“Dilma é uma mulher honrada”.
FHC, em entrevista à imprensa internacional
“Dilma é uma mulher honrada”.
FHC, em entrevista à imprensa internacional
À beira da extinção, informação e curtição sem perder o sinal do Wi-Fi.
futebol - jornalismo - rock - política - cinema - livros - ideias
Dada a falta de credibilidade do autor, tal declaração, pra mim, não passa de oportunista simulação de magnanimidade, cujo objetivo deve estar bem distante de qualquer sentido republicano. Afinal, por falta de base factual mínima, até agora, nenhuma crítica séria dos graves problemas enfrentados pelo governo, enveredou para ataques à honradez da presidente.
CurtirCurtir
E nem vai, caro Oliveira, porque os mesmos que investigam, favoráveis às CPIs e impeachment, são beneficiários da atual forma de financiamento de campanha. É uma forma de lavar dinheiro para todo partido. Com o financiamento público de campanha, isso tende a acabar. Ninguém percebe que o problema começou exatamente porque se tocou nesse aspecto da política nacional (e tenho certeza de que Dilma se arrepende disso) como fez a presidenta. O próprio caso da Petrobras e dos demais que vêm por aí têm, e muito, a ver com as formas de combater a corrupção e que, claramente, não são bem vistas pelos parlamentares. Como perguntar não ofende, porque será?… O fim da corrupção passa necessariamente pelo fim do financiamento privado de campanha. A reforma política proposta agora é uma piada. De muito mau gosto. Da forma como se via antes, a corrupção parecia algo instalado no governo ou na máquina pública exclusivamente. Agora, podemos ver que não é bem assim. Há uma atuação pesada da iniciativa privada junto aos atores políticos que perpetuam essa forma de agir. Assim nascem cartéis, contravenções e outros crimes.
Digo, e digo bem, que não me sinto enganado pelo PT. O PT cumpriu o que prometeu quando tirou o Brasil do mapa da fome da ONU, quando promoveu a maior ascensão social da história brasileira, quando construiu novas universidades e disponibilizou vagas nas particulares e ampliou o ensino técnico. Quando recuperou uma política pública nacional de habitação e ampliou a oferta de energia elétrica com o luz para todos. Tudo isso só é possível com produção, que requer emprego e investimento. Por isso a isenção de IPI e outras medidas que privilegiem a geração de emprego e renda. Também acho que se poderia ter feito mais, mas ficamos nas mãos de governadores que pensam já na próxima eleição quando acabaram de ser empossados. A política brasileira precisa ser tomada pelos brasileiros.
CurtirCurtir
O Lula quando escolheu a Dilma, disse que nao poderia entregar o seu governo a qualquer um. A Dilma, antes de ser canditada teve sua vida, investigada pela CIA a mando do Governo aqui dos EUA, e uma das coisas que foram destacadas no relatorio, foi sua dureza para negociar e sua honrradez, na ultima visita aqui o Obama falou que o Brasil, esperou uma mulher ser president para combater de fato a corrupcao no Pais, como sempre digo, o problema brasileiro se chama Congresso Nacional.
CurtirCurtir
Lopes,
1. Prefiro continuar acreditando que os motivos que levam aos opositores sérios da presidente a não atacarem honradez dela, como até hoje não atacaram, é a ausência de motivo real para isso.
2. para mim, acreditar que os opositores sérios não atacam a honra pessoal da presidente porque todos os opositores também se beneficiam da lavanderia que é o financiamento de campanha, corresponderia a acreditar que a presidente também lava dinheiro nas campanhas como os demais, afirmativa que, até agora, certamente não tenho motivos para sustentar seja quanto a ela, seja quanto a alguns outros, os quais mesmo não sendo muitos, não me permitem generalizar.
3. O financiamento privado de campanha, seja mediante pessoa física, seja mediante pessoa jurídica, são de fato, elementos desencadeadores de corrupção. Mas, com absoluta certeza, a adoção do financiamento público não livrará os brasileiros dos resultados nefastos da corrupção dos políticos, e talvez ainda acentue mais o desequilíbrio entre os partidos na percepção das verbas de financiamento de campanha.
4. o partido e o presidente nos quais eu votei em 2002 para a presidência, me enganaram sim. Eles prometeram um governo diferente e fizeram um governo idêntico, inclusive admitindo que lhe integrasse muitos dos mesmos deletérios quadros que detonaram o Brasil nos governos anteriores.
No mais, a fome grassa no país como sempre. O mapa da “ONU” não bate com a triste realidade verificada em todos os cantos do território nacional. A pobreza segue firme como sempre. A educação relegada como sempre. A saúde doente como sempre. A segurança sitiada como sempre. A mobilidade social estagnada como sempre, salvo alguns meteóricos lulinhas.
5. Na realidade, o que muito cresceu neste últimos 12 anos foi a rede marqueteira que hiperboliza o pouco que foi feito e minimiza os enormes problemas que nunca nos abandonaram.
Afinal, de que adianta, por exemplo, construir universidades federais se lá não se dá condições estruturais para o cumprimento eficaz de seu mister; ou abrir vagas nas faculdades privadas se a maioria delas é apenas uma fábrica de diplomas. Se ao menos a une de hoje fosse a UNE de antes. A minguância da UNE, isso sim, foi obra bem sucedida nestes últimos 12 anos.
O trabalho midiático também produziu uma fantasiosa mobilidade social, “criou” uma nova classe c. Confundiu, em quem se deixou e se deixa confundir, uma momentânea disponibilidade financeira, com o galgar de um novo patamar social. Como se 12 anos fosse suficiente para reverter 500 anos de estagnação. Acabou o dinheiro, acabou a nova classe “c”, ficaram só as dívidas.
Do que foi feito pelo governo nestes ultimos 12 anos, fica só a certeza de que muito mais foi prometido, e a impressão de que muitissimo mais poderia ter sido feito, impressão que se reforça e sedimenta quando se observa o tanto de recursos que é arrecadado com tributos e o tanto que é sangrado pelos descaminhos da república. E isso tendo em conta só aquilo que é devolvido após as confissões.
CurtirCurtir