POR JAMARI FRANÇA, no Facebook
Estava pensando na psique de artistas como Paul McCartney e Mick Jagger. Como será saber que é conhecido por mais de um bilhão de pessoas no mundo? Em Paul sinto simplicidade, em Jagger uma certa arrogância, como se ele incorporasse o poder que tem e se colocasse acima dos meros mortais. Já li sobre Paul andando de bicicleta sozinho e falando com as pessoas, levando o cachorro para passear, vendo um show ou uma partida de futebol no meio do povo e Jagger sempre em camarotes. O que isso diz sobre cada um? Claro que Paul tem suas defesas porque muita gente abusa.
Vi o Malvino Salvador reclamando de excessos de fãs numa turnê de sua peça pelo interior, de gente querendo que ele tire foto com a família inteira, que pede pra ele falar com um parente que é fã ao telefone. Isso um Malvino Salvador, imagine um Paul McCartney ou um Mick Jagger. O beatle mostra uma disposição de se expor, uma necessidade de interagir com fãs, o rolling stone prefere mantê-los à distância.
Em 2006 cobri Rolling Stones e U2 com intervalo de dois ou três dias, um no Rio, outro em São Paulo e comparei as performances dos dois vocalistas. Bono olhava para as pessoas, buscava uma reação no rosto dos que o viam, Jagger olhava para o horizonte, como se buscar o contato pessoal o desconcentrasse, sei lá. Pela proximidade entre os shows senti essa diferença de maneira viva, Bono da mesma postura de Paul, sou um de vocês, Jagger, sou um entertainer, sou pago pra fazer isso, faço super bem, mas mantenha distância.
De qualquer maneira não é fácil ser quem são, mentes complexas com posturas diferentes. Paul me passa a impressão de que toca para ter contato com os fãs, ele gosta de ser adulado, tem algumas posturas de palco para fazer o público adorá-lo. Mick parece que trata o show como um negócio. Keith é quem se diverte ali, é o playground dele, uma postura parecida com a de Paul, mas também não liga muito pra interações.

Ou,
Deu mal gosto como de mal gosto é o PT.
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Vamos ajustar esse texto para não ficar realmente de mau gosto, amigo.
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Penso que o negócio é curtir a música dessas feras, que é o que realmente vale a pena…Acho bacana os Stones (ainda) existirem como banda, sem que tenham sucumbido a tantas pressões e mudanças impostas pelas novas gerações de fãs, gravadoras e agregados. Quanto ao Paul…é o artista que mantém a chama de uma das maiores bandas de todos os tempos…
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o Keith Richards não é deste planeta!
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