POR LUIS NASSIF, no Jornal GGN
São visíveis os sinais de descontrole de Eduardo Cunha, por enquanto presidente da Câmara Federal.
Não se avalie apenas pelo olhar alucinado, que não consegue se fixar em nenhum ponto, pela fala descontrolada, pelos tiros que dispara a esmo, contra qualquer alvo que o descontente. Ele está clara e ostensivamente desequilibrado.
Fosse um piloto de avião, seria interditado. Se policial, tirariam suas armas até se submeter a um teste psicotécnico. Estivesse internado, seria confinado em uma área reservada a pacientes de alto risco.
Esse descontrole não recomenda que seja mantido à frente da Câmara, principalmente depois que for denunciado pelo Procurador Geral da República.
No cargo, ele pode armar barganhas, inclusive atropelando o regimento, como se observou no caso da votação da Lei da Maioridade Penal. Além disso, possui poder de retaliação e já demonstrou pretender utilizar as instituições públicas para livrar-se da denúncia.
Testemunhas apontam-no como um sujeito perigoso – daí a importância de ser apeado do cargo, inclusive para que a Polícia Federal possa monitorá-lo, impedindo ações de retaliação contra testemunhas.
Não se trata de um parlamentar comum, mas de uma ameaça pública – e ameaça individual aos seus adversários.
si bixo é doido.
Tá querendo sabotar o país pra livrar o dele da reta.
nem dorme pensando na operação lava jato.
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Quem será mais perigoso, o Eduardo Cunha ou a Dilma e a corja do PT?
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Marcelino, procura te informar primeiro antes de exprimir opiniões tão tacanhas. Em futebol, as besteiras ditas em geral não têm maiores consequências, mas política é algo que requer um mínimo de noção das coisas. A corja a que você se refere, do lado petista, está sendo investigada e punida. A outra corja, que você parece admirar, está livre e lampeira, comemorando a esperteza de ainda ser aplaudida por bocós e míopes do país inteiro, inclusive os nossos já conhecidos pobres de direita.
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Um lixo na politica
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O que esperar de um congresso cheio de baratas e ratos? E de um senado com pulgas e percevejos?
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Miguel, faltou perguntar: o que esperar do povo brasileiro, que elege baratas, ratos, pulgas, percevejos, e outros bichos peçonhentos ???
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Pois é, esse é um piloto kamicase.
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O Supra-Citado cidadão está metido em denúncias de corrupção e esquemas desde PC Farias.
Por conta de uma campanha contra o PT, deixa-se o galinheiro nas mãos de quem?
Ah, esqueci, é que antes do PT não havia corrupção no país.
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Cunha, Renan e Temer, todos implicados na Lava a jato. De há muito eu já expus aqui minha opinião sobre o caráter deletério da conduta dos mesmos seja para o verdadeiro interesse da população, seja para os interesses da reeleita em seguir efetivamente governando. Pois bem, considerando que os dois últimos já foram aparentemente domesticados, parece coerente que o Nassif seletivamente sugira a deposição do Cunha.
Enfim, se o impedimento da reeleita é golpe, sugerir a deposição do Presidente da Câmara será contragolpe?
Pra mim, nem um nem outro. Quem merecer deve ser impedido. O problema é que a pizza tá assando pra uns e a chapa esquentando pra outros.
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O Pinel está de abraços abertos para este -diabo- já cumpriu sua cota de remelas sociais, para os que se acham dono do país.
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A casa caiu. Os petistas e seus admirados se defendem colocados culpa em outros ou outros fatores, Lula disse que a crise é culpa do crise internacional. TDZ
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Os imagináveis invencíveis encontraram uma resistência mais amena que a ditadura e não conseguem ultrapassá-la.
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É cada vez mais latente a cínica seletividade dos acusadores do governo central (que preencheu o galinheiro com raposas, é verdade) e a hipócrita leniência surdo-muda destes para com setores e governos instalados não tão distantes de nós. Será que os arautos da “moralidade” pública vão levantar cartazes de desagravo ao governador do estado (que acaba de deixar professores e escolas despossuídos de seus proventos e investimentos respectivamente), aos prefeitos “exemplos de administração pública e aos vereadores que jamais receberam “um agrado” em nosso Pará ou às intâncias do judiciário estadual que “nunca em tempo algum” emitiu pareceres “improbos”, julgou e condenou apenas com “isenção” e que possui magistrados que “impossivelmente” venderam sentenças dado o grau elevadíssimo de incorruptibilidade da nossa dita nobreza togada? Sabe quando vai ter um cartazinho desse no dia 16? Nenhum. E vão desfilar com a camisa da CBF (também altamente “proba”, cujos ex-presidentes são verdadeiros monges tibetanos) pedindo moralidade. Como diria o filósofo e seu axioma máximo: “vou te contar”. Como não sou burro, nem hipócrita, muito embora esteja também descontente, não vou. E vou fazer uma comida deliciosa nas inúmeras panelas de minha residência pois graças a Deus há comida em minha dispensa. Por falar nisso, quando estive prestes a tê-las vazias e a dispensa quase às moscas não foi por obra e graça do PT que descontou meu soldo na íntegra descontados… aliás, foi um prefeito e um governador, coligados em 2012-14, larápios e cretinos de “notório saber”, que foram autores do acinte. Pediram impeachment deles? Marcharam contra eles? Claro que não… ah, ia esquecendo… tudo começou com “mais dinheiro pra saúde/educação” e agora desembocou na “luta contra a corrupção”. Ué, será lerdeza, dolo, má fé ou esquizofrenia dos queixosos que desfilarão dia 16?
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Quer dizer que quando se posta contra o pt a opinião é tacanha? não sou de esquerda, nem de direita, sou apenas um cidadão que não aguenta mais tanta corrupção em nosso país.torço para que todos os culpados sejam rigorosamente punidos seja de que partido for.ah, você que é o doutor honorís causa da politica acha que quem é de direita é bocós e míopes?
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A melhor frase que li até hoje e define muito bem os coxinhas, foi do ator José de Abreu. Só incluiria nela uma parcels dos pobres. “Rico que bate panela transforma ela em penico”. Falou tudo. Cabra bom!.
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Por um acaso dirigistes a palavra a mim, caro Marcelino?
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É Marcelino aqui é assim, o blogueiro é apaixonado pelos safados do PT, ainda vem com esse papinho que não é PETISTA, o pior cego é aquele que não quer ver, se eu fosse PTISTA eu tinha vergonha de tá defendendo safados do PT, o que enoja é os PTISTA falando no passado também se roubava, é aquele papo, ah não é só no PT que rouba, esse roubo vem do passado, agora eu eu te pergunto, o que importa o passado? eu quero saber é do presente, o blogueiro tá atacando o Cunha só porque ele não tá sendo marionete do PT.
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De imbecis o mundo anda cheio e o blog não precisa acrescentar gente desinformada ao rol de discussão. Mas, a título de resposta a um desaforo sem sentido, quero apenas sublinhar uma frase do cidadão: “O que importa o passado?”.. Ora, diante disso, não preciso argumentar nada. A frase diz tudo. Irresponsabilidade em relação à História é o que permite excrescências como Eduardo Cunha na condição de terceiro na lista sucessória da República. Quanto a partidarismos, já disse tudo o que tinha a dizer a respeito, mesmo sem dever explicações a fakes.
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Hoje, a leitura que eu faço é o Eduardo Cunha está isolado. Tudo indica que o Janot vai denuncia-lo e, aí é que ele perderá mais apoio ainda. Cunha faz parte de uma nova geração de políticos, coxinhas e direitistas, que gostam de polêmicas, a exemplo dos Malafaias e Felicianos da vida. Diferente , é um Renan Calheiros, um Jader, um Temer , um Sarney, um Lula, que são representantes da política com P maísculo, que é feita de muita conversa e movimentos bem pensados.
As propostas dos senadores do PMDB, para mim, é um resposta concreta à crise política e econômica. Se DIlma, cumprir pelo menos a maior parte dessas propostas, se salva e com ela , a democracia.
Renan virou o conciliador hábil, com ajuda de Jader e Sarney, para por fim à crise.Já Cunha, foi rifado, por adotar essas pautas bombas.
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O problema do apenas é ser apenas, é ser pouco, irrisório, insuficiente. Para mim, é um ato ridículo o de quem se manifesta como “apenas” cidadão, “apenas” apartidário. As duas coisas são excludentes. Não dá para ser cidadão e apolítico ao mesmo tempo. Se abster da política é um ato ingênuo. E estúpido. Primeiro porque a sociedade capitalista em muito se baseia nos ideais gregos e romanos, onde cidadãos participam ativamente da política. Participam. E ativamente. Dando pitaco nas decisões do Estado. Por isso, os “apenas” cidadãos são os que “apenas” devem tomar decisões importantes, pensando em si mesmos e nos outros. Segundo porque o pensamento não pode ser terceirizado, o que significa que é possível a política sob o prisma marxista, ou liberal. Pode até mesmo haver outra forma de pensar a política de uma forma inovadora, mas há só essas duas até hoje. Ser apartidário não é “apenas” ser inocente num mar de corrupção. É “apenas” ser abstinente da política, alheio dos rumos da própria vida. Quem se diz apartidário, na verdade, está renunciando ao sagrado direito de interferir na qualidade do futuro. A ausência política reflete o efeito da marionete que tem sido a função do eleitor enganado, achando que é honesto e inteligente ser apartidário, quando isso é a forma embrionária do fascismo. Não que seja mais certo ou menos certo ser de esquerda, ou liberal. O certo é que quem se posiciona como marxista ou liberal tem opinião política. Fora isso, só existe o “apenas”, alheio, entregue, alienado.
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Daniel, com todo o respeito, me permita proferir duas ou três palavras sobre seu comentário.
Por primeiro, de dizer, que mais do que admitir raposas alheias, o governo central brasileiro empossado há 12 anos, criou e revelou suas próprias raposas, as quais são tão vorazes quanto às raposas alheias, e, em alguns casos, bem mais vorazes que as raposas alheias.
Depois, anoto que há dezenas de milhões de brasileiros que estão muito à vontade, muito serenos e tranquilos para apresentar todo o tipo de reclamo que acharem justo contra o governo central brasileiro, e fazê-lo do modo que entender conveniente, desde que o faça de maneira não ofensiva à lei e à ordem. E o estar à vontade, serenos e tranquilos decorre justamente do fato de que sempre criticaram e reclamaram e quiseram colocar pra fora aqueles que ocupavam o governo central anteriormente a estes que hoje aí estão. Aliás, foi justamente com a ajuda destas várias dezenas de milhões de brasileiros que após 3 eleições seguidas foi possível colocar pra fora o governo malfeitor pretérito e eleger o governo atual confiantes na promessa por este feita de que não cometeria malfeitorias.
Na sequencia, quanto aos governos municipal e estadual, digo que no espaço em que tem sido possível alcançar, temos visto muito protesto seja lá naquele prédio defronte do colégio Nazaré, seja lá na frente do antigo Lauro Sodré, seja lá no prédio da Augusto Montenegro e em muitas outras frentes em que tem surgido a oportunidade de confrontar o “pescador” e o “cabeçudo”. A propósito, como você sabe, até ordem judicial já foi objeto de incineração em simbólica manifestação direcionada ao Judiciário.
Mais adiante, de dizer que há quem sustente que quem hoje vai para as ruas defender os integrantes do governo central e suas figuras proeminentes, com ou sem mandato, o faz por lerdeza, dolo, má fé, esquizofrenia, burrice ou hipocrisia. E quem sustenta isso, sustenta com base na verdade histórica de que muitos dos defensores do governo atual são pessoas vinculadas às entidades sindicais, às pastorais religiosas, ao movimento estudantil, ao campesinato, e quejandos, todas congregadoras dos milhões de militantes e eleitores do governo que aí está, e que entoaram anos a fio palavras de ordem, pregando que fossem colocados para “Fora!” (até que conseguiram) os governantes deletérios dos interesses da coletividade, tipo Collor, Sarney, FHC, só pra ficar nos mais recentes.
Seguindo em frente, digo que de minha parte, não entendo assim.
Entendo que tanto os que vão pra rua pregar ou apoiar o impedimento da presidente reeleita, quanto aqueles que vão pra rua dar apoio a ela, e seus pares partidários e aliados de conveniência, o fazem no exercício do sagrado direito à liberdade do pensamento e da expressão deste. Não há burrice, lerdeza, má fé, dolo, esquizofrenia etc, em nenhum dos dois grupos, o que há é apenas a democracia, esta jovem brasileira muito pregada, elogiada, referida, mas muito pouco admitida na prática, raramente respeitada nos casos concretos. Muito patrulhada quando exercitada pelo outro que pensa de modo oposto.
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Eita que o troço ta fervendo kkkkk
Governo x Oposição
Acho que tantas opiniões semelhantes e distintas é a tradução do Estado Democrático de Direito.
Caro Gerson, acho que o seu espaço aqui nas redes de pc somente engrandece com esse debate, seja ele proferidas com textos enormes e desconexos com a racionalidade, e outros com poucas palavras, bem como clareza e objetividade!
Acho que quem ganha é o Blog!!!
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Amigo Antonio, vamos por partes…
Também me incluo entre aqueles nos quais repousa a tranquilidade. Por quê? Simples: sempre apontei as contradições do governo. Tanto é que não respondo às convocações pela marcha do dia 20. Quanto às manifestações contra os “podres poderes” (paráfrase à Caetano) locais, amigo, não se pode nem comparar. Os que protestam contra os mesmos são os grupos de sempre, que por sinal você sinaliza-os equivocadamente no rol dos apoiadores da presidência, quais são: sindicatos da classe trabalhadora dos serviços públicos municipais e estaduais, alguns estudantes organizados, alguns pais de alunos, pacientes usuários do serviço público de saúde… enfim, todos os munícipes e naturais deste estado reclamam e se indignam (pelo menos em tese) contra os malfeitos próximos a nós, no entanto quem faz barulho são quase sempre os mesmos descontentes de outrora. Daí que o embate se dá no plano discursivo e simbólico, a saber, campos de luta e disputa pela hegemonia de ordem política: como são “sempre os mesmos” (e veículos de imprensa oficiais e oficiosos geralmente se encarregam de manipular a imagem ao gosto do fiador), logo é uma “minoria descontente”, portanto queixosa de forma ilegítima. Já os setores que convocam as marchas “contra a corrupção” (aspas por que sabe-se bem que dentre eles está os que manipulam muito bem a imagem e formam discurso) são legitimados de bate-pronto: é a “vontade do povo”, é a “maioria consagradora e descente do país”, “são os salvadores da democracia”. Como neste país se lê pouco, há pouco gosto pelo debate público e pior, se desconhece a história da constituição da nação (aqui mesmo no blog disseram que “o passado não importa”), pouquíssimos têm a habilidade de filtrar informação. Pronto, está preparado o terreno para forjar suscetibilidades, em que pese a insatisfação geral. O que é ínfimo torna-se moderado, o que é moderado torna-se gigantesco e o que é gigantesco torna-se insuportável. Ora, Collor confiscou soldo bancário em meio a crise aterradora (pauta da práxis de governos socialistas/comunistas, veja só) que nem de longe lembra a o momento atual, mas foi bancado por quem de direito. Pedaladas fiscais? Que se cassem mandatos de governadores e prefeitos (todos “pedaleiros”) e deputados estaduais e vereadores que chancelam as pedaladas e apedrejem-se os TCM’s e TCE’s dos poderes constituídos que fazem ouvidos de mercador para os “contorcionismos” orçamentários dos entes da federação. Mas isso não é reverberado pelos formuladores do discurso não é mesmo?
E onde você vê patrulhamento, vejo disputa por hegemonia, típica do processo político. O que se deve fazer coerentemente é denunciar o vale-tudo que macule este processo.
Por último, a democracia é mesmo maravilhosa: permite até que quem a odeia tenha o direito de se manifestar contra ela mesma. Se os que nela se reservam ao “sagrado direito” de contra ela pugnar não é meio esquizofrênico… então não sei mais do que se trata.
PS: Perguntem ao sindicato dos professores se eles conseguem contra-informar a população sobre as necessidades de melhores condições de trabalho nas escolas, de melhores ganhos salariais e de se construir uma educação voltada ao emergenciais interesses públicos do nosso município e do estado, principais pautas das greves, através de divulgações via tevê, rádios ou agências de publicidade por meio de outdoor”s… não se consegue por que os poderes constituídos do município e do estado ameaçam cortar as verbas de propaganda institucional nestes veículos. É estratégico, claro. Assim fica fácil desconstruir a legitimidade das pautas e torná-las ilegítimas, coisa “de minoria descontente e insatisfeita”.
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Que bom Bom vê-lo de volta hoje, amigo Daniel. Este seu escrito mais recente, como sempre, inspira e impõe concentrada reflexão para oferecimento de réplica, se é que há réplica possível. À reflexão, pois. Por ora, só dois registros. (i) Vou escrever só mais logo, quando tiver à disposição o PC, eis que do Smart tá complicado agora; (ii) ainda bem que você escreve textos mais extensos, mais alentados, pois nos permite alcançar e desfrutar de toda a ilustração e conhecimento da realidade da qual você é detentor, ainda que seja para eventualmente discordar n’algum ponto. O Blog ganha muito com isso.
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Daniel, aderindo a vossa sugestão, vamos por partes:
O cerne da questão é saber se aqueles brasileiros que vão protestar dia 16 contra a presidente tem ou não tem legitimidade para fazê-lo.
Para o LF esta legitimidade inexiste, tanto que ele submete os futuros manifestantes a mais indigna qualificação.
De sua parte, restrito aos paraenses, inclusive dando eco às desqualificações do LF, você deixa transparecer que também nega a legitimidade de protestar aos eventuais manifestantes do dia 16, sob o argumento de que os paraenses (e belemenses) não fazem semelhante protesto contra os governadores e prefeitos.
Quanto a mim, creio firme que a legitimidade ao protesto contra a presidente, não pode ser negada aos brasileiros de um modo geral, e especificamente aos paraenses e belemenses, por dois motivos básicos:
(i) protestar contra presidentes é direito garantido na constituição democrática brasileira;
(ii) muitos dos que vão protestar dia 16 contra a presidente atual, já haviam protestado contra os presidentes que a antecederam (sarney, collor, fhc), e que foi por conta de tais protestos, que a presidente, e seu antecessor imediato, estão aí governando país nestes últimos 12 anos.
Ora, quem protestou contra as malfeitorias dos governos de sarnei, collor e fhc, e em favor de um governo petista que prometera não cometer tais malfeitorias, tem os mais absoluto direito e legitimidade para protestar contra os governos petistas que ao contrário do que prometeram, quando assumiram o poder passaram a cometer as mesmas malfeitorias.
(…)
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(…)
Eu disse que do ponto de vista local, os governadores e prefeitos também são contrapostos pela comunidade. Você admite que, de fato, o são, mas redargui que os protestos nem se comparam em magnitude com aqueles protestos que se dirigem à presidente.
Ocorre que, em nenhum momento, eu jamais disse que os protestos locais são da mesma magnitude ou de magnitude superior aos protestos alusivos ao presidente. Muito ao contrário, eu enfatizei que ditos manifestos se davam “no espaço que é possível alcançar”. Senão, confira:
“Na sequencia, quanto aos governos municipal e estadual, digo que no espaço em que tem sido possível alcançar, temos visto muito protesto seja lá naquele prédio defronte do colégio Nazaré, seja lá na frente do antigo Lauro Sodré, seja lá no prédio da Augusto Montenegro e em muitas outras frentes em que tem surgido a oportunidade de confrontar o “pescador” e o “cabeçudo”. A propósito, como você sabe, até ordem judicial já foi objeto de incineração em simbólica manifestação direcionada ao Judiciário”.
Com verdade, é preciso reiterar que a legitimidade dos manifestos do dia 16, está na conduta pretérita de quem vai protestar, e na conduta atual de quem vai ser alvo do protesto, que é muito diferente daquela que prometera que teria, quando foi guindado ao poder, sob a pressão dos protestos que se fazia contra os governos de Sarney, Collor e fhc.
Enfim, quem entoou o “Fora fhc!”, por exemplo, em face da incompetência e malfeitorias cometidas sob a gestão do indigitado, está sendo antes de tudo historicamente coerente em protestar contra a presidente em face de idênticas incompetências e malfeitorias praticadas sob o governo dela.
É lógico que há necessidade de que o estado de indignação e insatisfação que tão facilmente aflora e se manifesta quando se trata do governo central, também experimente expressão semelhante quando se tratar dos governos locais, todavia, a menor expressividade no plano local, de modo algum retira a legitimidade das manifestações voltadas ao plano de amplitude nacional. Aliás, não custa lembrar que na época do sarney, do collor e do fhc também era assim. Estes eram bem mais assediados do que os governantes locais.
(…)
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(…)
Você diz que eu me equivoco quando arrolo entre os apoiadores da presidente no plano local,os sindicatos da classe trabalhadora dos serviços públicos municipais e estaduais, alguns estudantes organizados, alguns pais de alunos, pacientes usuários do serviço público de saúde.
Pois bem, por primeiro, vamos rever, com exatidão, o que eu disse a este respeito:
“Mais adiante, de dizer que há quem sustente que quem hoje vai para as ruas defender os integrantes do governo central e suas figuras proeminentes, com ou sem mandato, o faz por lerdeza, dolo, má fé, esquizofrenia, burrice ou hipocrisia. E quem sustenta isso, sustenta com base na verdade histórica de que muitos dos defensores do governo atual são pessoas vinculadas às entidades sindicais, às pastorais religiosas, ao movimento estudantil, ao campesinato, e quejandos, todas congregadoras dos milhões de militantes e eleitores do governo que aí está, e que entoaram anos a fio palavras de ordem, pregando que fossem colocados para “Fora!” (até que conseguiram) os governantes deletérios dos interesses da coletividade, tipo Collor, Sarney, FHC, só pra ficar nos mais recentes.”
Da leitura da passagem transcrita, a qual, no ponto, retrata exatamente o que eu disse, enfatizo que o que eu quis demonstrar é que há quem qualifique os defensores do governo com os mesmos predicados negativos que você e o LF qualificam aqueles que dia 16 estão dispostos a ir protestar contra o governo.
O que eu quis mostrar é que, para muitos, a recíproca desqualificatória é verdadeira.
Na oportunidade, também apresento os motivos que fundamentam esta identidade e reciprocidade na desqualificação. É exatamente aí que cito, a título de exemplo, quem seriam os destinatários da desqualificação no seio daqueles que defendem o governo, quais sejam, as pessoas as pessoas vinculadas: (i) às entidades sindicais, às pastorais religiosas, ao movimento estudantil, ao campesinato, dentre outras.
Com efeito, vale dizer que quando os citei como exemplo, não pretendi me referir especifica e exclusivamente aos locais. E falei sobre eles porque todos sabemos que a cut e a une, por exemplo, que outrora protestaram muito contra os desmandos dos governos anteriores, são as mesmas que hoje apoiam firme e religiosamente um governo que pratica desmandos idênticos aqueles praticados pelos governos que substituíram sob a promessa de fazer diferente, de fazer direito.
Portanto, o que eu quis dizer mesmo foi que todos tem direito a expressar seu pensamento e a ter e defender suas convicções, bem assim que agem com intolerância tanto os que desqualificam os apoiadores da presidência, quanto os que desqualificam os que protestam contra a presidente. Enfim, que a democracia deve prevalecer sobre a intolerância.
(…)
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(…)
Quanto ao mais, via de regra, estou de acordo com o que você explana. Um senão aqui, outro ali, mas nada que represente um firme dissenso. Afinal, não acho que mereça uma abertura de polêmica definir ou esclarecer se desqualificar quem pensa diferente é patrulha ou disputa sobre hegemonia política, ou se tudo se trata apenas de uma questão de ótica, de prisma ou coisa que o valha.
Encerro, deixando para refletirmos, um trecho de um artigo do grande Lucio Flávio Pinto, escrito a propósito do discurso do lula por ocasião da Marcha das Margaridas:
(…)
“A inteligência maliciosa de Lula não pode ser ignorada nem subestimada. Ele sabe fazer o jogo político como poucos na história brasileira. Reconheceu que sua sucessora tem errado na condução do país, mas desviou a responsabilidade (indevidamente, por contrariar a realidade) aos banqueiros capitalistas. E também ao pouco tempo de Dilma Rousseff no seu segundo mandato, para o qual ainda tem três anos e meio pela frente (e que, um semestre depois, além de não ter começado, corrói para trás. o que era façanha e agora vai se mostrando uma farsa).
“Pediu compreensão e apoio para a presidente, em relação à qual se posiciona novamente de forma paternalista e superior, o que significa estender a trégua e a solidariedade para si. Inclusive porque é a bola da vez. Dilma só será atingida depois dele, se a investigação da corrupção na Petrobrás chegar às provas da conexão direta do ex-presidente com a quadrilha que atuava na estatal do petróleo.
“Como de hábito, Lula recorre ao messianismo para se defender dos que o estão perseguindo ou ameaçando. “Essas pessoas, que agora se apresentam como a solução, se esqueceram de que, quando cheguei à presidência do país, ele estava quebrado”. Antes dele, o dilúvio. Depois dele, Dilma, agora uma sinonímia.
“Esse diagnóstico é tão verdadeiro quanto atribuir a crise econômica atual a fatores externos, na avaliação dele, provocados por instituições bancárias dos Estados Unidos e da Europa. Já não convence quem se aprofundou no exame da crise atual e das que a antecederam. Mas a mise-en-scène pode funcionar se houver massa para ouvir o ex-presidente e ser usada como efeito multiplicar para convencer a sociedade de que o povão continua com Lula e qualquer manobra para atingi-lo, ou à sua pupila, terá uma resposta enérgica e incontrolável.
“De fato, o volume de gente no encontro era de impressionar: 40 mil trabalhadores agrícolas, reunidos no estádio Mané Garrincha, cedido graciosamente pelo governo do Distrito Federal. O propósito era visível: antecipar o contraponto aos protestos contra a presidente Dilma Rousseff, marcados para o domingo, 16. Mas a concentração pró-Lula e Dilma teria que acontecer num dia de semana para ter tempo de tentar esvaziar a próxima concentração.
“Por isso, a quinta Marcha das Margaridas, com orçamento de 855 mil reais, precisaria de patrocínio externo. A Contag, a confederação dos trabalhadores rurais, que formalmente a organizou, não teria condições de assumir esse custo. Dividido entre agente estatais: Caixa Econômica Federal (R$ 400 mil), o BNDES (R$ 400 mil) e Itaipu Binacional (R$ 55 mil)”.
(…)
“Mudam os protagonistas, o enredo continua o mesmo: esquerda e direita querem conquistar o poder para usá-lo conforme seus propósitos e de acordo com seus desvirtuamentos. O povo é uma hipérbole nos seus discursos”.
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O debate político deve ser realizado por toda pessoa politizada. Toda opinião política deve ser respeitada, concordo com o amigo Oliveira. Mas vemos uma grande massa feliz por se dizer apartidária, logo, apolítica. Como entender politicamente o posicionamento de quem se qualifica assim mesmo, como apartidário? Não há política sem politização. Nem lutas e nem conquistas. É preciso estar qualificado para desfrutar plenamente os direitos políticos, como o voto. Questões de corrupção devem ser tratadas como são, questões de corrupção.
Como já disse antes não votei no PT porque tem uma Dilma ou um Lula por lá, mas porque defendo um programa de esquerda na condução do país, uma política socialista. E ela existe e está em prática. E tem sido muito melhor aos mais pobres.
A corrupção política no Brasil vem da falta de um código de ética da política, por exemplo. Não há uma só punição ao parlamentar que muda de partido. O comportamento dos políticos brasileiros deixa claro o jogo de interesses
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