O São Paulo se livrou nos últimos dias de um dos maiores problemas para a folha salarial do clube nos últimos tempos. Contratado com pompas em 2013, o consagrado lateral esquerdo Clemente Rodríguez jogou só três jogos em dois anos, passou quase todo o tempo encostado e treinando com os juniores. O detalhe é que, no total, o atleta custou mais que R$ 3 milhões aos cofres tricolores. Conforme apurou o ESPN.com.br, entre salários, luvas, impostos, benefícios e rescisões, esse foi o valor que Clemente Rodríguez tirou dos cofres do São Paulo ao longo dos 19 meses que permaneceu vinculado ao time do Morumbi. O bastante para o jogador que não treinava com os titulares há mais de um ano pudesse curtir a vida de todas as formas possíveis, principalmente pelos treinos reduzidos e pela remuneração mensal de R$ 150 mil.
No período, uma rotina desfrutada com viagens, almoços e jantares gourmets, mergulhos com golfinhos, presentes da Chanel à namorada, a modelo Agustina Nielsen, e qualidade de vida digna de um magnata em uma das principais e mais caras cidades da América do Sul. Habitante de uma acomodação luxuosa na zona sul de São Paulo, o jogador era frequentador assíduo dos principais restaurantes das regiões mais caras da capital paulista.
Gostava, por exemplo, da Adega Santiago, no bairro do Jardim Paulistano, onde apreciava frutos do mar e tomava drinks exóticos. Também dava as caras no Parigi, no Itaim Bibi, sempre com pedido pelos vinhos mais caros da casa, e no tradicional Torniamo. Restaurantes Japengo, Zucco, Forneria San Paolo, Ruella, Pobre Juan, Chalezinho, Quattrino, Rive Gauche Cuisine, entre outros, eram as opções semanais do jogador com a namorada.
No quesito viagens, Clemente Rodriguez também esbanjou como pôde. Esteve, por exemplo, em Ubatuba, várias vezes no Rio de Janeiro, Miami, Punta Cana (República Dominicana), desfrutou de outras praias no Caribe, como as Ilhas Tortolo e Antigua, e ainda fez um cruzeiro no transatlântico Costa Mágica. Idas a Buenos Aires, então, foram dezenas para visitar a família e rever amigos.
Em cada viagem o argentino aproveitava da forma que podia. Em Punta Cana, por exemplo, Clemente se hospedou no Barcelo Bavaro Palace Deluxe em companhia da namorada e amigos, em uma luxuosa suíte que cobra nada menos que a bagatela de 453 dólares por noite, ou R$ 1.271,53 a diária. Passou três semanas no local. Mergulhou com golfinhos, passeou de lancha e tomou coquetéis típicos da região.
Clemente Rodríguez foi contratado pelo São Paulo no fim de junho de 2013, após o Boca Juniors optar por não renovar seu contrato. Estreou pouco depois contra o Bahia, mas foi expulso na derrota de virada por 2 a 1. Depois disso, apenas mais dois jogos – derrota por 3 a 0 contra o Cruzeiro e empate por 1 a 1 contra o Atlético-PR antes de ser relegado ao time de juniores.
Agora, Rodriguez deve voltar a jogar futebol de forma oficial. Contratado pelo Cólon, o jogador que vai completar 34 anos em 2015 é aguardado com ansiedade na Argentina. Afinal, é ídolo da história do Boca Juniors, onde levou três Libertadores, e apontado por ninguém menos que Riquelme como o melhor lateral com quem o ex-meia atuou. Como será o novo desafio da carreira do agora ex-são-paulino? (Da ESPN/UOL)


Estão pensando que só em Belém tem trouxa?
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O São Paulo, também entrou na barca dos clubes brasileiros que vivem trazendo jogadores de fora, mas parece que não aprendeu a lição, depois de ter Ganso e Bastos, trouxe um tal de Centurion.
Resta saber se na base não se faz mais craque, acho que faz, o problema é o imediatismo que tomou conta desses cartolas gananciosos.
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Repórter com a cabeça de um torcedor, que usualmente acha vilania em atleta, porém esquece do dirigente atabalhoado (ou mal intencionado) que fez a contratação.
Creio que se todos aqui, ganhassem 150 mil mensais (Um salário apenas razoável para um clube do porte do São Paulo) e não tivessem grandes oportunidades no time principal, fariam o mesmo que o rapaz acima.
A duvida é: Por que este jovem foi contratado pelo SPFC? Alguém, que não o atleta, deve ser responsabilizado pela contratação falha.
O que interessa o restaurante que o cabra frequentava? As viagens que fez? Tipo de notícia que desvia o foco.
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