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Saldo positivo chega a US$ 49 bilhões entre janeiro e julho, enquanto exportações avançam para China e União Europeia e recuam no mercado dos Estados Unidos

A balança comercial brasileira manteve trajetória positiva em 2026 e acumulou superávit de US$ 49,04 bilhões entre janeiro e julho, crescimento de 31,9% em relação ao mesmo período anterior. Os números reforçam a capacidade do Brasil de ampliar sua presença no comércio internacional mesmo em um cenário de dificuldades nas relações comerciais com os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Somente em julho, o desempenho do comércio exterior brasileiro mostrou avanço nas vendas externas e crescimento de setores importantes da economia, com destaque para agropecuária, mineração e indústria de transformação.

Em julho, as exportações brasileiras alcançaram US$ 34,12 bilhões, expansão de 6,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O crescimento foi puxado por diferentes segmentos da economia. As exportações da agropecuária aumentaram 9,3%, enquanto a indústria extrativa registrou expansão de 10,8%. A indústria de transformação, responsável por parcela relevante dos produtos de maior valor agregado vendidos pelo país, avançou 2,4%.

O desempenho mostra uma expansão relativamente disseminada das vendas externas brasileiras, reduzindo a dependência de um único setor para a sustentação do saldo comercial.

No acumulado de janeiro a julho, as exportações chegaram a US$ 218,55 bilhões, aumento de 10,5%.

Os números correspondem aos primeiros sete meses do ano e indicam fortalecimento do comércio exterior brasileiro em meio a um cenário internacional marcado por disputas comerciais, mudanças tarifárias e maior competição entre as principais economias.

AUMENTA IMPORTÂNCIA DA CHINA

A China permaneceu como um dos principais motores das exportações brasileiras. Em julho, as vendas brasileiras ao mercado chinês aumentaram 8,6%. No acumulado do ano, o avanço foi ainda maior, de 14,8%.

O resultado reforça a centralidade da China para a estratégia comercial brasileira e para a geração de superávits externos. A União Europeia também apresentou resultado positivo, com aumento de 3,9% nas exportações brasileiras em julho.

O desempenho desses mercados contrastou com a redução das vendas brasileiras para os Estados Unidos e para a Argentina. Embora os dados fornecidos pelo MDIC não permitam atribuir isoladamente essa retração à política tarifária do governo Trump, o resultado ocorre em um contexto de maior pressão comercial dos Estados Unidos e amplia a relevância da diversificação dos destinos das exportações brasileiras.

A composição geográfica do comércio exterior mostra diferenças importantes entre os principais parceiros brasileiros. Brasil mantém superávits comerciais com China e União Europeia, enquanto as relações comerciais com Estados Unidos e Argentina apresentam déficits.

Essa configuração reforça o peso dos mercados asiático e europeu para a formação do saldo positivo da balança comercial brasileira.

(Transcrito de Brasil 247)

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