Por Mauro Cézar Pereira (da ESPN)
A seleção de Dunga era resultado de quase quatro anos de trabalho quando disputou a Copa de 2010.
A de Mano Menezes tinha menos de um ano de existência ao estrear na Copa América deste ano.
O time do capitão de 1994 era forte na defesa, ótimo no contra-ataque, e contava com jogadores experientes, de outros Mundiais. Faltava uma pitada de talento.
O de Mano refletiu uma renovação. Tanto que começou os 2 a 2 com o Paraguai com nove jogadores que não eram titulares na África do Sul.
No time de Dunga, se convocados, Neymar e Paulo Henrique Ganso não seriam protagonistas, mas jovens talentosos à disposição para ajudar. Ou ao menos ganhar experiência.
Na equipe de Mano eles viraram personagens centrais, “os caras” em meio às mudanças radicais em relação ao time de 2010.
Incrível como alguém consegue concluir que, por não terem ido bem no renovado time da Copa América, ambos fracassariam em gramados sul-africanos.
Pelo menos teriam convivido em ambiente de Mundial, mesmo sem entrar em campo, como tantos os Dunga’s Boys. E se entrassem… Só Deus sabe o que aconteceria.
Neymar e Ganso são talentosíssimos, ganharam dois Estaduais, uma Copa do Brasil e uma Libertadores em pouco mais de um ano.
Muitos jogadores passam a vida inteira sem sequer se aproximarem de tantas conquistas. Desprezar tamanho talento é tolice. Com um toque de pretensão, talvez.

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