POR GERSON NOGUEIRA

O Campeonato Paraense 2019 tem hoje a última chance de deixar uma impressão menos negativa. É claro que, por mais interessante que seja a decisão desta tarde, não conseguirá apagar a ruindade que predominou ao longo de três meses de disputa, com artilharia anêmica e jogos sofríveis. A coisa foi tão pífia este ano que o artilheiro da competição (Michel, do Paragominas) anotou apenas cinco gols.
Remo e Independente podem contribuir mostrando mais organização, buscando o ataque e se preocupando com a qualidade do jogo. A responsabilidade pela maneira de jogar e o desempenho dos finalistas está nas mãos dos técnicos Márcio Fernandes e Charles Guerreiro.
À frente de elencos pouco mais que razoáveis, os treinadores têm como grande desafio desfazer a péssima impressão deixada no primeiro jogo da final, decidido com um grotesco gol contra do zagueiro Marcão.
A final está em aberto. Com a vantagem do empate, o Independente tem a opção de adotar estratégia de espera, com cautela, o que não exclui a chance de propor o jogo também, sem cair na tentação de sofrer em seu próprio campo.
No Remo, onde Fernandes precisa desesperadamente fazer o ataque funcionar, a opção natural é um sistema 4-3-3 ou até mesmo o 3-4-3, com Emerson, Gustavo e Alex Sandro na linha ofensiva. O problema está na elaboração das jogadas no meio e na transição.
Douglas Packer, que estreou bem, caiu muito de rendimento nas últimas partidas. A ameaça de escalação de Diogo Sodré, cujo passe é o pior dos meio-campistas do Remo, é um ponto a considerar. Na ausência de Djalma, o garoto Lailson seria a melhor alternativa, pela capacidade de marcação e de movimentação junto à área.
Acima de tudo, para que consiga superar a boa zaga do Independente, o Remo precisará criar situações dentro da área ou arriscar chutes de média distância, coisas que não fez no domingo passado. Precisa, enfim, jogar bola, o que também deixou de mostrar no primeiro confronto.
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O advento do VAR e seus efeitos paralelos
Uma das piores consequências da instituição do VAR no futebol brasileiro é o jeito excessivamente respeitoso que as emissoras de TV adotam quando diante de lances analisados pelo árbitro de vídeo.
Cismam de retardar a exibição do replay, talvez preocupados em não sofrer acusação de interferência, o que é uma bobagem, visto que o árbitro está olhando as mesmas imagens no monitor.
Demorar a oferecer ao telespectador a chance de observar o lance constitui um cerceamento do direito à informação.
Nem entro no mérito da interferência – às vezes cruel, como naquele Manchester City x Tottenham – no andamento de um jogo, mas a adoção do sistema requer a urgente adaptação de todos os envolvidos.
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Bola na Torre
Guilherme Guerreiro comanda a atração, a partir das 22h, na RBATV. Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião participam como debatedores. Tudo sobre a decisão do Parazão, com a análise da grande final e cobertura da festa dos campeões. Sorteios de brindes para os telespectadores.
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Serviço de streaming começa a testar plataforma
A DAZN está convidando jornalistas e comunicadores para testar a sua plataforma de streaming de esportes gratuitamente. A Versão Beta dará acesso exclusivo a jogos ao vivo da Série A e da Ligue 1 antes do lançamento oficial do serviço no Brasil.
Serviço global de streaming de esportes, a DAZN começou na quarta-feira (17) a disponibilizar o teste de sua plataforma OTT antes do seu lançamento oficial no país.
Neste fim de semana, o serviço oferece atrações da Série A italiana e da Ligue 1 francesa, com as partidas entre Juventus x Fiorentina, Inter x Roma e PSG x Monaco.
Além disso, os convidados poderão acompanhar jogos exclusivos, do WTA de Tênis e provas da IndyCar. A DAZN continuará a disponibilizar alguns jogos com exclusividade em seus canais de Youtube e Facebook.
Será através da plataforma da DAZN que os torcedores da dupla Re-Pa poderão ter acesso aos jogos da Série C do Campeonato Brasileiro, em quantidade e horários ainda não definidos.
(Coluna publicada no Bola deste domingo, 21)
Ainda acredito que o rival chegue ao Bicampeonato facilmente.
É incrível saber que o Paysandu perdeu para um time de qualidade tão duvidosa.
Talvez, prefiro crer que o meu querido Paysandu não tivesse a qualidade que tantos acreditavam.
Bom jogo aos dois times.
Mas se eu tivesse o último real no bolso, certamente apostaria no leão.
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