Coluna: Uma decisão interiorana

E o quadro desastroso que se desenhava desde a semifinal do primeiro turno acabou se materializando, ontem, em Tucuruí. Com competência e simplicidade, o Independente eliminou o Remo e afundou de vez um dos titãs do nosso futebol, novamente fora do Parazão e alijado do Brasileiro da Série D.
A rigor, foi jogo de um time só, pois o Remo não deu as caras. Apático, parecia desplugado. Esbanjando lentidão, levou o primeiro gol logo aos 15 minutos, perdendo a vantagem estabelecida na partida anterior. E não foi um gol qualquer. Nasceu de lance primário, só possível quando a marcação é frouxa e a zaga mostra-se desatenta. Evandro Pará subiu livre e sem pressão entre os beques remistas, que se limitaram a olhar.
A falha não foi um acidente, como se veria a seguir. Várias outras situações denunciaram o total desinteresse dos jogadores, que erravam passes bobos e desperdiçavam chances diante do goleiro Dida. O Independente, que nada tinha a ver com a indolência do adversário, foi tomando as rédeas do embate e lá pelos 30 minutos já era dono absoluto das ações.
Organizado, com efetiva aproximação entre os setores, o Independente centralizava seu jogo em Marçal e Gian, como faz habitualmente. O surpreendente é que o Remo deixou a dupla jogar com inteira liberdade. Ou seja, brincou com fogo. E foi num contragolpe rápido, após Mael ter sido desarmado no ataque, que nasceu o segundo gol. Moisés e Lopes trombaram e a bola caiu nos pés de Marçal, que fintou o goleiro e finalizou.
O Remo teve até algumas chances, por obra do puro acaso. Moisés e Marlon chegaram perto do gol, chutando forte, mas Dida apareceu bem. Houve um pênalti que a arbitragem não deu, mas a produção ofensiva era irregular. O time ia à frente, trocava passes improdutivos e não agredia. Ratinho, apagado, foi trocado por Tiaguinho, que também sumiu em campo. Jailton corria muito, mas não recebia lançamentos.
Desse modo, entre a lerdeza e o tédio, o Remo encarou os 45 minutos finais (e decisivos) como um piquenique. Ao contrário, o Independente voltou com a mesma pegada, mantendo a vigilância na defesa e levando perigo no ataque. Mandou uma bola na trave e esteve perto de aumentar o placar.
Givanildo foi elegante ao final de tudo, preferindo atribuir ao mau condicionamento a vergonhosa atuação em Tucuruí. Com a experiência de tantas jornadas, deve ter percebido que, além dos problemas físicos, o time não tinha a flama característica dos vitoriosos. Os jogadores podiam ter saído do campeonato dignamente, lutando. Saíram, porém, pela porta dos fundos, desrespeitando as esperanças e sentimentos da grande torcida. 

    
 
A nova gestão remista, que já havia sofrido baque sério com o anúncio da condenação do presidente Sérgio Cabeça durante a semana, caminha aceleradamente para igualar os feitos (no futebol) da desastrosa gestão anterior. Não ganhou nenhum turno e segue fora de série. Triste sina. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 30) 

56 comentários em “Coluna: Uma decisão interiorana

  1. Não há perspectiva de sair. Os profissionais que vem para cá não querem jogar na quarta divisão, querem apenas “passar uma chuva”, ganhar uns trocados até que comecem outros campeonatos, e aí se mandam. Para jogar a série D (se é que terá a vaga), o clube precisa investir na base e em jogadores dos clubes locais. Como ninguém por aqui investe a sério na prata de casa, não vejo como sair deste nó. A derrota estava clara desde o jogo anterior. Só alguns segmentos da imprensa é que se recusavam a ver, atribuindo absurdo favoritismo ao Remo, episódio que expôs todo o nosso provincianismo. Se a vaga cair de pára-quedas vinda do Piauí, o melhor era ter bom senso e nem disputar. O time atual é fraquíssimo. Não passou no teste que seria o Parazão. Se precisa da vaga do Piauí, é porque está mal… Como a maior parte do elenco vai embora, do que sobra não se aproveita nada e novo vexame será certo. Infelizmente, a grita da mídia será grande e os dirigentes terão de colocar o time em campo para passar novas vergonhas. Fica a sugestão para uma pesquisa: Vale a pena o Remo disputar a quarta divisão?

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  2. Caro Gerson.
    No que diz respeito ao último parágrafo do texto ( nova gestão azulina ), um dia após a publicação da notícia aqui mesmo no DOL, enviei uma pergunta para a “Linha de Passe”, naquela tarde ancorada pelo atual presidente da ACLEP Geo Araújo, com o seguinte texto:”A condenação criminal do presidente azulino teria alguma repercussão no time de futebol do Remo”, a qual foi sumariamente repelida e deixada sem resposta, sob o argumento de que “não seria notícia relacionada ao esporte”…Entendo que tal evasiva não condiz com a realidade que deva nortear os programas de rádio, vez que, bem diferentemente do que asseverou nosso respeitado presidente, a notícia , além do caráter policial, está direta e intimamente ligada futebol, afinal de contas trata-se de fato acontecido com o presidente de uma entidade que congrega, no mínimo, a metade dos torcedores de nosso Estado… Grato, Pedro Maués, Abaetetuba…

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  3. Queremos o remo iqual nosso Estado do Pará, sem divisão.

    O que é mais humilhante, ficar sem calendario para o 2º semestre, ou conseguir uma vaga na serie D por desistencia de outro time?

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  4. Como falei antes,depois daquela entregação de um goleirinho que passou aqui pelo REMO não me recordo o ano,em que em um jogo pela copa do brasil,REMO x figueirense,ele entregou o jogo para o figueira na maior cara de pau,pois bem,depois daquele dia,este jogo de ontem foi o maais descarado,os pernas de pau andando em campo,viravam as costas para a jogada,ainda vem um zagueiro perna de pau,falar que era contra a saida do comeli.
    Ta na cara que eles boicotaram o givanildo e a diretoria por causa da troca de comando,bando de mercenarios.

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      1. Rapaz, com toda sinceridade, eu vi parte do segundo tempo, aquilo tava com cheiro de boicote, nego tava andando em campo, e tinha jogada que até eu daria um passe certo e os caras não deram. Sorte de vcs que o Independente, com ex-princesa do chiqueirão e etc tavam com peninha e só meteram dois, porque um time tipo o paulista de jundiaí de 2006 era uma repetição daquele placar humilhante.

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  5. Gerson, parabéns pela Coluna, hoje. Sinceramente, mas acredito que duas coisas contribuiram para que os jogadores entregassem o jogo, ontem: A contratação do Finazzi(e, o fato do mesmo estar em dia e, eles(outros jogadores), não) e, a falta de pagamento dos salários dos jogadores. Penso que a troca do Giva pelo Comeli, foi perfeita, mas quando jogador não quer jogar, aí, não tem jeito.
    – UMA DICA PARA O REMO FRACASSAR, DE NOVO: Contratem um técnico local, para fazer amistosos pelo interior, ainda esse ano e, em 2012, com a pressão da mídia, efetivem ele e, quando o Remo já estiver quase eliminado, chamem o Giva, de novo e, continuem atrasando os salários dos jogadores. Pronto, fazendo isso, que foi o que sempre fizeram lá no Remo, no final de 2012,estarei aqui dizendo: Tchau, até 2013.
    Bando de Incompetentes.

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    1. Você insiste com essa ladainha Cláudio, que o Remo fez o certo em trocar o Comelle, pelo Givanildo. Pois deu tão certo amigo, que o Remo, conseguiu justamente o que seus torcedores mais temiam, que era ficar de fora da final do parazão e de quebrar ficar sem calendário, para o restante do ano…mas respeito sua opnião, afinal de contas, cada um tem à sua forma de pensar!!!

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    2. Amigo Cláudio,

      Embora sendo um bicolor empedernido me solidarizo ao seu desapontamento e desencanto muito por perceber que o meu Paysandu está vendo o exemplo do maior rival há pelo menos uns 3 anos, mas insiste nos mesmos erros que hoje estão a cobrar com juros e correção as décadas de desmando e ações perdulárias dos dirigentes do Clube de Periçá.
      O Remo passa por aquele momento crítico que qualquer entidade, instituição, pessoa física ou jurídica está sujeito a passar: a crise sem precedentes. E é neste contexto que o Remo deve agir e pensar da seguinte forma: ou ficaremos reproduzindo ano após ano as fórmulas “mais do mesmo” que já esgotaram e irão fatalmente redundar em mais fracassos ano após ano ou “cortaremos na carne”, com uma mudança de paradigmas e um novo conceito de clube e administração do mesmo. Acredito que a segunda opção é a mais indicada e isso sinaliza algo que já vizualizo como inescapável para o saneamento e a modernização de nossos clubes: a venda dos mesmos e suas consequente transformações em clubes- empresas.

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    3. Amigo Cládio, só espero que o amigo não faça nenhum prognostico favorável ao Paysandu. O amigo não tem acertado em seus palpites. Se tudo der certo nos veremos em 2012.

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  6. Pois eu sou a favor da utilização de um técnico local para utilizar jogadores caseiros, tipo o Charles Guerreiro. Ontem, Marçal e Gian (com 80 anos) e o Sinomar deram um baile no Giva, Finazzi e cia. Monta uma base com os melhores do campeonato e põe pra treinar junto, melhor do que os forasteiros que vêm pra ganhar dinheiro num momento em que o Remo respira por aparelhos financeiramente.

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      1. Cláudio, já trouxeram Giba, Comelli, Giva e uma lista de outros figuras que não lembro ou não precisa citar para disputar o camp. paraense e deu no que deu. E qnto mais investimentos em jogadores locais e categorias de base foi qndo o Remo teve as suas maiores ascenção, principalmente na década de 90. Os técnicos locais conhecem a realidade do futebol local e os jogadores disputantes desse certame. Entenda, hoje a competição mais importante do ano para o Clube do Remo é o Campeonato Paraense, então temos que ter jogadores e CT que conheçam essa realidade.

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      2. Concordo com vc, amigo Víctor, mas esses bons técnicos a que vc se refere, a exepção do Comeli(espera láaa), se vc analisar, eles só trouxeram, quando o time já estava quase morto. Percebam que grandes técnicos que passaram pelo futebol Paraense, nunca foram trazidos para iniciar um trabalho e montar o elenco, o que seria o correto. Ademir Fonseca e Edson Gaúcho, ambos no Paysandu, iniciaram um trabalho e muito bem, com condições de dar o acesso ao Papão, mas foram impedidos de conseguir tal êxito, pelo amadorismo de seus Dirigentes.
        – Já com Giva, deixaram ele fazer o que eu peço, agora e, todos sabemos o retorno que ele deu ao Papão.
        – Anote: Vou falar, o que falei em 2009, em 2010 e, agora em 2011: O Remo precisa parar, equilibrar as finanças, traçar um projeto para ter dinheiro para contratar um bom técnico, já em Outubro(GIVA, seria um bom nome) e, deixando ele, com calma, olhar a segundinha e, ir analisando jogadores locais e da base(os que se destacarem), para em Novembro(quando acabam as séries B, C e D), ele já ir contratando alguns jogadores para formar o elenco do Remo, visando a conquista, logo do 1º turno do Paraense, para dar tranquilidade ao elenco, Diretoria e, principalmente, seus torcedores. Esse é o trabalho que realiza o Goiás, Ceará, Atlético de Goiás,… Times, que a bem pouco tempo, estavam abaixo ou em igualdade de condições, com Remo e Paysandu. Te dizer…
        – Na minha opinião, indicar técnico local para Remo e Paysandu, é o cúmulo da irresponsabilidade. Me desculpe a sinceridade, mas não dá mais pra tolerar esses absurdos.
        – Pegue, aqui mesmo no blog, o que diziam a quando da contratação do Comeli e, o que disseram a quando de sua demissão e, vc vai perceber que muitos só conseguem ver, quando não tem mais jeito e, isso está acabando com esses dois clubes. É a minha opinião.

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  7. Claudio, nosso futebol ficará igual ou pior, que os do nossos irmaos do Maranhao, Piaui, Amazonas e Amapa….infelizmente, quando sai um dirigente vendilhao, vem outro com uma ”Cabeça” pior ainda….muito triste para um futebol que seis, sete anos atras, era temido pelos clubes do Sul/Sudeste….agora, ateh os Salgueiros, Palmas, Lucas nao sei de onde, e.t.c….fazem a festa em Belem…ateh quando ???

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  8. Gerson,

    É com muita tristeza que estou escrevendo no Blog, nunca vi tanta falta de respeito com a torcida azulina, ninguém mais tem respeito quando veste uma camisa de um Clube centenário de muitas histórias e conquista. Uma folha salarial alta, comendo e dormindo em um bom hotel da cidade, não pode agir dessa maneira.

    O Cametá, só jogadores locais, sem bola e campo para treinar, sem comida e salários atrasados em 03 meses, é o melhor time do campeonato.

    O Remo precisa de um Choque de Gestão.

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  9. O presidente do Paysandu, Luiz Omar Pinheiro, anunciou, na manhã desta segunda-feira (30), que Sérgio Cosme não é mais o técnico do Papão. VERDADE!

    O Topo GIGIO vem ai ???

    Se pegarem o velho Giva. Adeus estadual.

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  10. Manoel,é o que eu acho também,o time era ruim ,Agora imagina,um bando de perna de pau fazendo corpo mole e boicote…Foi o que aconteceu e no que deu,eliminação.

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  11. Enquanto por aí a fora tem torcida que entoa: Time de gurreiros…. aqui em Belém temos a exemplo do Remo, time de mercenários, traíras, pior espécie de jogadores, não valem nada, um bando de fracassados, ressalto são só alguns se salvam, Diego, Mael, Rafael granja, isso é opinião. Se fosse dirigente não aceitaria vaga de esmola.

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  12. Soube que Lecheva vai assumir o cargo. Ora, por que não trazer logo o técnico do Brasileiro? Serão trinta dias perdidos e o novo treinador e elenco só vão chegar em cima da hora, atletas sem ritmo de jogo e sem conjunto. Vai ser uma bagunça. Como sempre!

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  13. O grande problema de Paysandu e Remo é a falta de um planejamento a medio e longo prazo…toda e qualquer competição tem uma mudança radical na equipe, no Parazão é um time e no Brasileiro é outro…como os jogadores podem trabalhar com tranquilidade? Principalmente os da terra. Falo isso com propriedade, por que na minha época onde fui jogador profissional em 1981 a 84 na Tuna Luso, com 4 anos de base no Paysandu de 1976 a 80…a Tuna fez um planejamento na gestão do Diretor de futebol do Sr. Alberto Sozinho e foi Campeão paraense em 83 e campeão da Taça de Prata em 85, com uma base toda formada 2 anos antes. E no Paysandu foi a mesma coisa no período glorioso do Papão de 2001 a 2003, sempre se manteve uma estrutura basica na équipe com planejamento. O que tá exitindo hoje é o imediatismo com desespero e isso é muito dificil de colher resultado satisfatorio…na verdade é uma verdadeira loteria… assim, vamos ficar sempre na esperança de alcançarmos o sucesso. Planejamento é tudo.

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    1. PELO QUE EU SAIBA O QUE VAI OCORRER HOJE LÁ É A INAUGURAÇÃO DO TERREIRO “LEÃO HÁ TEMPOS NA ROÇA”, O CHEFE DA QUADRILHA É O SERGIO CABEÇA.

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      1. heheheh essa foi boa “leão há tempos na roça” . Há concordo em algumas coisas com o amigo Cláudio porquê não trazer um técnico bom em vez de refugo caseiro? Benazzi ou Vadão?

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  14. PAPÃO É PAPÃO O RSTO- E PRINCIPALMENTE A ELZA LEOA VELHA SEM DIVISÃO -É SÓ ENGANAÇÃO…ESTOU EM BELÉM COM MINHA ESPOSA- SIM CASEI-ME COM UMAPARAENSE- E LOGO TO SENDO FELIZ COM ESSA NOTICIA DA LEOA VELHA SEM SÉRIE E NA QUINTA DIVISÃOKKKKKKKKKKKEI CARISSIMO G N O QUE VAI DIZER AGORA SOBRE SEU TIMECOD E QUINTA?UM ABRÇO A TODOS OS BICOLORES…PAPÃO O MELHOR DO NORTE DE TODOS OS TEMPOS.HASTA LA PARTIDO DE CONSAGRACION DE PAPON.

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  15. Atenção!!! Quem quiser participar da “Festa junina na chicuruzu” as inscrições estão abertas, já estão inscritos para fazer parte da “quadrilha junina” os srs. Tourinho, Rabelo, Robgol.

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    1. Falaram que o “Cabeça” não vai poder vir..

      Ele está, digamos… “preso” ao seus afazeres!….hehehehe!!!

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  16. O Remo tem a maior torcida do norte e é o clube mais tradicional destas bandas do Brasil, logo deve sobreviver um semestre sem futebol. Poderia muito bem aproveitar esta crise para sair mais fortalecido, se houvesse alguém com prestígio para desfazer o atual estatuto, colocar pra rua toda essa cambada de velhos e a atual diretoria e fazer novas eleições, agora diretas.
    Claro, isso não vai acontecer e teremos que ficar mais tempo com essa cambada de babacas… Mas eles não durarão sempre.
    Patético mesmo é ver torcedor do paissandu vibrar com a derrocada do Remo pela simples razão de não ter time pra torcer, e eles sabem que a despeito desta crise terrível pela qual passa o leão, o paissandu não consegue vencer o Remo… Isso deve doer.

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  17. Gerson, recebí este email gostoso e repasso para os colegas:

    Meus irmãos e amigos boleiros da antiga, confiram essas regras – acho que hoje em dia nossas crianças nem sabem do que se trata,
    As 10 regras do Futebol de Rua, o verdadeiro futebol de macho!
    1. A BOLA
    A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a lancheira do irmão menor.
    2. O GOL
    O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos,camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.
    3. O CAMPO
    O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.
    4. DURAÇÃO DO JOGO
    O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou quando escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a rádio-patrulha.
    5. FORMAÇÃO DOS TIMES
    Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.
    6. O JUIZ
    Não tem juiz.
    7. AS INTERRUPÇÕES
    No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:
    a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a
    devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de invasão, se não tiver cachorro bravo.
    b) Quando passar na rua qualquer garota gos… bonita.
    c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.
    8. AS SUBSTITUIÇÕES
    São permitidas substituições nos casos de:
    a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.
    b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando a partida após utilizar aquela “aguá santa” da torneira do quintal de alguém.
    c) Em caso de atropelamento.
    9. AS PENALIDADES
    A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o
    adversário dentro do bueiro (vulgo boca de lobo).
    10. A JUSTIÇA ESPORTIVA
    Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes e quem pegar uma pedra antes, rsss …Ah, sim, o time vencedor recebia como troféu, um garaná cerpa um baré ou Qsuco e dez copos, servidos na taberna do seu Manuel, que ficava lá na esquina do quarteirão… e é claro aquele um “pão massa grossa” com manteiga divido em 9 pedaços com aquela faca de serra comprida. rsss…
    QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA. … ôôô tempinho bão…

    Agora, será que o Remo vai parar nesse futebol de rua?kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. Valeu, Otávio. Levou aos meus tempos (década de 70) de pelada na Domingos Marreiros com 14 de Março, quando ainda não passava muitos carros por lá.

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  18. Prezados Remistas,
    Basta assistir uma reunião do conselho deliberativo do Remo que não é dificil entender o porque do Clube imergir nesta situação, ao que parece, sem volta. Em geral, não aparece quase ninguém, e e alguns poucos acabam por bocejar em meio a sonolência causada pelo discurso improdutivo de um, se não me engano, antigo Benémerito ou Grande Benemérito. Quando fala-se em algum projeto audacioso, no melhor sentido, para crescimento do clube, a desconfiança da corporação vem, e neste caso conselheiros antigos, que até fizeram muito pelo clube, porém nada mais fazem, na atualidade, aparecem para vetar, invocando em seus discursos momentos históricos de glórias do clube em um passdo já bem distante. A desunião desses remistas provocada por vaidades pessoais destruiu o Clube do Remo. O produto de tudo isso é o desprestígio do clube. Ninguém reespeita mais o Remo, arbítros não marcam penaltis descarados, jogadores trabalham sem qualquer comprometimento e sem planos dentro do clube. Jornalistas vilipendiam o clube em seus comentários. Tudo fruto da incompetência dos conselheiro e dirigentes, notamente descompromissados com o clube, mais que o usam para estar na mídia. Ontem, após o jogo liguei para um amigo conselheiro a fim de comentar o jogo, em um desabafo como torcedor, porém sem exaltação, face a educação que recebí de meus pais, remistas como eu. Ao indagar sobre o jogo, surpreendemente tive a resposta de que ele estava assistindo o jogo do Flamengo. O passado enaltece o Remo, mas o presente envergonha, e o futuro é sombrio. Lamentável

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  19. Amigos remistas, falo de recife e sou Santa cruz fc,mas me sinto triste pela a crise vivida pelo Remo por ai, mas meu santa, apesar de estar na serie D, vem fazendo um planejamento a medio prazo depois dos fracassos seguidos na serie D em 2009 e 2010, este ano foi feito um planejamento diferente no clube, primeiro se buscou destaques dos clubes do interior, juntou com jogadores da divisao de base e se retirou os melhores, tanto que iniciamos o pernambucano sem interesse nenhum da impresnsa local, que so falavam em sport e nautico…bla..bla entaum veio ze teodoro e com alguns reforcos de SP com compretimento com o clube e com bons contratos, o primeiro objetivo era a serie D, todos se esqueceram da gente e fomos pelas beiradas e fomos CAMPEOES..com 5 jogadores da BASE,e alguns destaques do estadual, acho que a saida esta ai…BASE e este ano aqui naum entrou nenhum medalhao de SP,RJ RS fora todos eles so jogador estadual,regiao e base.

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    1. Parabéns pelo teu Santa Cruz que conseguiu a façanha de desbancar o Sport ,Nautico e o saliente do Salgueiro e abiscoitou o titulo pernambucano, eu gostei de verdade, sem falar na CB.
      Espero que esse ano vcs tenham mais sorte e saiam dessa famigerada série D que a cbf inventou.

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