Por Marcio Montoril (mh.montoril@uol.com.br)
A justificativa de que o Estado do Pará é muito grande e que se torna difícil de governar, é puro engodo e enganação. O problema todo está na incompetência de gestão, distribuição de renda e seriedade na gerência de verbas. Dinheiro tem; só que, é muito mal administrado. O nosso sistema tem problema, mas o problema maior está no próprio homem. A falta de bom senso e a responsabilidade é o ponto crucial de tudo isso. Os prefeitos desviam verbas e nada acontece com eles, e isto é um dos maiores problemas. Enquanto a punição para os ladrões de gravata não vem; a nossa estrela vai aos poucos perdendo o seu brilho. Nada vai melhorar para o povo com a divisão do Pará. Pura ilusão. O interesse pessoal está muito acima do interesse social. Pura balela. Mesmo que hoje não vingue, mas no futuro será inevitável, os forasteiros um dia serão a grande maioria.
A nossa estrela é a maior da bandeira e fica acima de todas as outras. O nosso hino é composto de palavras e adjetivos que expressam grandiosidade. Nossos rios são largos e frondosos em meio de uma densa floresta. Temos a maior reserva de minério do mundo. Temos a segunda maior hidrelétrica do Brasil. Temos um dos maiores reservatórios de água doce do mundo somente no subsolo (Alter do Chão). Brevemente teremos a maior fábrica de ferro do Norte. Somos o maior exportador de madeira de lei do país. Agora, depois de 500 anos de posse deste imenso torrão, de uma hora para outra, resolvem organizar um plebiscito na tentativa de esquartejar o nosso grande pedaço de chão.
Forasteiros vieram de todos os cantos se apossando e comprando muitas propriedades, se estabeleceram e nossas terras, engravidaram nossas mulheres, comeram de nossos peixes, beberam do nosso açaí, derrubaram grande parte da mata, assorearam parte de nossos rios, enriqueceram com o trabalho escravo e outras coisas mais. Resumindo: sacanearam com a gente. Não satisfeitos, querem dividir o nosso Estado, ficando a melhor fatia de posse dos forasteiros. Muito interessante. Se acontecer, a nossa estrela terá que dividir espaço e reduzirá na sua insignificância e nosso hino terá que ser mudado.
Enquanto a nossa presidenta fala em exugar a máquina, reduzindo gastos, nossos parlamentares tentam criar mais dois Estados para justamente aumentar os gastos. Quem pagará a conta? A quem realmente interessa? Quero ver nossos parlamentares mostrarem sua cara.
(*) Marcio Montoril é professor e músico.
Se nós, que vivemos na região metropolitana já nos sentimos abandonados, que dizer da população interiorana? Como convencer os habitantes do interior esquecido até por deus de que o desmembramento não será melhor? Existem cidades no interior onde não há qualquer emprego. Todos vivem da informalidade, da extração de madeira, meninas se prostituem, a maior parte dos habitantes são miseráveis que habitam palafitas. Dizer a eles que deve continuar tudo como está?
O que o Estado oferece a esses desgraçados? Se é rico e em quinhentos anos ainda não conseguiu levar o desenvolvimento até esses lugares, não é de se esperar que vá fazê-lo agora… A riqueza produzida pelas jazidas do sul do Pará e de outros rincões é aplicada na capital, não retorna em forma de investimento às regiões de onde veio.
Interessante o terceiro parágrafo. Constata-se que o que os forasteiros estão fazendo com a gente agora foi o mesmo que fizemos aos índios. Nesta terra onde vale a lei do mais forte, a história se repete: os forasteiros foram gradualmente se apossando de tudo e agora nos expulsarão do que um dia foram nossas terras.
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Mas esse sujeito é um total ignorante. Pelo seu texto, ele acredita que no interior do Pará só existem forasteiros. Total preconceito. Nunca deve ter passeado pelo interior do estado.
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Texto muito bom.
Realmente essa questão de dividir o nosso estado é mais para os que vem de fora e tambem serão os mais beneficiados.
Tanta coisa importante do país e do proprio pra se preocupar e ficam nessa besteira de dividir uns dos maiores estados do Brasil.
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As motivações apresentadas para o retalhamento do Pará são tão estapafúrdias quanto descabidas, tentam na verdade, camuflar, aquilo que todos sabemos; em relação à Carajás, a nãoVALE quer um Estado DELA, e o Tapajós, conforme denúncia do ex-governador Almir Gabriel em entrevista à jornalista Úrsula Vidal, veiculada recentemente via tv, o empresariado daquela região, não pagam o ICMS, então está na cara de todo mundo vota na divisão os menos esclarecidos, paus mandados, massas de manobra e afins; no entanto, cabe aqui reflexão concreta em cima da proposição do senador Mozarildo Cavalcante, de Roraima, notem bem, DE RORAIMA, apresentando proposta para dividir o Pará e, o argumento cantado em prosa e verso é que o Pará é muito grande, difícil de administrar e que os povos das regiões separatistas merecem o desenvolvimento, até aí tudo legal, bonito discurso, vamos agora ao contraditório:
1- Em se tratando de desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida de sua população, RORAIMA é parâmetro ou exempo, prá algum Estado? desculpem-me os irmãos Roraimenses, a realidade é dura e dói!
2- Quanto ao desenvolvimento ao povo das regiões separatistas, por quê, só esse povo merece desenvolver-se, por quê não dividirmos também os gigantescos Estados da Bahia e Minas Gerais, será que o MISERÁVEL POVO DO VALE DO JEQUITINHONHA, não merecem desenvolvimenrto? e o que dizer dos dois Estados de Mato Grosso, que continuam imensos e por lá também campeia miséria e abandono; por aquelas plagas, o estado também é tão ausente quanto o daqui; vamos lembrar também do nosso vizinho amazonas, gigantesco, sub aproveitado, abandonado, sustentado pela renúncia fiscal do Estado Brasileiro, que no entanto, só beneficia manaus, quem mora a partir nde Itacoatiara prá baixo e de Manacapurú prá cima, excetuando-se a região da província do urucú(extração de gás e petróleo) tá ferrado é só miséria e abandono; em idos nem tão distantes, as formigas botaram prá correr a população de uma cidade inteira, Envira, no alto Javarí, fronteira com o Perú, de tanto abandono, cidade sem nenhuma estrutura, ausencia total do Estado, POVO ABANDONADO MESMO.
Será que esse Brasileiros não tem direitos a também desenvolver-se, porquê só o Pará, que volúpia é essa em tentar eliminar do Mapa Brasileiro, UMA NAÇÃO CHAMADA PARÁ.
No entanto, não sendo contrário ao legítimo direito de todo ser humano de ter condições dignas de vida, proponho uma alternativa que contemplará a todos:
Se o problema é tamanho do Estado, teremos que rever a divisão geográfica de todo Estado Brasileiro, começando por entender qual é o tamanho ideal geograficamente de todo Estado da Federação, já que o mote é desenvolvimento e Roraima nunca será parâmetro para tal, que tal escolhermos S. Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, ou, Rio Grande do Sul, são Estados pequenos e desenvolvidos correto? bom, escolhido o Módulo, então há de se redividir todo o Estado Brasileiro, paulatinamente é claro, os vazios demográficos retornarão para o controle da União, na forma de Teritórios Federais e quando houverem adquirido as condições ideais serão guindados à Estado e por aí vai; dessa forma, penso, haveria justiça e chances iguais para todos os Brasileiros reduzindo a ação nefasta de políticos inescrupulosos e paus mandados do grande capital, como esse senador de Roraima, aproveitador e enganador do povo de lá, que votou nêle, prá que levasse melhorias prá lá e não roubar-lhes a esperança, pois Roraima só anda de ré, acabou de perder alguns milhões de hectares de terras produtivas e com produção em andamento, prá transformá-las em reserva indígena, improdutiva e, o senador mozarildo, o que fêz?
Resta ainda comentar mais um detalhe, se o caso é tamanho, por quê o futuro estado do Tapajós ficará com 57% do atual Território do Pará, continuando dessa forma, imenso? portanto, já nascerá ingovernável e abandonado, né não?
NÃO À DIVISÃO DO PARÁ!!!
QUERO MEU ESTADO INTEIRO E PARA OS BRASILEIROS, NÃO APENAS PARA MEIA DÚZIA DE APROVEITADORES E SONEGADORES!!!!
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É meu caro Silas eu também não sou a favor da divisão, principalmente porque os interesses são obvios e só querem o filé, mas também o povo que reside naquela região precisa de ações concretas do estado e não abandono como você mesmo relata em seu texto, eu acredito que uma das alternativas a longo prazo seria um investimento em educação, uma vez que as pessoas melhores instruidas teriam melhores condições de exercer a sua cidadania e consequentemente seus parlamentares, ou quem sabe uma espécie de sub-sedes governamentais em que o Governo estadual podesse ser melhor acessorado e consequentemente mais presente em estas regiões, como por exemplo acontece no municipio de São Paulo por ser grande em termo de população em que existem as sub-prefeituras, mas claro que para isto tem que existir vontade politica e os politicos se unirem em pro do estado, coisas que infelismente fica dificil por causa do radicalismo existente na classe politica brasileira
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Queria que os amigos se souberem , postem algum comentário a respeito, se é só aqui no Pará essa palhaçada de divisão?
Moro aqui em Marituba que fica à poucos metros da capital, e até em Belém mesmo há bairros em condições precárias, daí usar isso como desculpa para dilacerar nosso estado, é só pra quem não tem nemhum afeto por esse estado tão querido por todos nós.
FORA INVASORES O PARÁ NÃO É UMA FAZENDA QUE SE CHEGA, INVADE E TOMA CONTA, ESTA TERRA TEM DONO, É NOSSA, É DO BRASIL E PONTO FINAL.
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Olha, não sou vingativo, mas se realmente após o plesbiscito, o Pará não dividir, seria viável uma pequena retalhação com aquela região. Digamos, suspender os investimentos e mandá-los para a RMB.
Aí sim, os caras iriam ver o que é esquecer uma região!
Choram de barriga cheia!
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COM TANTOS PILANTRAS NO COMANDO POLITICO DO PARÁ É MUITO DIFICIL O NOSSO ESTADO NAO SER DIVIDIDO…..QUEM ACREDITA NA JUSTIÇA….
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hehehe!!!
na justiça eu acredito, o problema são os políticos!
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O jornalista Jose Roberto Toledo em materia publicada no Estadao mostra algumas das dificuldades constitucionais para a criação de mais 2 estados. O Pará tem 17 deputados federais e a Constituição determina o minimo de 8 e o máxilo 70 permitidos aos Estados membros da Federação. Assim em vez de 17 teraimos 24 na Camara ultrapasaando os 513 determinados constitucionalmente. Outros entraves existem inclusive o que preocupam o contribuinte brasleiro que não suporta mais pagar a conta das “farras” legislativas. É não ficar parado. Mobilização geral com argumentos legais e convincentes.
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