A frase lapidar “o Flamengo fingia que pagava e eu fingia que jogava”, dita por Vampeta ao repórter Paulo Fernando Bad Boy, da Rádio Clube do Pará, em 2002, virou um clássico da malandragem no futebol brasileiro. Na entrevista ao “Esporte Espetacular”, da Globo, Vampeta disse que “um cara gravou uma conversa num cassete, num gravadorzinho e soltou isso”.
Não foi bem assim. O jogador concedeu uma entrevista ao repórter Bad Boy, que utilizava o microfone da Rádio Clube (foto ao lado). Portanto, o simpático Vampeta pisou na bola ao não reconhecer que proferiu a frase a um repórter que se identificou como tal. Na ocasião, ele saía de um treino do Corinthians no Baenão.
Bad perguntou a ele o motivo de não haver dado certo como jogador do Flamengo um ano antes. Vampeta, com a verve de sempre, disparou então a frase célebre, citada e usada sempre que alguém se refere a clubes caloteiros e boleiros malandros.
Perdeu excelente oportunidade de fazer justiça à competência do repórter paraense e de saborear um de seus maiores feitos no futebol – só comparável à cena hilária da farra na rampa do Planalto diante de FHC, no retorno da seleção tetracampeã ao Brasil, em 1994. Frasista de primeira linha, Vampeta amarelou ao não assumir integralmente sua frase mais genial.
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