Urbanitários denunciam Equatorial Celpa ao MPT por descumprimento de portaria

Segundo denúncia do sindicato da categoria, empresa não respeita isolamento de trabalhadores infectados pela Covid-19 e deixa de abrir CAT para os doentes

Na sexta-feira, 28 de janeiro, o Sindicato dos Urbanitários do Pará oficializou denúncia contra a Equatorial Celpa junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Superintendência do Trabalho e Emprego (SRTE). A denúncia se refere ao descumprimento da Portaria Interministerial nº 14, do Ministério do Trabalho e Previdência e da Saúde, em 20/01/2022, que determina medidas para prevenção, controle e mitigação dos riscos de transmissão do coronavírus (Covid-19) em ambientes de trabalho.

Os urbanitários alegam que pessoas do corpo gerencial da empresa pressionam e constrangem os trabalhadores afetados pela Covid-19 a exercerem suas tarefas presencial ou remotamente, “o que é uma irresponsabilidade e um atentado contra a saúde do trabalhador de toda a coletividade, contribuindo assim para a maior disseminação do vírus”, critica o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, Pedro Blois.

Segundo o sindicato, a empresa também vem se esquivando da obrigatoriedade de emitir Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) aos infectados no ambiente de trabalho pela Covid-19. A entidade sindical vem se colocando à disposição dos trabalhadores para emitir este documento.

ABUSOS

A denúncia feita aos órgãos de fiscalização do trabalho aponta situações vivenciadas pelos trabalhadores, como a obrigatoriedade de retorno ao trabalho mesmo com exames positivos para a Covid; a pressão para trabalharem em home-office, mesmo estando de atestado médico; a ordem para omitirem que estão com Covid-19 e informarem aos colegas de trabalho que estão “apenas gripados”, e descreve ainda que pessoas do corpo gerencial mandam trabalhadores infectados assintomáticos, sem novo exame, retornarem à atividade presencial.

A denúncia do sindicato também expõe a situação da médica do trabalho ligar para os afastados e pressionar para que retornem ao trabalho, a partir de avaliação feita por telefone, sem novo exame. “Se a direção da Equatorial Celpa quer fazer crer que a empresa é um ‘lugar bom para trabalhar’ deve zelar pela saúde de cada um e de todos, agindo com responsabilidade e dentro da legalidade”, alerta o sindicalista.

“A Equatorial é uma empresa de grande porte, que diz que tem ‘foco em gente’, mas que deixa de cuidar da coisa mais valiosa que tem, seus empregados, que lutam no dia a dia para possibilitar lucros milionários. O lucro da Equatorial aqui no Pará foi de R$ 624 milhões em 2020 e R$ 800 milhões nos nove primeiros meses de 2021.Vamos continuar a recolher denúncias e levar aos órgãos de fiscalização. Atitudes precisam ser tomadas para a preservação da vida dos trabalhadores e de suas famílias”, conclui Pedro Blois.

2 comentários em “Urbanitários denunciam Equatorial Celpa ao MPT por descumprimento de portaria

  1. Essa empresa, sucessora da Celpa, é um câncer em nosso estado. Herdeira das benesses da privataria tucana de FHC, recebeu dos emplumados bicudos paraenses mais benesses ainda, impensáveis ao empresariado considerado normal. Recentemente ela alterou a data de pagamento de minha fatura, estabelecida em tempos imemoriais, para outra, em descompasso com o recebimento de meus proventos. Reclamei, recorri para que a data anterior fosse restabelecida, mas não obtive sucesso. Apelei então para a ANEEL, mas esta afirmou que a concessionária estava certa em mudar a data sem minha anuência, em parecer contrário ao contido em resolução da própria agência reguladora, que prevê informação antecipada e acordo entre fornecedor e consumidor para a troca de data de vencimento da fatura. Então, não me surpreende em nada as irregularidades cometidas pela Equatorial para qualquer lado que se olhe. Estarei denunciando os abusos cometidos por essa fornecedora de energia em todas as oportunidades apresentadas.

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  2. O Paraná é um exemplo que não deve ser seguido em muitas coisas. Menos uma. A manutenção da COPEL como empresa pública é uma luta das esquerdas, com o apoio de Roberto Requião. Sobreviveu enfim à tucanagem de Lerner, Richa e Rato. Ainda assim, as tarifas estão ariscas – como dizem Chico Buarque e Francis Hime.

    O capitalismo é aquele que fabrica a dificuldade para depois oferecer aos prejudicados a facilidade. Diante dos altos preços, tive que recorrer ao sistema de energia solar, para isso estão aí os bancos a oferecer financiamentos a juros “camaradas”.

    O consolo é que, privatizada a COPEL, a coisa estaria pior.

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