entrará em campo”.
Ricardo Pereira, sobre a fina sintonia entre o Timão e a turma do apito.
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Bola na Torre
Guilherme Guerreiro comanda a atração, com participações de Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião, tendo Pikachu (PSC) como convidado. O jogador está completando 200 jogos com a camisa alviceleste.
Em pauta, as campanhas de Papão, Águia e Leão nos certames brasileiros das séries B, C e D, respectivamente. O programa começa logo depois do Pânico na Band, por volta de 00h10.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIARIO deste domingo, 16)


O LÍDER ameaça não entrar em campo. Conta outra. TDZ.
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Imagino que a ironia terá que ser desenhada para que todos entendam.
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” a dupla Rafael Paty/Aleílson é a mais cotada. Ambos são jogadores acostumados a campos de várzea, daí a opção preferencial feita pelo treinador.”
Esse é o Remo de hoje,
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A referência não é depreciativa aos jogadores, mas aos campos onde se disputa normalmente o campeonato paraense, incluindo os da capital, com exceção do Mangueirão e atualmente a Curuzu.
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Remo é favoritíssimo contra o Náutico que, como o estádio local, é um time semi-amador.
Basta lembrar que na primeira Copa Verde o PSC massacrou o time local com uma sonora goleada (7×2).
Ora, alguns podem dizer, Copa Verde é uma coisa, série D é outra.
Penso diferente, o fato de serem competições distintas não torna os times de Roraima mais ou menos competitivos.
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Concordo com o Celira, ainda mais se o Eduardo Ramos jogar a bola que ele está jogando.
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PIcachu não vai mais hahauhauh
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Sim, amigo. Cumprindo ordens de seu presidente, ele não irá ao programa. Será substituído por Valmir Rodrigues na bancada. Sem estresse.
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Não há necessidade de desenhar nada, caro Gerson, apenas fiz uma alusão a situação atual do Remo. Entendido?
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Ok.
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E o juiz nem ajudou o porco hj né
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