POR GERSON NOGUEIRA
Depois de muita expectativa, Dado Cavalcanti foi confirmado ontem à noite como o novo técnico do Papão. Da novíssima geração de treinadores brasileiros, tem fama de estudioso e inovador. Cavalcanti tem mais ou menos o mesmo perfil de seu antecessor, Sidney Moraes.
O novo comandante chega com a missão prioritária de formatar o time para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. Ao longo do caminho, porém, terá que enfrentar as agruras do Campeonato Paraense, que não tem a mesma importância, mas pode derrubar treinador.
Na Curuzu, há consenso quanto ao fato de que a demissão de Sidney Moraes aconteceu no momento certo, sem causar maiores turbulências ao planejamento do clube. O time já está fora do primeiro turno do Parazão e a temporada mal começou, o que dá ao treinador tempo suficiente para que se familiarize com o elenco e faça os ajustes para que o time corresponda aos anseios do torcedor.
Pode-se avaliar que o Papão, mesmo tendo optado pela troca de técnico após dois meses de trabalho, não modifica seus planos para 2014. Até as semelhanças entre um e outro treinador foram mensuradas na hora de contratar Cavalcanti, a fim de diminuir os riscos de uma desaceleração interna.
O recém-contrato é um profissional que gosta de trabalhar com elencos jovens, que valoriza jogadores oriundos das divisões de base e que busca afirmação no cenário nacional. Sua escolha junta a fome com a vontade de comer. A aposta é recíproca. O Papão quer alçar voos maiores e Cavalcanti precisa se firmar no mercado.
A associação entre clube e treinador tem boas possibilidades de dar certo, desde que Cavalcanti tenha o devido suporte e possa fazer suas próprias escolhas. Durante a gestão de Sidney Moraes foram contratados 19 atletas. Por uma questão de lógica, o novo técnico tem o direito de dizer com quem pretende ou não trabalhar. E certamente vai indicar mais reforços.
Todo mundo sabe que disputar a Série B custa caro. Para o Papão vai sair ainda mais caro do que o planejado porque a mudança de comando implica em contrair despesas não previstas.
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Trapalhadas agitam ambiente no Leão
Depois da boa vitória sobre o Rio Branco, imaginava-se que o Remo iria finalmente desfrutar de alguns dias de paz, mas eis que alguns dirigentes começam a especular sobre a possibilidade de dispensas no elenco. Ora, qualquer aprendiz de gandula sabe que este é o melhor caminho para tumultuar ambientes boleiros.
Além das arengas trabalhistas – ameaças de perda do Carrossel e de outra área anexa ao estádio Evandro Almeida –, o clube convive ainda com o desgaste da eliminação precoce do turno do Parazão. Esperava-se que a diretoria tomasse as devidas cautelas para evitar agitações desnecessárias. Ledo engano.
Através das redes sociais, surgiu o boato de que três jogadores (Val Barreto, Rafael Paty e Ilaílson) seriam dispensados. Na verdade, a história circula há dias, mas voltou com toda força na segunda-feira.
Caso as dispensas se confirmem, parece no mínimo esquisito que o Remo esteja abrindo mão de seus dois atacantes de referência e um bom volante. A disputa da Copa Verde e do Parazão exige time titular forte e banco compatível. Se for apenas factoide, a coisa fica ainda mais inacreditável, ainda mais partindo de um dirigente.
Quando a atual diretoria assumiu, depois de campanha eleitoral das mais tumultuadas, houve quem enxergasse uma quantidade exagerada de “amadores” na nova administração. Episódios como o desta semana ilustram e confirmam essa visão.
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A sedução do futebol ofensivo
Será que viveremos para ver um técnico brasileiro ousado o suficiente para, na casa do adversário, mandar seu time à frente desde os primeiros minutos e continuar pressionando mesmo depois de botar 2 a 0 no placar? Foi o que se viu ontem no primeiro tempo de Manchester City e Barcelona.
Com a habitual categoria nos passes rápidos, saídas em velocidade e contando obviamente com a estupenda habilidade de Messi para conduzir a bola, o Barça chegou facilmente a dois gols (ambos do uruguaio Suarez) e seguiu insistindo, martelando. Superior, botava os ingleses na roda, a fim de fazer mais gols e matar o jogo.
Como não conseguiu ampliar, sofreu uma pressão dos diabos no começo do segundo tempo. Aguero diminuiu para os ingleses, mas a fúria do City durou relativamente pouco. A partir dos 30 minutos, a bola voltou para o domínio espanhol. O Barça pressionava, com Messi e Suarez, e abusava de perder chances.
Messi ainda perdeu um penal e a vitória sorriu para quem sabia o que fazer com a bola, explorando a notória superioridade técnica de seus jogadores. Em certos momentos, dava pena ver o time inglês correndo sem conseguir acompanhar a infernal troca de passes dos catalães.
Ah, sobre a perguntinha capciosa lá do primeiro parágrafo, seguramente não há dúvida quanto à resposta. Luis Henrique, mesmo sob vara no Barcelona, não deixou jamais o pragmatismo atrapalhar a filosofia do time.
Com maior ou menor intensidade, atacou sempre. Talvez por isso o Barcelona seja o clube que mais arrebanha torcedores pelo mundo. Futebol ofensivo é sempre bonito de ver.
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A última flor do Lácio
O cartola e deputado federal Andrés Sanchez escreve “progeto”. O técnico Vanderlei Luxemburgo fala “pojeto”.
A inculta e bela sofre, mas assim caminha a humanidade…
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO)
Ainda não vi um compatriota que esteve dentro do clube e elogiasse o Minowa! Para piorar, o Custódio até que é bem intencionado, mas lhe falta controle emocional.
Então temos a dupla despreparo + descontrole e mais uma penca de abnegados que só dificultam a vida do clube!
Se era para ser assim, antes ficasse o Pirão. Podia ser louco, mas era proativo e o Bororó sempre dava uma segurada nos impulsos dele.
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E o Luís Henrique parece resgatar os bons tempos de Pepe Guardiola. Claro que ainda estamos longe do padrão daqueles tempos, porém, o modo de jogar, a posse de hola e principalmente o time adiantado impedindo o adversário de respirar estão desenhados nesse novo Barcelona. Será que essa é uma tendência entre aqueles que formaram um dos Barças mais vencedores de sua história, e que tinha em seu elenco os brasileiros Giovani, Rivaldo e Ronaldo Nazário?
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Progeto e pojeto …. kkkk. …Complicado. E o salário?
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Não é previléjio só deles. Aquí mesmo tem muito.
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Putls….
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Já ouviram esta expressão? “A desorganização está organizada” muito usada em planejamentos de protestos. Pois é, aqui no Papão e Leão parece está bem concatenada.
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É privilégio de muitos !
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Gerson, não se avexe. Despesas, e sempre mais despesas, foi, é, e sempre será a palavra doce – e prioritária, nas gestões de nossos clubes de futebol.
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O Paty não quase não teve oportunidade. O Ilailson é mal aproveitado e o Val Barreto isolado. Ai querem enganar a torcida e onerar o clube com mais contratações. Pelo que vemos o amadorismo, mesmo com o patrimônio correndo risco, continua firme e forte. Gostei dos termos do Gerson Motta: A direção é formada pela dupla despreparo + descontrole. Te dizer.
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Agora vai
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Nessa coluna, o blogueiro/escriba foi de A a Z: do rico e bem organizado futebol europeu ao bozo (sem ofensas ao palhaço) futebol paraense; do penico à bomba atômica.
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No Meio do Semestre tínhamos um time e hoje não temos nada, mais uma aposta, uma rápida pesquisa mostra que o melhor retrospecto do treinador Dado Cavalcante foi em 2013 levar o Mogi Mirin as quartas de final do Paulistão, de lá pra cá, mais nada, com apenas 9 jogos foi demitido do Ceará, mais uma aposta da diretoria
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Lembrei-me agora da dupla Miguel Pinho e Geraldo Rabelo
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Gerson e amigos, até onde sei, o Zé Teodoro apresentou uma lista à diretoria, que se reunirá, apenas amanhã, pra não tumultuar o ambiente, antes de um jogo, reunião que estava marcada pra 2ª feira e resolveram mudar pra amanhã, talvez por tudo que aborda a sua coluna… Seria uma irresponsabilidade, realmente… Nessa lista, consta a dispensa de 9 jogadores e a contratação de 5 jogadores… Dentre esses 9, estariam: Ratinho, Ilaílson, Val Barreto e Paty.
Penso que, ou o Remo muda, ou já era série D 2015, como havia falado, quando contrataram o Zé Teodoro… Tem que aproveitar que o time mudou sua postura em campo e, hoje, já se vê alguma qualidade no esquema tático. A hora, é agora… Apesar do Zé Teodoro
É a minha opinião.
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Acho que você tem razão, amigo Cláudio. E tomara que comecem a agir com um mínimo de bom senso por lá.
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Dispensar 9 jogadores regionais para contratar 5 turistas. No que os “estrangeiros” foram melhores que os locais? Não é por ai. Dispensar 2 para contratar 2 até que é aceitável. A esta altura, nenhum bom jogador virá para Belém senão para se recuperar de lesões.
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